Integrantes do grupo, que vem crescendo na política americana, defendem a volta do padrão ouro na economia, o fim do Banco Central e a saída dos EUA das Nações Unidas
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O movimento conhecido como Tea Party (festa do chá) é, com folga, o principal fato novo do período eleitoral dos Estados Unidos. Em 2 de novembro, os americanos renovarão parte do Senado, toda a Câmara de Representantes e escolherão alguns novos governadores influenciados pelo discurso ultraconservador do grupo, inspirado em um episódio ocorrido no século XVIII e que serviu para catalisar o movimento de independência americana. A força da Tea Party do século XXI tem origem na reação ao resgate financeiro, pela Casa Branca, de bancos e outras companhias afundados na crise econômica de 2008. Hoje, é um grupo heterogêneo de políticos e personalidades – majoritariamente ligados ao partido Republicano – que propagam uma série de ideias polêmicas sobre economia, mas também sobre política social, relações internacionais, direitos civis e religião. São ideias que, se forçam a agenda conservadora do partido Republicano, ameaçam a credibilidade da Tea Party.
No campo da economia, quem lidera as propostas radicais da Tea Party é Ron Paul, um representante (deputado) republicano do Texas. As primeiras festas do chá deste século foram organizadas por seus apoiadores, em dezembro de 2007, para arrecadar fundos para sua campanha. Ron Paul é autor de um livro chamado End the Fed, que no título – Acabe com o Banco Central, na tradução literal – resume sua proposta, muito popular entre os integrantes da Tea Party.
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O movimento conhecido como Tea Party (festa do chá) é, com folga, o principal fato novo do período eleitoral dos Estados Unidos. Em 2 de novembro, os americanos renovarão parte do Senado, toda a Câmara de Representantes e escolherão alguns novos governadores influenciados pelo discurso ultraconservador do grupo, inspirado em um episódio ocorrido no século XVIII e que serviu para catalisar o movimento de independência americana. A força da Tea Party do século XXI tem origem na reação ao resgate financeiro, pela Casa Branca, de bancos e outras companhias afundados na crise econômica de 2008. Hoje, é um grupo heterogêneo de políticos e personalidades – majoritariamente ligados ao partido Republicano – que propagam uma série de ideias polêmicas sobre economia, mas também sobre política social, relações internacionais, direitos civis e religião. São ideias que, se forçam a agenda conservadora do partido Republicano, ameaçam a credibilidade da Tea Party.
No campo da economia, quem lidera as propostas radicais da Tea Party é Ron Paul, um representante (deputado) republicano do Texas. As primeiras festas do chá deste século foram organizadas por seus apoiadores, em dezembro de 2007, para arrecadar fundos para sua campanha. Ron Paul é autor de um livro chamado End the Fed, que no título – Acabe com o Banco Central, na tradução literal – resume sua proposta, muito popular entre os integrantes da Tea Party.