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Eu assisti Tropa de Elite 2

Iniciado por uir_orkut em 08/10/2010 · 93 mensagens · página 1 de 2

uir_orkut#1
Acabo de sair da sala de cinema.

A primeira pergunta que vão me fazer é: o filme é de direita ou de esquerda?

Muitos não irão concordar comigo; mas eu digo que o filme é de centro.

Vou explicar melhor; o filme gira em torno de duas pessoas: o coronel Nascimento e o deputado Diogo Fraga. Eles vivem um conflito de Direita X Esquerda durante todo o filme.

Foi à solução que o diretor José Padilha inventou para equilibrar o debate. Ao invés de fazer o Nascimento mudar (o que seria ridículo), ele criou outro personagem que acredita no oposto e deixa o público tirar suas próprias conclusões.

E se alguém tiver dúvida, eu já respondo: nenhum bandido é bonzinho nesse filme.

Vou comentar o que acontece no filme descrevendo cada um dos personagens.

Coronel Nascimento: Ele é o mesmo cara do primeiro filme. Alguns diziam que ele ficaria bonzinho com os bandidos. Isso é mentira. Ele continua perseguindo implacavelmente os traficantes. O que muda na vida dele são suas relações familiares e seu campo de ação, muito mais complexo.

Diogo Fraga: A Rosane (mulher de Nascimento no primeiro filme) pede o divorcio. Ela se casa com um deputado de esquerda defensor dos direitos humanos. Diogo Fraga.

Fraga é a própria encarnação de tudo que a esquerda representa e defende. Faça o seguinte: lembre-se daquele seu professor de sociologia filiado ao PSTU, esse é o Fraga.

No meio dos dois fica Rafael, Filho de Nascimento, que não aceita o trabalho do pai e vai trabalhar na ONG do padrasto Fraga.

Nascimento diz: “Pelas costas o Fraga me chama de fascista. Mas ele não tem coragem de me dizer isso na cara. Na minha frente ele finge que me respeita. Infelizmente, eu tenho que fazer o mesmo”.

“Quando o Fraga se candidatou, todos os defensores dos direitos humanos e playboys maconheiros votaram nele”.
uir_orkut#2
uir_orkut#3
O filme começa em Bangu 1. O traficante Beirada lidera uma rebelião. Seu objetivo é matar os chefes das facções rivais que estão presos nos outros blocos do presidio.

O Bope é chamado para resolver a situação. Beirada diz que quer Fraga para negociar.

Nascimento diz: “É de caras como o Fraga que bandido precisa quando faz merda”.

A negociação é tensa: Nascimento quer invadir e Fraga negociar.

A operação é considerada um fracasso; levando em conta que “fracasso” para um esquerdista significa que os presos que lideraram a rebelião foram mortos. Matias mata Beirada.

A ação do Bobe gera protestos nas ONGs de direitos humanos. Mas, para espanto de todos; a maioria da opinião pública apoia a ação no presidio.

O governador fica encurralado: de um lado as ONGs de direitos humanos pedindo a cabeça do coronel Nascimento; do outro a população que considera Nascimento um herói. E ainda por cima, o governador é candidato à reeleição.

O governador encontra a solução: promover Nascimento a subsecretario de segurança do Rio. Assim, ele consegue satisfazer os dois lados ao mesmo tempo. As ONGs ficam satisfeitas em ver o “policial fascista” fora das ruas e a população do Rio fica feliz em saber que seu herói foi promovido.

Quem mais sofre é Matias, que é afastado do Bope e obrigado a retornar a PM normal e tem que aturar de novo toda a corrupção da polícia.

Com a “promoção” Nascimento deixa de ser um policial de rua e torna-se um burocrata da segurança pública, sentado em uma mesa numa sala com ar condicionado.

Mas, para quem pensava que ele iria se acomodar, o tiro sai pela culatra. Na secretaria Nascimento reorganiza o Bope; que passa a ter o triplo de soldados, carros blindados e helicópteros. Sob o comando do coronel Nascimento, o Bope parte com tudo para cima do tráfico e consegue quase extermina-lo.
uir_orkut#4
Com o fim dos traficantes, Nascimento achava que havia resolvido o problema da segurança no Rio. É ai que (agora para ele) o tiro sai pela culatra.

