Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Nosso Objetivo: Recriar a Alta Cultura

Iniciado por felixinacio em 24/10/2010 · 28 mensagens

felixinacio#1
Acho que o título deste post diz tudo.

Precisamos nos unir em torno da candidatura Serra.

Precisamos nos unir para limpar a esquerda do pensamento comunista, pois sem esquerda inexiste democracia.

Acima de tudo, precisamos unir esforços para recriar a alta cultura no Brasil. Isso sim é fundamental. Governos passam, pensadores ficam.
douglas_5#2
Boa sorte...o Ruy Barbosa, Machado de Assis, Joaquim Nabuco bem que tentaram...não há esperança para este país em médio prazo...talvez daqui a 4 gerações...
lrdezro#3
Outro tópico? Não acha que está um pouco tarde para "nos unir em torno da candidatura Serra"? Sem crise.
renatolaguna#4
"Douglas
Boa sorte...o Ruy Barbosa, Machado de Assis, Joaquim Nabuco bem que tentaram...não há esperança para este país em médio prazo...talvez daqui a 4 gerações..."

Então façamos o plano para quatro gerações, ora!
Vamos lá, qual é o "plano de 100 anos ?"
horacio#5
Queria entender a relação entre "recriar alta cultura" e "nos unirmos em torno da candidatura do Serra".
renatolaguna#6
A primeira etapa do plano de 100 anos para construir uma nova alta cultura (baseada na antiga) é fazer uma semana de campanha eleitoral desesperada em favor de um socialista burguês.

Desta experiência, surgirá um preciosíssimo crescimento do espírito e intelecto.
douglas_5#7
O plano de 100 anos-eu colocaria mais anos aí-é +- o seguinte: estudar não apenas os teóricos da parte inimiga como também elaborarmos uma " tropa de choque" (militância) que aja concorde com nossas convicções; em verdade uma militância que já esteja concosco, mas que saiba expressar o que defendemos em simples e acessível linguagem é mais eficiente do que meia centena de intelectuais isolados em uma biblioteca. Conquistar corações e mentes deve ser nossa prioridade nº 1; mobiliza-las, o segundo passo.

Isso demanda esforços que podem ser somente concretizados por nossos filhos e netos dado o estado das coisas em que nos achamos...A reversão da hegemonia há muito conquistada pela esquerda só é possível com estudo e prática que abarquem mais de uma geração.Infelizmente devemos mais praticar do que estudar agora, embora não devamos dissociar as coisas...

Devemos nos lembrar de que combatemos ou devemos combater uma cultura e não as pessoas que as expressam...esses são alvos secundários...

Então o primeiro problema a ser solucionado é: como converter/convencer uma comunidade simples, humilde a nos dar suporte e ainda sim nos mantermos em estado de "alta cultura"?

Depois disso devemos sim investir em "alta cultura" em estado puro que se espalharia pelas camadas mais simples, humildes...

Por serem essas linhas gerais por demais complexas e contraditórias em certos pontos, não vejo soluções viáveis senão a médio e longo prazo.

P.S: PSDB é estrategicamente daninho ao que se propõe neste tópico...

Em síntese é isso...não vou adentrar o mérito do que disse em Orkut...
forte abraço.
douglas_5#8
Mesmo?
douglas_5#9
Se por ventura o marxista for eu, primeiro me exponha como tal e depois ataque o que deixei como mensagem acima da sua...É assim que se combate, e após o desmacaramento, resta um espaço que deve ser ocupado pelos propagadores da "alta cultura".
Se não se entende os meios de ação, os cultores da "alta cultura" continuarão por baixo...
É patético discutir soluções pensadas para um estado de paz em tempos de guerra...
Se o post foi para mim, então o dstrua sr. Vinícius...Fará bem em fazê-lo...

Agora me lembro do porquê de não postar por aqui...rs
douglas_5#10
ahhh certo... então me responda...por quanto tempo você vai ficar trancado em uma biblioteca até professar o que lá aprendeu?...Será tempo o bastante para reverter a hegemonia vermelha?

