Não sinto nenhuma culpa pela morte do menino João Hélio.
Culpa é um sentimento que acomete apenas àqueles que ainda tem consciência de seus atos. Eu tenho consciência de meus atos, acredito ainda na individualidade e acredito que exista uma consciência superior. Sou responsável por tudo aquilo que faço. Isto existe por uma simples razão: tenho moral. E moral é individual. Só o indivíduo consciente de seus atos pode sentir culpa.
Há uma grande diferença entre moral e ética. A moral é individual e existe graças a herança de uma cultura. Não matar, não roubar, não desejar a mulher do próximo são códigos morais que não existiam antes de revelados por entidades sobre-humanas denominadas “deuses”. Roubar, matar e praticar o adultério só passaram a ser vistos como crimes a partir da revelação dos códigos de Hamurabi e da tábua dos mandamentos (no caso da civilização ocidental). Por “revelação” implica dizer que essas “leis” não brotaram da simples razão humana e não são facilmente deduzíveis. Portanto, se sabemos que matar, roubar e praticar o adultério são crimes, esta crença vem de nossos ancestrais que basearam sua conduta de vida em cima desses códigos revelados.
Descontentes com sua inferiorização política e social, ainda durante o Renascimento os chamados “intelectuais” (pessoas com erudição sem capacidade de encontrar o seu real papel dentro da sociedade) preconizaram uma tal de “República das Letras”, uma entidade aparentemente simbólica e inofensiva criada teoricamente para amparar os intelectuais da perseguição e opressão dos Estados Nacionais e da Igreja.
A “República das letras” foi o embrião de um movimento mais abrangente, secular e organizado: o movimento revolucionário. A finalidade do movimento revolucionário é através das gerações construir as bases de uma nova sociedade que acabe com os Estados Nacionais e a Igreja, implantando uma Nova Ordem onde os intelectuais e a nova classe oligárquica inspirada nas idéias desses intelectuais sejam os comandantes auto-nomeados.
Com o advento do iluminismo na Europa do séc XVIII os códigos morais passaram a ser colocados em cheque pela chamada “classe intelectual”. Inspirados em uma visão messiânica de um futuro glorioso estes intelectuais começaram a construir uma intrincada rede de idéias e conceitos que gradualmente foram jogando as bases da civilização construída em cima de revelações divinas (judaísmo e cristianismo) num buraco de ignorância e fanatismo. O passado clássico e a idade média teriam sido eras de “sombras”, contam nossos historiadores iluminados. Nesse passado de ignorância e medo os religiosos e os nobres perseguiram e mataram os coitadinhos dos intelectuais que ousaram questionar principalmente os “dogmas” da religião. De fato a inquisição espanhola (a pior e mais violenta das inquisições) matou algo em torno de 2.000 hereges em 300 anos. Somente em uma semana a Revolução Francesa Iluminista matou mais e de forma mais cruel, com torturas, mutilações, freiras estupradas nos conventos e decapitações públicas. No total a revolução deve ter matado algo em torno de 50.000 pessoas. E a revolução intelectual estava só em gestação ainda. Engraçado constatar que nenhuma dessas mortes é debitada nas contas daqueles que se opõem a religião e a Deus. Ou seja: tudo era iluminismo, igualdade, fraternidade e liberdade: menos quando a lâmina da guilhotina descia.
Até pouco tempo atrás não poderíamos debitar na conta do ateísmo militante nenhuma morte. O ateísmo nunca matou nada ! Não é impressionante? Só o comunismo (a quintessência do materialismo ateu em sua forma mais radical) matou mais de 100 milhões de pessoas no séc XX.
Os intelectuais ateus não sentem culpa. Este é o ponto.
A culpa é algo inerente ao indivíduo. A ética é coletiva. A ética debruça-se sobre a conduta de uma classe. Em nome da ética social atos genocidas são perfeitamente justificados e limpos dos livros de história sem a menor carga de culpa. Assim um indivíduo desprovido de moral mas imbuído de ética pode cometer atos bárbaros e repousar sua cabeça tranquilamente sobre o travesseiro sem se importar com o sofrimento que impôs a outrem. Seguindo ainda nessa linha de conduta uma lógica perversa pode ser perfeitamente criada e justificada em nome da “ética” da classe
Os pobres são humilhados e perseguidos pelos ricos burgueses. Então, em nome da justiça vingadora da classe, os intelectuais deram aos pobres a autoridade de “007” (licença para matar) sem que sobre eles repouse culpa alguma por seus atos. Toda a chamada lei moderna está amparada nesses alicerces.
