Sinto vergonha de mim...
Sinto vergonha de mim.
Sinto preguiça de assistir ao video. 😛
Boa interpretação de um bom texto.
Tocante, o texto.
SINTO VERGONHA DE MIM
Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
(Autoria real desconhecida)
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
(Rui Barbosa)
Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !
(Autoria real desconhecida)
***
” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.
(Rui Barbosa)
A primeira parte é de autoria desconhecida, a segunda parte é um trecho de um discurso famoso proferido por Rui Brabosa que é sempre reproduzido em parte. O discurso todo é referente a desilusão que le teve com a republica, que ele apoiou. O faz tecendo analogia com o periodo monarquista.
Este enunciado é de autoria de RUY BARBOSA em 1914:
"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade"
"A falta de justiça, Srs. Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade"
REPUBLICA PRESIDENCIALISTA = IMORALIDADE.
Ele parece o Hélio Costa.
Pensando bem, esse discurso é bem piegas e esquerda festiva. O trecho do discurso do R. Barbosa está fora do contexto. Eu não sinto vergonha de mim porra nenhuma. Quem tem que ter vergonha são esses f.d.p que sugam e estropiam o pais.
😄 - Por isso é que eu postei o MEU video, ué... 😄!
Eu também não tenho vergonha nenhuma de mim, não.
Mas eu tenho uma certa pena de quem tem e assume.
Eu também não tenho vergonha nenhuma de mim, não.
Mas eu tenho uma certa pena de quem tem e assume.
EU virar uma choraminguenta vítima? Nem MORTA, amigo, nem nascendo de novo...
Tenho uma lista enorme de defeitos, e uma única virtude, graças a Deus. Mas essa eu tenho, mesmo: a virtude da coragem. Nem acho virtude, no meu caso. É completamente involuntário, não demanda nenhum esforço, ao contrário. Nem que eu quisesse poderia mudar isso.
Tenho uma lista enorme de defeitos, e uma única virtude, graças a Deus. Mas essa eu tenho, mesmo: a virtude da coragem. Nem acho virtude, no meu caso. É completamente involuntário, não demanda nenhum esforço, ao contrário. Nem que eu quisesse poderia mudar isso.
Acho que o objetivo é tocar as pessoas pela situação de que os honestos cada vez mais se sentem mais abalados e em minoria. Claro que quem tem convicção dos seus princípios não tem vergonha de nada, mas num país onde ser honesto = trouxa fica aí estabelecida a relação entre vergonha e honestidade do texto.
Essa interpretação seria mais contemporânea, o Ciro trouxe o texto no seu contexto histórico, monarquia vs república.
Não, eu achei tocante, entendi bem o contexto. Só não é a minha posição pessoal, o meu modo de reagir, de agir. A minha "cara", digamos.
É, os honestos estão abalados, eu vejo. Eu sei que se sentem abalados, solitários, excluídos, rejeitados. Sei disto. Como sei que eu GOSTO de estar diante da tal da maioria estúpida, acho estimulante. Na verdade eu PROCURO, eventualmente, uma maioria estúpida. Jamais neguei tal coisa: vou atrás dos orangos, pelo prazer de sacudí-los um pouco. Não tem absolutamente NADA a ver com "querer melhorar a situação": eu nem penso nisso, vejam só. Penso na extrema delícia de sacudir o oranguinho. Um, dois, três, quantos estiverem ali.
Gostaria imensamente de poder transferir para essas pessoas honestas e aflitas, que se sentem solitárias e excluídas, esta sensação de que isto é algo completamente aprazível - mas é claro que isto vem de um tipo específico de temperamento. É aprazível para quem TEM este temperamento; para outras excelentes pessoas será muito desconfortável.
Gostaria imensamente de poder transferir para essas pessoas honestas e aflitas, que se sentem solitárias e excluídas, esta sensação de que isto é algo completamente aprazível - mas é claro que isto vem de um tipo específico de temperamento. É aprazível para quem TEM este temperamento; para outras excelentes pessoas será muito desconfortável.
A Priscila disse:
"Por isso é que eu postei o MEU video, ué... !
Eu também não tenho vergonha nenhuma de mim, não.
Mas eu tenho uma certa pena de quem tem e assume"
Longe de mim a intenção de me referir a vc, Priscila. O que eu quiz dizer é que eu acho o discurso um tanto choramingas. Bem tipico dos idiotas que se engajaram no "diretas já" achando que o Brasil ia mudar. Mudar com o Sarney. Então tá! É tudo coisa de bobo alegre, do tipo "beu bundo caiu".
"Por isso é que eu postei o MEU video, ué... !
Eu também não tenho vergonha nenhuma de mim, não.
Mas eu tenho uma certa pena de quem tem e assume"
Longe de mim a intenção de me referir a vc, Priscila. O que eu quiz dizer é que eu acho o discurso um tanto choramingas. Bem tipico dos idiotas que se engajaram no "diretas já" achando que o Brasil ia mudar. Mudar com o Sarney. Então tá! É tudo coisa de bobo alegre, do tipo "beu bundo caiu".
Eu também sinto vergonha dele!


