Para blindar a candidata Dilma Rousseff, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu ontem impedir o Superior Tribunal Militar (STM) de decidir sobre a liberação ou não do acesso ao processo aberto contra a petista durante o governo militar.
Após o julgamento já ter começado, o STM atendeu a um pedido da AGU para consulta aos autos, adiando o julgamento por três sessões - ou seja até o dia 28.
Como o segundo turno será no dia 31, aumentou a chance de ocorrer sem que os dados se tornem públicos. Representante do Ministério Público, Roberto Coutinho alertou o tribunal: 'Parece mais uma tentativa da AGU para tentar procrastinar esse julgamento para depois do segundo turno.'
Está sob análise do STM um mandado de segurança no qual o jornal Folha de S. Paulo pede acesso ao processo que levou Dilma à prisão. O presidente do STM, Carlos Alberto Soares, negou o acesso alegando que os dados podem ter uso político. O julgamento, que começou dia 5, foi interrompido por pedido de vista da ministra Maria Elizabeth Rocha.