Sinto muito, mas creio que não e mais, eu não sou contra-revolucionário, sou apenas um sujeito que deseja ver as coisas como são e faladas como são...para isso é necessário adotar uma postura de guerra e não o comportamento de um cordeiro britânico.

De quê adiantará professar uma alta cultura se ninguém mais a vier compreendê-la? Nada, eu garanto...

Eu não desprezo a alta cultura, somente proponho uma forma possível de cultivá-la sem perdê-la no futuro e isso demanda tempo, trabalho e estratégia...
Sem esses três componentes, a alta cultura está fada ao fracasso, ao alvido perpétuo...

OBS...não preciso concordar com tudo o que o Olavo fala, ele mesmo avaliza isso, então, sem argumentos de autoridade...
douglas_5#11
*olvido
douglas_5#12
Certo sr. Vinícius, eu eu entendo seus argumentos, mas realmente não acredito na naturalidade da expansão da alta cultura sem agentes que as defendam e não acredito em seu sucesso sem com que partam para a ação.

Partir para o campo prático e depois pregar a alta cultura são acidentes antinômicos aparentes, pois a alta cultura cuida de explicar de forma mais elaborada o que eu disse antes: ver e falar a respeito daquilo que é como é na realidade.

Porérm, sem agentes que falem daquilo que é e enxerguem aquilo que se expressa de forma objetiva sem comunicar às demais pesoas, de forma intransigente versus a hegemonia esquerdista que vai de encontro a própria realidade, não haverá alta cultura para espalhar depois em "estado puro" como eu disse e que vc bem determinou como espalhe natural ou expansão natural.

O que é difícil e quase impossível reside no fato de esses agentes da alta cultura residirem nos "palácios manuscritos" mas não saibam conversar com o trocador de ônibus a respeito do que leram.Infelizmente o outro lado sabe falar a língua daqueles que mais importam: os mais humildes e iletrados.

A alta cultura depende dessas pessoas para subsistir, pois são elas que dão sustância a ualquer arranjo social e é por isso que devemos conquistá-las primeiro.

Como partir para a ação antes de cultuar o que há de mais sublime e firme em sociedade? Simples: basta apenas falar o que se escuta e passar o que se vê com o mínimo de reflexão. Após isso, reunir as pessoas que querem ver as coisas como são e depois reunir os intelectuais da alta cultura pura...

Sem isso, é impossível começar pois a esquerda conquistou tudo, menos o senso normal de certo/errado e existente/inexistente de forma hegemônica.
renatolaguna#13
"Essa coisa de projetos a longo prazo é coisa de comunista, como sempre nos adverte Olavo" - Marcus Vinicius

Absurdo.

No linguajar da minha geração: longo prazo FTW.
douglas_5#14
Pode deixar que lerei o artigo do site (os melhores)"aristoi" hoje mais tarde, mas advirto que é imposs´pivel estruturar uma cultura sem diálogo com a base e impossível realizar esse diálogo sem com que primeiro se combata aqueles que roem as bases.

Não foi a minha intenção propor uma cizânia entre os cultores da alta cultura e aqueles que não a experimentam...Apenas propus um nível intermediário, pois creio-o essencial...Após o suceso das camadas intermediárias viria ou virá o sucesso das altas camadas...

Infelizmente, sem planos de ação urgentes e sem a concreção de tais planos, a alta cultura será relegada ao obscurantismo até que as gerações seguintes se perderão na hegemonia esquerdista...

Sou a favor da proposta, mas os meios de implementação devem ser os mais agressivos possíveis ou não haverá chance de êxito...

No mais, é isso mesmo....
douglas_5#15
*se percam...
priscila#16
A alta cultura - uma verdadeira alta cultura, no sentido literal da expressão - será uma consequência de uma elevada moral. O altamente culto chega a sê-lo porque BUSCA, naturalmente, seus PARES: e os busca não obrigatoriamente no mundo dos vivos, mas na palavra dos que já morreram e o antecederam.

A mim parece que é ESTE o caminho: e ouso afirmar que Deus AJUDA os que verticalmente caminham, e ajuda de formas absolutamente concretas. É como se uma mão invisível entregasse aos que BUSCAM aquilo que buscam. Este é o verdadeiro sentido do "pedi, e recebereis".
A VIA, portanto, é a via da retidão moral: a busca é a busca da Verdade.

