Como o tópico a respeito das respostas do Rodrigo Constantino mudou de assunto, vejo que faz sentido abrir este sobre o assunto em questão.
Estavamos comentando sobre rodar o AutoCAD em outro sistema operacional que não fosse Windows. Ok, ele vai rodar um dia, certeza. Chegamos a conclusão que teríamos a Adobe, a Autodesk e a Corel sem Windows.
Porém: Estas fazem softwares que são únicos também. Ou melhor, seus concorrentes são muito inferiores. Ou seja, não daria na mesma? Trocamos a Microsoft pela Adobe, Corel, Autodesk...
Depois disso, já falamos sore um monte de softwares, como Microstation, Catia, VectorWorks e por ai vai, à respeito dos concorrentes da Autodesk. Prossigam com os outros...
Mais uma dúvida minha: Como se ganha dinheiro fazendo um software gratúito? Lembrando que o Reader da Adobe é gratuido... mas ele somente lê, não produz um arquvo pdf. Para produzir um pdf é necessário comprar o pacote do Acrobat... Gostaria de saber do AVG, o antivirus, por exemplo, como sobrevive?
Como tudo começou: a Microsoft foi citada pelo Constantino por causa do Bill Gates e sua "caridade"... que fazem estas outras empresas como a Adobe, a Corel e a Autodesk? Nada?
lembrei de um concorrente do Corel, que gostava muito, o FreeHand... nunca mais ouvi falar dele... Tem o Ilustrator, da Adobe...
Bom, cursos etc... mas não seria a mesma coisa de deixar livre até ser interessante (todo mundo ficar familiarizado) e a partir daí ser o novo "monopólio"... vendendo o software????? No fundo, acho que muita gente quer ser Bill Gates...e não compartilhar, "coletivizar", universalizar o acesso...
Nossa, essa foi igual ao falar que o personagem do livro "O Estrangeiro", de Albert Camus, é homosexual. Tem gente que diz cada coisa. mas então, usuário do Linux, mas você usa qual editor de textos? Qual seu uso final? assi, acredito eu, usar Mac, PC, Linux, ou Windows para passar e-mail e fazer textos não deve haver segredo nenhum. Queria ver algeum falar de som, mixagem, imagem, CAD...
Linux em si nunca foi nem nunca será comunista. Mas nasceu dentro das Universidades européias. A natureza do trabalho de desenvolvimento (software aberto e livre) exige que as pessoas trabalhem de graça em "prol" de uma causa. É um conceito comunista. E o líder da tal GPL é um comunista doidão que pegou essa deixa para fazer a sua militância contra as empresas de software.
Na verdade a discussão começou quado eu disse que o monopólio da Microsoft na área de sistemas operacionais era ruim. Não tem nada de Spanta, mesmo pq o que esse cara fala para mim não faz o menor sentido.
Ela não tem um "monopólio" forçado pelo estado, mas tem um monopólio comercial evidente. Apesar de não ser restrito o uso de outros SOs, a Microsoft detém 90% do mercado. Essa larga vantagem sobre a concorrência não a estimula a desenvolver melhor o seu produto. Isto está bem claro. Nenhuma outra empresa te obriga a aceitar os defeitos do seu produto como se fossem normais como a Microsoft faz. "Reformatar" um HD ou "reinstalar" o sistema virou coisa comum, como se isso fosse assim mesmo. Perder dados, ter a máquina invadida ou hackeada passou a ser aceito como um "osso do ofício" quando não deveria ser.
A Microsoft não obriga ninguém a comprar o Windows, mas na prática ela obriga sim. 70% ou mais das licenças de Windows em uso no mundo são pirata. Os 30% das licenças ditas "legais" estão majoritariamente nas mãos de empresas (que são obrigadas a arcar com os altíssimos custos de TI inerentes da solução Microsoft) que são vigiadas pela fiscalização e não podem fugir, governos (nós que pagamos) e uma pequena parte das empresas que vendem o SO já pré-instalado na máquina (Dell, HP, Lenovo).
Quem acaba pagando a conta do Windows são as empresas (sempre elas) e a classe média por meio de impostos pagos a governos acomodados com a solução Microsoft.
