Deu neste jornal:
http://jornaldaparaiba.globo.com/coluna.php?id=6226
CHICLETE COM BANANA
Por Marcos Tavares
Não gosto do Rock. Com honrosas exceções para algumas músicas dos Beatles, Rolling Stones e Pink Floyd coloco tudo o mais numa cova rasa e desligo o som. Podem me chamar de reacionário e até de ignorante, mas essa é a minha opinião. Agora o que me causa espécie e até me dá ânsias de vômito é esse rap nacional uma cópia malfeita de uma música que na sua origem já não é grande coisa e que é típica e essencial de um gueto negro americano. Nascida no final do século XX no rastro da revolta negra, o rap é tão americano como o Dia de São Valentim e o gosto pela guerra.
Quando vejo os negros brasileiros discursando ou teorizando sobre a importância do rap nas suas comunidades, me dá um misto de pena e raiva. Pena porque alguns deles acham que estão fazendo cultura quando na verdade fazem um papel carbono do que os americanos possuem de menos criativo em música. Raiva porque o Brasil tem tantas expressões naturais por onde explodir a revolta que não entendo a necessidade do rap. Durante anos o samba de roda foi a fonte de improviso e de crítica de costumes e o próprio samba elitizado é e foi uma crônica feroz de nossa sociedade. Basta ouvir Noel.
Ver aqueles garotinhos saracoteando pelo chão como vítimas de uma crise epiléptica, mostra o quanto a globalização é uma via de mão única, pois você não vê crioulo americano tirando som de uma cuíca de jeito nenhum. E essa globalização que traz tudo e não leva nada vem embalando uma geração de M.C. ridículos de nomes anglicizados e cabeça ainda mais americanizada achando que faz música quando na verdade improvisa um verso de péssima qualidade ao som de uma batida estridente de "disco music".
Continua ==>
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CHICLETE COM BANANA
Por Marcos Tavares
Não gosto do Rock. Com honrosas exceções para algumas músicas dos Beatles, Rolling Stones e Pink Floyd coloco tudo o mais numa cova rasa e desligo o som. Podem me chamar de reacionário e até de ignorante, mas essa é a minha opinião. Agora o que me causa espécie e até me dá ânsias de vômito é esse rap nacional uma cópia malfeita de uma música que na sua origem já não é grande coisa e que é típica e essencial de um gueto negro americano. Nascida no final do século XX no rastro da revolta negra, o rap é tão americano como o Dia de São Valentim e o gosto pela guerra.
Quando vejo os negros brasileiros discursando ou teorizando sobre a importância do rap nas suas comunidades, me dá um misto de pena e raiva. Pena porque alguns deles acham que estão fazendo cultura quando na verdade fazem um papel carbono do que os americanos possuem de menos criativo em música. Raiva porque o Brasil tem tantas expressões naturais por onde explodir a revolta que não entendo a necessidade do rap. Durante anos o samba de roda foi a fonte de improviso e de crítica de costumes e o próprio samba elitizado é e foi uma crônica feroz de nossa sociedade. Basta ouvir Noel.
Ver aqueles garotinhos saracoteando pelo chão como vítimas de uma crise epiléptica, mostra o quanto a globalização é uma via de mão única, pois você não vê crioulo americano tirando som de uma cuíca de jeito nenhum. E essa globalização que traz tudo e não leva nada vem embalando uma geração de M.C. ridículos de nomes anglicizados e cabeça ainda mais americanizada achando que faz música quando na verdade improvisa um verso de péssima qualidade ao som de uma batida estridente de "disco music".
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