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Evidências

Iniciado por ayrton em 03/09/2010 · 14 mensagens

ayrton#1
Revista Veja - 30/08/2010

"Ele era o alvo - A quebra ilegal do sigilo fiscal de cinco tucanos reforça a suspeita de que os dados obtidos foram usados para produzir um dossiê contra a campanha de José Serra

Veio à tona, na semana passada, mais um escândalo que deveria fazer tremer o governo federal. Um relatório da corregedoria da Secretaria da Receita Federal, divulgado nos jornais, mostra que cinco contribuintes pertencentes às hostes tucanas tiveram seu sigilo fiscal quebrado ilegalmente na delegacia desse órgão público localizada m Mauá, cidade do ABC paulista. São eles: Luiz Carlos Mendonça de Barros, Gregório Marin Preciado, Ricardo Sérgio de Oliveira, Ronaldo de Souza e Eduardo Jorge (veja o quadro abaixo). Já se sabia que esse último teve seu sigilo quebrado - o relatório produzido pela corregedoria da Receita Federal faz parte da sindicância a respeito do assunto. As ilegalidades cometidas contra os outros tucanos, no entanto, são novidade. Aliás, no total, como indica o relatório, 138 contribuintes tiveram sua declaração acessada por funcionários da Receita em Mauá, sem que houvesse ordem judicial para isso. Entre eles, estão a apresentadora Ana Maria Braga, integrantes da família Klein, proprietária das Casas Bahia, e os donos do frigorífico Independência, cuja matriz fica em São Paulo.
ayrton#2
Não se sabe por que tanta gente teve a declaração bisbilhotada, mas, em relação aos integrantes do PSDB, o que era suspeita grave está assumindo os contornos de verdade: a quebra de sigilo fiscal dessas pessoas alimentou um dossiê do PT contra o candidato tucano à Presidência, José Serra. O mesmo Serra que foi alvo de um dossiê fajuto em. 2006. também produzido por petistas, quando era candidato ao governo de São Paulo. O caso de quatro anos atrás permanece congelado na Justiça, com seus protagonistas - os aloprados na definição jocosa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - soltos e lampeiros. Resultado: a impunidade serviu de estímulo para que agora, às vésperas das eleições de outubro, a turma barra-pesada do petismo voltasse a agir.

A armação começou a ser desvendada em maio, por VEJA. A revista descobriu que um jornalista de Brasília, Luiz Lanzetta, havia montado um grupo para servir à campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff. Quatro dos tucanos que tiveram o sigilo quebrado ilegalmente. Luiz Carlos Mendonça de Barros, Gregório Marin Preciado, Ricardo Sérgio de Oliveira e Eduardo Jorge, aparecem citados nominalmente num texto de quarenta páginas intitulado "Operação Caribe" e que consta das primeiras páginas do tal dossiê. Uma rápida leitura desse material, em confronto com o relatório da corregedoria da Receita. é suficiente para concluir que quem o escreveu teve acesso às informações fiscais dos quatro personagens cuja declaração foi violada, em sequência, naquele início de tarde de 8 de outubro, em Mauá. Depois que VEJA publicou a reportagem sobre as atividades do grupo, suas ações foram abonadas pela cúpula da campanha de Dilma.
ayrton#3
O sigilo fiscal é garantido pela Constituição - e. como tal, sua quebra ilegal constitui um crime gravíssimo. A revelação de que. além dos tucanos, dezenas de pessoas tiveram sua declaração acessada sem ordem judicial indica que o delito pode estar sendo praticado com maior frequência do que se supunha - não apenas para montar dossiês contra políticos. mas também para achacar cidadãos comuns. Trata-se de algo que deveria ser condenado com veemência pelas autoridades máximas da República. Mas que vem sendo considerado mera futrica" por elas - em mais uma demonstração de que o respeito às leis, à moral e aos bons costumes nunca esteve num nível tão baixo neste país. Na última sexta-feira, o secretário da Receita. Otacílio Cartaxo, rompeu o silêncio para dizer que a instituição está "constrangida. Num país civilizado, ele já teria caído sem que isso fosse causa de constrangimentos.

As informações fiscais obtidas ilegalmente saíram do computador da servidora Adeildda Ferreira. Para acessá-las, foi usada a senha de outra funcionária, Antônia Aparecida Rodrigues. Ambas negam ter praticado o crime. Segundo Adeildda e Antônia Aparecida, que já foi dirigente sindical, assim como colegas com quem divide sala, as senhas eram compartilhadas e ficavam expostas em blocos de anotações e agendas. Apesar das negativas, a Receita informou que vai encaminhar representações contra as duas servidoras ao Ministério Público Federal. Elas são suspeitas de receber propina para quebrar o sigilo de tucanos. O advogado de Adeildda, Marcelo Panzardi, disse que a versão era para colocar a cliente como bode expiatório. Para ficar no terreno animal, espera-se que a pesca dos peixes pequenos não elimine a caça ao tubarões que estão por trás deles.
ayrton#4
Ao relembrar que muitas das informações do relatório da corregedoria da Receita constavam do texto "Operação Caribe", produzido pela turma ligada à campanha de Dilma Rousseff, o tucano José Serra cobrou esclarecimentos de sua adversária. "Se tudo isso foi feito para ajudar a candidatura de Dilma, ela tem de dar explicações ao Brasil". afirmou. A candidata petista respondeu que a cobrança de Serra embutia uma "calúnia" e era fruto de "desespero". O PT, por sua vez, entrou com uma ação na Justiça Cível contra Serra, pedindo indenização de 100000 reais. O Judiciário já se pronunciou no caso. Ao conceder liminar a Eduardo Jorge para que ele tivesse acesso à investigação da Receita. o juiz federal Antonio Carlos Macedo da Silva mostrou espanto com o fato de a sociedade "parecer conviver com tranquilidade" com um crime das proporções da quebra de sigilo fiscal. Ao fim de seu despacho. o magistrado se pergunta também: "Que estado é este?".

