Estou criando este tópico para todos aqueles que concordem com a principal idéia dos últimos posts de Constantino: a de que o homem não precisa pensar em Deus para construir a sua própria moral. O homem possui Razão suficiente para isso. Basta usar a sua mente racional, e pronto: teremos a mais perfeita noção do que é moral e elevado.
Não precisaremos mais nos humilhar perante um Deus criado (e não criador) por humanos sem escrúpulos que querem somente escravizar seus pares.
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Este tópico é para que, seguindo esse raciocínio, começemos a dar prova de que somos seguros emocionalmente, de que não temos uma "necessidade de acreditar" em nada. Somos melhores do que isso, somos superiores a isso. Afinal, SOMOS RACIONAIS.
Vamos começar.
Dêem, aqui, exemplos de que são perfeitos humanistas (no sentido de "anti-deísta").
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Primeiro valor a ser contestado: SEXO EM FAMÍLIA.
Por que esse apego à família e ao casamento, a que os cristãos tanto se apegam? Que racionalidade existe em achar que é preciso haver um ritual de união entre duas pessoas para que elas possam procriar e gerar filhos? Ainda mais que essa reunião seja obrigatoriamente de sexos opostos... Como são fanáticos esses cristãos!
Porque, afinal, essa restrição de não haver sexo entre pessoas da mesma família?
Ora, se as pessoas são livres para fazer sexo com quem quiserem, da forma que quiserem, o que impede?
Ora, só porque existem alguns mandamentos bestas em livros antigos, tais como:
"um filho não deve ver a nudez do teu pai", ou
"um homem não deve fazer sexo com a mulher do seu irmão",
"um homem não deve fazer sexo com seus pais, avós, filhos"?
Aliás, quem melhor para educar sexualmente uma criança num dos aspectos mais importantes da sua vida adulta? E que melhor forma de ensinar do que na prática?
(Entendam que estou apenas retirando todo e qualquer resquício dos ultrapassados valores morais judaico-cristãos, ou de qualquer outra religião, e tentando estabelecer uma moral baseada somente na razão.
Neste momento, já na primeira constestação dos ultrapassados valores morais judaico-cristãos, na direção de uma moral puramente racional,
talvez por causa de preconceitos cristãos profundamente arraigados no meu subconsciente, esbarro aqui num porém, numa questão a qual só o Rodrigo Constantino, muito mais evoluído que eu, nesse aspecto, pode responder:
Existe algum impedimento racional (já que onde em dia existe a camisinha, e portanto não há o perigo das doenças genéticas causadas pelas excessivas procriações em família),
para que pai e filha façam sexo?
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Abro, aqui, um parênteses para ajudar o Constantino: Que o pai só comece a sua "educação sexual prática" quando a garota já estiver preparada, já tiver inteligência suficiente para entender o que está acontecendo. Algo, por exemplo, em torno da idade em que boa parte dos adolescentes hoje em dia começam a ter as suas relações.
É muito fácil falar um monte de besteiras para o Olavo, ser merecidamente xingado, receber uma aula de História da Religião e Sociedade, ignorar a aula, e reclamar que foi xingado.
O Brasil esquerdista inteiro faz isso todos os dias.
Acho que o Olavo faz errado em respondê-lo. A meu ver, ele deve manter os textos sobre a conformação dos atuais valores morais da sociedade baseada na Mensagem Cristã, porque nso ensinam muito, e se abster de xingar você. Porque, como você mesmo disse, isso faz parecer que o que você diz tem alguma importância além de exemplificar uma das razões porque o petismo chegou onde chegou.
Você só ajuda o esquerdismo brasileiro com seus iluminados textos sobre religião.
A confusa distinção entre "liberais" e "conservadores" que você tentou fazer num texto no seu blog foi ridícula.
Não há exemplos, na História, de democracias capitalistas sem Cristianismo; nem de socialismos e totalitarismos, sem terem como uma de suas bases teóricas ou o ateísmo ou uma religião não-cristã.
