22% dos ginecologistas desconhecem ação correta da pílula do dia seguinte
Pesquisa da Unicamp mostra que muitos médicos têm conceitos errados sobre o método
"Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) mostrou que 22,3% dos ginecologistas consideram que a pílula anticoncepcional de emergência, mais conhecida como “pílula do dia seguinte, provoca um "microaborto" – conceito que está incorreto, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde)."
"- O percentual dos médicos que nunca tinham informado sobre a pílula anticoncepcional de emergência ou prescrito o método foi mais que duas vezes maior entre aqueles que acreditavam que ela provocava um “microaborto” do que entre aqueles que tinham outra percepção sobre seu mecanismo de ação."
A fertilização ocorre quando o espermatozoide se une a um óvulo nas trompas do aparelho reprodutor feminino. Depois disso, esse ovo fecundado se encaminha para o útero, dando início, nesse trajeto, à sua divisão celular (começa seu desenvolvimento). Ao chegar ao útero, o óvulo fecundado se fixa no endométrio, que é a parede uterina. Somente após esse processo (chamado nidação) a gravidez se estabelece: o ovo está “conectado” à mãe, passa a se chamar embrião e começa a crescer.
Apesar de não ser seu principal mecanismo de ação, a “pílula do dia seguinte” consegue impedir que um óvulo fertilizado se implante no útero. Nesse caso, o ovo (que está no caminho entre as trompas e o útero) será eliminado com a menstruação. Como a nidação foi impedida, a gestação não aconteceu, por isso esse método não é considerado abortivo."
De acordo com a OMS essa pílula não provoca aborto, enquanto o ovo não é implantado no útero não é considerado uma gravidez.
Eu acho que se ela impede a nidacao eh interrupcao de uma vida, sim.
Pode ser que o termo 'aborto-nao tenho certeza-se refira apenas à interrpcao da vida 'dentro' do utero. Soh nesse caso nao seria 'abortiva'.....mas eh interrupcao de uma vida de todo jeito.
Acho que conceber e abortar é o mesmo que matar. Simples assim! OMS é um órgão da ONU, esperar o que deles? Nem adianta querer realtivizar, havendo concepção, há vida nova. Se essa vida for cessada intencionalmente, é assassinato.
a pílula do dia seguinte age evitando a nidação, então tem potencial de provocar aborto (considerando que houve uma concepção).
Lvis
A sua frase está incorreta: "é abortivo, assim como as pílulas anti-concepcionais"
As pílulas anticoncepcionais impedem a ovulação, ou seja, o óvulo não sai do ovário e portanto não encontrará o espermatozóide e não haverá fecundação, portanto, não há chance de provocarem aborto.
A lógica do ser humano é uma coisa incompreensível em si mesma.
Veja, o conceito de vida é tão complexo que até hoje não há quem saiba definí-lo de forma satisfatória e irrefutável e diante da grandeza do problema -- afinal a vida é o maior bem que existe -- o homem deveria se pôr humildimente diante dela e raciocinar na seguinte linha: se eu não sei exatamente definir vida (pelo menos não cientificamente) e se eu creio tanto nessa ciência que eu mesmo criei [eu = homem] então o mais equilibrado é evitar interferir no processo de desenvolvimento da vida seja em qual for a etapa -- penso eu.
Mas a lógica humana é invertida, não sabendo definir quando começa a vida (pelo menos não cientificamente, repito, ou pelo menos não consensualmente) ele se vale dessa incerteza para interromper a vida, mas vejamos, se o homem não sabe onde ela começa [a vida], é incontestável que ele tem certeza que a interrompe, logo, isso só pode me fazer crer e defender o que eu digo: a lógica está invertida.
Se eu não sei o risco que corro ao manipular um reagente químico desconhecido eu não irei manipulá-lo, irei antes conhecer suas propriedades físico-químicas, sua condição reagente, ai sim posso utilizá-lo, mas se a vida fosse um reagente químico desconhecido, raro e precioso, o homem estariaagindo assim simplesmente descartando-o por não conhecê-lo e dizendo que é justamente o fato de não conhecê-lo que justifica destruí-lo. Ora, isso faz sentido? Não, do mesmo modo que se valer da "incerteza biológica" [leia-se falta de consenso científico] sobre o início da vida para interrompe-la e destruí-la é equivalentemente uma falta completa de critério e de sentido.
Ps. não intenciono de maneira alguma materializar a vida ao fazer um jogo comparativo com um "produto químico desconhecido
em relação às pilulas comuns:
vc tem razão quanto ao que está escrito em algumas bulas, não tem como refutar. Este mecanismo também está descrito em livros de ginecologia como mecanismo de ação secundário.
