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PresidentA de cu é rola!

Iniciado por milton em 01/11/2010 · 23 mensagens

milton#1
Essa história do PT insistir em querer chamar essa bandida de "PresidentA" só funciona com o lodo fecal que a elegeu. Pra mim ela continuará a ser só uma marginal com o poder na mão.

Pra mim, Presidenta de cu é rola!
solange_2#2
A pergunta agora é: Quem será a primeira dama?
gustavo_3#3
A Solange mandou bem !!! hehehe
heitorscarface#4
o cartunista laerte?

erenice esta descartada
tiago_12#5
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milton#6
O Laerte seria uma boa primeira-dama. Rabuuuuuuda!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk
marco_14#7
PresidANTA.
milton#8
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Já deu esmola para uma PEDINTA?

Sabe o nome de alguma SUPERINTENDENTA?

Acha que se deve convocar uma ASSEMBLÉIA CONSTITUINTA?

Eu vou chamar o Dilmão de presidento mesmo.

Vai ser presidento pra lá, presidento pra cá, presidento mulé-macho, presidento com dólar na calçola, etc...
milton#9
Por José Bones:
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Dilma Roussef a primeira presidenta do Brasil.
Mas, afinal, que palavra é essa?
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Bem, vejamos:
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No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
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Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
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Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do gênero, masculino ou feminino. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
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Um exemplo (negativo) seria:
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"A presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta. "
eric_2#10
Eu sou taxistO então rs
andersoncssio#11
Só um acréscimo: Isso que o José Bones chama de "particípio ativo" é o tradicional "particípio presente", que por infelicidade deixou de ser estudado nas escolas regulares. Só se estuda o particípio passado e olhe lá!

Mas muitos linguistas - que atacam os gramáticos em tudo, pois querem substituí-los como autoridade em matéria de linguagem - fazem campanha pela aceitação de presidentA e milhares de outras "novidades". Aliás, já há vários gramáticos que admitem como correta a forma presidenta, ao lado de presidente, por pressão e influência desses sociolinguistas.

Discorro sobre isso no meu blogue.
milton#12
Caro ╠RENATO,

Não existe muito o que se dizer. O que os alguns "especialistas" em língua portuguesa e algumas "tentativas de filólogos" brasileiros dizem, como o esquerdopata Pasquale Cipro Neto, é que a fórmula é válida. Isto porque se diz Vereadora, Governadora, Professora, Administradora, etc; para distinguir o masculino/feminino do ente da palavra dentro da língua portuguesa. Desse modo quem verea é vereador(a), quem governa é governador(a), quem professa é um professor(a).

O que não se observa é que em alguns casos a raiz verbal designada impõem - pela regras gramaticais da língua portuguesa - os sufixos ante, ente ou inte. Como por ex.: aquela senhora é uma governANTE, uma presidENTE, ou uma contribuINTE.

Assim, se presidenta vale, então vale também governANTA, passeANTA, contribuINTA, adolescENTA. Um médico não estaria errado ao dizer: "Minha PACIENTA tem hepatite." E, se as formas dos particípios são flexíveis, então podem ser para o masculino e o feminino: o prefeito de uma cidade poderia dizer "O José, que é o URBANISTO da cidade, é muito bom". E um Bispo pode ser chamado de Vossa REVERENDÌSSIMO. Tampouco estariámos errados ao chamar a Rainha Elizabeth de SUA MAJESTADA, ou, numa versão apócrifa, chamar a uma Papa de SUA SANTIDADA.

Eu não sou expert em gramática. Mas sempre gostei da matéria. Como a língua portuguesa é viva, ela pode mudar a cada momento. Mas é a LÍNGUA que muda, não os outros que mudam ela conforme seu capricho.

O Monteiro Lobato escreveu um ensaio bem interessante no qual ele atribui a grandeza e o sucesso dos países de língua inglesa à própria língua deles, enquanto o fracasso dos outros países por causa de suas línguas. Ele defende no ensaio a extinção de quaisquer acentos, cedilhas, etc para a língua portuguesa, e uma reformulação na gramática. Eu não me lembro o título do ensaio.
alex#13
http://ocruzadomissionario.blogspot.com/2011/01/dilm…tuguesa.html

Dilma do Chefe" e a língua portuguesa
A nova mandatária do nosso Brasil varonil, seguindo o exemplo da chefona argentina, quer ser chamada de presidentA, e não presidentE.
Embora a forma desejada pela "nóça líder" seja considerada correta, isso poderia gerar um efeito cascata no português do Brasil. Vejamos alguns exemplos:

1) o cliente (masculino) - a clienta (feminino)
2) o contente - a contenta
3) o estudante - a estudanta
4) o jegue - a jega
5) o paciente - a pacienta

Só que tal mudança teria resultados esquisitos, pois se flexionarmos a palavra conforme o gênero, então deveríamos escrever a parturienta no lugar de a parturiente, ou o mais estranho, naquelas festas de quinze anos, passaremos a dizer a debutanta ao invés de a debutante.
E aquele móvel que geralmente fica na sala? Se antes dizíamos (e escrevíamos) a estante, a partir deste ano então trocaremos por a estanta?
Partindo-se desse princípio, se flexionarmos as palavras conforme o gênero, então algumas palavras também deverão ser modificadas, pelo bem da tal de “Última flor do Lácio”:

1) a dentista (feminino) - o dentisto (masculino)
2) a especialista - o especialisto
2) a mestra - o mestro
3) a motorista - o motoristo

Ainda que seja uma discussão sem muita importância, espero que o português não seja “assassinado” pela presidenta, ao contrário do antecessor.
leonardo_15#14
Conheço um pouco de língua Ingles, por ter morado nos Estados Unidos e acho que realmente, numa conversa entre um PHD e uma pessoa sem estudos, na língua inglesa comunicam-se quase no mesmo nível, não existe uma diferença gritante entre um e outro como vemos na língua portuguesa.

1. Excelente o texto que Milton trouxe. Estava sedento pelo posicionamento dum gramático qualquer que expressasse de maneira tecno-didática o que eu vinha tentando explicar há tempos, sem grande sucesso.

2. A proposta de Lobato não é senão mais uma das muitas excentricidades do autor, e não pode ser levada a sério. A família das línguas latinas e neolatinas dominou a quase totalidade da história ocidental, fundou a absoluta maioria das ciências e, acompanhada pelo alemão moderno e pelo grego - todos, como se vê, idiomas de gramática rica e repletos de peculiaridades só suas - abarcam de forma quase exclusiva a filosofia relevante.

3. Renato, o que intuis em teu parágrafo é um problema diferente, e nada tem de intrínseco ao idioma. Como quem compreende boa parte das línguas neolatinas modernas, arrisco dizer que não há, na área abrangida por estes idiomas, outro país onde a distância entre a norma culta e a língua falada seja tão vasta quanto o Brasil, ausentes diialetos. Chegamos ao cúmulo de assassinar a segunda pessoa, tanto do plural quanto do singular, o que nos obriga a uma série de malabarismos linguísticos que comprometem seriamente a clareza do discurso. São questões sobre as quais gostaria de ver estudos publicados. Infelizmente, não é a minha área.
danilo_3#15
Tive um professor que disse que o Aurélio não é dicionário, e sim mãe. Pois, aceita tudo.
leonardo_15#16
O Houaiss também aceita.
leonardo_2#17
Marta interrompe Sarney por causa da expressão 'presidenta'

GABRIELA GUERREIRO
DE BRASÍLIA

Depois de chamar a atenção do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) no plenário do Senado na semana passada, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) corrigiu nesta terça-feira o senador José Sarney (PMDB-AP) por usar a expressão "presidente" para falar de Dilma Rousseff.

Na terceira vez em que Sarney mencionou "presidente Dilma", Marta usou o microfone do plenário para intervir.

"Pela ordem, senhor presidente. Senhora presidenta da República", disse Marta.

Visivelmente constrangido, Sarney rebateu a senadora. "Muito obrigado a Vossa Excelência, mas eu sempre estou usando a fórmula francesa: madame le président. Todas as duas são corretas, senadora, gramaticalmente", rebateu Sarney, membro da ABL (Academia Brasileira de Letras).

Marta foi eleita primeira vice-presidente do Senado na semana passada, cargo que lhe permite sentar ao lado de Sarney durante as sessões plenárias. Cabe à petista substituir o peemedebista durante suas ausências na Casa.

Na semana passada, enquanto Eduardo Suplicy discursava, Marta o alertou por três vezes sobre a necessidade de encerrar o pronunciamento. Em uma delas, o microfone do petista acabou cortado, mas a senadora permitiu que ele concluísse o discurso depois de censurá-lo sobre o longo discurso.