O tráfico tinha um funcionamento: o traficante vendia drogas para dos playboys e com o dinheiro comprava armas e subornava os policiais corruptos. Agora, com o fim do tráfico, os bandidos não podiam mais pagar propina.

Quando os policiais corruptos perceberam que a fonte secou, resolveram eles mesmos tomarem conta das favelas. Assim surgiram as milícias.

O traficante ganhava em cima da venda de drogas, o miliciano ganha em cima de tudo: ligações clandestinas de TV a cabo; acesso a internet; vendas de botijões de gás; e é claro, a famosa taxa de proteção.

É nesse contexto que o filme se desenvolve. Não vale a pena dizer o que acontece mais a diante.
uir_orkut#5
Gostei mais do primeiro.

Eu daria 7
uir_orkut#6
Luciano
Entendo o que você diz

Mas quero dizer: o maior inimigo de "Tropa de Elite 2" é "Tropa de Elite 1".

A imagem de herói que Nascimento conquistou no primeiro filme é grande demais para ser sufocada.

Hoje o público do cinema brasileiro não aceita mais apologia ao crime. Os fracassos de "Salve Geral" e "400 contra 1" provam isso. E devemos isso ao Tropa 1.
ll_orkut#7
E a conclusão que posso tirar é que a tentativa de amenizar as verdades que tanto instigaram a população em geral no primeiro filme (população essa cansada de ver filmes esquerdistas onde o herói é o bandido), foi concluída nesse filme. Em cada detalhe eu via cheio de justificação e explicação sob a ótica "vermelha". Não vou entrar em detalhes, estou com a cabeça farta por hoje de ver como o povo brasileiro é facilmente moldado, e como esse comunismo "gramsciano" tem se aproveitado exorbitantemente disso. Mas ver um Capitão Nascimento sem ação diante do filho virando um esquerdista usuário de drogas, ver o foco da problemática geral do filme mudar gradualmente do crime organizado (que todos nós aqui sabemos que é incentivado e promovida, se não direta, indiretamente pelos esquerdistas gramscianos que estão no poder) para o "sistema" (alias, tão amiudamente repetido pelo Capitão Nascimento que superou os chavões da banda "rage against the machine") que os comunistas querem derrubar através da "justa revolução" que ele tanto pregam, e vendo o "militar facista" se unir a um político revolucionário esquerdista para ir de encontro ao "sistema" foi o fim da picada!
uir_orkut#8
Ficaria mais claro se os deputados corruptos fossem do PT e os traficantes fossem das Farc.
ll_orkut#9
Espero que sim, espero que as verdades contidas no primeiro filme não sejam ofuscadas por esse. Creio que o fracasso desses filmes esquerdistas glorificadores de bandidos mais recentes que foram citados agora a pouco, se deveu ao fato de que não foram continuação de um filme de "cabra ômi" como o foi Tropa de Elite 1. Infelizmente, eu acho que o sucesso desse, fará o cidadão brasileiro assistir o quanto antes as doutrinas marxistas escancaradas (e ao mesmo tempo subjetivas, em uma trama muito bem montada) e alienadoras dessa segunda versão!
ll_orkut#10
Como disse o próprio Capitão Nascimento em alguma parte do filme: "Jogou merda no ventilador".
leonardo_17#11
e pior que se dependesse dos esquerdistas o tropa 1 tinha sido um fracasso e o ze padlha estaria sendo sacaneado ateh hoje!! Dai ele resolve agradar justamente aqueles que mais malharam seu filme!!

O heroi do filme eh o deputado bonzinho de esquerda (faz aquela conta absurda no inicio do filme que nao eh contestada) que come ateh a mulher do capitao nascimento! O nascimento no final, falta pedir desculpas aos pobres bandidos vitimados pela sociedade que ele matou! Faltou chorar e se candidatar pelo psol.

O merito do filme eh mostrar que as milicias tomaram conta de boa parte das favelas do rio e sua relacao incestuosa com a politica (mas tbem acho exagerado o governador estar envolvido ateh o pescoço com elas).
rafael_21#12
Vim correndo pra criar o tópico sobre o filme ...