É incrível que as pessoas não percebam o poder de uma idéia.
Jean Jacques Russeau determinou do alto de sua sabedoria iluminada que os homens nascem bons e a sociedade os perverte. A sociedade (e não os homens) deve ser punida. O truque consiste em culpar a sociedade em detrimento do infrator. Desnecessário dizer que a “República das letras” nunca é responsabilizada. Ela, juntamente com a nova oligarquia política constituída em cima de premissas cientificistas imbecilizantes, jamais são responsabilizados por nada. A sociedade punida que Russeau omite são os burgueses e o clero. Em nome de um futuro glorioso onde todos os pobres serão iguais e educados pela elite de sacerdotes iluminados, todos os crimes cessarão automaticamente como que num passe de mágica. Porém este futuro nunca chega (nem nunca chegará) e as marcas e erros do passado são constantemente apagadas e debitadas na conta das outras classes (as classes inimigas da revolução). Esta lógica de araque também não explica porque pessoas ricas e cultas cometem crimes e nem o porquê desses crimes acontecerem com grande frequência entre os chamados “donos do poder”.
A educação também é apontada como a “chave” para a solução de todos os problemas, em detrimento da moral e da religião. A religião escraviza: a educação liberta. É desnecessário mencionar que esta “tal” educação libertadora calcada em preceitos humanistas é ela em si a grande aprisionadora do homem moderno. Mais crimes e mais escravização foram realizados em nome dessa tal “educação” do que qualquer inquisição religiosa. Esse é o novo paradigma da humanidade.
Por isso a culpa pela morte dessa criança deve ser debitada inteiramente na conta dessa classe de intelectuais vigaristas que há centenas de anos pousam como os salvadores da indigência humana. São eles os reais culpados pois todas essas idéias partiram do seu ventre.
O que faz de uma criança de 16 anos um monstro mais cruel do que qualquer Hitler poderia sonhar? O “boneco de Judas” arrastado até o descarnamento/desmembramento no banco de trás do automóvel é uma projeção metafórica da tal “elite burguesa” que atrapalha o sonho de poder dessa classe intelectualizada. Não é difícil imaginar o que pode acontecer a um adulto quando crianças indefesas são cruelmente assassinadas dessa forma. Quantos milhões de Hitlers o Brasil não deve ter nesse momento a espera da oportunidade de cumprir a sua “Jihad” iluminista? O admirável mundo novo preconizado por Aldous Huxley é o Brasil, mas a genética não teve papel nenhum nisso. Os laboratórios de transformação dessas crianças em cópias de Hitler são os meios de comunicação em massa e as salas de aula.
Jogar a culpa em cima do “clero” não-humanista (que fique bem distinto) e da chamada “classe burguesa” é fácil. Essas classes possuem o sentimento de culpa que essa classe intelectual ignora por completo e que aos poucos vai amestrando os menos favorecidos dentro dessa mesma estratégia mórbida.
Como imputar a culpa à essa classe de seres desprovidos de moral? As nossas leis foram feitas por eles, inspiradas em suas idéias messiânicas. Como faze-los sentir remorso se eles não sabem o que é isso? Como confiamos a uma classe desprovida de culpa e de moral a tarefa de redigir nossas leis? E em resumo: quem lhes deu esse direito?
Todos os nazistas condenados em Nuremberg não sentiam remorso. Hitler profetizou que a história o absolveria. Hitler, um gnóstico amparado em premissas geneticistas materialistas, limpou da “raça” o gene defeituoso de 6 milhões de judeus nos fornos de cremação. Qual a diferença entre um Hitler que manda aos fornos 6 milhões e um Dawkins que propõe a “limpeza” higiênica da raça dos portadores de mimetismo*?
Na realidade, até mesmo o conceito de “verdade” é evitado por estes “seres”. Eles tem “desejo de poder”. A verdade sequer existe, Deus é uma piada, a religião um atraso, a moral desnecessária. Façamos o que bem entendamos, cada um por si: aquele que pode mais chora menos. Uma sociedade humanista iluminada nasce para delírio do anjo das trevas.