Esse tópico servirá como meu desafio (e de quem mais quiser se juntar) a você, Constantino: quero apontar a estreita relação (de causa e efeito, talvez?) entre o materialismo (ou cientificismo, ou humanismo no sentido anti-cristão, ou racionalismo, no sentido de só não raciocinar sobre a Alma e Deus) e a negação de todos os direitos individuais do ser humano, em prol de uma entidade maior e "racional" (o Estado, talvez?).
Qual é o impedimento racional (já que onde em dia existe a camisinha, e portanto não há o perigo das doenças genéticas causadas pelas excessivas procriações em família)
para que pai e filha façam sexo?
(Já disse que não estou falando de filhas pequenas, mas de filhas crescidas: pronto, de dezoito anos, se você quiser, maiores de idade).
Responda a pergunta, ou considere-se alguém que não capaz de responder uma simples pergunta, quanto mais envolver-se num debate complexo.
Porque, se não exisitr um impedimento moral que não seja aquele baseado em "ultrapassados valores morais judaico-cristãos", você terá que concordar que um homem poderia perfeitamente transar com sua filhas maiores, se elas assim o consentirem, como pessoas "livres".
Uma filha que você já educou, já mostrou tudo o que é melhor, que já pode andar pelas próprias pernas.
Além do mais, não estou falando de você, nem de mim.
Estou colocando uma situação.
Você se depara com o caso de um pai que transa com a filha, um vizinho seu, digamos.
A filha dele é maior de idade. Inclusive é uma empresária liberal. Digamos que seja uma ex-namorada sua.
Pronto.
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Satisfeito?
Vai deixar de apelar para frases rasteiras e baixas jogando para a platéis, como "vejam todas, ele é patético, degenerado, que comeria criancinhas"? Vai tratar de responder?
Eu posso te fazer uma pergunta, Adilson: vc acha que matar um inocente é considerado errado e imoral apenas porque consta na Bíblia?
Passar a ser moral quando a ciência prega que é. A matança de inocentes é a prática justificada em nome da razão científica leiga. Nada matou mais do que isso.
"Eu posso te fazer uma pergunta, Adilson: vc acha que matar um inocente é considerado errado e imoral apenas porque consta na Bíblia?
Antes de a mensagem de Jesus alcançar o Império Romano, um imperador de Roma podia mandar matar quem quisesse, sem muitas restrições, a não ser a da ameaça ao seu poder caso essa pessoa fosse importante no cenário político.
E todas as pessoas aceitavam que o imperador romano podia mandar matar quem quisesse.
Assim foi com todos os líderes de todas as civilizações da Antiguidade. Todos tinham o "direito" de matar quem quisessem.
Depois de Jesus, com sua idéia de que a Boa Nova era para todos, que todos eram filhos do mesmo Deus, e que poderiam crer nEle, e ter a vida eterna, esse "direito" foi suprimido de praticamente todas as bases morais escritas de qualquer governo no qual a Mensagem Cristã tivesse chegado.
Como pode julgar algo do qual não tem sequer se deu ao trabalho de conhecer?
Eu julgo com base em alguém que se deu sequer ao trabalho de conhecer a religião e sua importância para o mundo. Eu não leio obras de desonestos que propõem a substituição de uma crença por outra e ainda falam em nome da ciência. Isso aí é leitura para burros como você e o Constantino.
Vc, para considerar que é porque está na Bíblia que comer a própria filha é algo imoral,
Homens dormiam, casavam e procriavam com as próprias filhas antes da Mensagem Cristã ter se propagado por todo o mundo conhecido.
No Japão, a pedofilia só foi proibida há poucas décadas. Teve parte importante nessa proibição a influência do mundo ocidental.
Não falo que as pessoas, inclusive você, devem se guiar somente pela Bíblia, mas que a Bíblia foi a base do código moral que hoje você quer considerar como uma coisa "óbvia".
E acredito que todo esse código moral pode ruir, se se esvaziá-lo de sua base Bíblica, substituindo-a pelo pragmatismo racional.
