RIO - Apesar da condenação internacional e da pressão da Casa Branca, o pastor evangélico Terry Jones reafirmou nesta quarta-feira que mantém seu plano de queimar Alcorões para marcar os nove anos dos atentados de 11 de setembro. Em entrevista à rede CBS, ele disse que o ato é "necessário" para combater radicais muçulmanos. Alvo de críticas de líderes e civis e religiosos, o pastor de 58 anos também teve sua ideia condenada pela Secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
- Estou feliz com a clara e inequívoca condenação deste ato desrespeitoso e vergonhoso que partiu de líderes religiosos americanos de todas as fés - disse Hillary, na terça-feira, durante um jantar em Washington para celebrar o Ramadã, mês sagrado muçulmano.
Hillary voltou a criticar o pastor nesta quarta-feira, pedindo, em audiência no Conselho de Relações Exteriores, que ele desista do plano, e dizendo que a ideia é ultrajante e não representa os EUA. Jones disse que sua abordagem "não é normal", mas nesse momento isso é "muito necessário". Ele afirmou que, desde o anúncio da ideia, recebeu mais de cem ameaças de morte, o que o levou a começar a andar armado com um pistola calibre .40.
- Nós vemos a influência deles no mundo. Nós estamos mandando uma mensagem para eles de que não queremos que eles façam o que parecem estar fazendo na Europa - disse Jones. - Nós queremos que eles saibam que se estão na América eles precisam obedecer nossas leis e Constituição, e não impor lentamente a agenda deles sobre nós.
O Vaticano, que já havia condenado a queima de Alcorões em um artigo em seu jornal, divulgou comunicado nesta quarta-feira classificando o plano como um "gesto ultrajante e grave" .
Legislação americana deve impedir proibição do plano
O pastor deve ter cobertura legal para levar seu plano adiante em sua igreja no estado americano da Flórida, onde costuma reunir cerca de cem fiéis. De acordo com especialistas, a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão, poderá ser invocada para garantir seu direito ao ato. Isso permitiu, por exemplo, que o grupo Ku Klux Klan queimasse cruzes e que manifestantes incendeiem a bandeira americana.
- Você está apenas dizendo uma coisa ou está incitando a violência? Isso se torna a linha divisória - avalia Ruthann Robson, professor de legislação na Universidade de West Virginia. - Você pode falar e expressar uma opinião, e fazer isso de maneira simbólica queimando alguma coisa, mas não pode fazer isso de maneira que incite a violência.
A Suprema Corte americana deixou claro em diversos casos que discursos considerados ofensivos por muitos, mesmo que a maioria, não podem ser proibidos pelo governo a menos que intimidem alguém incitem a violência, dizem especialistas. Para Steven Schwinn, professor de Direito da Universidade de Chicago, qualquer lei que tente impedir que Jones queime Alcorões deverá ser considerada inconstitucional.
Considero isso uma atitude provocativa e desnecessária. Mas espanta esse frenesi todo da mídia ao mesmo tempo em que silencia sobre a perseguição de cristãos e adeptos de outras religiões nos países islâmicos. Nos países islâmicos eles não queimam bíblias, limitam-se a matar os cristãs.
Podes condenar a ação do pastor, mas essa de colocar nele a culpa de uma futura ação violenta por parte dos muçulmanos já é demais. Eles querem e estão tomando o ocidente. Vão ocupando os espaços lentamente pq não há oposição. Essa conquista não é uma reação a queima do corão pelos ocidentais, mas apenas obediência ao próprio corão.
Liga Árabe: pastor que deseja queimar Alcorão é "fanático" -
O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Musa, qualificou nesta quarta-feira de "fanático" o pastor evangélico americano que pretende queimar um exemplar do Alcorão no sábado, data de aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.
"Há uma crescente maioria nos Estados Unidos contra este fanático", disse Musa à AFP, em uma referência Terry Jones, pastor da igreja Dove World Outreach Center, criada em 1986 e localizada em Gainesville (Flórida).
"Nós queremos ver a reação das pessoas educadas nos Estados Unidos contra o enfoque destruidor deste fanático", completou Musa.
