Chá amargo para Obama: ultraconservador Tea Party preocupa republicanos moderados
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Em franca ascensão sobre os rivais democratas nas estimativas para o pleito legislativo de 2 de novembro nos Estados Unidos - 51% a 41% de vantagem de acordo com as últimas pesquisas -, o Partido Republicano passou a se preocupar com um aliado interno que tem crescido além das expectativas. Nas eleições primárias ocorridas até agora, o noviço movimento ultraconservador Tea Party surpreendeu em vários estados, dificultando os planos de candidatos de tendência mais centrista e tradicionais nomes apoiados pela máquina do partido. É o que mostra a reportagem do correspondente Fernando Eichenberg na edição de O Globo deste domingo.
Os resultados revelaram uma nítida insatisfação do eleitorado republicano com discursos considerados insuficientemente conservadores. Segundo uma recente sondagem realizada pelo Pew Research Center, a proporção dos republicanos que se consideram conservadores aumentou de 58%, em 2000, para 67%, em 2010. E tem mais: 59% dos entrevistados consideram que o partido deveria assumir um rumo mais à direita, contra 35% que optam por uma via mais moderada.
Criado há um ano - de nome inspirado na revolta de 1773, em Boston, contra os impostos ingleses sobre o chá - o Tea Party tem provocado uma radicalização maior de republicanos em busca de aprovação eleitoral, em delicados temas como a imigração, os direitos homossexuais ou o aborto. "Eu fico com a liberdade, o dinheiro e as armas. Vocês ficam com a mudança", diz um dos adesivos mais populares nos comícios do Tea Party. Na economia, o credo do movimento é a responsabilidade fiscal, um governo limitado e a liberdade de mercado. Sua principal divisa: restaurar a honra.
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Em franca ascensão sobre os rivais democratas nas estimativas para o pleito legislativo de 2 de novembro nos Estados Unidos - 51% a 41% de vantagem de acordo com as últimas pesquisas -, o Partido Republicano passou a se preocupar com um aliado interno que tem crescido além das expectativas. Nas eleições primárias ocorridas até agora, o noviço movimento ultraconservador Tea Party surpreendeu em vários estados, dificultando os planos de candidatos de tendência mais centrista e tradicionais nomes apoiados pela máquina do partido. É o que mostra a reportagem do correspondente Fernando Eichenberg na edição de O Globo deste domingo.
Os resultados revelaram uma nítida insatisfação do eleitorado republicano com discursos considerados insuficientemente conservadores. Segundo uma recente sondagem realizada pelo Pew Research Center, a proporção dos republicanos que se consideram conservadores aumentou de 58%, em 2000, para 67%, em 2010. E tem mais: 59% dos entrevistados consideram que o partido deveria assumir um rumo mais à direita, contra 35% que optam por uma via mais moderada.
Criado há um ano - de nome inspirado na revolta de 1773, em Boston, contra os impostos ingleses sobre o chá - o Tea Party tem provocado uma radicalização maior de republicanos em busca de aprovação eleitoral, em delicados temas como a imigração, os direitos homossexuais ou o aborto. "Eu fico com a liberdade, o dinheiro e as armas. Vocês ficam com a mudança", diz um dos adesivos mais populares nos comícios do Tea Party. Na economia, o credo do movimento é a responsabilidade fiscal, um governo limitado e a liberdade de mercado. Sua principal divisa: restaurar a honra.