A lenda medieval expressa claramente isto, e eu não creio que precise estender o assunto: é o cavaleiro de coração puro aquele que poderá chegar à Verdade que o Graal representa.

Portanto, repito - hierarquicamente, é a retidão moral que indica o caminho. E a ajuda VIRÁ, sob a forma de "coincidências" que parecerão extraordinárias. Todas as palavras dos buscadores da Verdade se FUNDEM, fazem parte, são facetas da Verdade, que não pode ser integralmente compreendida, mas sim parcialmente percebida.

Na minha opinião, isto É a alta cultura: mais essência do que forma, mais caminho do que chegada. Não um objetivo em si, mas uma VIA, ou melhor: um mapa que é igualmente RECEBIDO e CONSEGUIDO por empenho próprio.

Os que criam este mapa não o criaram sozinhos, e sim por terem conseguido uma específica integração de percepções que se superpõe a qualquer outra percepção "desintegrada".
felixinacio#17
Definitivamente este teu comentário deveria ser o post de início deste tópico, não o meu. Pelo menos o tópico serviu para uma boa discussão e algum aclaramento.

Eu fico muito grato por ele, pois é muito consolador!

Agora o conteúdo de realidade do tópico que criei está em razão de duas coisas:

a comunidade esta empenhada na candidatura serra.

serra vai durar quatro anos, e os próximos 30, 50 anos, como vai ser?

Então escrevi algumas frases bem simples, porém diretas, como uma espécie de grito, não de ordem, mas de apoio e despertamento. Que cada um seguirá um caminho próprio em busca do conhecimento, isto é obvio. Que é necessário gerações para atrair a benção divina do conhecimento profundo também sabemos.

Postei apenas para lembrar que serra vai passar e depois dele ainda temos um longo futuro. Nossos filhos terão um longo futuro. Nossos netos terão um longo futuro. Começemos agora, como trabalhadores da última hora, e o Senhor proverá, através de coincidências irrecusáveis, as nossas deficiências atuais.
renatolaguna#18
Então Douglas, eu estava pensando que um bom primeiro passo para o plano de 100 anos para recriar a alta cultura seria fundar um clube de leitura voltado especialmente para este fim.

É muito chato investir tempo lendo um livro difícil e antigo, para não ter ninguém para conversar com sobre os assuntos do livro. Então o clube poderia combinar de ler certos livros em sincronia e conversar sobre eles.

Para evitar o presentismo, poderíamos botar uma regra dos 100 anos: livros com menos de 100 anos de idade seriam excluídos.

(a ABL foi uma tentativa de fazer isto ?)
renatolaguna#19
O curso do Olavo também segue essa linha ? Se o Olavo formar o "núcleo duro" da restauração no seu curso, os clubes de leitura poderiam ser uma versão exotérica.
pedro_9#20
O primeiro passo para resgatar a alta cultura no Brasil é parar com esse discurso moralista americano, que fala de todos os melhores frutos do Ocidente como se fossem peças de um controle remoto. Nesse ambiente dominado pelo tecnicismo insandecido, as Belas Artes e as Belas Letras tornam-se meros "equipamentos" para "capacitação" do "indivíduo", mera "informação" a ser adquirida. Até Mortimer Adler, um grande pedagogo de mérito inquestionável, julgava que a leitura de Aristóteles fosse muito útil para incutir a cidadania e a responsabilidade política nos jovens. Está certo, mas essa finalidade é BAIXA DEMAIS, cacete! Não se lêem os clássicos apenas para a democracia. A tentativa de reduzir a cultura ocidental a um instrumento de ação conservadora, contra-revolucionária, ou sei lá o que mais, é simplesmente desastrosa. Se querem mudar o Brasil, comecem abrindo os olhos!
renatolaguna#21
Pedro, eu discordo de que a ação política seja um fim baixo!

Parafraseando Aristóteles: se a felicidade individual é excelente, muito mais perfeita é a felicidade da comunidade, e é para isso que a política é orientada.

