Correndo o risco de me meter em cova de leões, resolvi analisar o artigo do Rodrigo que provocou essa confusão na rede. Ele queria uma análise item por item. Eu, humildemente, tentarei mostrar porque eu, Lefebvre de Saboya, não gostei nada do texto. Não vou ser acadêmico em demasia, e usarei somente argumentos que lembro de cabeça. Só aqui ou ali vou pesquisar melhor o motivo da minha discordância. Quero ver se minha alfabetização cultural basta.
O texto do Rodrigo é confuso. Depois de acompanhar as discussões entre ele e o Olavo de Carvalho, fico mais confuso ainda. Rodrigo diz que sua intenção não foi a de atacar todas as religiões. O texto mostra outra coisa. Ele acha que a ciência é mais aberta ao debate que a religião. Eu, além de saber que as duas áreas são bem diferentes, que a religião só é assunto de quem acredita, também sei que a ciência pode ter os mesmos vícios de uma religião fanática. Vejam bem, eu disse fanática. Fanática! É só para não ter confusão com o termo.
Destaquei os parágrafos do artigo do Constantino. O meu texto vai logo abaixo. Divirtam-se.
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Este assunto já saturou, e só serviu para semar a discórdia e dar munição para os vermelhinhos ficarem rindo de camarote, não idolatro nenhum dos dois, gosto de textos de ambos, discordo da postura em certos assuntos, mas já passou da hora de encerrarmos o assunto.
O Rodrigo continua fugindo de qualquer tipo de debate. O orgulho dele é maior que o mundo. É incapaz de dizer que errou. E o que mais me espanta: ele parece achar mesmo, que está com a razão!
É bom você lembrar que "seus admiradores" seriam potencialmente compradores dos seus livrecos.
Lembro de um tempo que você já mais humilde, chegou aqui no Orkut todo coitadinho postando seus artigos em tudo é que comunidade em busca de leitores.
Você me parece mais interessado em ter fama e dar show do que expor idéias, Você veio para lugar errado, no Faustão e no Gugu você teria muito mais futuro.
Você foi um grosso/jumento em ofender a fé cristã, talvez tenha até sido premeditado, pois seus artigos nunca rederam mais que meia dúzia de posts.
Você realmente mostrou seu caráter quando colocou no seu bloguinho a foto de Olavo e Fidel ainda jovem, fato que ele nunca escondeu. Hoje você cospe no prato que comeu, em fim você é um mau agradecido mesmo, típico de um ateu mesmo, ou seria de um “atoa”? Um desprezível mesmo.
Agora, tão somente agora eu percebo que o termo "spantatino" tem outro significado. E é bem pior do que todos pensavam. "spantatino" é uma alusão à espantalho, que por consequência não tem vida. E o mais horroroso dessa descoberta foi saber que ele também tenta transformar o seu pequeno corvo com vida, numa espécie de "corpo com palha". Me sinto mal com isso. Realmente, lamento por voces que leram essa matéria do espantalho.
não digo isso para minha filha, deixando ela mesmo questionar até chegar às suas conclusões. Um pai que garante para uma criança influenciável que o corpo de Maria subiu sim ao Céu está DOUTRINANDO. “””
Eu acho que o mesmo direito que você tem de ensinar para sua filha que Deus não existe, um dogmático tem o direito de ensinar para sua filha que Maria subiu aos céus. Apesar de eu não concordar com nenhum dos dois.
"De acordo com o autor Francês, a ciência seria bem mais aberta à discussão do que qualquer religião. Ao menos, foi isso que escreveu o Rodrigo. Eu não li o livro de Voltaire. Se ele, Voltaire, realmente escreveu isso, é um imbecil. Um exemplo prático. O próprio cristianismo se desenvolveu em torno de discussões e debates em todas as esferas. O catolicismo, por exemplo, só desabrochou depois de alguns séculos de lutas, embates e debates. A lógica, gramática e a retórica, ferramentas essenciais a qualquer discussão, é ensino básico em qualquer mosteiro desde a Idade Média. A defesa do acusado é criação da Igreja Católica. Antigamente, bastava alguém jurar pelo sangue que Zézinho tinha roubado um pão para ele ser condenado. Tanto o judaísmo quanto o catolicismo possuem diferentes correntes, todas originadas no diferente posicionamento sobre os mesmos textos. Tudo isso e muito mais serve de argumento para destruir qualquer tese de Voltaire. Aliás, sabiam que até os tradutores de textos antigos na Idade Média debatiam nos rodapés das páginas que traduziam?"
"Por que colocar anjos e Papai Noel no mesmo saco é errado?"
A pergunta que sequer merece resposta define bem o personagem... de fato, a barreira entre ser ateu e desrespeitar a religião alheia foi quebrada. Depois disso, fica meio difícil esperar qualquer contribuição séria da tua parte.
Eu condeno o Constantino, Bruno, porque ele criou e está criando um caso danado, e depois correu na hora de responder.