Apesar das advertências e apelos da Casa Branca, Vaticano, Irã e do comandante das tropas internacionais no Afeganistão, Jones anunciou na terça-feira que queimará o Alcorão no nono aniversário dos atentados de 11/9, e defendeu um dia internacional de queima do livro sagrado dos muçulmanos.
É uma bobagem sair queimando livro religioso como protesto. Como coloquei em outro tópico: por que não queima uma foto do Bin Laden ou dos líderes do Hamas? Mas não: queima o Corão...
Leiam esse artigo interessante de um ex-muçulmano comentando o "dia da queima do alcorão".
Segue parte do artigo:
O Rafik concorda ou não com a queima do Alcorão? Não, eu não concordo com a queima do Alcorão e acho que não ha necessidade de se fazer isso. As razoes são simples, o Alcorão oferece uma grande evidencia contra si mesmo. O próprio Alcorão SE QUEIMA como livro divino. Então, não ha necessidade de QUEIMAR ALCORÕES. Em outras palavras, eu não estou de acordo com o DIA da QUEIMA DO ALCORÃO porque:
O dia da Queima foi inventada por Otman, o Terceiro Califa
Os próprios muçulmanos radicais queimam Alcorões de outras seitas Islâmicas e ninguem protesta. (veja nesta pagina de discussão)
O próprio Alcorão se QUEIMA.
O protesto Islâmico, se deve a que alguns Cristãos resolveram protestar contra a violencia Islâmica de uma forma mais forte, porem pacifica. Muitos poderão ser tentados a pensar que o Pastor Jones foi o primeiro a ter tido a idéia de queimar o Alcorão, mas a pratica é muito antiga. Aprendemos através da historia do Islamismo que já houveram outros “Dia de Queimar o Alcorão”. A própria historia Islâmica expõe a hipocrisia dos muçulmanos. Já ate houveram casos onde os próprios muçulmanos queimaram Alcorões para poderem CULPAR os outros. Vejamos e aprendamos da historia do Alcorão resumidamente:
Não entendo porque a midia dá tanta atenção a um pastor de uma igreja com 100 membros,será que a todo que queiram se promover queimando o Corão terão essa atenção da midia.
Somente para terminar veja a ironia da historia: Os Americanos estão mais preocupados com as CONSEQUÊNCIAS da queima do Alcorão do que com a ato em si. Em outras palavras, TODO mundo sabe que o Islamismo é perigoso, mas ninguém tem coragem de dizer isso em frente das câmeras. Por isso eu admiro o Pastor Jones.
O Rafik tambem denuncia, mas para me manter vivo, preciso manter a minha privacidade.
Abraços
Rafik
O mais interessante nesse caso foi a quantidade de pessoas condenando o tal do pastor pelo gesto de queimar o Corão.
Quer dizer: os muçulmanos podem tudo, podem queimar Bíblias, podem queimar cristãos etc.; mas um reles pastor americano não pode queimar um Corão sequer que o caso se torna um Deus nos acuda, um escândalo mundial. Caso típico de guerra assimétrica.
Sabe o que iria acontecer? asolutamente nada. Os caras queimariam mais umas bandeiras americanas, gritariam, xingariam e tudo ficaria por isto mesmo. Eles, como os esquerdopatas nacionais só sao "machos" em grupo, ou com o peito cheio de bomba. sozinhos sao uns cagoes, infelizmente parece que o pastor quando se viu só também deu para trás.
Eu não queimaria o alcorão, mas não repreenderia ninguém que o fizesse. Ora, ontem mesmo passou na televisão um vídeo dos islâmicos queimando a bandeira americana.
* A prefeitura da cidade negou ao pastor a permissão de fazer fogo;
* O seu banco cancelou sua hipoteca;
* A companhia de seguros cancelou o seguro à propriedade da Igreja;
* O General Petraeus, comandante das forças no Afeganistão, manifestou-se contrário, afirmando que poria em risco a vida de tropas;
* Hillary Clinton, Secretária de Estado e representante do governo americano, manifestou-se rispidamente contrária;
* Finalmente o próprio presidente americano, Barack Obama, pediu publicamente ao pastor para não queimar o livro;
* O site da Igreja foi cancelado e apagado pelo servidor;
* A Associated Press e a Fox News garantiram a seus espectadores que não mostrariam cenas da queima do livro caso esta ocorresse;
* Colunistas e articulistas, até mesmo à direita, informaram que era uma maluquice, um absurdo, uma loucura.