De qualquer forma, o monopólio (ou "monopólio") da M$ está no princípio do fim. Não vai acabar do dia pra noite, vai demorar ainda alguns anos, mas está acabando, pois atualmente a plataforma WEB (leia-se, aplicações para internet) está tornando irrelevante a escolha do sistema operacional.
Como cada vez mais as coisas são baseadas em web, especialmente aquilo que as pessoas mais usam (os blogs, fotologs, chats, messengers, o orkut, o seu Web mail preferido, até as aplicações profissionais já começam a ser desenvolvidas pra web, etc), as pessoas acabam descobrindo que não importa se rodam Linux, Mac OS, Solaris, Windows XP, Windows 2000, Windows 98, etc etc etc. Na verdade, daqui a um tempo elas sequer saberão que existe um negócio chamado SO.
E mais importante Ninguém mais precisa de upgrade se SO ou se suíte de escritório. Pergunto: Alguém viu o Vista? Pois o Vista saiu e ninguém viu! Já faz 1 mês que a M$ lançou se novo SO e ninguém deu bola. Lembram-se que na época do lançamento do Win95, 98 e XP havia ampla divulgação na mídia e até fila nas lojas pra comprar? Da mesma forma, ninguém está ligando para o novo Office, pois faz tudo o que quer com o Office XP ou mesmo Office 2000.
A proposta da Google de fazer um SO, no qual vc pode acessar seu perfil remotamente, de qualquer máquina em qualquer lugar no mundo (ou seja, onde vc for, seu perfil estará lá) vai ser a pá de cal nos SOs desktops, pelo menos para uso pessoal. Nas empresas, o SO corporativo e para desktop ainda vai durar muito tempo por questões de segurança, velocidade e praticidade, mas para uso pessoal, um SO amarrado a numa máquina vai fazer cada vez menos sentido.
Quando lançarem a versão Web do Open Office ou outra suíte, aí a coisa desanda de vez...
A propósito, o "monopólio" da M$ foi, em retrospecto, uma coisa boa, visto que gerou a padronização que faltava no mundo do software. Antes dele, havia uma barafunda de SO´s no mercado, e pior, um incompatível com outro. Não tinha como a coisa se popularizar, se desenvolver.
Agora, o mundo já está maduro o suficiente para dar o proximo passo, que é se livrar do SO desktop e partir para uma plataforma 100% web, o que vai permitir nos "desgarrarmos" de uma máquina, de um local. É a evolução natural.
A natureza do trabalho de desenvolvimento (software aberto e livre) exige que as pessoas trabalhem de graça em "prol" de uma causa. É um conceito comunista.
Quer dizer que trabalhar de graça por um objetivo é comunista?
Organizar um grupo e dar aulas para crianças carentes, fazer os serviçs de limpeza nas igrejas, atuar como voluntário em abrigos ou hospitais é comunismo?
Na verdade não é caridade. Você desenvolve uma aplicação. Depois "alguém" precisa dar suporte nessa aplicação.
Ou você dá o suporte de graça também ou você vende esse suporte.
Esse futuro hipotético implicaria em uma rede de acesso à web que ainda não existe, principalmente no Brasil. A maioria das residências ainda acessam a web por modem discado. É precário.
Quer dizer que trabalhar de graça por um objetivo é comunista?
Pois é, infelizmente os tarados enfiam política em qualquer orifício, haja saco...
O próprio Linus Torvalds afirmou que resolveu fazer o Linux unicamente por 2 motivos: 1) Se irritava com a lentidão, limitações e instabilidades do windows 3.11 e 95 e 2) Achava divertido e empolgante programar, e fazer um SO era um desafio e tanto.
Ou seja, não tem absolutamente nada daquela coisa de militante anti-império do Bill Gates que os geeks e nerds imbecis insistem em pintar na figura do Torvalds. O Linux pro Linus foi uma diversão, um desafio e uma solução prática: Não está satisfeito com algo, arregace as mangas e faça melhor, não fique reclamando, e é ESSE o espírito do software livre: FAÇA VOCÊ MESMO.