Muito bom o filme, excelente !
offline#13
Sem spoilers, pequenos Padawans.
offline#14
ora bolas ^^
uir_orkut#15
Como fazer um filme de direita.
andr_11#16
E pelos comentários, não assistirei.
mariozin#17
pelo menos podiam esperar mais um pouco antes de abrir esse topico , neh....muita gente ainda nao viu o filme

nem li os posts hehehehe
marcos_12#18
Eu achei o filme muito bom! É difícil comparar com o primeiro, porque o enredo é totalmente diferente. O primeiro é ação e muito mais tenso; o segundo é uma trama com diversos clímax que fazem o espectador pensar o tempo todo!

Concordo com o autor do tópico. Só não sei se o filme seria de centro, mas ele mantém o pé firme na pessoa do Nascimento, conservador na ação e na vida, durão, convicto e íntegro, mas tensiona o enredo com o personagem esquerdista que é o Fraga.

Reparem que no filme o Nascimento faz duas menções ao esquerdismo de Fraga como coisa pejorativa: primeiro que o esquerdista defende bandido, segundo que o esquerdista recebe votos dos demais esquerdistas justamente por defender bandido. O filme é duro nisso. Não perdoa a esquerda e a bandidagem.

O problema é que Fraga vira político e ajuda a conter a violência desde cima, dos poderosos, o que legitima o discurso dele.

Mas o filme fica difícil de classificar no espectro político porque, tanto Fraga como em especial o Nascimento não absorvidos por um elemento: o tal "sistema", o Estado, a burocracia impessoal. E tudo emperra, complica e se abafa ali. Frequentemente Nascimento sente-se amarrado pela burocracia que o envolve, e isso detona com as ações dele. Mas ainda assim ele age por si. Ele é conservador até a medula!! Mas se vê obrigado, pelo sistema, a abraçar-se ao Fraga para conter a violência desde o alto.

Me parece que o filme apresenta um mundo onde o politicamente correto acaba vencendo, mesmo os mais durões, ainda que vença o Nascimento apenas em parte. E o politicamente correto é a agenda cultural esquerdista.

Creio que o problema é mais profundo e amplo, e se chama burocracia como se fosse um mundo com força própria. Como o Olavo diz em O Jardim: as ideologias foram absorvidas numa super ideologia, a do Estado, que tudo absorve e tudo passa a moldar.

O termo "sistema" tão usado no filme tenta "esquerdizar" o filme, mas a trama mostra que o problema não é exatamente esse.

É o que tenho a dizer até agora.
ayrton#19
E pelos comentários, não assistirei. [2]

E ainda farei companha contra. É uma pena que o Padilha tenha entregado a rapadura tão cedo; pelo jeito, mais uma vez fizeram um roteiro recheado de clichês esquerdistas, livrando a car dos verdadeiros culpados: a esquerda relativista, as FARC e os bandidos psicoticamente desajustados para viverem numa sociedade com normas, ordem e limites.

Acho que todo direitista deveria boicotar essa mierda, assim o Padilha servirá de exemplo e será obrigado a fazer pornochnchadas para sobreviver; vem aí "Trepa 3"!
ayrton#20
O meu penúltimo coment foi feito antes de ler o do Marcos, que fez um que destoou dos outros.
charles#21
Desde que vi que o tráfico foi tomado pela polícia corrupta eu já fiquei meio desapontado.. quer dizer que o policial mais uma vez tem de ser o bandido? A corrupção do primeiro filme era mais crível que isso...

Mas vou ver... melhor que Machete que é um insuportável filme para apoiar os aliens ilegais mexicanos...
antnioluiz#22
Fiquei em dúvida agora. Assisto ou não assisto?
giovanni_3#23
Mas quero dizer: o maior inimigo de "Tropa de Elite 2" é "Tropa de Elite 1".

Realmente, o filme é muito bem feito, mas quando lembramos de Tropa de Elite 1, fica difícil causar tanto choque.

O primeiro foi totalmente sensacional pois quebrou com o politicamente correto e expôs a bandidagem.

Esse segundo mostrou que para ser bandido é indiferente ser pobre ou rico, mas que é uma coisa da moral individual. Sempre que alguém tem oportunidade pra passar a perna em outro, passa. O Capitão Fabio, por exemplo, fica cagado todo o filme pra aquele outro grisalho, que comanda a milícia. No fim do filme, mata o cara e toma o lugar dele.

