O Constantino é um perfeito intelectual, no sentido do termo empregado por Paul Johnson. De acordo com esse autor:
“Com o declínio do clero no século XVIII, um novo tipo de mentor surgiu para preencher o vazio e conquistar os ouvidos das sociedades. O intelectual secular, (...), estava (...) disposto a dizer como os homens deviam agir diante dos problemas desta sociedade. Desde o princípio, expressaram uma devoção especial para com os interesses da humanidade e uma preocupação evangélica para fazê-los avançar graças ao ensino.”
Comparem com a afirmação do Constantino:
Estou infinitamente mais preocupado com os milhões e milhões que formam rebanhos onde pastores bem humanos tiram proveito, ou com aquilo que impede maior liberdade individual por conta de crenças no divino.
Seguindo com Paul Johnson:
“Pela primeira vez na história humana e com uma arrogância e uma audácia crescentes – os homens se diziam capazes de diagnosticar os males da sociedade e curá-los com sua inteligência auto-suficiente; mais: diziam ser capazes de traçar plano pelo qual não apenas a estrutura social, mas os hábitos básicos do ser humano podiam ser transformados para melhor. Ao contrário de seus antecessores sacerdotais, eles não eram servos nem interpretes dos deuses; eram seus substitutos.
Que o Constantino considera suas pregações superiores às tradições religiosas, que ele considera como mera superstição, é indiscutível. Mais interessante é esse trecho:
“Uma das características mais marcantes dos intelectuais seculares era o prazer com que submetiam a religião e os respectivos protagonistas a uma análise crítica.”
Precisa dizer mais? Como todo bom intelectual, Constantino, mesmo olhando bundas alheias com a devida permissão da esposa, considera-se um santo. Ou pelo menos alguém muito melhor do que os hipócritas ladrões, como Moisés, Jesus, Maomé, ou Buda.
“Uma das lições mais importantes de nosso século trágico, em que assistimos a milhões de vidas inocentes serem sacrificadas em planejamentos para beneficiar a maior parte da humanidade, é: cuidado com os intelectuais. Eles devem ser mantidos afastados das engrenagens do poder bem como devem ser objetos de uma desconfiança particular quando procuram dar conselhos coletivos.
E principalmente:
(...) Não leve em conta suas opiniões a respeito de acontecimentos importantes”.
E o que o Constantino pensa sobre a filosofia? Como bom intelectual, ele mesmo declarou:
Essa masturbação mental me interessa pouco.
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Em outras palavras, Constantino possui a mesma mentalidade de revolucionário dos gnósticos modernos. A diferença é apenas, para usar uma expressão que lhe é cara, "o sinal trocado"
“Uma característica desses intelectuais era o fato de não verem nenhuma incongruência em passar de sua própria disciplina, na qual eram mestres reconhecidos, para os assuntos públicos, sobre os quais não se presumia terem mais direito de ser ouvido do que qualquer outra pessoa.”
Vc mesmo disse considerar a filosofia como "masturbação mental". É evidente que vc não só não entende do assunto como não quer discuti-lo.
Se vc quer discutir "impacto de idéias", então não coloque o problema com uma formulação filosófica. E eu não te chamei de esquerdista, apenas de revolucionário, ou alguém que quer mudar tudo, tanto faz. Quer jogar a tradição no lixo como se essa fosse mera superstição, e substituí-la por suas próprias idéias.
FALSO! Vc mentem sempre assim? Eu disse considerar a SUA afirmação de que Deus é Existência e que Existência existe uma masturbação mental, e até mesmo uma tautologia.
Deixa de ser xiliquento. A questão do Ser é a questão central da Filosofia. Considerar essa questão como "masturbação mental" é o mesmo que considerar a filosofia como "masturbação mental". Eu não estou mentindo, é vc que, não compreendendo o que estava em jogo, falou bobagem. Como voltou a falar agora, demonstrando que ainda não está entendendo o assunto.
E a afirmação não é minha, é uma proposição clássica da filosofia.
Caramba! Se vc chama de deus a existência, é claro que deus existe. Mas e daí? Eu chamo a existência de.... existência!
Ai, meu Deus! Mas é aqui que está o problema! Se você considera a existência como existência, está usando uma linguagem unívoca, condenada pelo seu amigo Artuzito! Vc deve usar a linguagem de forma análoga! Ou então dizer do Ser de forma unívoca como fez Duns Scoto, para não cair no panteísmo.
Aliás, vc jápercebeu que seu pensamento é panteísta?
Como vc nada entende desse assunto, acha que fui eu que o inventei e o desclassifica por completo, sem perceber que está jogando fora o próprio cerne da filosofia.
Mas vc inverteu tudo, tirou do contexto, mentiu, e apenas provou que crentes costumam agir assim quando o tema é fé. Obrigado!
Não inverti e não tirei do contexto. Vc desconhece a Filosofia Primeira, não consegue enxergar as implicações desta, por isso a considera tautológicas (e não apodídicas, como seria o correto).
E deixa de ser paranóico! Dividindo o mundo em "crentes fracos que mentem" x "ateus corajosos que questionam"! Mentalidade de Jirico!
Li. Vc quer que eu as explique? Como já disse, para vc isso é "fogo amigo".
“A religião pode ser comparada a alguém que pega um cego pela mão e o guia, pois este é incapaz de enxergar por si próprio, tendo como preocupação chegar ao seu destino, não olhar tudo pelo caminho.” Schopenhauer
Como vc deve saber, para o Artuzito existem dois tipos de homens, os gênios (artitas e santos) e os homens comuns.