Difícil responder, senhor juiz. Acaba de ser desarmada outra trama que envolve gente graúda do governo. Desta vez, o alvo era o senador Marconi Perillo, do PSDB. Está nas mãos do ministro da Justiça um ofício da Promotoria de Zurique, na Suíça com notícias desalentadoras para a máquina de bisbilhotagem oficial. O documento revela aquilo que nos últimos anos e converteu no principal método petista para atacar seus oponentes: investigações clandestinas, baseadas em fatos quase nunca verdadeiros, com o objetivo de intimidar, constranger e manchar biografias de adversários. O tucano Perillo, hoje candidato a governador de Goiás, tornou-se inimigo dileto do Palácio do Planalto, após confirmar ter advertido o presidente Lula da existência de um esquema de desvio de dinheiro para subornar parlamentares - o que mais tarde ficaria conhecido como mensalão.
ayrton#5
A armação começou a ser preparada no ano passado, quando o líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), aliado do governo, se encontrou no Planalto com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, para conversar sobre ""uma bomba".
(...)"

https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadas…e-era-o-alvo
ayrton#6
SERRA DENUNCIA ARMAÇÃO DO PT CONTRA A DEMOCRACIA

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=3cxz8merzN0&feature=player_embedded
ayrton#7
"02/09/2010

Receita tentou 'abafar' quebra de sigilo fiscal da filha de Serra

A Receita sabia desde o dia 20 de agosto que o sigilo fiscal de Verônica havia sido violado em setembro do ano passado
(...)

Os novos documentos da investigação, divulgados nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo, também provam que a Receita sabia desde o dia 20 de agosto que o sigilo fiscal de Verônica havia sido violado em setembro do ano passado. A prova da suspeita da Receita está em um documento que mostra que, na tarde de terça-feira, a comissão de inquérito decidiu encaminhar o caso ao Ministério Público Federal. Ou seja, antes de a filha de Serra e o cartório afirmarem que o documento era falso, o que desmente do secretário-geral da Receita, Otacílio Cartaxo
(...)"

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/receita-tent…lha-se-serra
ayrton#8
Oh!, que surpresa!!!!

"03/09/2010

Contador que acessou IR de Verônica Serra foi filiado ao PT

Apesar de sustentar, em diversas entrevistas à imprensa, que nunca teve filiação partidária, o contador Antonio Carlos Atella Ferreira – que, com uma procuração falsa em mãos, pediu acesso às declarações do Imposto de Renda da filha do candidato tucano à Presidência, José Serra, Verônica Serra - foi filiado ao PT.

O pedido de filiação foi feito em 2003. O nome dele não aparece na base de dados atual da Justiça Eleitoral porque, em 2009, houve um problema técnico em seu registro, que não foi corrigido. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Atella filiou-se em 20 outubro de 2003 ao PT
(...)"

http://veja.abril.com.br/blog/eleicoes/veja-acompanh…liado-ao-pt/
ayrton#9
"05/09/2010

Dados fiscais de Eduardo Jorge foram violados dez vezes em MG

O documento acima resulta de uma pesquisa feita pelo Serpro a pedido da Corregedoria da Receita Federal.

Revela que, munido do número do CPF de Eduardo Jorge, um analista tributário do fisco acessou dez vezes os dados fiscais do dirigente do PSDB.

Link com fotos:

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-…8-10045644-0
ayrton#10
paul#11
Vamos ver a que ponto isso pode atrapalhar a Dilma no dia 3 de outubro.
rafael_29#12
Serra ganhou pra apanhar!
martin_2#13
tenho esperança que serra esteja que guardando a agressividade para o final da campanha
ayrton#14
"06/09/2010

Cartório desmente versão do PT sobre filiação de falso procurador de Verônica Serra

(...)
Os registros do cartório da 217ª Zona Eleitoral de Mauá (Grande São Paulo) desmentem a versão do PT paulista de que a filiação ao partido do contador Antonio Carlos Atella Ferreira, o falso procurador da quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, não se consumou por um erro na grafia do nome dele. O banco de dados do cartório aponta o nome dele como filiado ao PT com a grafia correta.
(...)"

Link com foto p/ evidenciar:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cartori…onica-serra/

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