É essa a minha percepção sobre a pobreza moral do brasileiro: quando tem oportunidade, aceita o esquema e "entra no sistema". Não é todo mundo que fica procurando esquema fraudulento, mas a maioria, se por acaso surgir a oportunidade, vai aceitar.
charles#24
O Cap. Nascimento político me lembra o Bolsonaro.
felipe_5#25
o primeiro filme foi massa, foi de direita, mostrou como a policia tem que ser! e como os marginais devem ser tratados! mais pelo o que parece o segundo filme é esquerdista e tenta mostra que atitudes que o capital nascimento é a favor, não resolvem...
marcos_12#26
Ele dá 2 ou 3 cutucadas diretas. Nascimento é dose. Odeia esquerdista. Só se alia ao Fraga mais ao final porque a família está diretamente pelo "sistema" (leia-se: criminosos atuantes pelo sistema).
tiago_5#27
Eu tenho que olhar esse filme! Vou até assistir novamente o primeiro!
uir_orkut#28
Estou acompanhando as reações das pessoas que assistiram ao filme.

Dos que saem do cinema, no site do filme, no Twitte e no Orkut.

O que se diz é:

“Coronel Nascimento é foda, tem que esmurrar esses deputados ladrões”.

“Coronel Nascimento enfrenta o sistema”.

“Coronel Nascimento enfrenta a corrupção na política”.


Por incrível que pareça, não vejo ninguém ter uma impressão de esquerda do filme.
arthur_7#29

Na verdade o que mais se tem no filme são palavrões.
diego_10#30
Gostei do filme. Só não foi melhor porque o negão deveria ter matado o deputado comuna logo no começo.
marcos_12#31
A todo o momento o Nascimento fala do tal "sistema". E aí que mora o problema do filme. O filme não vira esquerdista por causa disso, mas mostra que o tal "sistema" tudo absorve e força as pessoas a se dobrarem.

O Nascimento sofre muito com isso e se vê obrigado a moldar-se ao sistema, e contra a sua vontade. Ele é conservador sempre.

Na minha opinião, o filme mostra a própria realidade: que mesmo que o sujeito seja conservador, tenha convicções X ou Y sobre política, moral, etc, o tal "sistema" dobra o sujeito e o força e se enquadrar. Mas isso não quer dizer que o sujeito deixa de ser o que sempre foi. E é por isso que o Nascimento sofre tanto.

O problema é o "sistema", o Estado, a burocracia, a ordem, a impessoalidade das regras que tudo amarra e tudo sufoca. É o problema do Estado que o Olavo coloca em O Jardim das Aflições. Todas as ideologias se curvam e são absorvidas na supra-ideologia que é o Estado. E lá se vão o Fraga e, a muito custo, o Nascimento, que são obrigados a se aproximarem para lutar contra um inimigo comum que usa do próprio "sistema" para perseguir os seus inimigos.

O Nascimento não é menos conservador por causa disso. Ele é OBRIGADO a se curvar à situação.
fbio_6#32
Eu ainda não vi o filme, pois estou fora do país por um tempo, e espero retornar a tempo de assisti-lo no cinema.

Mas o que quero dizer é: VÃO SIM ASSISTIR AO FILME!!! Temos que parar com esse hábito besta de esperar que tudo tenha algo como um"Certificado de Garantia Direitista". O primeiro filme foi ótimo, porque o segundo não pode ser também? Além do mais: se o filme fosse estrangeiro, voc~es teriam tanta cautela assim para saber se valia a pena assistir?
leonardo_17#33
eu malhei o filme haha e mesmo assim recomendo que assistam!! Ja li algumas criticas na net, e tem gente brava justamente porque padilha mostra a execucao dos bandidos e o povo aplaude! Eu continuo com minha opiniao, mas o filme eh bem feito e vale a pena assistir.
charles#34
besmenov#35
O filme é bom. Independente do grau, o Estado brasileiro tem, sim, uma relação perversa com a bandidagem. O filme deixa isso claro.
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E quem falou dos Mercenários (q eu ñ vi) o inimigo era realmente um ditadorzinho comunista? Ñ tinham americanos na parada? Cinema com discurso esquerdista está cheio no mundo todo. Inclusive nos EUA. E aqui no Brasil, pela primeira vez, num cinema tradicionalmente feito de vítimas (Pagadores de promessas aos montes) quando aparece um herói o povo aplaude mesmo.
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adilson_3#36
Crítica do Luciano Ayan a respeito do filme