E não essa coisa imbecil, viciada, de militante político ou fanático religioso, muito menos comunismo, anti-capitalismo ou qualquer outra merda do tipo. Mas infelizmente, boa parte da comunidade Linux é uma dessas coisas aí.
Esse futuro hipotético implicaria em uma rede de acesso à web que ainda não existe, principalmente no Brasil. A maioria das residências ainda acessam a web por modem discado. É precário.
Com certeza. Por isso, ainda vai demorar um pouco. Lembrando que, em muitas residências, até acesso a um micro desktop não existe!
Mas o que vai facilitar um pouco isso são as lan-houses. Tem muita gente que não tem banda larga ou mesmo dinheiro pra comprar um micro financiado, mas pode pra acessar um lan-house algumas vezes por semana. Em algumas cidade e horários, o acesso é R$1,00/hora, daí, se vc racionaliza e acessa umas 2 horas 3 vezes por semana, são apenas R$24,00/mês, bem mais barato do que comprar um micro, pagar banda larga ou mesmo pagar impulso telefônico. E olha que o acesso à lan houses no Brasil é um dos mais caros do mundo (pra variar...)
Note que isso cai como uma luva no modelo de SO via web! Onde vc estiver, seu perfil estará lá.
Deixa eu entender, quer dizer, por exemplo, que os católicos - que não podem ser comunistas - não devem ajudar as pessoas carentes dando cursos ou fornecendo alimentos?
Ela não tem um "monopólio" forçado pelo estado, mas tem um monopólio comercial evidente. Apesar de não ser restrito o uso de outros SOs, a Microsoft detém 90% do mercado. Essa larga vantagem sobre a concorrência não a estimula a desenvolver melhor o seu produto. Isto está bem claro. Nenhuma outra empresa te obriga a aceitar os defeitos do seu produto como se fossem normais como a Microsoft faz. "Reformatar" um HD ou "reinstalar" o sistema virou coisa comum, como se isso fosse assim mesmo. Perder dados, ter a máquina invadida ou hackeada passou a ser aceito como um "osso do ofício" quando não deveria ser.
A Microsoft não obriga ninguém a comprar o Windows, mas na prática ela obriga sim. 70% ou mais das licenças de Windows em uso no mundo são pirata. Os 30% das licenças ditas "legais" estão majoritariamente nas mãos de empresas (que são obrigadas a arcar com os altíssimos custos de TI inerentes da solução Microsoft) que são vigiadas pela fiscalização e não podem fugir, governos (nós que pagamos) e uma pequena parte das empresas que vendem o SO já pré-instalado na máquina (Dell, HP, Lenovo).
Quem acaba pagando a conta do Windows são as empresas (sempre elas) e a classe média por meio de impostos pagos a governos acomodados com a solução Microsoft.
Excelente seu post. Concordo em gênero, número e grau.
Apenas adiciono que, apesar dos males, o monopólio teve pelo menos um único lado bom, a padronização.
Pois é. Eu digo que este monopólio da Microsoft é ruim para o usuário doméstico, mas muito pior para as empresas onde a eficiência e os custos são tudo. Você veja que o Itaú e muitos bancos tem caixas eletrônicos rodando Windows (!), uma temeridade para qualquer um que conheça um pouco mais tecnicamente essa solução. Na prática o banco te obriga a arcar com os custos de suporte e a insegurança inerente à solução Microsoft abusando da ingenuidade dos seus clientes. Faça a experiência. Visite algum lugar onde exista pelo menos cinco ou seis caixas eletrônicos Itaú funcionando. É muito comum pelo menos um deles estar com problemas.
Você confia? Eu não.
Numa empresa acontece muito da solução Microsoft ser adotada por "osmose". Ou seja: vamos usar o que todo mundo usa. Como o dono da empresa não se ocupa diretamente da área de TI, esta fica a cargo de um gerente ou executivo que é cobrado mas quer garantir o seu emprego. Dentro dessa ótica, quanto mais problemas e maior a dependência da empresa com relação à área de TI, melhor. Um bom gerente de TI é aquele que apaga mais incêndios e não aquele que "previne" mais incêndios. O trabalho de prevenção é invisível e não dá a notoriedade que o trabalho de "resolver" os problemas dá.
