O problema que eu observo no Brasil é que quando alguém pede alguma coisa nas ruas é como se estivesse coagindo as pessoas a darem o dinheiro, é uma espécie de extorsão e se acharem pouco ainda te olham com cara feia, eu já fui até xingado por isso. Acho que isso é fruto de medidas populistas.
O ideal seria que não tivessemos que dar dinheiro para o Estado, para ele roubar a maior parte e o que sobrasse fazer a "caridade".
Se ele usar o dinheiro para comprar droga, o efeito vai bater em quem está de consciência limpa por ter sido benevolente, também.
Num lugade de Minas foi proibido dar esmola porque o pessoal ja tinha casa, tv e tudo o mais comprado somente com dinheiro de esmola - para essas coisas existe uma outra coisa chamada TRABALHO que serve muito bem.
Na dúvida deve-se dar. Mas a questão que o Olavo levanta no texto é mais profunda: trate bem o sujeito, como gente de verdade, e as coisas serão melhores.
A verdadeira esmola vem com amor, compreensão, bondade e real vontade de ajudar.
Respeito muito moradores de rua, de certa forma entendo porque eles estão na rua... eles não conseguem se ajustar ao sistema...
Uma vez no dia das mães, voltando da casa da minha, vi uma velha com carrinho de feira , moradora de rua, me deu muita vontade de dar um presente, corri em casa escolhi várias roupas especialmente bonitas e saí correndo na rua para entregar... quando cheguei perto ela parou, cheguei mais perto e ela virou, quando a abordei ela me chamou pelo meu nome!
Encurtando a história no final nos beijamos e nos falamos eu te amo! (de verdade!) foi surreal e o encontro mais fantástico que eu tive... senti um amor de gigante saíndo do meu peito e invadindo o mundo... nunca esqueci e nunca senti isso de novo! quem me deu o presente foi ela!
Meu truque: olho os olhos, não as roupas... Criança no farol, é só criança... olhe com olhos de amor e verá...
Eu dou esmola SEMPRE, acho BOM dar, dou porque QUERO, o que a pessoa fará com o dinheiro honestamente eu nunca perguntei. Nunca perguntei a ninguém, nem me passa pela cabeça fazer tal coisa. A caridade na minha opinião é ISTO, PLENAMENTE: DAR, ora! Simplesmente DAR!
Se a pessoa me pediu, Deus a pôs no meu caminho para que eu DESSE.
Eu não sei do resto - sei disso, só. Pra mim está de bom tamanho.
CANSO de ouvir "esse sujeito vai beber cachaça com esse dinheiro que você deu!"- e eu penso que não tenho NADA com isso! Se é isto que ele vai fazer, que faça, ué! Eu DEI, dei de excelente vontade, e a ação se encerra ALI.
Palavra de honra: dou esmola, faço caridade, e nunca achei que com isso pudesse "cobrar" alguma coisa da pessoa que me pediu. Aliás, acho HORRÍVEL fazer isso, "CONDICIONAR" a doação.
Eu acho muito ruim ser abordado na rua por uma pessoa que pede esmolas. Mas acho muito adequado que existam associações e clubes que promovam a caridade; por exemplo: Lions Clube e Igrejas, ...
E acho que no Brasil as pessoas promovem muito a caridade; aqui no RS quase todas as cidades têm Lions Clube e associações católicas!
Nas vezes em que ajudei, de fato alguém, não me arrependo! Mas me arrependo de algumas vezes perceber que o meu "desprendimento" acabou me prejudicando - e não beneficiando ninguém! Isso às vezes acontece! é preciso saber!
A minha mãe sempre me dizia: "não seja mão aberta" Seja prudente! E isso é verdadeiro!
É preciso dar valor à tudo aquilo que você adquiriu honestamente; e educar as gerações futuras a valorizar os bens materiais, as relíquias da família, o patrimônio da família, ... para assim fazer-se merecer a herança que a família tem a lhe deixar!