http://lucianoayan.wordpress.com/2010/10/11/em-tropa…-do-sistema/

Segundo ele, o filme é bom tecnicamente e diverte, mas mostra que José Padilha é parte do sistema.
joo_orkut_4#37
o filme começo bem, criticando a esquerda e os idiotas que a idrolatam, mais se perdeu no fim, repararam que o comuna ainda se saio como bonzinho ao lado do nascimento? afinal foi ele que fez a CPI, denunciou e bla bla bla ¬¬
leonardo_17#38
O depoimento do Nascimento no final foi uma decepção. Ele falar que "a polícia do rio tem que acabar"?! Ele tinha que ter ressaltado seus anos a frente do BOPE e que o combate ao crime realizado pelo BOPE (embora claro com excessos desnecessarios como tortura) foi sim um método eficiente de combate!!

O estado eh que não aproveitou a oportunidade de dar um golpe final na criminalidade e se aliou a parte dos policiais corruptos e criar uma espécie de máfia (segundo o filme).
junior_4#39
baseado nas impressões dos outros. A propósito, sobre o que o Uirá disse: Reações ao filme. Estou acompanhando as reações das pessoas que assistiram ao filme... O que se diz é: 'Coronel Nascimento é foda, tem que esmurrar esses deputados ladrões'. 'Coronel Nascimento enfrenta o sistema'. 'Coronel Nascimento enfrenta a corrupção na política'. Por incrível que pareça, não vejo ninguém ter uma impressão de esquerda do filme." Sendo assim, o mínimo que se pode dizer é que o Padilha tratou de manter os espectadores no mesmo estado de alienação em que se encontravam antes, não acrescentando nada de diferente no cenário. Porque só um alienado pode querer esmurrar deputados ladrões, enfrentar o sistema e a corrupção na política, com saraivada de balas, crimes e todo tipo de putaria acontecendo na porta de sua casa. Quer dizer, um cidadão normal já tem muita coisa contra as quais lutar na realidade de sua porca existência para querer dar um salto desse nível, para lutar contra o sistema, corruptos, bla, bla, bla... Pior, lutar contra algo que ele nem mesmo sabe se faria ou não se tivesse a mesma oportunidade. Em contraposição a estes alienados completos há os meio alienados (ou mal intencionados?): os gays, só pra citar um exemplo, que, vivendo a ilusão de possuírem certos direitos, pouco se importam se quem os representa é corrupto, faz parte do sistema ou seja lá o que for. Quer dizer, estão alienados no tocante à suposta origem de seus direitos, ao fundamento destes, ao sentido do que seja viver numa democracia etc, mas sabem muito bem como defender seus interesses. De modo que, pelos comentários feitos até agora, o primeiro filme, mesmo que não seja um primor, já valeu pelo fato de servir como uma espécie de terapia, fazendo o povo dizer o que realmente quer, que é ver bandido se fudendo. Ao passo que o segundo é uma tautologia. Ele critica o sistema, mas ele mesmo é o próprio sistema e faz com que as pessoas que o assistem fiquem repetindo os bordões do sistema.
leonardo_2#40
“Bota ele na Ancora…"

“O nome dessa operação deveria ser ‘operação Iraque’

“Curió, vai cantar o que pra gente?"

“A responsabilidade é minha, o comando é meu"

“CPMF: Comissão pra policial militar filha da puta"

“É na hora da morte que a gente entende a vida"

“Encosta este bunda rachada em algum canto"

“Que bíblia o que, isso é novela! Deixa de ser burro."

Calma gente…Esse foi no amor"

“Agora é Fifty fifty!"

“Tá de pombagirisse comigo?!"

