Estou lendo um livro sobre transtornos psicológicos (Psicopatologia e semiologia dos Transtornos Mentais [Paulo Dalgalarrondo]) e na parte sobre “O juízo de realidade e suas alterações (o delírio)” me chamou atenção. Conforme o livro, há o delírio de grandeza, no qual “o indivíduo acredita ser extremamente especial, dotado de capacidades e poderes. Acredita ter um destino espetacular, assim como sua origem e seus antecedentes indicam que ele é um ser superior. Assim, o delírio é dominado por idéias de poder e riqueza. O sujeito pensa que pode tudo, que tem poderes mentais, místicos ou religiosos, além de conhecimentos superiores ou especiais. A auto-estima pode estar extremamente aumentada. Os delírios de grandeza ocorrem tipicamente nos quadros maníacos. No passado, eram observados com freqüência nas psicoses associadas à sífilis terciária parenquimatosa cerebral (a clássica paralisia geral progressiva [PGP] da neurossífilis).
Ainda dentro da esfera dos delírios em transtornos maníacos, pode se citar o delírio de reforma no qual “ocorre entre indivíduos que se sentem destinados a salvar, reformar, revolucionar ou redimir o mundo ou a sua sociedade. Tal plano revolucionário ou salvacionista está muitas vezes fundamentado em dogma ou sistema religioso ou político, desenvolvido pelo próprio delírio. Esses delirantes têm convicção plena de seu sistema religioso ou político é absolutamente único capaz de salvar de fato a humanidade”.
Ainda dentro da esfera dos delírios em transtornos maníacos, pode se citar o delírio de reforma no qual “ocorre entre indivíduos que se sentem destinados a salvar, reformar, revolucionar ou redimir o mundo ou a sua sociedade. Tal plano revolucionário ou salvacionista está muitas vezes fundamentado em dogma ou sistema religioso ou político, desenvolvido pelo próprio delírio. Esses delirantes têm convicção plena de seu sistema religioso ou político é absolutamente único capaz de salvar de fato a humanidade”.