Em Delaware, ultraconservadora que rejeita a Teoria da Evolução conquista vaga republicana e cativa eleitor decepcionado com a crise
De obscura perdedora de dois pleitos em Delaware, Christine O"Donnell, candidata republicana ao Senado, tornou-se o grande fenômeno das eleições legislativas do dia 2 nos EUA. Com US$ 4 milhões doados pelo Tea Party, facção de extrema direita do Partido Republicano, e mais US$ 500 mil coletados de simpatizantes locais, ela despertou a atenção nacional para a disputa em um Estado menor do que a Grande São Paulo e reduto tradicional do Partido Democrata.
Aos 41 anos, especialista em marketing, solteira, de família ítalo-irlandesa e natural do Estado vizinho de New Jersey, Christine deu um salto político ao vencer o ex-governador e veterano político Mike Castle nas primárias republicanas de setembro.
Desde então, mais que concorrente do candidato do Partido Democrata ao Senado, Chris Coons, converteu-se em um dos rostos mais destacados entre os polêmicos membros do movimento Tea Party.
O currículo de Christine desafia sua carreira política e sua popularidade em Delaware. Católica, ela assumiu recentemente frequentar cultos evangélicos. Tal sincretismo pode não parecer estranho no Brasil, mas, entre os americanos, é tão inaceitável quanto, em São Paulo, um palmeirense declarar que vai ao Pacaembu torcer pelo Corinthians.
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Aos 41 anos, especialista em marketing, solteira, de família ítalo-irlandesa e natural do Estado vizinho de New Jersey, Christine deu um salto político ao vencer o ex-governador e veterano político Mike Castle nas primárias republicanas de setembro.
Desde então, mais que concorrente do candidato do Partido Democrata ao Senado, Chris Coons, converteu-se em um dos rostos mais destacados entre os polêmicos membros do movimento Tea Party.
O currículo de Christine desafia sua carreira política e sua popularidade em Delaware. Católica, ela assumiu recentemente frequentar cultos evangélicos. Tal sincretismo pode não parecer estranho no Brasil, mas, entre os americanos, é tão inaceitável quanto, em São Paulo, um palmeirense declarar que vai ao Pacaembu torcer pelo Corinthians.