Após mais uma tragédia no Brasil, diversos especialistas disseram que a sociedade não deve reprimir, mas sim prevenir os crimes. Outros, porém, sugerem que, além da prevenção, deve haver, sim, repressão. Convém esclarecer: a repressão também previne.
Atitudes arriscadas - que contêm risco - envolvem, basicamente, três aspectos: prêmio, penalidade e o próprio risco. Quanto menor for o prêmio e quanto maiores forem a penalidade e o risco, menor é a probabilidade de a atitude ser tomada.
Analisando dessa forma, roubar e aplicar na bolsa são atitudes análogas, embora nesta o autor tenha consciência maior do risco que corre e do quanto pode ganhar e perder.
Sempre que alguém comete uma ilicitude - ou quanto investe na bolsa, aposta na loteria e etc. -, escolhe correr um risco, em busca de um prêmio, apesar de uma penalidade.
No caso de um ato ilícito - seja uma fraude ou um furto - o valor do prêmio já está estipulado: é o relógio, o carro, a conta bancária e etc. Para que tal ilicitude não seja cometida, só resta elevar o risco e a penalidade a um nível tal que obrigue quem estiver pensando em cometê-la a desistir do que iria fazer. É justamente por aumentar o risco e a penalidade que a repressão previne crimes.
Se, a partir de hoje, o policiamento se tornar mais ostensivo - o que aumentará o risco - e as leis se tornarem mais rígidas - o que endurecerá a penalidade -, muitas pessoas que estiverem pensando em cometer crimes amanhã desistirão. Será um assalto a menos. Um assassinato a menos. Uma fraude contábil a menos.
É claro que deve haver a prevenção, pois, mesmo que o risco seja altíssimo e a penalidade duríssima, uma pessoa com fome vai roubar para comer. A prevenção, no entanto, só tem eficácia em casos extremos, como esse que eu acabei de exemplificar. Se houver excelentes condições de saúde e educação e não houver repressão, a criminalidade diminuirá muito pouco.
Atitudes arriscadas - que contêm risco - envolvem, basicamente, três aspectos: prêmio, penalidade e o próprio risco. Quanto menor for o prêmio e quanto maiores forem a penalidade e o risco, menor é a probabilidade de a atitude ser tomada.
Analisando dessa forma, roubar e aplicar na bolsa são atitudes análogas, embora nesta o autor tenha consciência maior do risco que corre e do quanto pode ganhar e perder.
Sempre que alguém comete uma ilicitude - ou quanto investe na bolsa, aposta na loteria e etc. -, escolhe correr um risco, em busca de um prêmio, apesar de uma penalidade.
No caso de um ato ilícito - seja uma fraude ou um furto - o valor do prêmio já está estipulado: é o relógio, o carro, a conta bancária e etc. Para que tal ilicitude não seja cometida, só resta elevar o risco e a penalidade a um nível tal que obrigue quem estiver pensando em cometê-la a desistir do que iria fazer. É justamente por aumentar o risco e a penalidade que a repressão previne crimes.
Se, a partir de hoje, o policiamento se tornar mais ostensivo - o que aumentará o risco - e as leis se tornarem mais rígidas - o que endurecerá a penalidade -, muitas pessoas que estiverem pensando em cometer crimes amanhã desistirão. Será um assalto a menos. Um assassinato a menos. Uma fraude contábil a menos.
É claro que deve haver a prevenção, pois, mesmo que o risco seja altíssimo e a penalidade duríssima, uma pessoa com fome vai roubar para comer. A prevenção, no entanto, só tem eficácia em casos extremos, como esse que eu acabei de exemplificar. Se houver excelentes condições de saúde e educação e não houver repressão, a criminalidade diminuirá muito pouco.