Por isso, lhe faço essa pergunta: você vê algum impedimento entre duas pessoas maiores de idade, com consentimento mútuo, transarem, sendo que são pai e filha?
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"TEM que considerar então que TUDO que consta na Bíblia deve ser seguido como caminho da moralidade, e o que ali não consta, jamais poderia ser considerado moral."
A primeira parte está certa. A segunda não é lógica. Uma lei não constar da Bíblia, literalmente, não é requisito para ser considerada imoral. Só o será imoral se contraria uma de suas bases morais. Espero que concorde com isto. E que concorde formalmente, agora, por escrito, para que não haja mal-entendidos depois.
" Afinal, os homens seriam incapazes, pela sua ótica, de constatar o que é razoável e o que é absurdo, sem o guia da Bíblia. Vc entende isso? Vc está disposto a levar até as últimas conseqüências tamanha atrocidade?
Estou, e de antemão, já estou mostrando, com diversos exemplos na História da Antiguidade, que sem um código moral-religioso, como a Bíblia, como pontapé inicial para a criação de nossos próprios códigos (que você considera como "óbvios", "racionais" e independentes da Mensagem de Cristo), nós sequer teríamos condições base para considerar "razoável" ou "absurdas" as coisas que você considera como tais.
Estamos chegando em um estágio onde estão sendo derrubados todos os limites. Do mesmo jeito que o Constantino ainda fica horrorixado com a simples menção de um pênis de um pai na vagina da filha, nós aind ficamos horrorizados coma menção de um pênis de um homem no ânus de outro. Há várias pessoas que - "usando a razão" - concluiriam que o Constantino é um moralista hipócrita, assim como ele conclui isso de nós.
Agora respondam de forma clara: porque o homossexualismo seria aceitável moralmente pela razão e o incesto não?
Antes, o admirava, mas estou quase perdendo até o respeito por você.
Não disse que no Japão "todo pai come a filha", e sim que a pedofilia foi proibida há algumas décadas, e que a sociedade a aceitava antes da influência ocidental.
Ou seja, como eles não baseiam seu código de leis na Bíblia, não tinham porque considerar o sexo com crianças "algo absurdo".
Isso é bem diferente de "todo pai come a filha".
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Em segundo lugar, eu não disse que "todos na Antiguidade podiam matar", mas que "todos os LÍDERES da Antiguidade tinham, sim, licença para matar quem quisessem sem serem punidos, a não ser que esse alguém fosse, também, uma pessoa poderosa na sua própria sociedade, que pudesse ameaçar o seu poder.
Depois da divulgação da mensagem cristã, esse "direito de líder" sumiu, ao menos dos códigos escritos, de todas as sociedades.
Antes de se colocar qualquer pergunta neste tópico, é preciso que Constantino responda, em primeiro lugar, à primeira pergunta.
Depois disso, podemos continuar.
Eu pensei que a conversa iria mais longe, mas ele não conseguiu sair da primeira pergunta.
É esse o debatedor que queria vencer o Olavo de Carvalho.
Ele não respondeu à pergunta, já me xingou diversas vezes, disse que tem nojo de mim, só porque eu usei da sua própria doutrina, do seu próprio modo de ver o mundo, o modo "racional", materialista e cientificista, para começar a ver o mundo de outra forma.
Esbarrei, então, com essa pergunta, que não está me deixando continuar.
Uma das bases do Código Hebraico era a proibição de familiares de fazerem sexo entre si. O autor do Levítico não se daria ao trabalho de escrever essa lei, se esse não fosse um costume comum no Mundo Antigo.
Essa proibição acabou influenciando os códigos legais de quase todos os países do mundo onde o Cristianismo alcançou, com o trabalho dos missionários.
Se não fosse os hebreus, talvez, sim, Constantino, você estivesse, nesse momento, transando com suas familiares (como gregos e romanos cansaram de fazer). E não estaria considerando isso "absurdo".