O pensamento moderno aniquilou completamente a necessidade de checar a veracidade das idéias defendidas pela classe de novos senhores. Isto não é mais necessário. O simples “carimbo” de verdade científica desobriga a necessidade de confrontação com idéias contrárias. A validade de determinadas “ideiasinhas” permanece irretocada mesmo ante os mais clamorosos fatos que denunciam a sua invalidade. Correntes de idéias inspiradas em Malthus, Nietzsche, Darwin, Fucault, Diderot, Voltaire, Russeau, Marx, Engels, Einstein e outros ganham notoriedade mágica sem nunca ter comprovado a veracidade de suas afirmações. O ícone mór dessa classe de novos sacerdotes da verdade e do saber (Einstein) aguarda comprovação prática de sua famosíssima Teoria da Relatividade até o presente momento. Não obstante sua “teoria” continua sendo ensinada como verdade inquestionável. Karl Marx, um ateu satanista, é ensinado como um luminar de uma nova missão da humanidade a despeito do fracasso de todas as tentativas de implementação prática de suas idéias e da já conhecida charlatanice barata de seus escritos. Milhões em impostos são gastos em centros de estudos dessas idéias em todo o mundo, inclusive no Brasil. A Unicamp mesmo possui um centro de estudos marxistas, e o marxismo matou mais que o nazismo. Não é lindo? Com o nosso dinheiro ! Essas idéias cujo efeito perverso é escravizar e arrastar até o descarnamento os pagadores de impostos no futuro com as mãos limpinhas.
Esses são, em resumo, os transformadores da verdade, dos quais gerações inteiras de pensadores e acadêmicos sérios são vítimas por não poder discordar e dos quais a nossa sociedade hoje é refém. Os políticos não agem de acordo com suas próprias convicções. Agem de acordo com a herança de idéias nos quais estão apoiados. Existem gerações inteiras embaixo de um Lula dando aval a cada ignomínia cometida, cada gesto grotesco, cada ato de degradação da moralidade.
É preciso eliminar o mal pela raiz, como diz Stephane Courtois. A guerra que vivemos hoje não é uma guerra por terras, por mercados ou por ideologias. É uma guerra de culturas. De um lado estão os cientistas-ateístas-iluministas-humanistas e a classe intelectual associada, juntamente com barões da mídia, escritores, barões da indústria e mega-investidores trans-nacionais centralizados na figura da ONU. Do outro estão os chamados “conservadores”, industriais e empresários inconscientes desse movimento, cidadãos de bem e o que restou do clero verdadeiramente deísta. E as crianças indefesas são meros instrumentos passivos dessa luta da qual um dos lados é um verdadeiro genocida de escrivaninha, incólume e portador natural do bom-mocismo militante.
*Memes é o nome de um gene hipotético que torna as pessoas portadoras desse gene crentes em deuses. Richard Dawkins aponta as pessoas crentes em deuses como portadoras de uma síndrome genética, um perigo para a raça que deve ser encaminhado para “tratamento” especial.
Os esquerdistas não têm, diretamente, responsabilidade sobre esse crime, embora realmente o defendam.
A causa é mesmo da selvageria, que tornou o que seria apenas um assalto comum em um crime hediondo. O bandido que dirigia o automóvel pensou que o cinto simplesmente se romperia caso dirigisse dando voltas na pista.
Além de bárbaro, era burro.
Castro prossegue contando que, em uma rara aparição pública conjunta, Jobs dividiu o palco com seu concorrente Michael Dell, fundador e diretor-presidente da Dell Inc. Ambos falaram do potencial incentivo à educação decorrente da introdução da tecnologia em sala de aula. "Creio que o que está errado com as escolas desta nação é que elas se tornaram sindicalizadas da pior maneira possível", criticou. "Essa sindicalização e a estabilidade no emprego de professores do nível básico são uma loucura sem tamanho".
Castro conta também que Dell permaneceu quieto e sentado quase o tempo todo enquanto Jobs foi várias vezes interrompido pelos entusiasmados aplausos da platéia.
Em sua breve participação, Dell disse que os sindicatos foram criados porque "o empregador estava tratando os empregados injustamente e isso não era bom. Então agora temos empresas que cuidam bem de seu pessoal. Os funcionários venceram, deram-se muito bem e estão sendo bem sucedidos", disse.