O Gênio e o Santo enxergam a Verdade, o primeiro faz poesia, musica, ou filosofia. O segundo, “encrementa” a mística e a religião.
O homem comum faz ciência, economia, matemática, etc.
Como o homem comum não tem capacidade para encontra a verdade (pois é cego), ele deve se deixar guiar pela religião, que não explicará a ele minúcias secundárias, que são assuntos de ciência, mas o conduzirá à Verdade, que é o que importa.
“Se é certo que um Deus fez este mundo, não queria eu ser esse Deus: as dores do mundo dilacerariam meu coração.” Schopenhauer
Como dilaceraram o coração de Cristo. Como vc deve saber, Cristo era o grande modelo de Gênio para o Artuzito. Ele (Cristo) conseguiu superar a Vontade Cega, encarar a Realidade como esta é de fato, vencer o próprio egoísmo e levar até as últimas consequências sua decisão corajosa.
Para Artuzito, Cristo é o modelo que todo homem deve seguir.
Menos vc, é claro, pois como economista, vc é um homem comum, cego, incapaz de enxergar a Verdade. No seu caso, resta se deixar guiar pela religião.
“O médico vê o homem em toda a sua fraqueza; o jurista o vê em toda a sua maldade; o teólogo, em toda a sua imbecilidade.” Schopenhauer
Cada um enxerga uma característica do homem comum. Mal, fraco, imbecil. Assim como vc Constantino, que para o Artuzito não passa de um fraco, imbecil e malvado ser. É melhor se deixar conduzir pela religião, é sua única esperança! (De acordo com o filósofo, claro).
O mesmo já não ocorre com o modelo de genialidade: Cristo! Enxergando a verdade, Ele deixou de ser imbecil, assumiu com coragem seu destino, demonstrando toda sua força ao encarar a Cruz (que é o sofrimento que todos devem encarar), e com isso, tornou-se o sumo bem, por não compactuar com a maldade intrínseca da existência.
Menos vc, é claro, pois como economista, vc é um homem comum, cego, incapaz de enxergar a Verdade. No seu caso, resta se deixar guiar pela religião.
Quem disse que trabalha? O cara não faz nada o dia inteiro. Você não percebeu ainda não? Chama o Constantino para trabalhar em alguma coisa para você ver como o cara sai correndo.
Vou citar um exemplo: aqui mesmo nesta comunidade iniciamos uma trabalho (é um embrião ainda) para a criação de um núcleo de ensino liberal contemplando desde as obras clássicas até a economia liberal e a filosofia antiga. Este é um trabalho REAL em prol do liberalismo. Além dessas atividades, existem muitas pessoas engajadas em outras atividades. Ou seja: alguém está fazendo alguma coisa, trabalhando, tentando ajudar.
O que o Sr Constantino faz? Escreve de vez em quando no blog dele e passa o dia inteiro escrevendo aqui.
Podem perceber que ele escreve mais aqui que na comunidade dele, onde as moscas e as traças rondam há um bom tempo.
Deixa de ser cara de pau Constantino. Cara de pau e mentiroso. Não conhece nada do filósofo que citou. Foi posar de culto e só fez bobagens.
Conheço bem a filosofia do Schopenhauer, e não deturpei uma só palavra dele. O filósofo possui uma filosofia da redenção muito bem conhecida de qualquer estudioso do mesmo. A maior influência dele é a dos Upanixades e de alguns textos budistas, Além de Aristóteles e Kant.
1 - O homem deve rasgar o véu de Maya, o "númeno", daí terá enxergado a realidade por trás das aparencias: A Vontade irracional;
2 - Depois, deve o homem deve negar a vontade, não satisfazê-la;
3 - Aí estará pronto para a redenção, que vem da arte (anulação temporária da vontade), a justiça (reconhecimento de que os outros são iguais a nós), a bondade (compaixão para com os seres; a ascese (prática da castidade); e por fim a "noluntas" (cessação completa da Vontade).
E se vc ainda não percebeu, se ele prega a negação da vontade, como poderia aconsselhar alguém a ser passional? A deixar se levar pelos sentimentos e emoções?
Mas lembre-se de que quando ele fala Razão, está falando da capacidade para enxergar a Vontade além das aparências e agir contra ela.
PS: Avisa aos ateus do Brasil que Schopenhauer não pode mais constar no site de ateísmo, pois era, na verdade, um grande cristão e defensor das religiões!
Se os ateus são burros, o problema é deles. A filosofia de S. não combina nem um pouco com o ateísmo. E ele defendia sim uma religião, parecida com uma gnose budista ou algo do genero, além de admirar Cristo (por motivos diferentes dos Cristãos).
PS2: Avisa aos seus próprios colegas isso também, pois rapidamente vieram tentar desqualificar o filósofo como de "segunda categoria". hehehehe
Muitos estudiosos consideram S. como o filosofo mais importante da primeira metade do século XIX. O que é muito. Mas só isso. Muito longe de um Platão, Leibniz ou Wittgenstein.
Eu, a reencarnação de Jó, perdi a paciência. Para delírio do Rodrigo, que agora pode falar com boca cheia que os "crentes" só sabem ofender, não sabem argumentar, são todos uns jacus, etc.
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Método argumentativo Constantiniano:
1 - Entre numa sala;
2 - Ligue o ventilador do teto;
3 - Abaixe as causas;
4 - Argumente na mão;
5 - Jogue o argumento no ventilador;
6 - Pronto! O argumento se multiplicará e preenchera todos os cantos da sala!