Um ateu com a atitude científica de que Constantino fala em um de seus artigos (Fides et Ratio, http://rodrigoconstantino.blogspot.com/) só pode ser aquele que partiu de uma tese, a da inexistência de Deus, e depois de a submeter aos melhores e mais rigorosos argumentos contrários dos deístas, chegou à conclusão de que Deus não existe mesmo. Se ele não fez isto ele deveria se considerar um agnóstico e não um ateu.
Na verdade, muitos se tornam ateus já na adolescência, pelo menos todos os que eu conheço, e passam a vida toda selecionando apenas os argumentos que possam corroborar com o seu ateísmo. Isso não é a atitude científica de que ele fala. Seria interessante ele se perguntar se já fez o exame de consciência necessário para saber que tipo de ateu ele é. Se é o ateu que "desafia o seu ateísmo", "procurando justamente aquilo que possa derrubá-lo", "provar seus erros". Ou se é aquele ateu apaixonado que "parte para uma tentativa de justificar esta crença buscando coisas que confirmem o que ele deseja que seja verdade."
O ateísmo não é coisa apenas de gene fria, racional. Há muitas razões para se desejar, mesmo ardorosamente, que Deus não exista, Raskolnikoff que o diga. Uma das razões do ateísmo é o orgulho humano que não aceita outra instância cognoscente superior a ele, sem contar que a inexistência de Deus dá-lhe uma certa sensação de irresponsabilidade. Dostoievski tem muito a nos dizer sobre isto.
Na verdade, muitos se tornam ateus já na adolescência, pelo menos todos os que eu conheço, e passam a vida toda selecionando apenas os argumentos que possam corroborar com o seu ateísmo. Isso não é a atitude científica de que ele fala. Seria interessante ele se perguntar se já fez o exame de consciência necessário para saber que tipo de ateu ele é. Se é o ateu que "desafia o seu ateísmo", "procurando justamente aquilo que possa derrubá-lo", "provar seus erros". Ou se é aquele ateu apaixonado que "parte para uma tentativa de justificar esta crença buscando coisas que confirmem o que ele deseja que seja verdade."
O ateísmo não é coisa apenas de gene fria, racional. Há muitas razões para se desejar, mesmo ardorosamente, que Deus não exista, Raskolnikoff que o diga. Uma das razões do ateísmo é o orgulho humano que não aceita outra instância cognoscente superior a ele, sem contar que a inexistência de Deus dá-lhe uma certa sensação de irresponsabilidade. Dostoievski tem muito a nos dizer sobre isto.