Maurício Hernandez Norambuena, o agente do MIR chileno que liderou o seqüestro de Washington Olivetto, tem como advogado Iberê Bandeira de Mello, que foi defensor de Lula e hoje é o de Silvio Pereira (PT) e Klinger Luiz de Oliveira Sousa (PT). Enquanto Norambuena ia para cadeia e a elite petista fazia tudo para tirá-lo de lá, Lula e seu guru ortográfico Luiz Dulci se reuniam com representantes do MIR no XXII Encontro do Foro de São Paulo, em julho de 2005, na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo, para planejar estratégias comuns entre a quadrilha chilena, o PT e outras organizações esquerdistas, entre as quais MST, MSLT, FARC, MIR, CUT, PCB, PC do B, ELN, Partido Comunista Chileno, MAS e Partido Comunista Cubano. Norambuena ficou preso em Presidente Bernardes com a cúpula do PCC, cujo líder máximo, Marcos William Herbas Camacho, é irmão de Gabriel Herbas Camacho, deputado federal do MAS (Movimiento al Socialismo), partido de Evo Morales e participante ativo do Foro de São Paulo.
Com dez por cento dessas boas relações, Lula e sua gangue já deveriam ter sido expelidos da política decente há um bom tempo. A história está bem documentada nas atas do Foro de São Paulo e no próprio site da Fundação Perseu Abramo. Pode-se acrescentar a isso um detalhe especialmente encantador: a Polícia Civil de Santo André informa que Jilmar Tatto, Arselino Tatto e Enio Tatto, todos do PT-SP, são ligados à facção criminosa paulista PCC. Jilmar Tatto foi secretário de Transportes da gestão Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo.
Como nada disso foi abordado nos debates eleitorais, o povo brasileiro vai hoje às urnas seguro de que está praticando o tal do “voto consciente”.
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Em tempo: O MIR chileno é um dos signatários do manifesto emitido pelo “Congreso Bolivariano de los Pueblos”, no dia 3 de outubro, em favor da candidatura Lula. A gratidão é a mãe de todas as virtudes.
[Artigo de Olavo de Carvalho censurado no Zero Hora, em 2005]
"Dois sequestradores de Washington Olivetto fogem em SP
Eles estavam presos em regime semiaberto no interior de São Paulo.
Após saída temporária do Dia das Crianças, não retornaram ao presídio.
Dois dos sequestradores do publicitário Washington Olivetto fugiram da prisão. Eles saíram da cadeia no dia 11, porque receberam o direito de visitar parentes no Dia das Crianças, mas deviam retornar até as 13 horas do dia 18 à Penitenciária de Itaí, no interior de São Paulo, que abriga só presos estrangeiros, o que não aconteceu. Por causa disso, o chileno Marco Rodolfo Rodrigues Ortega e o colombiano William Gaona Becerra estavam desde esta quinta-feira (21) na lista de procurados da polícia.
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As investigações atuais ainda em andamento indicam que as ligações entre o PCC e o PT estão cada vez mais claras. Enquanto o MST é o braço armado rural do PT, o PCC é o braço armado urbano. Há escutas telefônicas que provam essa relação. Há vínculos de relacionamento entre Marcola e membros das FARC. O PT e as FARC participam do Foro de São Paulo.
Os objetivos das ações do PCC efetuadas em SP
Os objetivos da utilização do braço armado urbano foram simples: desestabilizar a candidatura do então candidato Geraldo Alckmin e garantir a vitória de Lulla ainda no primeiro turno. A decisão de se “acionar” o braço armado certamente foi baseada nos seguintes pontos:
Enquanto as ligações entre o MST e o PT são conhecidas por grande parte da população, as ligações entre o PCC e o PT ainda não eram tão claras para o grosso da população. Assim, não haveria ligação entre os ataques e o PT.
Se a vitória de Lulla era certa no Nordeste, no Sul e, principalmente no Sudeste, ela ainda não era tão certa assim. São Paulo é o Estado de origem de Geraldo Alckmin, seu reduto eleitoral e o grosso da população eleitora estava concentrada nas grandes cidades.