Mesmo que seja apenas um armário velho, ou um Fusca 1972!
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A caridade é de fato um valor cristão, e como tal deve ser exercido, agora não sei se dar esmolas é a melhor forma de se fazer caridade. porém o que não se pode fazer é deixar de ajudar a quem mais necessita.
Por estar tentando a seguir a risca meu voto de abstenção em matéria de opinião. E também porque assim poupo as pessoas das minhas idiossincrasias e gramática pobres. Mas como nesse caso não preciso expressar literalmente minha opinião, faço minha as palavras proferidas pelo Professor no outspeak de ontem 27/09/10. Sem retirar uma vírgula.
Não faça isto comigo, amigo - não deixe de postar aqui por causa de "gramática pobre"!
Não será a gramática pobre que o fará merecedor de críticas - alguém pode escrever muito corretamente e não ter senso moral algum! Eu não desprezo a forma, amigo - já disse isto, hoje mesmo: mas a sua correção gramatical é HIERARQUICAMENTE INFERIOR ao seu pensamento!
Eu por onde passo deixo claramente MARCADO que é a consciência que UNE os homens, amigo: não posso me conformar que alguém fique encabulado ou tenha medo de dizer o que pensa por causa da gramática, ou da ortografia - por mais que eu preze gramática e ortografia, amigo, elas não valem mais do que um bom coração e uma atitude moralmente condizente!
Eu sinceramente me entristeço quando leio que alguém se intimida em escrever aqui na comunidade por causa do que considera um "impedimento". Peço novamente, com toda a sinceridade: não faça isto comigo! 🙂!
Eu não acho ruim ser abordada na rua por mendicantes; eu acho triste que haja mendicantes, porque seria bom que não fosse necessário mendigar. Mas é; e portanto eu não posso achar ruim.
E eu sei que há verdadeiras quadrilhas de exploradores que USAM crianças para pedir esmolas - mas eu não CORRIJO esta iniquidade. Aliás, eu não creio que eu possa corrigir NENHUMA iniquidade. Penso que a iniquidade deve ser PUNIDA, claro: severamente punida. O que é diferente de ter a pretensão de acabar com ela. E a caridade não se ocupa de corrigir iniquidades: se ocupa de DAR, tentar ajudar! Eu sou uma completa perdulária, neste ponto como em outros: faz parte da minha natureza.
Desde que o mundo é mundo apenas um tipo de indivíduo prometeu acabar com a pobreza: os velhacos comunistas. Em nome do extermínio da pobreza, exterminaram muito mais de 100 milhões de pessoas. Lembremos aqui as palavras do próprio Cristo: “Pobres sempre os terei entre vós, porém a Mim nem sempre tereis”(Jo. 12:1-9).
..."Quando são abordados por um pobre na rua, sabem que não estão diante de um problema administrativo. Não correm para esconder-se sob as saias da burocracia. Encaram o pobre como um igual temporariamente caído, merecedor de tanto carinho e atenção quanto eles próprios o seriam em circunstâncias análogas."...
É perfeitamente IRRELEVANTE o fato pessoal de se estar "sempre a fim" ou "raramente a fim" ou "eventualmente a fim". E MESMO "nunca a fim" - porque me parece que o ÚNICO tipo de caridade que é uma VIRTUDE é o praticado por livre arbítrio, e não por obrigação.
O único problema é que dificilmente estou afim de dar esmolas, principalmente quando vêm aqueles malandros que perdem o seu dia inteiro catando trocados ao invés de ir estudar ou trabalhar. Também acho bem simplista essa idéia de "sou caridoso, dou dinheiro para as pessoas na rua, não me apego a bens materiais e ele que faça o que quiser com a esmola" - que me parece, na verdade, uma forma de auto-conforto espiritual, sem oferecer de fato uma real ajuda ao pobre.