“Vocês engordaram o porco, agora nóis vai assar"

“…se achando a pica das galáxias"

“Pensaram que eu ia cair pra baixa, mas eu cai pra cima"

“Quem quer rir, faz rir"

“O sistema é foda pacêro"

“Cada cachorro que lamba a sua caceta"

“Quer me foder? Então me beija"

“Che Guevara tá entrando sem colete"

“Traz um café que pão seco é foda”
junior_4#41
Desviando um pouco do tópico, acho que se a gente pegasse aí uma meia dúzia de sem-terra, outra de gays e mais uma meia dúzia de putinhas feministas, os patrocinasse por algum tempo (com dinheiro, claro!) e explicasse direitinho o que nós queremos pro Brasil: ó, nós queremos isso, isso e isso, a gente quer acabar com os 50.000 homicídios por ano no Brasil, quer ver bandido na cadeia, quer penas mais rígidas, quer acabar com o narcotráfico, com as Farc, acabar com as favelas e coisa e tal, acho que surtiria efeito mais rápido do que esperar que os eleitores exijam isso dos políticos que elegem. Feito isso, depois a gente se voltava contra essa putada toda.
manoel_2#42
3 salas cheias no cinema daqui. O trânsito tava louco: tudo por causa do filme, por sua imensa demanda.
felipe_9#43
Não achei o filme esquerdista. O capitão nascimento só aliou-se ao Fraga quando foi pra defender a sua família. Em nenhum outro momento ele apoiou o Fraga, na verdade fez foi criticar sua metodologia barata de tratar os criminosos.
mari#44
nem de direita. Penso eu!

Um filme politico aonde mostra a podridão da corrupção.
Muito corajoso, pois escancara que traficante manda, porque a polícia é corrupta e por isso está sob a tutela dos politicos, aliás, como sempre.
Uma máfia, dentro da pol[icia para "medir "poder em consequência, grana.
Não vi, ideologia, de esquerda, nem de direita, nem de centro.

Para mim, é um filme retratando a enganação o populismo safado, que tomou conta da sociedade brasileira.
leonardo_15#45
Como obra cinematográfica, excelente.

Como peça de propaganda - de esquerda, sim senhores! - brilhante. Brilhantismo expresso no ato mesmo de superficial concordância da platéia para com o "capitão fascista". A audiência não percebe que recebeu uma "mensagem" e, dessarte, não pode defender-se. No entanto, nunca mais verão uma retomada das Forças da Ordem em uma "comunidade" (no jargão "jornalístico", diz-se ocupação) da mesma maneira. Identificarão também os arquétipos do mundo político lá retratados, que nos são extremamente desfavoráveis (não falo de ideologia, mas de estética).

É verdade, Nascimento não abdica em momento algum de suas convicções - elas seguem estáveis, muda o campo no qual precisam ser defendidas -mas a trama torna-se muito maior que seu antigo protagonista. Somos induzidos a valorizar a sinceridade do militante dos direitos humanos. O foco de corrupção é um governo estadual e - na alusão final - o Congresso Nacional, alimentando uma ilusão sobre o balanço de poder no Brasil em que o Palácio do Planalto passa como mero elemento da paisagem.

Em um filme no qual o diretor tinha o expresso compromisso de recuperar o prestígio perdido junto à intelligentsia, a lição foi claramente aprendida. Estamos diante de um mestre. Em Tropa de Elite 2, muito mais importante do que o dito é o aquilo que a tela transmite sem precisar de palavras.
leonardo_15#46
Em síntese, é uma grande peça de propaganda porque não parece uma peça de propaganda. Há o contraditório, não é mesmo? E nenhuma personagem é o demiurgo, é? De fato, há uma aparência de contraditório nos discursos superficialmente opostos e todos os retratos são verossímeis, mesmo os dos arquétipos. Mas os discursos são solapados pelos "fatos" da trama. E os fatos corroboram cada uma das teses do "lado de lá". Quem contribui para o desastre, modo geral não cabendo em nossa ética, corresponde à estérica do "lado de cá" (descontados algumas personagens-tipo do universo carioca).
fernanda_2#47
Gostei mais do começo, com o capitão nascimento metendo o pau no professorzinho defensor de bandidos. Minha nota é 6.