Tive uma experiência muito interessante numa empresa onde tive o prazer de ser gerente de TI por algum tempo. Na época eu propus a substituição dos servidores Windows 2000 Server rodando SQL para servidores Mac rodando Mac OS X Server e MySQL. O trabalho maior foi mover a estrutura de banco de dados para o MySQL, mas depois de feito isso os servidores nunca mais deram problema. Tanto que fui mandado embora, pois eu não tinha mais nada para fazer na empresa. Rsrsrs, é engraçado, mas a Microsoft cria e sustenta milhões de empregos.
Eu, se fosse empresário, não teria nada de Microsoft na minha empresa. Ou pelo menos teria somente o extritamente essencial.
Não precisamos de intervenção estatal. Quem precisa ter mais critério na escolha do seu SO é o usuário e o empresário. Tenho certeza que a maioria das pessoas ainda é muito leiga em informática para formar uma opinião realista sobre a coisa.
Interessante ver como o conceito de monopólio é flexível na cabeça de muita gente. Quando o monopólio é imposto pelo governo para eliminar a concorrência está errado. Concordo. Quando uma empresa consegue o monopólio de um determinado produto no mercado está certo. Quer dizer: o que é errado então não é o monopólio em si, mas a forma pela qual se chega nele. Se uma empresa consegue um monopólio, ele é justo. É a vontade da "maioria". Quando é o governo que impõe o monopólio ele é injusto (pois foi o governo quem impôs).
De qualquer forma continua sendo monopólio, onde as mesmas regras de mercado que seriam aplicadas a uma empresa estatal aplicam-se a empresa capitalista. É estranhérrimo ver liberais (inclusive o respeitável Instituto Von Mises) dar as suas bençãos ao monopólio da Microsoft quando o livre mercado deveria ser a prioridade.
Este fato me traz à mente uma observação que há algum tempo fiz: o objetivo de muitas empresas, então, não é concorrer no livre mercado, mas garantir um monopólio eliminando a concorrência. Aqui é onde comunismo e capitalismo dão as mãos. Não é estranho ver que Bill Gates e outros mega-empresários do capitalismo (George Soros, David Rockefeller) estejam engajadíssimos no movimento globalista e sejam eles mesmos grandes financiadores de ONGs de esquerda. O que essa gente quer é monopólio. Se vai ser às custas da eliminação gradual da concorrência ou da intervenção estatal, é outro detalhe.
Não há barreiras efetivas a entrada de competidores no mercado, então não é monopolio.
Se a Microsoft jogou pesado e virou a líder cabe a outros empresários superá-la.
Livre-mercado pra tudo.
É isso mesmo... como o Olavo diz, que o pior comunismo é além daquele dos Estados, o das grandes empresas... e cita as fundações Ford etc... quando achar o texto eu posto o link.
No fundo Comunismo é meio que um monopólio... mas voltando:
Tudo bem, a Microsoft pode ficar para tras com seus sistemas operacionais, ams e a Adobe, a Corel e a Autodesk? Todas tem seus softwares únicos... ninguem desenvolve concorrentes bons. Achoq ue a Corel é a menos eficiente, ams já esta tão popularizado o CorelDraw, que pouquissimas pessoas usam os concorrentes FreeHand e Ilustrator. No caso da Adobe, o photoshop é muito melhor que qualquer software que já usei para imagem. A Autodesk, então com seu AutoCAD... comprou o Revit, comprou o 3d Max... Só mudou de mão o monopólio... (vamos chamar de lideraça de mercado, não monopólio)
Acho que é uma questão do consumidor estar informado. Corel Draw é muito popular, mas é um programa com muitos bugs. Até hoje eles não conseguiram concertar a questão do gerenciamento de cores.
Já o Illustrator é um programa realmente profissional de ilustração, a saída é perfeita, mas a exigência do consumidor ainda não pegou isso muito bem. Quando o consumidor passar a conhecer melhor, estas empresas vão perder mercado.
A Microsoft, por exemplo, vai suar muito para vender o Vista.