Será que dar uma moedinha do seu carro para um pobre, sem nem sequer olhar na sua cara ou tampouco parar para orientá-lo, também não seria parecido com transformar esse indivíduo em um "ítem abstrato, invisível e inodoro" (mas para nós privilegiado$ e fechados no nosso dia-a-dia, e não em relação ao Estado como disse o professor Olavo)?
Não acredito que essa moedinha te faça um sujeito desapegado aos bens materiais - afinal, o que é uma esmolinha para quem anda de carro? Na verdade, o que realmente está sendo sacrificando em prol do pobre fodido ali do 'outro lado do vidro'? um real e um segundo de vida? Santa caridade! Claro que poderíamos argumentar que o importante é apenas a nobre intenção da caridade em si. Mas então nada mais justo que dar um centavo para cada pobre que você ver na rua e sair com a consciência limpa de um homem caridoso para brindar um champagne em sua casa.
O que eu quero dizer, em suma, é que é muito pouco dar esmolinhas na rua, e que além do argumento utilitarista de não servir pra nada ou de até ser ruim pra sociedade, o próprio argumento moral de homem desapegado aos bens materiais e caridoso muitas vezes encobre um sentimento de total indiferença para com os pobres, sem nenhuma intenção real de ajudá-los a seguir um rumo na vida.
Uma vez eu li um texto interessante do Budismo que dizia que até mesmo para fazer a caridade temos que ter a sabedoria, mas não encontro agora, então vou postar um outro.
1. Paenitemini et date eleemosynam (Cfr. Mc. 1, 15 e Lc. 12, 33)
A palavra «esmola» não gostamos hoje de a ouvir. Encontra-mos nela alguma coisa de humilhante. Esta palavra parece supor um sistema social em que reina a injustiça, a desigual distribuição dos bens, um sistema que deveria ser mudado com reformas adequadas. E se tais reformas não fossem realizadas, delinear-se-ia no horizonte da vida social a necessidade de mudanças radicais, sobretudo no campo das relações entre os homens. A mesma convicção encontramo-la nos Profetas do Antigo Testamento, a que muitas vezes recorre a liturgia no tempo da Quaresma. Os Profetas consideram este problema a nível religioso: não há verdadeira conversão a Deus, não pode haver «religião» autêntica sem reparar injúrias e injustiças nas relações entre os homens, na vida social. E mesmo neste contexto, exortam os Profetas à esmola.
Não usam sequer a palavra «esmola», que aliás em hebraico é «sedaqah», isto é precisamente «justiça». Pedem auxílio para aqueles que sofrem injustiça e para os necessitados: não tanto em virtude da misericórdia, quanto preferentemente em virtude do dever da caridade activa. Sabeis qual é o jejum que eu aprecio?... É romper as ligaduras da iniquidade, desatar os nós do jugo, deixar ir livres os oprimidos e quebrar toda a espécie de jugo; é repartir o próprio pão com o esfomeado, dar abrigo aos infelizes sem abrigo, vestir o nu e não desprezar o teu irmão (Is. 58, 6-7).
A palavra grega «esmola» encontra-se nos livros tardios da Bíblia, e a prática da esmola é prova de religiosidade autêntica. Jesus faz da esmola uma condição da entrada no Seu reino (Cfr. Lc. 12, 32-33) e da verdadeira perfeição (Mc. 10, 21 e paral). Por outro lado, quando Judas — diante da mulher que ungia os pés de Jesus — pronunciou a frase: Porque não se vendeu este perfume por 300 denários e não se deram aos pobres? (Jo. 12, 5), Cristo defendeu a mulher respondendo: Pobres, sempre os tereis convosco, mas a mim nem sempre me tereis (Jo. 12, 8). Uma e outra frase oferecem motivo para longa reflexão.
2. Que significa a palavra «esmola»?
A palavra grega «eleemosyne» provém de «eleos» que significa compaixão e misericórdia; inicialmente indicava a atitude do homem misericordioso e, em seguida, todas as obras de caridade para com os necessitados. Esta palavra, transformada, ficou em quase todas as línguas europeias.