O sexo entre pais e filhos não era assim tão comum, mesmo, na Antiguidade. Apesar de não ser total e moralmente condenado em todas as sociedades (como o Cristianismo, baseado no Judaísmo, o tornou) era bem menos comum do que o sexo entre irmãos.
Mas isso ainda nos deixa na mesma pergunta.
Estou pensando em mudar a situação para o sexo entre irmãos, largamente praticado entre povos da Antiguidade, inclusive entre nobres e príncipes, quando faziam matrimônios entre irmãos para resolverem problemas territoriais.
"Leia Dawkins"?
Essa brilhante idéia é de quem?????
Bom, ler Dawkins é que nem ler Paulo Coelho: você pega emprestado de alguém (não vá gastar dinheiro com tamanha porcaria, né!) e lê pra saber do que se trata, até porque senão você não poderia criticar tão enfaticamente.
Mas "leia Dawkins" - no sentido em que se aconselha "leia René Guénon, leia Tomás de Aquino, leia os russos, leia Henry James, leia Poe ou leia Shakespeare"?????
Oh, não, nunquinhas, jamais de la vie, não leia, não!... !!!!!
Moro em Salvador, o Carnaval está comendo lá fora, e não está fácil transitar na cidade.
Pena.
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Será que, quando eu voltar a pergunta estará respondida?
Pra não esquecer:
Você vê algum impedimento racional (ou seja, sem nenhum resquício dos ultrapassados valores morais judaico-cristãos) entre duas pessoas maiores de idade, com consentimento mútuo, transarem, sendo que são da mesma família (pai-filha, mãe-filho, pai-filho, mãe-filha, irmão-irmã, irmão-irmão, irmã-irmã)?
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Vejam bem: Constantino já usou o artifício desonesto de fazer de conta que estou perguntando "você faria sexo com sua irmã?.
Não estou perguntando isso.
Pergunto, por exemplo, se ele condenaria um vizinho de 50 anos que, regularmente, dividisse a mesma cama com a filha de 28 anos, sendo ambos divorciados.
Se ele varia algum impedimento racional a esse namoro.
Engraçado o Adilson ficar afirmando que o incesto é condenado apenas pela moral cristã, mostra uma ignorância fora do normal.
Me diz aí, Adilson, como explicar que outras religiões tão antigas quanto o cristianismo tbm condenam o incesto?
E, ao ser questionado sobre o Japão, vc tergiversou mudando o foco de incesto para pedofilia. O sua pergunta ao Constantino tratava de sexo com a filha, sendo ela adulta.
Esse não é aquele cara que no primeiro capítulo do "Relojoeiro Cego" diz que a seleção é feita de forma cega, sem previsão do resultado a que se quer chegar, para na página 47, Terceiro Capítulo, dizer que o programa Weasel tinha um sistema de notas para comparar mutações aleatórias numa string aleatória com a frase "METHINKS IT IS LIKE A WEASEL"?
Ou seja, com a frase predeterminada no input, o programa Weasel é evidência maior de desenho inteligente do que de seleção natural. Cego é Dawkins, porque o programa dele enxerga muito bem.
Constantino é um liberal a serviço da Polícia do Pensamento. Ele é um policial a caça de corroboradores da "crimidéia" religiosa.
Nada pode ser pior do que crimidéia.
Peter:
Não há como chegar através da razão a essa conclusão.
Só há como chegar através da consciência a essa conclusão.
O incesto é tabu mesmo entre povos que não sabiam racionalmente que cruzamentos próximos aumentariam a taxa de doenças geneticamente transmissíveis. A palavra tabu, "proibido", mostra que a posição é um "não" moral, um dogma moral - não um raciocínio.
Beijo, estou acompanhando e não quero me meter!
Os defensores da moral "racional" agora parecem estar divididos. Mas, não me preocupo com eles. Este tópico é com o Constantino.
Rodrigo diz: "É imoral porque racionalmente podemos concluir que pai e filha não devem fazer sexo, e se vc quiser, por toda a tradição que vem evoluindo nos conceitos dos homens.
Você considera, então, que passar a condenar o sexo entre familiares foi uma "evolução" nos conceitos dos homens?
