José Serra volta a falar das Farc e vincula Dilma Rousseff ao MST
Publicação: 27 de Julho de 2010 às 00:00
São Paulo (AE) - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, voltou a tocar em temas polêmicos que pudessem envolver o governo federal e a candidata petista Dilma Rousseff. Ontem, em São Paulo, onde proferiu palestra promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o candidato tucano acusou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, notório simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de abrigar guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). “Até as árvores da Floresta Amazônica sabem que a Venezuela abriga as Farc”, afirmou. Serra disse também que, caso Dilma seja eleita, a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) vai se intensificar.
Em palestra para mais de 400 empresários, o candidato tucano abordou o conflito diplomático entre a Venezuela e a Colômbia. Na visão de Serra, o Brasil poderia ter evitado o rompimento de relações diplomáticas entre os dois países, que aconteceu na quinta-feira, depois de o presidente colombiano, Álvaro Uribe, acusar Chávez de ser conivente com as Farc. “Se o Brasil tivesse gasto o tempo que gastou no Oriente Médio, inteiramente simbólico, na América do Sul, poderia ter evitado situações como as que estão acontecendo agora.”
Serra defendeu uma atuação internacional do Brasil em prol dos direitos humanos. “É amigo de Cuba? Muito bem. Então usa essa amizade para libertar os presos cubanos”, disse o candidato. “Uma coisa é fazer negócio, outra é ter uma postura de camarada com um fulano como o ditador do Irã, que nega o holocausto, condena jornalistas à prisão, à forca os opositores e à morte por pedradas mulheres consideradas adúlteras.”
Questionado pela plateia, o candidato se disse a favor da tese de que “negócios são negócios”, evocada no início do mês pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, para justificar a visita do presidente Lula à Guiné Equatorial, governada há 30 anos por um ditador.
Publicação: 27 de Julho de 2010 às 00:00
São Paulo (AE) - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, voltou a tocar em temas polêmicos que pudessem envolver o governo federal e a candidata petista Dilma Rousseff. Ontem, em São Paulo, onde proferiu palestra promovida pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o candidato tucano acusou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, notório simpatizante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de abrigar guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs). “Até as árvores da Floresta Amazônica sabem que a Venezuela abriga as Farc”, afirmou. Serra disse também que, caso Dilma seja eleita, a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) vai se intensificar.
Em palestra para mais de 400 empresários, o candidato tucano abordou o conflito diplomático entre a Venezuela e a Colômbia. Na visão de Serra, o Brasil poderia ter evitado o rompimento de relações diplomáticas entre os dois países, que aconteceu na quinta-feira, depois de o presidente colombiano, Álvaro Uribe, acusar Chávez de ser conivente com as Farc. “Se o Brasil tivesse gasto o tempo que gastou no Oriente Médio, inteiramente simbólico, na América do Sul, poderia ter evitado situações como as que estão acontecendo agora.”
Serra defendeu uma atuação internacional do Brasil em prol dos direitos humanos. “É amigo de Cuba? Muito bem. Então usa essa amizade para libertar os presos cubanos”, disse o candidato. “Uma coisa é fazer negócio, outra é ter uma postura de camarada com um fulano como o ditador do Irã, que nega o holocausto, condena jornalistas à prisão, à forca os opositores e à morte por pedradas mulheres consideradas adúlteras.”
Questionado pela plateia, o candidato se disse a favor da tese de que “negócios são negócios”, evocada no início do mês pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, para justificar a visita do presidente Lula à Guiné Equatorial, governada há 30 anos por um ditador.