Na Playboy deste mês, Laurentino Gomes detona a "obra" do "grande historiadô" (pág. 59):
A obra de Nelson Werneck Sodré é irrelevante. Na década de 1970, um intelecual menor como ele era celebrado como historiador sério porque era marxista. Ele é um propagandista, um proselitista"
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Sou mais o Hélio Silva como historiador.
Na verdade, Nelson Werneck Sodré foi um historiador bastante limitado intelecualmente, rigoroso e incapaz, que jamais saiu dos dogmas marxistas-leninistas de interpretação da história, mesmo quando eram visivelmente ridículos para outros historiadores de esquerda.
Por exemplo, enquanto Caio Prado e Gorender "atualizavam" suas leituras para o marxismo contemporâneo (o que não quer dizer que fossem isentos de erros), Werneck Sodré falava em "modo de produção feudal" para designar o Brasil colonial e, ainda na década de 90 avaliava a marcha da esquerda rumo ao poder em termos de "fase burguesa" e "fase operária'.
Se não fosse o "patrocínio" ostensivo do PCB (que pautava sua extensa e hoje inútil produção semi-acadêmica), Sodré teria caído no esquecimento.
Não aconselho nenhum de seus livros.