Por quê?
Qual a base racional para isso? Que raciocínio você fez? Poderia dividir conosco?
Se não vão existir defeitos genéticos na prole, já que ambos estão usando camisinha,
já que nenhum dos dois está sendo forçado,
já que ambos são maiores de idade, livres e desimpedidos,
até já têm filhos, até já leram seus livros,
Que argumento racional você pode usar para convencê-los de que transar entre eles seria errado?
Dawkins também não é aquele cara que, ainda no "Relojoeiro Cego", fez um programa de ramificação de linhas que através da mutação e reprodução podia chegar a imagens parecidas com insetos e aves, provido de que Dawkins selecionasse esteticamente os pais de cada geração?
A seleção estética tem como modelo uma idéia do que seja algo parecido com um inseto, pré-existente na cabeça de Dawkins. Ou seja, mais uma vez, eis Dawkins fazendo desenho inteligente e chamando de evolução cega.
Constantino disse que o homem poderia muito bem se virar sozinho, para criar seus próprios códigos de conduta e moral, sem se precisar se rebaixar a um Deus que não criou nada, mas que foi criado por seres humanos que tinham a intenção pura e simples de escravizar seus semelhantes.
Comecei este tópíco concordando com ele. E ainda estou concordando
até aqui. Apesar de ter recebido alguns abjetos xingamentos simplesmente por concordar (talvez essa seja uma forma de "oferecer a outra face"?).
Decidi, então, começar a repensar por mim mesmo, ser racional que sou, algumas normas de moral que me foram enfiadas goela abaixo no decorrer da minha vida, sem que eu as contestasse adequadamente; decidi fazê-los sem tomar como parâmetros ultrapassados valores judaico-cristãos, mas somente meu próprio pensamento lógico e racional.
Mas, preciso de ajuda, ora bolas! Afinal, estou começando agora...
Pedi, então, ajuda ao Constantino, muito mais evoluído do que eu no quesito "racionalidade", com uma simples questão.
Até agora não tive nenhuma resposta adequada. E já fui bastante ofendido.
Ofender, ofender e ofender, e não debater, é o crime do qual ele acusa Olavo de Carvalho e "suas olavetes".
Repito: se quiser um dia dizer que "desmascarou" Olavo de Carvalho, ou coisa parecida, você precisa, primeiro, ser digno do debate com ele, passando por "uma olavete".
Mas, parece que você não é. A não ser que consiga responder adequadamente a algumas perguntas feita por uma delas.
Nunca me considerei uma olavete. Me considero um brasileiro normal. Não sou muito culto. Tenho somente um diploma de nível superior, como qualquer um aqui, e tenho que trabalhar muito na profissão que escolhi, não podendo, portanto, ler nem a metade do que gostaria de ter lido.
Podem me considerar um inculto. Na minha cidade, chamam isso de "tabaréu".
Tomei contato com os textos de Rodrigo Constantino antes de conhecer os de Olavo de Carvalho. Ambos através de um colega de orkut, Lindolpho Cademartori, hoje a serviço da diplomacia brasileira. Briguei com ele e o xinguei muito, como é a primeira reação da esmagadora maiorira dos brasileiros ao tomarem o primeiro contato, quase sempre já na vida adulta, com o liberalismo e o conservadorismo.
E hoje sou um grande admirador dele. E ele, um grande admirador de Olavo de Carvalho (me parece que foi, também, um de seus alunos).
Descobri a página de Olavo de Carvalho, e comecei a ler seus textos há pouco tempo. Só isso. Não posso me considerar seu aluno, e nunca troquei palavra com ele. Na minha cidade, não tenho acesso a seus cursos.
Eu deveria ser, por tudo isso, um "adversário" muito fácil para ser tão iluminado e racional como Rodrigo Constantino.
Me considero cristão há pouco tempo (uns quatro anos", mas ainda não frequento nenhum templo. Venho enrolando, assim como enrolo para começar uma atividade física seriamente. Sou, portanto, fraco nos quesitos físico, intelectual e espiritual.