Obter cultura com fim puramente egoísta, pode-se dizer, é que é baixo demais.
priscila#22
Querido amigo, muito obrigada pelas suas palavras tão simpáticas.
Eu imagino que a maior parte dos nossos confrades votará no Serra, como eu, para se contrapor ao Foro - ao horror que é essa organização, definitivamente DO MAL.

Nós, os brasileiros, não soubemos COMO nos opor à ação do Foro: eu não vou propriamente culpar ninguém, porque, pra falar a verdade, eu também não sabia o que fazer, caramba! A gente VÊ as coisas, mas fica dando tratos à bola e não nos ocorre COMO se opor àquilo de maneira concreta.
Hoje me parece evidente que aquela multidão que acabou impedindo que a mocoronga ganhasse no primeiro turno não eram pessoas que antes estavam adormecidas, não: eram pessoas que estavam simplesmente tendo a OPORTUNIDADE de se manifestar! ANTES, elas eram igualmente contrárias: mas não tinham, como eu reconheço que é difícil se ter, um CANAL para demonstrar isso.

Minha análise da situação política - e MORAL - do Brasil é exatamente esta: não se trata de um país COMPOSTO só de imorais, não resta dúvida - ms se trata de um país onde quem berra mais alto LEVA! Nós somos um país, na minha opinião, onde o que há de PIOR está "ganhando no grito" e levando o país inteiro CONTRA a vontade da maioria.

Do jeito como estão as coisas, eu honestamente acho que qualquer ação partidária é complicada, no momento: eu li a opinião do confrade que mencionou os "partidos de orkut", e ele não deixa de ter razão: é um treco que de fato acaba não saindo do papel, por melhores e mais esforçados que sejam seus idealizadores. Há INCONTÁVEIS entraves no caminho, sem contar a perversão da polítia partidária do país. NÃO EXISTEM partidos; não existe nem o CONCEITO de partido.

Eu reconheço que, se eu quero ENTRAR com a minha armada (🙂) nessa cidadela chamada "política brasileira", não há de ser por esta porta: ESTA eu tenho que arrombar POR DENTRO, quando der. Tá na cara. TEM que ser aberta, mas do jeito que eu disse - de dentro para fora. Para que aí ENTRE o grosso da armada.
priscila#23
Então, o que essa eleição trouxe de bom foi se SABER, e se saber de um modo muito claro, que cerca de METADE da população não quer a caterva, não aprova os métodos da caterva e prefere outra coisa diferente. Nesta eleição isto ficou inclusive mais claro do que na de 2006, porque as referências morais predominaram sobre as referências políticas - as RAZÕES de ordem moral apareceram muito mais nitidamente.

É um GRANDE dado a ser levado em conta!

Bom - então, levando-se em conta este dado, o que poderíamos fazer? Eu acredito, com toda a honestidade, que os sinais, as sugestões, as indicações, estão sempre na nossa cara, e a gente é que não presta atenção e pisa em cima deles. Aquele negócio que os americanos estão fazendo, o Tea Party, me parece uma sugestão muito aproveitável. E apareceu bem na hora certa, para que a gente se inspire. Eu acho que é aquilo: montar grupos pequenos e ir criando uma corrente que vá se juntando com outras e engrossando, até finalmente ter uma voz AUDÍVEL, tornada audível pela via deste canal.

Como? por exemplo: entrando em contato com TODOS os que são figuras públicas e que se manifestaram, de algum modo, a favor do que queremos; nos JUNTAR em torno deles, mantendo contato permanente. Convidar pessoas nossas amigas para que venham na nossa casa trazer sugestões, debater temas importantes, e - PRINCIPALMENTE - manter contato com outros grupos iguais, trocando informações e idéias.

Ação política depende disso - contato, comunicação, um falando com o outro.

Eu creio que será um sacrifício conseguir juntar gente, mas não vejo outro modo. Cada um junte mais três e forme um grupinho - e COMPARTILHE os temas e as sugestões com os outros grupos.
priscila#24
É verdade, amigo: mas são duas coisas DISTINTAS, diversas.