No mais, eu nada tenho a dizer quanto ao modo como o Constantino cria sua filha. Se eu achar que alguém não pode criar seus filhos como quiser, eu vou acabar tendo que admitir que o governo deve fazer alguma coisa, e eu não quero admitir isso.
E, por gentileza, senhores:
Eu considero a mais absurda imbecilidade a idéia de que exista, possa existir, ou seja sequer desejável que venha a existir esse hipotético pai, ou mãe, que teria a intenção de passar ao seu filho informações de ordem genérica, sem interferir, ou assistindo impassível, à "escolha" da criança.
Segundo esse (perdão, mas não me deixam outra saída) patetíssimo ponto-de-vista, o hipotético pai seria o máximo, pelo que vejo!
Quer dizer, segundo essa visão, bom mesmo seria você - a rigor - não educar seu filho, já que me parece evidente (milésima quinta) não haver distinção que os senhores possam aceitar entre "educar" e "doutrinar" - e, francamente, nem eu consigo entender a sutileza da coisa, e também não vejo nenhuma.
Se isso não é uma idiotice braba e uma impossibilidade total - a não ser para um amoral completo, que já não seria humano, e portanto não entra na conta - minha avó é uma bicicleta, e eu sou modelo, atriz, e ex-BBB.
A pergunta que sequer merece resposta define bem o personagem... de fato, a barreira entre ser ateu e desrespeitar a religião alheia foi quebrada. Depois disso, fica meio difícil esperar qualquer contribuição séria da tua parte.
É incrível como este assunto mexe com a passionalidade das pessoas. Questionar a visão de que seu conjunto de crenças é superior ao dos outros deixa muita gente com os nervos à flor da pele.
Veja bem: "questionar" é uma coisa, desrespeitar é outra. O questionamento só pode ser válido se é fundamentado! Não posso ficar citando aqui pensadores cujas idéias já foram há muito superadas para criticar qualquer religião. É como culpar os judeus pela peste negra...
Ah, e não estou, de forma alguma, com "nervos a flor da pele", muito antes pelo contrário. Eu ficaria realmente assim se houvessem questionado a religião a qual sigo de maneira contundente, séria e bem fundamentada. Do contrário, apenas fico triste por aqueles que querem tanto "não acreditar" em algo, e convencer os outros a tanto.
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Toda crença é uma convicção íntima. Da crença não advém o fanatismo. Este está ligado a uma adesão, digamos..., cega a uma doutrina.
Mas, que é uma doutrina? Bem, pode ser um conjunto de princípios que embasam um sistema religioso. Mas também um sistema filosófico. Também um sistema político. Também um sistema econômico.
Pode se falar em doutrina liberal? Depende do que se entende por liberal. Penso que alguns liberais aqui, os que se dizem ateus, criticam a fé, colocando-a lado a lado do fanatismo, mas não se dão conta de que por serem adeptos a uma doutrina - um conjunto de princípios que servem de base a um sistema racional muito peculiar - sempre entenderão que qualquer um que não pense de acordo com este sistema é um lunático.
Desculpe, mas não consigo entender o propósito de Rodrigo Constantino ao equiparar qualquer crença, mesmo aquelas praticadas em sociedades que gozam de absoluta liberdade, a um fanatismo, uma cegueira racional.
Por acaso, seria a religião, nas condições mencionadas, um entrave para a felicidade do conjunto das pessoas? Seria ela um entrave para a economia de mercado? Seria ela um entrave para a ciência? Seria ela um entrave para as políticas públicas? Seria ela um entrave para o prazer, a virtude, o sucesso e a riqueza? Como, em uma sociedade que está em pleno gozo das liberdades individuais? Respondo antes que não. Pelo contrário, as crenças, quando praticadas em sociedades livres, são instrumento útil para o alcance de cada uma dessas coisas. Não se diga que este escriba desinformado considera a religião, por isso, um instrumento. Aqui é apenas uma constatação.
Parace-me que o texto de Constantino peca mais pela falta de motivação e pelo fim incerto da empreitada do que pelo conteúdo em si.
"Quer dizer, segundo essa visão, bom mesmo seria você - a rigor - não educar seu filho, já que me parece evidente (milésima quinta) não haver distinção que os senhores possam aceitar entre "educar" e "doutrinar" - e, francamente, nem eu consigo entender a sutileza da coisa, e também não vejo nenhuma.
Se isso não é uma idiotice braba e uma impossibilidade total - a não ser para um amoral completo, que já não seria humano, e portanto não entra na conta - minha avó é uma bicicleta, e eu sou modelo, atriz, e ex-BBB."
Até eu concordei com você hoje, devo ter esquecido de tomar meus remédios
Brincadeiras à parte, após esta enchurrada de mensagens, vejo o Constantino, cujos textos eu até gosto, enrolado como um pião. É o que dá falar sobre o que não se entende muito...
ao teísta Hitler a sua base ética. "Estou convencido que estou agindo como um agente de nosso Criador. Lutando contra os Judeus, estou fazendo o trabalho do Senhor" (Mein Kampf),