Em francês: «aumône»; espanhol: «limosna»; português: «esmola»; alemão: «almosen»; e inglês: «alms». Até o termo polaco «jalmuzna» é a transformação da palavra grega.
Devemos agora distinguir o significado objectivo deste termo, do significado que lhe damos na nossa consciência social. Como resulta do que já dissemos, ao termo esmola» atribuímos muitas vezes, na nossa consciência social, um significado negativo. Diversas as circunstâncias que para isso contribuíram e ainda hoje contribuem. Pelo contrário, o termo «esmola» em si mesmo, como ajuda a quem dela precisa, como fazer participar os outros dos próprios bens, não desperta nada de tais associações desfavoráveis. Podemos não estar de acordo com quem dá a esmola, pelo modo como a dá. Podemos também não concordar com quem estende a mão pedindo esmola, se não se esforça por ganhar a vida por si mesmo. Podemos não aprovar a sociedade, o sistema social, em que haja necessidade de esmola. Todavia, o facto mesmo de prestar auxílio a quem precisa, o facto de repartir com os outros os próprios bens deve merecer respeito.
Vemos quanto, na interpretação das expressões linguísticas, é necessário libertarmo-nos da influência das várias circunstâncias acidentais: circunstâncias muitas vezes impróprias, que pesam sobre o significado fundamental. Estas circunstâncias são aliás positivas às vezes, em si mesmas (por exemplo, no nosso caso: a aspiração a uma sociedade justa, em que não haja necessidade de esmola, por nela reinar a justa distribuição dos bens).
Quando o Senhor Jesus fala de esmola, quando pede que a demos, sempre o faz no sentido de prestarmos auxílio a quem dele precisa, de repartirmos os próprios bens com os necessitados, isto é, no sentido simples e essencial, que não nos permite duvidar do valor do acto designado pelo termo «esmola», pelo contrário nos leva a que o aprovemos; como acto bom, como expressão de amor para com o próximo e como acto salvífico.
Além disso, num momento de especial relevo, pronuncia Cristo estas palavras significativas: Pobres, sempre os tereis convosco (Jo. 12, 8). Com tais palavras não pretende dizer que as mudanças das estruturas sociais e económicas nada valham e que não se hajam de tentar caminhos diversos para eliminar a injustiça, a humilhação, a miséria e a fome. Só quer dizer que no homem haverá sempre necessidades, a que não se poderá prover senão com a ajuda ao necessitado e com levar a que os outros participem dos bens meus ... De que ajuda se trata? De que participação? Acaso só de «esmola» entendida sob forma de dinheiro, de socorro material?
3. Certamente Cristo não tira a esmola do nosso campo visual. Pensa também na esmola pecuniária, material, mas pensa a Seu modo. Mais eloquente que qualquer outro é, a este propósito, o exemplo da viúva pobre, que deitava no tesouro do templo alguns trocos: do ponto de vista material, era oferta que dificilmente se poderia comparar com as ofertas que davam os outros. Todavia Cristo disse: essa viúva ... deitou tudo o que tinha para viver (Lc. 21, 3-4). Conta portanto sobretudo o valor interior do que se dá: a disponibilidade para repartir tudo, a prontidão para nos darmos a nós mesmos.
Recordemos aqui São Paulo: Ainda que distribua todos os meus bens em esmolas ..., se não tiver caridade, de nada me aproveita (1 Cor. 13, 3). Também Santo Agostinho escreve sabiamente a este propósito: «Se estendes a mão para dar, mas no coração não tens misericórdia, nada fizeste; se, pelo contrário, no coração tens misericórdia, mesmo que nada tenhas para dar com a mão, Deus aceita a tua esmola» (Santo Agostinho, Enarrat. in Ps., CXXV, 5) .