No livro mais importante de farmacologia (Goodman & Gilman), ele cita que PODERIAM haver alteração na secreção cervical (c/ isso dificultando a chegada do espermatozóide) e alterações na condução tubária/implante do ovo no endométrio, mas que estas condições são muito difíceis de serem avaliadas/comprovadas pois o bloqueio da ovulação é extremamente eficaz.
Como médica e conhecendo um pouco de fisiologia do ciclo menstrual e da gravidez, não acredito que a pílula (comum) provoque aborto (falha na nidação). Veja bem, os hormônios da pílula são admistrados em dose constante, o que impede os pulsos de secreção do hormônio LH pelo cérebro (é este hormônio que provoca a ovulação). Digamos que a pílula falhe em evitar a ovulação. Se a ovulação ocorre, forma-se o corpo lúteo, que vai liberar progesterona, hormônio que prepara o endométrio (para receber o ovo se ocorreu a fecundação). A pílula não interfere em nada nisso, entende? Por isso não considero a pílula comum c/ chance de provocar aborto.
As bulas de pílulas mais recentes não citam este mecanismo.
Mas vc tem razão, algumas bulas citam. Sinceramente não entendo porquê, e como os laboratórios comprovaram isso (vou atrás de mais evidências). Agora isso pode ser um argumento a favor dos pró-aborto: já que a pílula pode provocar abortos e ela é liberada, por que não legalizar abortos?
qquer dúvida em relação ao que escrevi pode me perguntar.
Alexey, se você afirma que a vida não começa na fecundação mas sim na implantação do zigoto no colo uterino, e ao mesmo tempo você afirma que as células da fecundação não têm garantia de sobreviver naturalmente, então a conclusão é que você está dizendo que a vida começa é na fecundação.
De minha parte, penso que faz mais sentido abordar o tema não sob o ponto de vista de onde a "vida" começa (assim mesmo, entre aspas, porque a vida existe até mesmo antes da fecundação, já que os gametas masculino e feminino são células vivas), mas sim quando um novo indivíduo humano começa.
Ora, depois da fecundação, NENHUM fator externo age sobre o agora óvulo, ao menos no que diz respeito ao fornecimento de informações para o desenvolvimento de um novo indivíduo. TODAS as informações para este fim estão EXCLUSIVAMENTE no óvulo fecundado, ou seja, aí já existe um indivíduo absolutamente inédito.
A partir da fecundação é que os processos de desenvolvimento, de aumento gradativo da complexidade se iniciam. Este momento - fecundação - e nenhum outro, é o ponto de partida.
A nidação - fixação do óvulo na parede do útero - é um FATOR EXTRÍNSECO ao desenvolvimento do feto; trata-se de um LOCAL onde o óvulo vai se desenvolver, diz respeito a condições externas de desenvolvimento embrionário.
Ora, gestações podem ocorrer até mesmo fora do útero, como é o caso da gravidez tubária, onde o embrião começa a se desenvolver fora do local correto. Se estava se desenvolvendo independentemente da adequada nidação, é porque estava vivo para se desenvolver...
,volta e meia em, Alexey Aleixo ,volta e meia em, 22:19 (18 minutos atrás))
Na verdade a vida propriamente dita não começa na fecundação, e sim na implantaçao e fixação do zigoto no colo uterino, pois a fecundação por si só não garante que aquelas células irão sobreviver naturalmente. Depois da implantação no colo uterino o embrião só pode ser retirado da mulher por meios artificiais.
Na verdade a nidação não seria a realização das condições necessárias à sustentação da vida, ao invés do início da vida?
O Processo de fertilização leva a conclusão de vários processos biológicos. Primeiro, estimula o ovócito a completar a segunda divisão meiótica. Segundo, restaura o número diplóide normal de cromossomos (46 no ser humano) para o zigoto. Terceiro, o sexo do futuro embrião é determinado pelo complemento cromossômico do espermatozóide (se o espermatozóide tiver 22 autossomos e 2 cromossomos X, o embrião será geneticamente do sexo femino; se contiver 22 autossomos e um cromossomo X e outro Y, o embrião será do sexo masculino.). Quarto, através da mistura dos cromossomos maternos e paternos, o zigoto constitui um produto geneticamente único resultante do reagrupamento cromossômico, o que é importante para a viabilidade de qualquer espécie. Finalmente, o processo de fertilização causa a ativação metabólica do ovócito necessária para que ocorra a clivagem e o desenvolvimento subsequente.
Embriologia Humana e Biologia do Desenvolvimeto (B.M. Carlson, Capítulo 2, 3ª Edição, 1998, Elsevier).