Toth, TODOS os ilustradores que eu conheço largaram o CDraw pelo Illustrator. A Adobe é simplesmente insubstituível! Se aparecer algum programa melhor eu até troco, como fiz com o CDraw (fui usuária desde o CDraw1), mas por enquanto, não dá, não.
Meu filho está aqui dizendo que pra Linux existe um programa chamado The Gimp, mas que não chega aos pés dos Adobes - sem contar que a encrenca dos formatos nos quais eu recebo os arquivos é um problema complicado.
Um bom gerente de TI é aquele que apaga mais incêndios e não aquele que "previne" mais incêndios. O trabalho de prevenção é invisível e não dá a notoriedade que o trabalho de "resolver" os problemas dá.
Essa é uma triste verdade. Aquele que vive resolvendo problemas, ainda que os mesmos problemas sejam resultado de mau planejamento, é mais bem quisto e tem mais ibope, pois toda hora tem oportunidade de fazer seu marketing pessoal, ao vivo e a cores. E é de "circo" que os funcionários e os chefes gostam, infelizmente...
Já o sujeito que planeja de forma inteligente e estratégica, que faz um background perfeito e previne os problemas, como raramente tem problemas para resolver, não aparece, não tem ibope. E ainda questionam seu serviço, com comentários como "O que esse cara faz? Porque precisamos dele? Afinal, as coisas funcionam sozinhas sem ele!"
Eu não concordo. Falando como leigo no assunto, que eu acredito ser o caso de pelo menos 90% dos usuários de computador, digo que o Windows é muito bom, fantástico,
A maioria dos usuários que eu conheço está sempre xingando o windows de uma forma ou outra.
Temos que reconhecer: o Bill Gates teve uma idéia fantástica, e investiu nela.
Bill Gates não teve idéia nenhuma, ele teve sim foi senso comercial (nisso sim, ele é um gênio e precisamos reconhecer, o cara merece ser um bilionário) em prever o que as pessoas precisariam e gostariam de usar: Um SO gráfico para micros padrão PC (que até 1990 não tinham SO gráfico). Digo que não teve idéia nenhuma pois os Mac já tinham SO gráfico desde 1983, o qual também foi inspirado (pra não dizer copiado) de uma idéia (agora sim) que engenheiros da Xerox tiveram no fim dos anos 70.
Então, Bill merece aplausos pela visão de mercado que teve, pois o pessoal da Xerox teve um produto brilhante nas mãos mas não sabia o que fazer com ele, a Apple tinham produtos ótimos porém caros e exclusivos, e a imbecil da IBM não se interessava por um SO gráfico. Só Bill enxergou o que o mercado iria querer comprar e usar.
E tanto o Windows é bom que a maioria das pessoas o quer.
As pessoas não querem Windows, elas simplesmente não tem escolha, pois as empresas usam windows, cobram o uso do windows, os principais programas só tem versão para windows e fim de papo.
O Linux pode ser muito bom para os entendidos, mas ofereça dois computadores de configuração idêntica, um com Linux e outro com Windows, a uma pessoa comum e veja com qual ela fica.
Na verdade, em um ambiente corporativo, onde 80% dos micros são usados apenas para acesso à internet e para rodar uma suíte de escritório, não faz mais diferença para o usuário comum rodar Windows ou Linux. Ou seja, se no Linux ele tem uma interface gráfica igual à do windows, acessa internet e roda o Open Office, a pessoa só vai escolher windows por puro hábito e/ou medo de mudar.
Vamos ter que mudar a definição de monopólio então.
Também não estou entendo essa não-aceitação da situação da MS como típica de monopólio. Ora, claro que é, basta pegar qualquer livro básico de economia e lá estará escrito: Monopólio é quando uma empresa domina todo ou quase todo um mercado.
E existem leis anti-monopólio justamente pra proteger o mercado livre e os consumidores, pois a partir do momento que uma empresa tem o domínio do mercado, ela dita as regras do mesmo, ou seja, o mercado deixa de ser livre, o que é ruim para todo mundo (exceto para a própria empresa).
