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Ferreira Gullar:"Lula comprou os pobres do Brasil"

Iniciado por charles em 27/10/2010 · 5 mensagens

charles#1
O escritor Ferreira Gullar vota José Serra. Vê Dilma como “uma marionete” e Lula como um “ignorante”, “mentiroso”, com “fome de poder”, que é “a vergonha do Brasil”.

- http://www.publico.pt/Mundo/lula-comprou-os-pobres-d…462597?all=1

Não é no último true outspeak que o Olavo disse que o PT era partido de socialite e foi só chegar no poder deu nome de bolsa família como marketing para cativar o eleitor pobre?
charles#2
ozzy#3
ayrton#4
"15/07/2012
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Democratas de ocasião



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Por Ferreira Gullar (publ. na Folha de SP)
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Deixei a poeira assentar para dar meu palpite sobre a polêmica surgida com o impeachment do presidente Fernando Lugo, do Paraguai. Ao saber da notícia, logo previ a reação que teriam os presidentes de alguns países sul-americanos, inclusive o Brasil.

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E não deu outra. Hugo Chávez e Cristina Kirchner, como era de se esperar, reagiram de pronto e com a irreflexão que os caracteriza. Logo em seguida, manifestou-se Rafael Correa, do Equador, que, com a arrogância de sempre, rompeu relações com o novo governo paraguaio. Chávez decidiu cortar o fornecimento de petróleo àquele país. E o Brasil? Fiquei na expectativa.

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Como observou certa vez García Márquez, o Brasil é um país sensato e, acrescento eu, talvez por nossa ascendência portuguesa, pé no chão. E assim foi que Dilma primeiro mandou seu ministro das Relações Exteriores qualificar o impeachment de "rito sumário". Ou seja, não teria sido dado a Lugo tempo para se defender.

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Sucede que o próprio Lugo, presente à sessão do Congresso quando se votou seu impedimento, declarou: "Aceito a decisão do Congresso e estou disposto a responder por meus atos como presidente".

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Não disse que o Congresso agira fora da lei nem que tinha sido impedido de se defender. De acordo com as normas constitucionais paraguaias, recorreu à Suprema Corte e ao Tribunal Superior de Justiça, que não atenderam a seus recursos por considerarem constitucional a deposição e legítima a entrega do governo ao vice-presidente.

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Só depois que os vizinhos tomaram a inusitada atitude de repelir a decisão do Congresso paraguaio foi que Lugo mudou de opinião e decidiu formar um governo paralelo, este, sim, destituído de qualquer base legal.

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Fala-se em golpe, mas só um presidente já politicamente inviável é impedido com o apoio praticamente unânime do Congresso: 76 votos a 1 na Câmara de Deputados e 39 a 5 no Senado. Fora isso, nem os militares nem o povo paraguaios se opuseram. Pelo contrário, o impeachment de Lugo parece fruto de uma concordância nacional. Nessa decisão pesou, sem dúvida, o Partido Liberal, de centro-direita. Mas foi com o apoio deste que ele se elegera presidente da República.

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O que houve então? Um complô de que participaram todos os partidos e quase a totalidade dos deputados e senadores? Se fosse isso, o povo paraguaio teria saído às ruas para protestar e denunciá-los. Só uns poucos o fizeram. As Forças Armadas, os intelectuais, os sindicatos protestaram? Ninguém.

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(...)"

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Leia na íntegra:

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http://rodrigoconstantino.blogspot.com.br/2012/07/de…ocasiao.html
ayrton#5

28/08/2012

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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-li…eira-gullar/

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PUBLICADO NA FOLHA DE S. PAULO DESTE DOMINGO

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Sabe a razão pela qual a empresa estatal dificilmente alcança alto
rendimento? Porque o dono dela ─que é o povo ─ está ausente, não manda
nela, não decide nada. Claro que não pode dar certo.

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Já a empresa privada, não. Quem manda nela é o dono, quem decide o
que deve ser feito ─quais salários pagar, que preço dar pela
matéria-prima, por quanto vender o que produz─, tudo é decidido pelo
dono.
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E mais que isso: é a grana dele que está investida ali. Se a
empresa der lucro, ele ganha, fica mais rico e a amplia; se der
prejuízo, ele perde, pode até ir à falência.
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Por tudo isso e por muitas outras razões mais, a empresa privada
tem muito maior chance de dar certo do que uma empresa dirigida por
alguém que nada (ou quase nada) ganhará se ela der lucro, e nada (ou
quase nada) perderá se ela der prejuízo.
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(...)"
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http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/?p=70972…ontent=feed&;

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