Vejam, o texto científico é claro, a vida começa com a fecundação (quer queiram ou não), logo, interromper o seu processo de desenvolvimento será um ato ABORTIVO (quer queiram ou não). O texto diz: desenvolvimento subsequente!
A palavra aborto tem sua origem etimológica no latim abortus, derivado de aboriri ("perecer"), composto de ab ("distanciamento", "a partir de") e oriri ("nascer").
Logo, aborto é "distanciar-se do nascimento", seja em que etapa for, afastar o novo "produto geneticamente único" do seus eventos posteriores de desenvolvimento que cuminam no nascimento é sim praticar o ABORTO.
"Como um colega acima disse, o homem não sabe quando a vida começa".
Opa, não foi isso que eu disse, eu disse que não há consenso científico, isso não quer dizer que o homem não sabe quando começa a vida, sabe sim, eu individualmente sei que a vida começa na fecundação. O que "ciência" diz não pode ter validade universal, assim como o que eu defendo aqui não tem validade nenhuma, deixemeos claro. A ciência erra muito, além de tudo existem cientistas que defendem posições com base em interesses escusos, como diz o Olavo sempre: "banque esses cientistas e eles defenderão qq mentira".
"Eu digo que ela começa na nidação [a vida], que é a hipótese mais sensata".
Mais sensato pra você(!), isso não tem validade pública. Pode ser sua opinião, mas o "mais sensato" é equivocado.
"Um óvulo fecundado ainda é parte do corpo da mãe e não pode ser considerado como vida. Nidações que ocorrem na trompa não vingam, apesar de alguns se desenvolverem consideravelmente. Uma semente que não está na terra é apenas uma semente, uma semente que está na terra é vida. É mais ou menos por aí".
Primeiro, um óvulo fecundado já é um novo indivíduo, uma vez restaurada a integridade cromossômica da espécie não se pode dizer que esse zigoto não é vida, é vida sim, se NATURALMENTE não será implantado no cólo uterino, ai compete a uma série de eventos naturais, mas dizer que por não estar implantando o zigoto não é vida é um nonsense, a espécie já é espécie em qq etapa do seu desenvolvimento, diz Olavo.
Ao rebater o comentário do Rafael, você diz aqui acima:
"Somos formados por milhões de células que "sobrevivem", mas nenhuma delas isoladamente é uma vida".
Primeiro, células somáticas contêm 46 cromossomos (assim como zigoto) e de fato não podem, se isoladas, sobreviver, isso porque elas já passaram por todos os evento de regulação gênica que as diferenciaram em seu tipo celular específico, portanto, desempenham suas funções e morrem (antes ou ao afim da vida do indíviduo enquanto organismo).
A diferença entre a célula somática (todas as células do corpo, exceto os gametas e seus progenitores) e o zigoto é que ele em si tem o potencial de ser ele próprio qualquer tipo celular após as divisões que se darão ao longo do desenvolvimento, esse simples enunciado desfaz sua idéia completamente, a célula somática isoladamente não é capaz de se manter enquanto vida, mas o zigoto dentro de condições adequadas e sem interferência externa poderá se desenvolver normalmente e dar origem a um organismo, repito, caso um evento natural e espontâneo não venha a impossibilitar esse processo. Mas o fato de alguns evento naturais impossibilitarem esse processo não pode justificar a interrupção desse processo por nós mesmos.
realmente os cientistas se posicionam de forma diferente quanto ao início da vida.
mas para mim é muito óbvio: se para todo ser humano que está vivo aqui agora houve uma concepção, então a sua vida começou ali. Não há como excluir esta etapa.
não digo isso baseado estritamente na ciência, se vc for seguir a ciência verá que ela diz que a vida começa quando ocorre a primeira diferenciação celular de neurônios (pelo menos a maior parte da ciencia).
Desculpe, mas você não cita a fonte científica que diz que a diferenciação celular de neurônios é o ponto inicial da vida;
Segundo, esta tese é absurda na base. Um organismo não vivo (o que supostamente seria o óvulo fecundado) não pode dar o pontapé inicial para se tornar "vivo". Em outras palavras, é dizer: um óvulo não vivo se torna vivo por seus próprios meios. No fim, seu argumento leva à conclusão de que uma "coisa" sem vida decidiu por seus próprios impulsos se tornar viva.
Ora, se houve diferenciação celular de neurônios é porque havia vida antes, permitindo tal avanço no desenvolvimento do embrião. Se não houvesse vida ATUAL no óvulo fecundado, não haveria NENHUM desenvolvimento posterior; o surgimento de diferenciação de neurônios é só uma etapa iniciada na fecundação, é uma continuidade de um processo que se instalou num momento anterior.