"O último minuto, senador, porque já foi prorrogado várias vezes. Agora, vamos para mais 1 minuto e encerramos", disse a petista.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/872638-marta-inte…identa.shtml
ja_orkut#18
pra mim continua como Presidetenta...

http://blig.ig.com.br/jackjohn/
demtrius#19
Que burra essa Marta!!! O certo é PresidAnta!

Aliás:

"Presidenta, na marra, ninguém aguenta"

(...)

''Há dezenas de teses para cada um dos lados. O fato é que ela quer ser chamada de presidenta. E que há uma certa norma entre petistas, governistas e puxa-sacos em geral para não desobedecer a ordem.''

http://www.gazetadopovo.com.br/blog/conexaobrasilia/?id=1094885
lus_orkut_3#20
Não é querendo parecer petista, até pq tenho nojo do PT, mas é gramaticalmente correto dizer "presidenta":

http://g1.globo.com/platb/portugues/2010/11/01/a-pre…-presidenta/

Claro, no caso dela o correto mesmo é "presidanta".
lrdezro#21
gora, tudo de uma vez só, como vocês pediram, sobre a polêmica presidente/presidenta. As regras de correção de uma língua não são resolvidas por nenhuma instituição ou grupo de gramáticos. O que estes fazem é observar, nos bons escritores, os empregos que se fazem da língua e estabelecer com isso as regras. Nada impediria que as pessoas utilizassem femininos como atendentas, pedintas etc., mas o fato é que não se registra tal coisa na língua. Há palavras para as quais os usuários criaram femininos e outras para as quais não há flexão de gênero. Muitas profissões que eram historicamente apenas de homens passaram a ser também de mulheres; tais palavras, registradas nos dicionários anteriores como masculinas, agora têm de ser referidas como de dois gêneros: tenente, piloto (o piloto, a piloto) etc.

Certos outros substantivos já contavam com femininos na língua: general/generala, presidente/presidenta. Ao empregar palavras,os usuários da língua por vezes fazem opções entre uma forma e outra, até atribuindo dois gêneros a algumas delas. Havia, por exemplo, poeta (masc.) e poetisa (fem.), mas os falantes da língua acabaram convencionando, tanto no Brasil como em Portugal, que poeta seria a palavra ideal para ambos os sexos (como se poetisa fosse um degrau mais baixo do que o do masculino poeta) e assim ficou poeta para os poetas e as poetas. Poetisa anda se usa, mas percentualmente bem menos. A língua registra como corretas as duas possibilidades, mas a opção pesou para o lado do masculino neste caso.

Com presidente/presidenta ocorre o mesmo: existem os dois, mas o uso percentual acabará por optar por um deles em detrimento do outro. A língua não tem lógica quanto a tais fenômenos. O que os gramáticos fazem é observar os usos e registrá-los. Atendenta não existe por não ter emprego percentual de peso na língua; presidenta

Fonte: http://www.twitlonger.com/show/7ts24q
g_orkut_3#22
Como era previsto, o Marcos Bagno tinha que dar o ar da graça: http://www.cartacapital.com.br/politica/presidenta-sim

Em um só texto ele sustenta que a língua é machista, disse que o Canadá é "incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França", desdenhou dos judeus, chamou o Serra de "o apóstolo da direita mais conservadora", mostrou indignação com a "grande mídia conservadora" que decidiu usar a forma correta, disse que com uma tucana seria diferente e chamou o Pasquale (que, aliás, também é petista) de bobo-alegre. Um bagno de estupidez.
demtrius#23
Mas que saco esse Marcos Bagno, fica vendo machismo na língua, enquanto que se fosse adotado o suposto feminismo para elevar à igualdade as mulheres seria igualmente "anti-democrático" para com os homens, além de mudar à força algo que deveria ser natural e espontâneo dos próprios falantes. Ai que raciocínio fecal. Esse sujeito entra em auto-contradições a cada página. O pior é que esse imbecil comunista é estudado nos cursos de Letras e até Pedagogia do país há pelo menos 10 anos, por seu livro "Preconceito lingüístico: o que é, como se faz".

Ignora maliciosamente as teses dentro da própria lingüística, ramo que ele supostamente seria estudioso, as quais sustentam que as palavras no "masculino" e/ou no "feminino" na língua não são por causa das condições biológicas dos seres humanos, macho e fêmea, mas por outras razões totalmente contrárias e para além dessa visão ideológica.

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