E não interessa se a empresa conquistou o mercado por competência, eficiência, qualidade, etc, o que vale é: A partir do momento em que ela domina o mercado, a tendência é se acomodar, paralisar, estagnar, etc. Então, privilegia-se o interesse do mercado e dos consumidores (ou seja, do povo) sobre os da empresa, por mais que ela mereça essa posição.
Bom, então, no meu caso, bye-bye, Linux - e lá vou eu de Janelas, mesmo.
E vai daí que não posso cuspir no prato em que como, né mesmo?! A solução pra escapar disso é só usar os Mac...
Eu conheço o projeto Gimp há mais de 10 anos. 10 anos atrás não tinha suporte a imagens modo CMYK e continua não tendo. Tentei participar das discussões lá uma época, mas é muito fechado.
Linux tem muitos problemas bobos que há muitos anos já foram resolvidos no Windows e no Mac. Por exemplo: não tem suporte a gerenciamento de cores. Pode imaginar um computador onde as cores que você vê na tela não são fiêis ao resultado impresso? Pois é. E isso já tinha nos Macs em 1994. O suporte a fontes ainda é muito ruim no Linux (o melhor continua sendo o Mac, onde você pode instalar as fontes nativas do Windows e os Type 1), e o ambiente de impressão dos Macs hoje é o mesmo do Linux (que aliás é nota 10). Porém os Macs são "display PDF" há mais de 5 anos com o Quartz. Você pode abrir um PDF e imprimir para PDF sem a necessidade de um Acrobat instalado. Além de todo o pacote Adobe disponível.
Bom, isso falando da sua área.
NO RS sob o governo do PT - Horrívio Dutra- a empresa de informática do Estado a Procergs endoidou pelo linux. Ao invés de investirem no desenvolvimento de algo novo. Criaram mais um de e-mail em Linux... Gastaram milhões do contribuinte para criar uma coisa "livre" que era a reinvenção da roda...
Por pura birra anti-MS que é um microcosmo do anti-capitalismo.
Eu não boto a mão no fogo pela MS, mas é inegável o seu talento tanto de criar programas fáceis de usar, como em Bill Gates ser um metacapìtalista que incentivou durante anos a pirataria do seu software para se tornar hegemônico e depois o rigor das políticas anti-pirataria.
O termo "anti-pirataria" na verdade é um verbete dentro da Microsof-pedia.
Um cliente que eu atendia teve uma blitz anti-pirataria com oficial e justiça e tudo que parou e constrangeu toda a equipe de TI e usuários à cata de um software pirata. Não encontraram nada, mas os métodos pareciam os dos nazistas...
Não nego o fato. É crime. Mas o fato é que eles fazem estas ações desta maneira, que para mim é ilegal, para publicidade. Igualzinho ao infelizes "pegos" pela receita ("pegos" por que eles nunca vão pegar aqueles que contribuíram para campanha). Pô, nem que deve ao banco no Brasil, tem sua casa arrombada abaixo de mandato legal para procurar dinheiro...
Esta é a questão. Tem uma empresa no RS que o pessoal foi fazer a tal da Blitz no dia 23 de dezembro âs 17:00hs . No meio da comemoração do natal. Também não encontraram nada e estragaram a festa, pois ninguém podia sair ou entrar até que todos os micros tivessem sido checados.
Isso não é justiça, é show. Gestapo.
Vocês já passaram por isso?
No meu caso eu tive que ficar no cliente até depois do horário, sem mexer em computadores até que fosse feita a revista no computador que eu usava... Um horror...
O resultado na empresa foi o seguinte:
Encontraram uma cópia de avaliação do project. MS project baixada do site microsoft. A empresa tinha 45 licenças não usadas de office. Pediu que fosse usada uma destas licenças. A MS não aceitou. Quis cobrou a licença full de uma versão de avaliação de MS project..
A empresa em questão ficou fula da vida e trocou TODAS O MS OFFICE pelo openoffice...
Aí tem uma coisa intrigante: cópia de avaliação, mesmo não mais funcional, fora do prazo de avaliação é considerada "ilegal"!! É o cúmulo... but..
Para esclarecer. Usava direto linux kurumin. Hoje só winxp que é o note da empresa onde trabalho...
Gostava muito do pinguim, somente minha webcam nao funcionava...