Obs: No final do filme na minha sala todos saíram calados.
paty#48
Em um filme no qual o diretor tinha o expresso compromisso de recuperar o prestígio perdido junto à intelligentsia, a lição foi claramente aprendida. Estamos diante de um mestre. Em Tropa de Elite 2, muito mais importante do que o dito é o aquilo que a tela transmite sem precisar de palavras. (2)

Gostei do filme, mas preferi mil vezes o primeiro.
Na sala onde vi, algumas pouquíssimas pessoas aplaudiram, a maioria saiu calado, acho que meio em depressão por não ver uma solução para a situação apresentada (corrupção).
mari#49
“Tropa de Elite 2” é talvez, uma das maiores produções cinematográficas, no viés da crítica e do esclarecimento sobre as malversações dos acordos esdrúxulos dentro das instituições governamentais. O cinema onde assisti estava lotado e, ao final, o público, de pé, aplaudiu pelo desfecho, que retrata uma violência urbana, como ponta de “iceberg”, sustentada, ocultamente, por um poder, totalmente, conspurcado. Foi uma manifestação de negação, por tudo que se apresenta nos últimos tempos, na vida nacional.
Existem diversos capitães e coronéis Nascimentos no Serviço Público. São cidadãos, civis e militares, descartados por não aceitarem alianças veladas em detrimento da reta conduta e, sobretudo, do bem administrar o dinheiro e o patrimônio do povo.
Acho que chegou a hora dos organismos de segurança pública e defesa nacional outorgarem uma comenda ao produtor José Padilha, por idealizar um roteiro, de acordo com tudo que é repudiado nos Centros de Altos Estudos, à medida que se ministram temas como Fundamentos Axiológicos.
Suas coragem e criatividade exibiram a realidade corrupta do Poder paralelo. Esse digno Diretor desviou-se de seus pares que preferem fazer produções realçando a época dos Governos Militares, com o tom da ditadura ou da repressão política, a fim de estarem alinhados com a Agência Nacional do Cinema (ANCINE), porém totalmente fora de foco, por olhar um Brasil pelo retrovisor. É a morte dos intelectóides esquerdistas, diante do recrudescimento de novos atores, na habilidade produtiva de enredos a serem exibidos nas salas de projeções.
Semana passada, quando houve a estréia do filme, ouvi no noticiário da CBN que “Tropa de Elite 2 é lançado quando o Rio de Janeiro está sendo vítima de diversos arrastões”. Eu já diria que “Tropa de Elite 2 é lançado, oportunamente, às vésperas do segundo turno.

cont.
mari#50
Isso se deve ao que se estampa na mídia: dissimulações em todos os níveis, acordos incoerentes entre partidos, mentiras deslavadas, cartas de intenções tentando agradar algumas classes, tudo para vender, simultaneamente, a alma a Deus e ao Diabo, em prol do voto. Descriminalização do aborto, apoio ao movimento gay, repúdio a símbolos religiosos e revanchismo não são mais assuntos das pautas dos atuais concorrentes, como alguns personagens do filme, em seus papéis de autoridade, fazem no instante que se acovardam, mudando seus discursos, ao terem ciência que a justiça apura a verdade sobre suas falcatruas. Hoje, estou vendo políticos comparecerem a santuários e outros procurarem militares, conduta que, ao longo de suas vidas, até onde sei, eram incompatíveis com suas personalidades. É um absurdo!
“Tropa de Elite 2”, segundo a minha ótica, é justamente um drama na tentativa de denunciar essas simulações que confundem a Sociedade, para obtenção de dividendos escusos, em todos os sentidos. É desnudar o manto da vilania sem truculência. É apontar a sordidez dos grupelhos instalados no Poder.
Acho que a obra deveria ser exibida nas cúpulas das Secretárias de Segurança estaduais, bem como no Congresso Nacional, seguido de debate, como acontece nos cine-clubes.
Posso estar sendo interpretado como “inocente” ou de “acreditar em Papai Noel”, mas pelo menos essa é a contribuição moral, diante, às vezes, da covarde zombaria dos medíocres de plantão, extasiados e estáticos com os esquemas malévolos saqueadores da ordem e do progresso.
Reconhecer a arte como instrumento de educação ética é usar de inteligência. Admitir talentos de novos produtores cinematográficos, que contaminam a boa prática da cidadania, com seus trabalhos, como José Padilha, é ser hábil na conquista de corações e mentes. Enfim, recompensar os novos roteiristas, que primam por uma arte limpa e esclarecedora, é angariar parceiros dignos para as boas obras serem difundidas no mundo midiático.

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