Tática do PT: tornar o clima nessas cidades absolutamente insuportável era fundamental para criar, no cidadão, a dúvida quanto a eficiência do governo tucano.
A Segurança Pública, no Estado, era (e ainda é) uma questão vulnerável, mesmo levando-se em conta que, nos últimos anos, todos os indicadores de violência tinham sofrido reduções consideráveis. Atacar e criar clima de insegurança era a tática para colocar os avanços na área em dúvida, pelo menos para o eleitorado.
A planejada derrota final do PSDB se daria quando o governo estadual aceitasse a presença do Exército (ou de qualquer outra tropa federal) nas ruas paulistas. Quando isso ocorresse, os ataques do PCC seriam suspensos e Lulla ficaria com o mérito de ter dado, a SP, a segurança que o “povo” pedia.
1 - O Primeiro Comando da Capital “nasceu” em 1985, no anexo da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, onde os seqüestradores de Washington Olivetto também estiveram lá e conviveram com os líderes do PCC. Um dos principais financiadores dessa facção criminosa é Claudair Lopes de Farias. Preso desde 2003, o CL, sócio de Fernandinho Beira-Mar, que mantém ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, é considerado o líder do PCC. Além de promover a indústria do crime, mediante arrecadações milionárias, os líderes do PCC reivindicam alterações no sistema prisional com fim de melhorar as condições humanas nos cárceres.
2 – Preso desde 2002, Maurício Hernandez Norambuena, o Comandante Ramiro, líder dos seqüestradores de Washington Olivetto e dirigente da Frente Patriótica Manoel Rodrigues (FPMR), foi protegido pelo PT e membros da Comissão de Direitos Humanos de São Paulo na tentativa de desvincula-lo do MIR (Movimento da Esquerda Revolucionária), braço armado do Partido Comunista chileno, aliado latino-americano do PT.
3 – Em 1989, o empresário Abílio Diniz foi seqüestrado por dez integrantes do MIR (Movimento da Esquerda Revolucionária), braço armado do Partido Comunista chileno, os quais, no momento da prisão, vestiam camisetas do PT e traziam material de campanha do Lula. Os seqüestradores de Washington Olivetto tiveram relações com participantes do seqüestro do empresário Abílio Diniz. Os seis presos em Serra Negra admitiram à polícia conhecer Humberto Paz, o argentino que liderou o seqüestro de Diniz. O PT, diante disso, tentou emitir a versão de que os detidos teriam sido obrigados a vestir as camisetas. Fato desmentido depois, por vários repórteres, testemunhas e policiais presentes na ação.
4 – A partir de 2001, Iberê Bandeira de Mello foi o advogado dos seqüestradores de Washington Olivetto. O Dr. Iberê também foi advogado de Silvio Pereira, o Silvinho do PT, que alegou, em 2006, na CPI dos Bingos – cuja convocação do depoimento fora sua entrevista na Folha, em que disse que o objetivo do PT era arrecadar um bilhão e derrubar a República –, ter se desligado do partido, mas o PT ainda pagava sua defesa. Iberê Bandeira de Mello é membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB. E ainda o nobre e ilustre criminalista é advogado de Klinger Luiz de Oliveira Souza, condenado pela Justiça por crime contra o patrimônio público como secretário de Assuntos Municipais de Santo André, na gestão do prefeito assassinado Celso Daniel (PT).
5 – Colaborador dos líderes do PCC, o seqüestradores Anderson de Paula Lima, o Andinho, comanda a região de Campinas. Sobre ele pesa a suspeita de mandar matar em queima de arquivo o ex-prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, em 2001.
6 – Marcelo da Silva Leandro, o Niterói, e outros traficantes, que foram presos no Paraguai, formavam uma base permanente do PCC naquele país, numa associação entre Marcola, Claudair e Fernandinho Beira-Mar.
