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o problema do aborto como 'saude publica'

Iniciado por mari_2 em 23/10/2010 · 11 mensagens

mari_2#1
"“Aborto como questão de saúde pública” é dar ao estado o direito de tirar vidas, explica perito

SÃO PAULO, 11 Out. 10 / 02:25 pm (ACI).- Em um recente artigo, o professor e psicólogo Joel Nunes, que também é o autor do conhecido livro “Vocação”, explica o que quer dizer que, no governo Lula e na proposta da candidata Dilma Rousseff, o aborto seja tratado como “questão de saúde pública”. O perito explica que ao ser categorizado como “questão de saúde pública”, converte-se em uma obrigação do SUS (Sistema Único de Saúde) atender a grávida de até 9 meses que queira abortar pois transforma o aborto em “direito do cidadão”, e em conseqüência, um “dever do Estado”. O aborto “como questão de saúde pública” significa a concessão de poder ao Estado para controlar a quantidade de nascimentos, impondo o aborto.

Nunes detalha que “quando o governante (ou pretendente a tal) diz que “o aborto deve ser (ou será) tratado como “questão de saúde pública”, dá também a ver (implícita ou explicitamente) que “não é uma questão de foro íntimo”.

«Digamos que uma mulher engravide e queira “tirar” o bebê. Nas primeiras semanas ela pode fazê-lo sozinha, usando droga abortiva (“droga” e não remédio, pois este, por definição, é usado para restabelecer ou manter a saúde). A partir de 12 semanas (ou menos) ela só poderá abortar ajudada por alguém. Suponhamos aprovada a lei que tipifica o aborto não mais como crime, como faz a nossa atual Constituição do país, mas o altere para a condição de “questão de saúde pública”, quando então passa a ser permitido “durante os 9 meses de gravidez”. A mulher grávida de 9 meses resolve, por qualquer motivo, “tirar” a criança. Certamente não poderá fazê-lo sozinha, mas necessariamente terá de ter ajuda, e ajuda especializada».

A “ajuda especializada” será o profissional qualificado na área de saúde, o médico e a enfermeira. Sendo “questão de saúde pública”, torna-se obrigação do SUS (Sistema Único de Saúde) atender a grávida de 9 meses que quer abortar”, explicou.
mari_2#2
Nunes também denuncia a incapacidade de objeção de consciência ao considerar o aborto como questão de saúde pública, asseverando que “o médico e a enfermeira, funcionários do SUS ou prestadores de serviço, estarão obrigados, “durante seu horário de expediente”, a fornecerem a “ajuda especializada” oferecida pelo governo, a qual constitui um “direito do cidadão”, pois “se é direito do cidadão, é dever do Estado”. Caso o médico e a enfermeira se recusem a “trabalhar”, isto é, a abortar, ficarão sujeitos a penalidades previstas em lei, como a demissão por justa causa, ocorrência que passará a constar na “fé de ofício” de cada um”.

“A consciência ( o “foro íntimo”) dos tais funcionários, sob a lei que trata o aborto como questão de saúde pública, se torna legalmente ineficiente”, afirma José Nunes.

“Suponhamos o caso de mulher grávida de 9 meses que não queira abortar. Como este não querer é “questão de foro íntimo”, ele não prevalecerá, não desencadeará efeitos concretos, igualzinho ocorreria com o proprietário de uma casa com piscina que se tornasse ninho de mosquitos Aede Aegypti, o mosquito da dengue”, explicou.
“Do mesmo modo, a “objeção de consciência” ao aborto, outro nome que se dá à “questão de foro íntimo” é impotente face à decisão do poder público que determine que o aborto seja feito. Mesmo não querendo, a grávida de 9 meses terá então de abortar, uma vez que o “poder público” entenda que ela deve fazê-lo”, denuncia Nunes.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=20301
paty#3
concordo Mari, se for aprovado será fornecido no SUS, com dinheiro público. mas MUITOS profisssionais da saúde irão se recusar, e como fica?
há alguns anos houve uma polêmica no RS quando uma jovem que relatava estar grávida fruto de um estupro, não encontrou no SUS nenhum médico que quisesse fazer o aborto ... apareceu na televisão a indignação dos jornalistas e comentaristas em relação à atitude dos médicos.
renatolaguna#4
Saúde pública é para matar pobres. As histórias que a gente ouve sobre hospital do SUS são deprimentes.

Por isso que eles dizem que o aborto é questão de "saúde pública".

"Saúde pública" == eugenia.
manoel_2#5
Promiscuidade do brasileiro + Máquina de camisinhas nas escolas + Bailes funks + Cultura "Sexista ou nada" + Aborto = Bom resultado que não é.
solange_2#6
Vote CONTRA o aborto de anencéfalos. É mais uma porta que querem abrir à matança dos inocente.

digite http://www.senado.gov.br/noticias/principal.aspx em seu navegador.

A enquete está do lado direito da tela, um pouco abaixo.
luizleone#7
votei.
giovanni_3#8
Alguns reclamam dos custos em saúde pública com os abortos ilegais!
Mas vão tomar no cusco!

Nos EUA e na Suécia, uma em cada quatro mulheres fazem aborto!
http://www.mja.com.au/public/issues/182_09_020505/cha10829_fm.html

Será que não aumentariam os gastos em saúde pública? Será que não morreriam mulheres com infecções também?
gustavo_10#9
Seu voto foi computado com sucesso!
Você é a favor ou contra o projeto (PLS 227, de 2004) que permite o aborto de fetos anencéfalos?
A favor - 32,53% Contra - 67,47%
leandro#10
Espancamento de crianças também é assunto de saúde pública. Quantas não morrem e lotam as nossas UTI's porque os pais a espancaram além do limite? E o caso nardoni? A sociedade não pode mais fechar os olhos para essa questão e continuar a engolir a cartilha conservadora! Os espancamentos semrpe existirão e só através da atuação estatal é que poderemos ensinar os pais a espancar de forma correta e autossustentável.
manoel_2#11
Espancar uma criança é conservadorismo?

Essa é nova, hein?

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