Isto é de uma obviedade tão descomunal que é como entrar numa discussão para tentar provar que o Sol brilha.
Pílula do dia seguinte não é aborto, pois aborto é o impedimento de uma gravidez. Antes da nidação não há gravidez. A pílula atua antes da nidação. Logo, não há impedimento de uma gravidez. Não há aborto, nem "microaborto".
Vamos cuidar com os excessos falaram até que a pílula anticoncepcional é aborto. Não façam isso.
Pílula do dia seguinte não é aborto, pois aborto é o impedimento de uma gravidez. Antes da nidação não há gravidez. A pílula atua antes da nidação. Logo, não há impedimento de uma gravidez. Não há aborto, nem "microaborto".
O argumento é contraditório:
Primeiro, se afirma que aborto é impedimento de uma gravidez.
Segundo, que antes da nidação não há gravidez.
No fim, contraditoriamente se conclui que a pílula, por atuar ANTES da nidação, e portanto antes da gravidez, "não é abortiva", o que colide com a premissa de que "aborto é o impedimento de uma gravidez".
Em tempo: se o aborto é o "impedimento de uma gravidez", fazer picadinho de um feto de cinco meses (coisas que acontecem nos açougues, digo, clínicas de aborto) não seria então um aborto? Seria o quê? Apenas um parto ligeiramente mal feito?
o estado fisiológico de gravidez é um passo posterior do desenvolvimento do novo indivíduo.
Há a fecundação, ocorrem diversas divisões celulares e, no caso de primatas, 6 ou 7 dias depois ocorre a implantação, repito, a implatação é uma etapa do desenvolvimento, fundamental é verdade, mas uma etapa. Aborto nesse sentido seria interromper o desenvolvimento de um indivíduo já concebido, ou seja, o do zigoto* (o que faz a pílula do dia seguinte é exatamente isso ao impedir a implantação).
Agora se você considera que só há aborto quando a gravidez em si é interrompida e, de fato, só existe o estado de fisiológico de gravidez a partir do momento em que o embrião está implantado, ai a pílula do dia seguinte não seria abortiva.
*A implatação do embrião e não do zigoto (uma única célula), pq na verdade primatas, como o homem, a nidação é na fase de blastocisto (composto por Trofoblasto e massa celular interna).
Você gastou alguns minutos observando minha postagem para localizar erros de lógica, parabéns, mas preferiu se fazer de estúpido: o aborto é impedimento da continuidade da gravidez - postulado simples, não o impedimento da realização como você se fez por entender. Se não há gravidez antes da nidação, não é possível existir aborto, portanto a pílula do dia seguinte não é abortiva. Uma gestação de 5 meses é pós-nidação por motivos óbvios, portanto passiva de aborto.
Você gastou alguns minutos observando minha postagem para localizar erros de lógica, parabéns, mas preferiu se fazer de estúpido: o aborto é impedimento da continuidade da gravidez - postulado simples, não o impedimento da realização como você se fez por entender. Se não há gravidez antes da nidação, não é possível existir aborto, portanto a pílula do dia seguinte não é abortiva. Uma gestação de 5 meses é pós-nidação por motivos óbvios, portanto passiva de aborto
Bruno, aqui é uma comunidade onde cada post é passível de ser criticado, especialmente se algum membro vislumbra uma contradição. Se você acha que eu me fiz de "estúpido" porque seu argumento é contraditório é só uma não-resposta. Você disse que o aborto é o IMPEDIMENTO de uma gravidez. Impedir uma gravidez é tudo menos um aborto, porque aborto pressupõe gravidez em curso. Pode-se dizer que o preservativo evita a gravidez, porque esta não é gerada
Logo em seguida, você muda seu argumento tentando dar validade retroativa ao que você disse, dizendo que "aborto é impedimento da continuidade da gravidez". Não venha agora querer consertar, dizendo que impedimento da gravidez e impedimento da continuidade desta são coisas idênticas. No primeiro caso, a gravidez sequer surgiu, ao contrário do segundo, onde esta estava em curso
Se você quiser argumentar de forma séria, adulta, sem ficar nervosinho com uma crítica polida de um membro da comunidade que limitou-se à manifestar-se sobre seu argumento, sua comunidade é aqui. Agora, partir para a agressão pessoal, chamando um outro membro de estúpido, como você fez comigo, prova que você está no lugar errado, pois aqui é lugar de debate, não de chiliques.