Segundo Castro, Jobs contou à platéia sua visão da escola do futuro, na qual livros e outros papéis cederão lugar a fontes grátis de informação online constantemente atualizada por especialistas, num modelo semelhante ao que hoje é a enciclopédia gratuita Wikipedia.
"Acho que teremos muito mais material atualizado disponível para nossos alunos e estaremos disponibilizando uma tremenda quantidade de fundos com o qual compraremos veículos para a distribuição desse material -- computadores, Internet mais rápida, coisas como essas", disse Jobs.
A crítica de Jobs é uma reflexão sobre a função dos professores numa sociedade onde as pessoas podem se informar sem eles.
Ou seja: se eles não mudarem, vão perder poder. Ou eles mudam ( o que parece difícil) ou a sociedade os abandonará pois são hoje um dos grandes males da sociedade quando deveriam ser uma das conquistas. E isto está acontecendo nos EUA: imagine aqui ...
Steve Jobs não tem curso superior. Steve Jobs é um dos pais da computação pessoal. Se temos um computador em casa hoje, devemos inclusive a ele.
Este é o paradigma de que falei antes. As classes de aula viraram palanque de sindicalistas e locais para consumo de drogas e perverção sexual. Hoje em casa uma pessoa aprende mais do que na escola. Então para que ir à escola para ser intoxicado com propaganda panfletária autamente improdutiva? Hoje é mais perigoso para uma criança estar na escola do que em casa estudando junto aos pais.
Além disso a escola em si é um freio à criatividade e ao empreendedorismo necessários para gerar riqueza. Qualquer idéia inovativa numa sala de aula é logo repreendida e colocada de molho para "não desvirtuar o assunto". E todo tipo de criatividade que se possa ter é uma criatividade compartimentada dentro de limites bem definidos.
Numa escola você tem uma grade curricular fixa decidida por "especialistas" supostamente inspirados na experiência e nas necessidades de aprendizado para o seu nível de conhecimento.
Na escola você deve dividir a atenção do professor com os demais alunos que normalmente não estão interessados em aprender mas em outras questões.
Numa escola você não pode "confrontar" a autoridade clerical do professor ou suas notas correm risco.
Numa escola você tem a liberdade de saber tudo o que desejam que você saiba e de opinar da forma que desejam que você opine.
Em resumo: a escola é uma fábrica de burros. As pessoas não aprendem a aprender na escola. Aprendem a depender de uma "autoridade" para conhecer. Aprendem que ter certos tipos de idéias não é interessante. Ou seja: sua critividade e sua iniciativa já são castradas no nascedouro. Mesmo as boas escolas de propaganda do Brasil estão definhando pois já não conseguem romper os velhos paradigmas.
Hoje, se você quiser, você aprende a programar em C, C++ pela internet sem a necessidade de um professor. Eu aprendi, pq outros não podem aprender? Eu aprendi Cálculo Integral e Diferencial sozinho. Aprendi uma boa quantidade de filosofia sozinho. E mais: aprendi a aprender, a questionar, a ter método, objetivos, metas, etc.
As pessoas perdem tempo demais na escola.
O perigo é a generalização. Eu sei que existem bons professores e boas escolas. Mas no Brasil os bons professores tem que fugir daqui ou correm perigo de vida. Que o diga o Prof Olavo.
A mensagem cabe no contexto. Na época a crítica era à escola doutrinária e conservadora. Será que hoje o Pink Floyd faria o mesmo clip ou será que a escola está do jeito que essa gente queria?
Não existe método melhor para aprender do que colocar a mão na massa e resolver os problemas. O melhor professor de física que tive era um pé rapado que dava aulas em três escolas para se sustentar. Nós descobrimos um laboratório inteiro de física encaixotado que fora doado ao Senai pelos fundadores italianos. Tinhta tudo ali: experimentos de mecânica, elétrica, ondas, acústica, até um gerador Van der Graaf tinha. Nunca se aprendeu tanta física no Senai como naquela época. Mas os diretores mandaram desmontar tudo e guardar de volta no porão. Hoje deve estar do jeito que eles gostam.