Então, por que raios fiz uma pergunta simples, fácil de ser respondida, e ainda não obtive uma resposta simples?
Eu não vi. Fui ler na Internet a respeito, e achei o seguinte:
"Escutam-se em off os pensamentos do açougueiro. Os quais representam definitivamente um pot pourri de máximas existencialistas de bistrot ( "de botequim")(incluindo certas verdades fundamentais, embora falseadas por seu simplismo e por seu pessimismo quase doentio). Escuta-se, desse modo, ele dizer a si mesmo: "Viver é um ato egoísta. Sobreviver é uma lei genética."
Bom, se isso é defesa da razão, minha avó foi uma bicicleta - Monark, ainda por cima. Isso é colocar no instinto toda a justificativa das coisas.
Assim não se precisa nem de cérebro racional, quanto mais de consciência absoluta: basta um cerebelozinho razoável...
Mas pode ser que o filme seja uma outra coisa, melhorzinha.
Vou ver se acho pra ver e poder comentar direito...
Se Deus pudesse ser tirado da equação, o assassinato poderia ser relativizado, não sendo bom e nem mal, ignorando os efeitos destrutivos que se revelam da sua ação, pois não haveria um ideal de Bondade a ser observado.
Muito se matou em nome de deus e vc vem falar em relativismo.
Pedrão, Pedrão, desculpe o off-topic, mas rir muito vou eu, assistindo a um debate que vai usar "coisas como psicologia para falar que é racionalmente errado um pai transar com a própria filha."
Fico imaginando os psicólogos das civilizações antigas explicando isso às gentes, avalizados pela psicologia ancestral...
E nem falei que Deus criou nada. Tampouco falei que as leis foram escritas por Deus.
Falei que elas, as leis e os textos judaico-cristãos existiram, e xistem, quem quer que os tenha escrito e inspirado. Falei que eles são a base de quase tudo o que hoje você considera "racional e óbvio".
Desafiei-o a mostrar que existe alguma coisa óbvia no seu modo de agir e pensar, nas suas idéias de que
- os homens são iguais (apesar de não serem todos filhos de Deus e terem todos uma alma "soprada" por Deus, já que Deus não existe)
- Os homens são irmãos (apesar de não serem filhos do mesmo Pai)
- os homens são livres (apesar das relações de poder poderem permitir ao mais poderoso praticamente qualquer coisa que seus pares tão poderosos não condenem).
Sim, em Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Essas idéias estão presentes espalhadas por todo o Evangelho!
O livre-arbítrio cristão.
A ordem de Jesus de levar a Boa Nova por todos os povos, entre servos, escravos, romanos e reis (diferente, sim, de todas as religiões antes dEle, que se restringiam a etnias e locais específicos). Não importanto a raça. Não importando a condição social.
Todos os povos eram filhos de Deus. Consegue enxergar essa "idéia óbvia" em qualquer outro texto religioso da época, ou a ela anterior?
Uma simples idéia que derrubou o Império Romano, entidade política que comandava quase todo o mundo conhecido.
Quase dois mil anos antes da Revolução Francesa. Quase dois mil anos antes de (Deus me perdoe...) Voltaire.
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Você disse que "a crença religiosa dogmática é a maior inimiga da liberdade".
E estamos aqui, tentando, pra começar, fazer um exercício de imaginar um mundo sem "crenças religiosas dogmáticas".
E até agora, apelando para o "racionalismo", você sequer conseguiu convencer um senhor a não transar com sua filha!
Bom, eu não tenho senso de humor nem pro Almodovar, mas eu assisto, até pra ter lá meus chiliques... Enfim, vou pensar. Achei seu motivo razoável. Vou pedir pra Carolina minha filha ver primeiro (se é que já não viu, porque ela vê tudo), porque ela também vive me aconselhando com respeito a assuntos de mãe, nem ten-ta!!!...