Tocamos assim o núcleo central do problema. Na Sagrada Escritura e segundo as categorias evangélicas, «esmola» significa, primeiro que tudo, dom interior. Significa a atitude de abertura «para o outro». Precisamente esta atitude é factor indispensável da «metánoia», isto é, da conversão, do mesmo modo que são também indispensáveis a oração e o jejum. Na verdade, bem se exprime Santo Agostinho: «Como são ouvidas depressa as orações de quem pratica o bem! Esta é a justiça do homem na vida presente: o jejum, a esmola, e a oração» (Santo Agostinho, Enarrat. in Ps., XLII, b): a oração, como abertura para Deus; o jejum, como expressão do domínio de si próprio mesmo em privar-se dalguma coisa, em dizer «não» a si mesmo; e, por fim, a esmola, como abertura «para os outros». Este quadro descreve-o claramente o Evangelho quando nos fala da penitência, da «metánoia». Só com uma atitude totalizante — nas relações com Deus, consigo mesmo e com o próximo — atinge o homem a conversão e permanece no estado de conversão.
A «esmola» assim entendida tem um significado, em certo sentido, decisivo para tal conversão. Para disso nos convencermos, basta recordar a imagem do Juízo final que nos deu Cristo:
«Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber; era peregrino e recebestes-me; estava nu e destes-me de vestir; adoeci e visitastes-me; estive na prisão e fostes ter comigo». Então, os justos responder-lhe-ão: «Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?». E o Rei dir-lhes-á em resposta: «Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes» (Mt. 25, 35-40).
E os Padres da Igreja dirão depois com São Pedro Crisólogo: «A mão do pobre é o gazofilácio de Cristo, porque tudo o que o pobre recebe é Cristo que o recebe» (São Pedro Crisólogo, Sermo VIII), e com São Gregório de Nazianzo: «O Senhor de todas as coisas quer a misericórdia, não o sacrifício; e nós damo-la por meio dos pobres» (São Gregório Nazianzo, De pauperum aurore, XI).
Portanto, esta abertura para os outros, que se exprime com o «auxílio», com o «repartir» a comida, o copo de água, a palavra amável, o conforto, a visita, o tempo precioso, etc., este dom interior oferecido ao outro homem chega directamente a Cristo, directamente a Deus. Decide do encontro com Ele. É a conversão.
No Evangelho, e mesmo em toda a Sagrada Escritura, pode-mos encontrar muitos textos que o vêm confirmar. A «esmola» entendida segundo o Evangelho, segundo o ensinamento de Cristo, tem na nossa conversão a Deus um significado definitivo, decisivo. Se falta a esmola, a nossa vida não chega ainda plenamente a Deus.
4. No ciclo das nossas reflexões quaresmais, será necessário retomar este tema. Hoje, antes de concluir, detenhamo-nos ainda um momento no verdadeiro significado da «esmola». E facílimo, de facto, falsificar-lhe o significado, como já notámos no princípio. Jesus dava também recomendações a respeito da atitude superficial, «exterior», da esmola (Cfr. Mt. 6, 24; Lc. 11, 41) Este problema está sempre vivo. Se nos damos conta do significado essencial que a «esmola» tem para a nossa conversão a Deus e para toda a vida cristã, devemos evitar, à viva força, tudo quanto falsifica o sentido da esmola, da misericórdia, das obras de caridade: tudo o que pode deformar a imagem delas em nós mesmos. Neste campo, é importantíssimo cultivar a sensibilidade interior para com as necessidades reais do próximo, para saber em que o devemos ajudar, como proceder para não o ferir e como comportar-nos para aquilo que damos, que levamos à sua vida, ser um dom autêntico, dom não agravado pelo sentido ordinário negativo da palavra «esmola».
Vemos portanto o campo de trabalho, como é amplo e ao mesmo tempo profundo. a abrir-se diante de nós, se queremos pôr em prática o conselho: Paenitemini et date eleemosynam (Cfr. Mc. 1, 15 e Lc.12, 33). É campo de trabalho não só para a Quaresma, mas para todos os dias. Para toda a vida.