* A Interpol anunciou que o ato poderia levar a novos atentados.
* O pastor foi finalmente forçado a desistir do ato, em base a uma promessa (depois desmentida) de mudança do local da mesquita de Ground Zero.
Essas ações serão aplicadas também para quem quiser queimar ou profanar a bíblia?
O Islã é respeitado pq é temido e é temido pq é violento. Ou seja, os próprios liberais e politicamente corretos, com essas ações, se se desmentem quando dizem que o islã é pacífico.
A organização não-denominacional Dove World Outreach Center, que, no passado, se juntou ao extremista Westboro Baptist Church, em protesto a homossexualidade, está organizando o “Dia Internacional do Queime um Alcorão” para se opor ao Islã, que vê como uma “religião violenta e opressiva.”
“Só fiz isso porque nós sentimos que é preciso haver um clamor contra o Islã, porque o Islã está se apresentando como uma religião de paz,” explicou o Dr. Terry Jones, pastor sênior da Dove World Outreach Center, ao The Christian Post, na terça-feira.
“Nós vemos os efeitos do Islã na Europa. Como eles não tem feito nada, o Islã está começando a assumir o controle lá,” acrescentou.
Os participantes do plano de queima para “iluminar” o Alcorão tem o objetivo de, na propriedade da Igreja, lembrar as vítimas do 11/9 e “levantar-se contra o mal do Islã,” segundo o Facebook do grupo.
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Para os críticos cristãos que dizem que o evento de não queimar o Alcorão é a maneira de demonstrar amor cristão para com os Muçulmanos, a resposta de Jones é que eles devem parar de criticar e encontrar outra maneira de aumentar a conscientização sobre o Islã ou a compartilhar o Evangelho.
“A maioria das pessoas que criticam são também as pessoas que não fazem nada,” disse Jones. “Se eles não gostam de nosso método – eles não tem que gostar de nosso método, eles não terão de adotar o nosso método – então eles mesmos deveriam fazer algo também,” disse ele, propondo que vão de porta em porta para distribuir literatura cristã sobre o amor de Jesus.
Uma pesquisa divulgada pela LifeWay Research, em abril, concluiu que 42 % dos pastores protestantes acreditam que o Islã “promove a violência,” e mais da metade concorda com a declaração conhecido evangelista Franklin Graham, que disse que o Islã é uma religião “do mal”.
Eu sou contra esse tipo de manifestação odiosa, apesar de que tem-se aumentado de forma absurda algo que não era para tanto.
É claro a preocupação (medo) do governo que se tornou refém do terrorismo, que agora vai crescer mais do que nunca.
Pessoal esquece que os muçulmanos correspondem a mais de 20% da população mundial e segundo os dados, há mais de 1 bilhão e meio de seguidores. Não é a igrejinha de 50 membros do pastor.
Qualquer coisa deste tipo, causa reação imediata. É um assunto de segurança quando se trata mundo islâmico.
Deveria ter negociado pela remoção da construção do centro islâmico próximo ao Marco Zero, promovido pelo Imã Feisal Abdul Rauf radical que nega que o Hamas e o Hezbolla sejam terroristas e afirma que os muçulmanos não tiveram nada haver com o 11/09. Uma provocação e passo importante para a islamização dos EUA.
O Imã falou cinicamente que o cristianismo é uma religião que prega o "amor aos inimigos". Ora tudo bem, mas para existir não se pode sentar, cruzar os braços e morrer. Os que nos ameaçam de fora tem que levar chumbo e o Ocidente tem que entender isso. Infelizmente o politicamente correto predomina com o Obama lá na presidência.
É estranho. Se alguém queima a bandeira americana, é protesto legítimo. Se alguém coloca um crucifixo em um balde de urina, é "arte". Se alguém quer construir uma mesquita a poucos passos do maior atentado islâmico da história, é "liberdade de expressão". Bíblias são queimadas até pelo próprio exército americano, como medida politicamente correta. Mas se alguém decidir tacar fogo num Corão, é atacado por toda a humanidade.