A propósito da discussão sobre se vale a pena ou não votar no Serra para tentar evitar o pior, lembrei-me de Simone Veil.
Foi no final dos anos 70 ou início dos 80 que, numa entrevista, perguntada sobre se apoiaria o Partido Socialista em distritos onde, no segundo turno, o Front National tivesse chances de vitória, ela relutou muito para dizer que SIM. Mas, ao fim e ao cabo, mesmo que muito contrariada, ela o disse.
Qual era o contexto? O Front National, partido de Le Pen, xenófobo e apologético de Vichy, sede do governo francês durante a guerra, avançava. Em distritos onde os dois partidos de centro direita não tivessem chance, ela apoiaria o mal menor. Mesmo os socialistas contando com o apoio dos comunas, era intolerável para aquela senhora, uma das mais importantes figuras políticas da França, ficar neutra numa disputa que envolvia, do outro lado, pessoas que defendiam as barbaridades cometidas pelo governo colaboracionista francês, que enviara judeus para os campos de concentração.
Na aliança entre socialistas e comunistas os primeiros eram hegemônicos. E o PS tinha uma ala moderada. Assim sendo, Simone Veil escolheu o certo. Porque quem acha que "quanto pior melhor" são exatamente os comunistas e nazi-fascistas, enfim, os adeptos de regimes totalitários, pois é nesse caldo de cultura que eles encetam o golpe definitivo contra a democracia. CONTINUA...
Foi no final dos anos 70 ou início dos 80 que, numa entrevista, perguntada sobre se apoiaria o Partido Socialista em distritos onde, no segundo turno, o Front National tivesse chances de vitória, ela relutou muito para dizer que SIM. Mas, ao fim e ao cabo, mesmo que muito contrariada, ela o disse.
Qual era o contexto? O Front National, partido de Le Pen, xenófobo e apologético de Vichy, sede do governo francês durante a guerra, avançava. Em distritos onde os dois partidos de centro direita não tivessem chance, ela apoiaria o mal menor. Mesmo os socialistas contando com o apoio dos comunas, era intolerável para aquela senhora, uma das mais importantes figuras políticas da França, ficar neutra numa disputa que envolvia, do outro lado, pessoas que defendiam as barbaridades cometidas pelo governo colaboracionista francês, que enviara judeus para os campos de concentração.
Na aliança entre socialistas e comunistas os primeiros eram hegemônicos. E o PS tinha uma ala moderada. Assim sendo, Simone Veil escolheu o certo. Porque quem acha que "quanto pior melhor" são exatamente os comunistas e nazi-fascistas, enfim, os adeptos de regimes totalitários, pois é nesse caldo de cultura que eles encetam o golpe definitivo contra a democracia. CONTINUA...