tortura no DOI-Codi -
O Ministério Público Federal ingressou nesta segunda-feira (30) com ação civil pública em que pede o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil paulista: Aparecido Laertes Calandra e David dos Santos Araújo, já aposentados, e Dirceu Gravina, ainda em atividade, reconhecido por uma vítima quando trabalhava no interior de São Paulo.
Segundo o Ministério Público Federal, Calandra, Araújo e Gravina são suspeitos de participação direta em atos de tortura, abuso sexual, desaparecimentos forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964-1985).
A ação pede a responsabilização pessoal, a condenação à reparação por danos morais coletivos e a restituição das indenizações pagas pela União às vítimas. O G1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que ainda não se manifestou sobre a ação.
Localizado pelo G1 em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, Gravina negou que tenha extrapolado suas funções. De acordo com ele, na época ele era investigador e tinha apenas 19 anos.
"Eu sou meramente um instrumento. Eu sou funcionário público. Eu continuo prendendo aqui quem comete crime. Quem sequestrava, assaltava banco, matava gente, alguém tinha de prender. Lamentavelmente me puseram em um lugar que prendia esse tipo de gente. Não quero ideologizar isso", afirmou Gravina.
"Realmente eu trabalhei no Doi-Codi em 1970 e 1971, mas eu primeiro preciso saber o que o MPF está dizendo antes de me manifestar", disse o ex-delegado Araújo, localizado em São Paulo. Ele não quis falar a respeito das afirmações do MPF. "Eu vou ter de responder isso aí judicialmente."
O G1 não conseguiu localizar o ex-delegado Calandra.
O Ministério Público Federal ingressou nesta segunda-feira (30) com ação civil pública em que pede o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadorias de três delegados da Polícia Civil paulista: Aparecido Laertes Calandra e David dos Santos Araújo, já aposentados, e Dirceu Gravina, ainda em atividade, reconhecido por uma vítima quando trabalhava no interior de São Paulo.
Segundo o Ministério Público Federal, Calandra, Araújo e Gravina são suspeitos de participação direta em atos de tortura, abuso sexual, desaparecimentos forçados e homicídios, em serviço e nas dependências de órgãos da União, durante o regime militar (1964-1985).
A ação pede a responsabilização pessoal, a condenação à reparação por danos morais coletivos e a restituição das indenizações pagas pela União às vítimas. O G1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que ainda não se manifestou sobre a ação.
Localizado pelo G1 em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, Gravina negou que tenha extrapolado suas funções. De acordo com ele, na época ele era investigador e tinha apenas 19 anos.
"Eu sou meramente um instrumento. Eu sou funcionário público. Eu continuo prendendo aqui quem comete crime. Quem sequestrava, assaltava banco, matava gente, alguém tinha de prender. Lamentavelmente me puseram em um lugar que prendia esse tipo de gente. Não quero ideologizar isso", afirmou Gravina.
"Realmente eu trabalhei no Doi-Codi em 1970 e 1971, mas eu primeiro preciso saber o que o MPF está dizendo antes de me manifestar", disse o ex-delegado Araújo, localizado em São Paulo. Ele não quis falar a respeito das afirmações do MPF. "Eu vou ter de responder isso aí judicialmente."
O G1 não conseguiu localizar o ex-delegado Calandra.