7 – O seqüestro do repórter da Rede Globo em 13/08/06, deixou em suspeita a associação entre Marcola-PCC e o Comandante Ramiro – FPMR/MIR/Partido Comunista Chileno/ Partido dos Trabalhadores - PT. Da tática ao discurso, a mensagem veiculada pela televisão como moeda de troca pela libertação do repórter Guilherme de Azevedo Portanova, revela as cabeças pensantes do crime organizado:
“O Regime Disciplinar Diferenciado agride o primado da ressocialização do sentenciado, vigente na consciência mundial, desde o ilusionismo (sic) e pedra angular do sistema penitenciário nacional, inspirado na escola da nova defesa social... não vamos aceitar e ficarmos de braços cruzados pelo que está acontecendo no sistema carcerário. Deixamos bem claro que nossa luta é com os governantes e policiais, e que não mexam com nossas famílias que não mexeremos com as de vocês. A luta é nós e vocês.”
8 – Nos seqüestros anteriores, o discurso do advogado e do MIR tinha igual conteúdo ideológico:
O advogado dos presos, Iberê Bandeira de Mello: “a defesa deve apresentar 18 testemunhas à Justiça a fim de provar a ligação dos presos com grupos da esquerda chilena, demonstrando a motivação política do crime.”
MIR - Movimento da Esquerda Revolucionária: “Consideramos que o tratamento dado aos companheiros, hoje prisioneiros políticos, corresponde a uma posição direitista e reacionária, que fez do caso um exemplo para os que ousam atentar contra os ricos, seus interesses e privilégios”.
Não é de se admirar, portanto, o estado de degradação moral que assola o atual governo brasileiro, numa enxurrada de escândalos, roubo de dinheiro público via quadrilhas, verbas desviadas por ONGs falsas, ministérios-cabides, cartões corporativos, enriquecimento de familiares e parlamentares marginais.
E o mais grave disso tudo, é que após esse governo ter escapado fraudulentamente dos maiores escândalos, o mesmo adquiriu a postura de escárnio arrogante, do tipo:
-“Roubamos mesmo! Tentem nos pegar!” ou ainda -“Fomos pobres “iscruídos”, podemos pegar o que quisermos.”!
Dá para entender então, a aversão quase alérgica que os integrantes desse governo possuem das Forças Armadas e Policiais, que basicamente primam pela moralidade, a proteção da lei, dos interesses do Brasil e os de seu povo.
A hipótese de que a quadrilha que seqüestrou o publicitário Washington Olivetto tenha alguma ligação com os seqüestradores do empresário Abílio Diniz e que a motivação do crime foi política, com o objetivo de financiar forças guerrilheiras colombianas, está sendo rechaçada por integrantes do PT que participam da segunda edição do Fórum Social Mundial.
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Olivetto, Abilio, Beltran e Luiz Sales: coincidências demais
A investigação do seqüestro do publicitário paulista Washington Olivetto, da agência W/Brasil, não chegou ao fim com a prisão de seis criminosos e a libertação da vítima. Ela só está começando. A polícia tem razões – de sobra – para crer que esse seqüestro guarda relação com três outros acontecidos em São Paulo na década de 80. Um deles ocorreu em 1986 e vitimou o então vice-presidente do Bradesco Antonio Beltran Martinez. Os outros dois são de 1989 e tiveram como alvo o também publicitário Luiz Sales e o empresário Abilio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar. VEJA preparou, com a ajuda de especialistas, uma lista com as principais características relacionadas ao seqüestro de Olivetto. Chegou-se a uma relação com 28 características significativas presentes neste crime. São informações ligadas ao cativeiro, à forma como a quadrilha mantinha contato com a família da vítima e à estratégia usada para realizar o seqüestro. Em seguida, a revista levantou quais desses itens foram detectados nos outros três episódios. Da lista, dezoito itens foram observados no seqüestro de Beltran Martinez e dezenove no de Luiz Sales. Na comparação com o seqüestro de Abilio Diniz, foram identificadas 23 das características encontradas agora. No caso do crime contra o dono do grupo Pão de Açúcar, a taxa de coincidência supera a casa dos 80%.
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