(mesmo porque pretendo sair e pular um pouquinho o carnaval da Bahia, que ninguém é de ferro),
vou tentar impedir que, ao acordarem amanhã, e clicarem no blog do Constantino (sempre tive ele no meu menu "Favoritos", e clicava toda semana, será que estou apelando em falar isso? evitando talvez ser xingado de burro, que só lê besteira, hehehe...?)
Encontrem um longo texto sobre algumas pessoas irracionais acharem que o homem é um ser degenerado que precisa de um código de conduta moral apresentado como divino para evitar que cometa as maiores atrocidades.
Por enquanto, o lugar de responder a essas dúvidas existenciais é aqui mesmo.
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- Bem, na visão bíblica, ele precisa, sim.
Cada vez que saio à rua ou leio o jornal, aumenta a convicção do quanto ele precisa. Veja as atrocidades que o homem é capaz de cometer. Tanto em sociedades ricas e desenvolvidas quanto nas pobres e incultas.
Mas, este não é o tópico para isso.
Constantino acha que a humanidade deve abandonar "crenças religiosas dogmáticas" e chegar a seus próprios códigos de conduta através da razão, do pragmatismo e da lógica.
E neste tópico, estou tentando, como leitor quase habitual do Constantino, concordar com ele, e construir meu próprio código totalmente humano e racional.
Para amanhã poder apresentá-lo e divulgá-lo às pessoas, na tentativa de criar uma Nova Humanidade, sem as amarras das crenças dogmáticas atrasadas.
Vinte e oito, Pedrâo! E eu sou maluca, homem?
Casada, mora em Nova Iorque, maior que eu em diversos sentidos, criatura!
Meu filhotinho mais moço tem vinte e cinco anos, e dois filhos...
!
Você tem uma razão afiada e usa a sua consciência - a interação entre elas é evidente - e o resultado é que você é inteligente, no sentido preciso da palavra.
"Não é adequado geneticamente falando,"
Já vimos que a Genética não é mais problema com a invenção da camisinha.
"e a invenção da camisinha não altera um instinto já enraizado nos homens.
Certo, o problema são instintos enraizados no decorrer dos séculos.
Causados, provavelmente, por aqueles erros genéticos que aconteciam quando pais transavam com filhas.
Ora, antes de se estabelecer em comunidades agrícolas, e portanto observar que havia uma relação temporal entre o sexo entre um homem e uma mulher e a concepção, o homem sequer sabia que era pai de alguém. Ninguém era filho de ninguém. Isso não existia porque o homem não tinha como saber que era o sexo o responsável pelo nascimento. Isso elimina uma porrada de séculos da conta.
Em que ponto da evolução poderemos nos livrar desses instintos enraizados (como são instintos, não são racionais)?
Se um casal de pai e filha se consideram mais evoluídos do que você, e portanto livres para transarem quando quiserem, porque impedí-los?
"Fora isso, a figura de um pai, para os humanos, é o de educador e protetor da prole, e seria uma inversão de papéis ele passar a ser o amante da filha".
Não tem muito sentido, hoje em dia. A figura da mulher sempre foi a de dona-de-casa, protegida pelo homem; isso não impede que, hoje, ela trabalhe e brigue por seus espaços, de igual para igual.
Como a mulher do exemplo em questão, que é empresária e divorciada. Pode, portanto, transar com quem quiser.
ainda por cima fazendo esta disputar com a mãe, já que o ciúmes existe por razões naturais também.
O ciúme de outrem já chegou a ser um impedimento sério para duas pessoas que querem ir para a cama?
Logo, me parece que o incesto deve ser condenado por motivos racionais,
Quais? Genética?
Instintos irracionais enraizados?
Ciúmes do par traído? Digamos que o homem em questão seja viúvo.
Costumes antigos?
Aversão, causada pelos séculos de "programação"?
Acha mesmo que esses são motivos suficientes para uma sociedade condenar, ao menos moralmente, um senhor maior de idade, viúvo, por fazer sexo regularmente com sua filha maior de idade, empresária, dona do seu nariz (quem sabe até leitora de Constantino)?