Engraçado: quando se perde um debate, abe-se outro, na esperança de que todos esqueçam que o assunto já foi superado, bem como, que os argumentos contraditórios já foram desmascarados.
Desculpem retornar a uma mensagem do início do tópico.
Leandro, as esquerdas têm culpa sim, é claro. Por mais de quarenta anos, de todos os lugares possíveis, elas vêm inculcando na cabeças dos brasileiros que rico = criminoso; pobre = coitadinho; polícial = filho da puta; bandido = injustiçado. O brasileiro comum vê um ato criminoso de uma forma distorida, porque foi ensinado assim desde que nasceu.
Do outro estão os chamados “conservadores”, industriais e empresários inconscientes desse movimento, cidadãos de bem e o que restou do clero verdadeiramente deísta.
A palavra certa aqui é Teísta e não Deísta.
O deísta, como Voltaire, crê na existência de um deus bondoso e afirma que nada mais podemos dizer a respeito. Toda religião é superstição.
Já o teísta é quem acredita em Deus, e afirma que muito podemos dizer sobre Ele.
É óbvio que não estou falando da supostamente “malvada” estrutura capitalista da nossa sociedade, apontada pela mitologia comunista, verdadeiro berço do atual código imoral brasileiro, como raiz da violência no nosso país - mesmo porque somente um pobre coitado doutrinado no esquerdismo dentro de uma universidade brasileira veria no Brasil uma pálida sombra de verdadeira liberdade de mercado, proteção às propriedades privada e intelectual, e mínima ingerência estatal na economia, sem os quais não se pode apontar um país como capitalista. Fica impossível também, atribuir 50 mil homicídios por ano a um suposto ímpeto consumista da população, em detrimento de preocupações de ordem mais alta, num país pobre com economia de terceiro mundo e onde o único produto disponível para consumo em exagero são impostos. Claro que também não me refiro à tese, tão famosa nos salões freqüentados por essa beautiful people, de que a violência tem sua causa nas “desigualdades sociais”. Não. Refiro-me a relações de causa e efeito muito menos fantasiosas e remotas, muito mais reais, diretas e identificáveis, rastreáveis até sua origem próxima e evidente, mas que ninguém parece querer enxergar: a visão de mundo esquerdista
Não é coincidência o fato de que a difusão do ethos esquerdista no seio da sociedade brasileira venha acompanhada do aumento exponencial da criminalidade. A glamourização do estilo de vida revolucionária, atestada pela santificação midiática e cultural de Guevaras, Marighellas e Lamarcas, não é apenas uma causa intelectual remota da atitude permissiva de todo esquerdista perante o crime em geral. Se não passasse disso, seus efeitos limitar-se-iam ao imaginário das pessoas e ficariam sem conexão direta com o mundo dos fatos, o pecado maior para um esquerdista. Isso não lhes basta: esses pequenos deuses não se contentam enquanto não produzem um mundo exterior moldado à imagem e semelhança de seu lindo mundo interior. É preciso então que o intelectual se torne um ativista: passa a agir para que o mundo se pareça um pouco mais com o que ele pensa e quer que seja a estrutura da realidade. A ética esquerdista trabalha com a premissa de que, mais do que o pensamento tender para a realidade, é preciso fazer com que a realidade tenda para o (seu) pensamento, e Karl Marx sintetiza isso ao afirmar que maior que a tarefa do homem de ciência que se proponha a estudar e entender o mundo, urge a tarefa de transformá-lo.
O papel que cabe ao típico intelectual engajado torna-se portanto, fomentar o que chamam de “contradições da sociedade” para que ele possa cada vez mais acusar a forma da organização social por todos os males e dizer que ela não presta e precisa ser transformada. Ele vai criando, assim, cientificamente, situações de tensão e ruptura no tecido social, com a intenção de produzirem-se ‘condições objetivas’ para a tomada revolucionária do poder e produzir-se o advento do paraíso socialista, uma hipotética sociedade do futuro a ser conduzida por eles mesmos a um estado de coisas onde não mais existirão pobreza nem violência, somente prosperidade e paz social - como todo mundo sabe que é o caso de Cuba.