UMA coisa é a introspecção pessoal, a verticalização pessoal, intransferível e que depende unicamente de cada um.

Outra, diferente, é a participação concreta num objetivo comum.

Digo isso com certo conforto porque, pessoalmente, eu TENDO a ser unicamente introspectiva, e seria muito fácil, por causa deste temperamento, viver uma vida contemplativa e completamente interiorizada. Eu faço, e acho que todos devemos fazer, um certo ESFORÇO para exteriorizar. Pintar ou desenhar também não servem pra absolutamente nada, são necessidades inerentes ao autor - e eu PINTARIA, com certeza absoluta, mesmo que fosse o único ser humano existente na face da terra. SEM platéia. Portanto, não é para nenhuma utilitarização: pinto e rasgo, eventualmente, sem nenhum senso de perda. A coisa já terminou em si mesma, já se cumpriu na sua existência, independentemente de qualquer outra coisa, até mesmo de sua "duração no tempo".

Mas eu luto um pouco contra esta tendência: HÁ que haver TAMBÉM um outro lado, em balanço com este. É uma espécie de "dança", de interação: eu devo VER o meu semelhante; o meu semelhante deve me ver. A poesia do Tolentino não serve para nada no sentido que ele atribui corretamente a esse "para nada" - mas ao mesmo tempo foi bom que ele fizesse o esforço e a publicasse. A DESSE ao outro, a nós. A poesia dele existiria independentemente disto - mas ele fez o tal esforço e a compartilhou.

ESTA é a dança, o "ato de dançar", a interação.

Não deixa de ser um esforço, mas é um esforço necessário.
felixinacio#25
Acho que o equilíbrio perfeito do aprimoramento humano esta nesta dança que a Priscila falou. É bem verdade que a alta cultura depende mais de introspecção e visa um fim muitíssimo elevado, o qual eu diria ser oportunizar ao homem encontrar Deus. Ainda assim, sem uma pátria livre e aberta para a circulação da alta cultura torna-se muito difícil que esta se desenvolva nos interessados.

E lembrando Jesus, não podemos crescer sozinhos. Se Jesus compartilhou o apostolado com 12 companheiros, deixando a eles a continuidade da tarefa, por que motivo nos enclausuraríamos em nossos grupos de estudos?

Ide e pregai. Que brilhe a vossa luz, para que os homens, vendo-a, glorifiquem ao Senhor.

Então as sugestões da Priscila me parecem as mais acertadas de acordo com este equilíbrio de ação e introspecção: a criação de pequenos grupos, pequenos mesmo, não mais de 4 pessoas julgo eu, favore o estudo e a introspecção. A comunicação silenciosa entre esses grupos e o convite fraterno para que outros escutem nossas idéias é a outra faceta dos grupos, a sua ação externa.
lzaro#26
solução seria acabar com este partido internacional chamado partido dos trabalhadores
pedro_9#27
O velho macedônio insistia que o Estado é o resultado (ou melhor, o "telos") de um desenvolvimento CONTÍNUO a partir de formas de associação MENOS COMPLEXAS. Ou seja, ninguém muda um país sem antes recompor a vida familiar, e depois os grupos de amizade, e depois as relações de trabalho, até chegar na escala propriamente política. Preciso lembrar que milhões de famílias brasileiras se reúnem todo domingo para assistir ao Domingão do Faustão, ao Domingo Legal e congêneres? Preciso recordar que um terço das conversas entre amigos tratam de bebedeiras, futebol e sexo? Preciso lembrar, também, que as empresas pátrias estão se tornando "guerras de todos contra todos"? É por isso que defendo o início pela interiorização.
felixinacio#28
A interiorização ficará dificultada, porquanto uma ditadura controla até os livros que podem ou não circular. E o Brasil é claro exemplo disso. Se não fosse o Olavo ninguém conheceria Voeglin.

Até agora o pensamento da Priscila me pareceu o mais acertado.

Mas fora o racicionio de tentar encontrar o que vem primeiro, cada um siga as inspirações malhores que tiver, rogando a Deus orientação pelas melhores inspirações.

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