Ao produzir a ruptura da organização social, o esquerdismo leva a sociedade a um estado de aparente anomia. Aparente somente, porque ele procura manter o controle na condução do processo de desestruturação da sociedade. Atesta o notável sucesso obtido neste intento o fato de que o aumento generalizado da corrupção e rebaixamento do nível moral das pessoas venha acompanhado da ascensão do esquerdismo na política. A forma social vigente é destruída ao mesmo tempo em que se constrói a nova ordem.
O destaque dado pela teoria revolucionária à delinqüência como caminho transformador da sociedade é conhecido desde a Revolução Francesa. No Brasil, é tarefa para algumas gerações identificar todas as linhas de ação postas deliberadamente em prática pela Weltanschauung esquerdista nas últimas décadas, que têm por objetivo aumentar a violência e a criminalidade. Ater-me-ei a alguns fatos e considerações apenas
A organização profissional do crime no Brasil deu-se depois que bandidos comuns tiveram contato com prisioneiros políticos dentro das prisões durante o regime militar. Uma grande quantidade de métodos de organização, táticas de guerrilha urbana e rural, intimidação, infiltração e corrupção nos meios policiais e na sociedade, foi passada a criminosos comuns por gente que fazia disso sua vida: guerrilheiros, terroristas, assaltantes, sabotadores, agentes infiltrados e simpatizantes, formados na mentalidade revolucionária em Cuba, Moscou e outros centros de formação de ética esquerdista. Todo o conhecimento adquirido na prática da vida clandestina da luta revolucionária e na teoria dos livros de Hitler, Fidel Castro, Che Guevara, Carlos Marighella, Debray, Mao, Giap, Lênin e Gramsci, está hoje a serviço das organizações criminosas que, mais do que no Brasil, mandam no continente inteiro.
A volta à cena política daqueles militantes comunistas que outrora a sociedade rejeitara e sua elevação aos postos de comandantes da moral e da ética nacionais, trouxeram como conseqüência uma promiscuidade de relações entre o que é legal, o que passou a ser legal, o que somente na aparência é legal, o ilegal e o criminoso. Militantes do MST e afins, catequizados junto com uma enxurrada de políticos e professores segundo a perversão moral que é o evangelho socialista da Teologia da Libertação pregado por padres revolucionários, agradecem treinamento recebido das FARC. Estas são parceiras de Hugo Chávez, de Lula, do PT e de dezenas de outros partidos e organizações esquerdistas no Foro de São Paulo, entre eles o PC Cubano e o grupo de seqüestradores do MIR (Movimiento de Izquierdas Revolucionarias, Chile). As FARC tiveram ainda escritórios de representação em Ribeirão Preto e no Rio Grande do Sul ligados a políticos de esquerda, além de informações divulgadas pela imprensa sugerirem, por um lado, que financiaram campanhas petistas juntamente com o regime comunista cubano, e por outro lado sugerem uma íntima conexão entre esses grupos internacionais e o treinamento em técnicas subversivas para as quadrilhas do Comando Vermelho no Rio e do PCC de Marcola.
Este último tem um meio-irmão boliviano que é político influente do partido do cocalero Evo Morales, ao qual Lula, Fidel e Chávez patrocinam. Agindo na mesma direção, Brizola, com seu “socialismo moreno”, deixou campo aberto ao crime organizado no estado do Rio ao desmantelar a polícia – prática sistemática de todos os governos desde então - e a impedir de ir aonde o crime atuava. Usava para isso a desculpa de que mandar a polícia prender um suspeito num bairro pobre seria um absurdo somente imaginado por uma elite que via todo pobre como bandido em potencial, dando inclusive tons racistas à acusação que fazia à sociedade. A dívida de gratidão dos marginais para com seu padrinho político não podia ter melhor paga: brizola virou gíria para cocaína nos morros cariocas.
Todo esse esquema de tomada do poder ruiria se não contasse com o respaldo cultural e propagandístico coordenado desde dentro de setores das igrejas, universidades, editoras, meios de comunicação e ONGs, que atuam na sociedade como centros difusores da moral esquerdista e constroem blindagens, inclusive jurídicas, contra qualquer ataque à ética revolucionária. O braço material da estratégia revolucionária seria desmascarado em um segundo num ambiente onde imperassem uma sólida consciência moral e uma verdadeira intelectualidade. Isso torna necessária então a fabricação de um código moral inteiramente deturpado e de uma pseudociência que confundirá nas pessoas o senso de certo e errado, invertendo o bem pelo mal.