Se quiser apresentar argumentos, criticar o que eu escrevo, aponte meus erros. Debates são feitos desta forma. Ataques pessoais são vedados por aqui, e não te ataquei pessoalmente, ao contrário do que você fez. Se você não suporta que alguém aponte um erro, procure urgentemente ajuda psicológica.
Continuando a tentativa de um debate: você afirma que não há gravidez antes da nidação. Bem, não sei no que você se baseia, porque a gravidez só pode ser encarada como um processo, que só termina com o parto.
A nidação não é o ponto de partida da gravidez, mas uma etapa desta. Só há nidação porque houve fecundação, do contrário o que se fixaria na parede do útero? Alguém diria que não há gravidez antes da formação do cordão umbilical ou da placenta, ou dira que estas são fases de um processo iniciado na fecundação? Impedir a nidação e impedir que um óvulo alcance as demais etapas da gravidez, repito, iniciada.
Se você imaginar o percurso inverso da gravidez, verá um organismo indo do mais complexo para o menos complexo, e terá que forçosamente parar na fecundação, porque antes dela não há um indivíduo perfeitamente determinado que irá se desenvolver. Antes do encontro de espermatozóide e ovócito secundário não há possibilidade de se formar um indivíduo. Logo, o ponto de partida deste é necessariamente a fecundação. Todas as demais etapas da gravidez são um desdobramento deste que é o marco inicial de um novo indivíduo.
A lei brasileira toma como ponto de partida para a concessão de direitos a fecundação, basta ler o Código Civil, art. 2º:
A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo DESDE A CONCEPÇÃO, os direitos do nascituro
Não me venham dizer que só o nascimento com vida gera uma pessoa, porque a lei é categórica quanto ao termo inicial do reconhecimento de direitos - a concepção, E SOMENTE PESSOAS TÊM DIREITOS. A lei põe a salvo os DIREITOS do nascituro DESDE A CONCEPÇÃO. Este é o ponto inicial para se ter direitos sob a lei brasileira.
A doutrina civilista atual já considera que basta haver fecundação para haver pessoa, a chamada corrente concepcionista. Isto porque o Direito não contradiz o avanço da ciência (aliás, Direito e ciência andam juntos há séculos). A corrente concepcionista surgiu do fato de a ciência afirmar que devido à carga genética única, inédita, do óvulo fecundado, este tem que ser o único ponto de partida possível para o reconhecimento de um indivíduo humano.
Portanto, a afirmação de que o impedimento da nidação não seria um aborto não encontra o mínimo respaldo no Direito, que é categórico quanto ao marco inicial da proteção jurídica.
Rafael, peço desculpas caso tenha te ofendido, não foi minha intenção. Minha crítica a sua postagem não foi por você ter me contrariado, mas o modo pelo qual o fez.
A nidação não é o ponto de partida da gravidez, mas uma etapa desta. Só há nidação porque houve fecundação, do contrário o que se fixaria na parede do útero? Alguém diria que não há gravidez antes da formação do cordão umbilical ou da placenta, ou dira que estas são fases de um processo iniciado na fecundação? Impedir a nidação e impedir que um óvulo alcance as demais etapas da gravidez, repito, iniciada.
A gravidez começa, de fato, na concepção, mas não na concepção do zigoto, mas na concepção, bem, da gravidez, ou seja, no deslocamento da célula-ovo até a parede do utero. Muitos óvulos fecundados sequer sofrem esse processo. Já quando a nidação começa, a gravidez não pode ser revertida com naturalidade, isto é, o processo não pode "exibir defeito e cessar", tal como ocorre no período pré-nidação.
Esta lógica (nidação é mais uma etapa) abre um precedente complicado, já alertado pelo Alexey: só há fecundação porque houve sexo vaginal, logo qualquer forma que atrapalhe este processo natural é uma forma abortiva, seja por coito interrompido, seja por lavagem uterina ou até pela pílula anticoncepcional. Já que a gravidez é um processo que contém o sexo como pressuposto, qualquer impedimento para sua natural realização pode ser considerado aborto.
Toda essa polêmica pode deixar o movimento antiaborto sem crédito, pois cada um está processando um entendimento sobre o assunto de modo discrepante. Ao longo do tópico, disseram até que pílula anticoncepcional é abortiva, e é perigoso tentarem provar a veracidade deste absurdo. Diferentemente do aborto, a pílula do dia seguinte tem a intenção de impedir a gravidez. Já quem pratica aborto intenciona impedir a gravidez em curso. Fundir as duas coisas é banalizar todo o movimento antiaborto e perde o apoio social.
Perdao, mas apesar de perceber sua boa intencao, suas informacoes nao procedem.
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A vida humana comeca quando o espermatozoide fecunda o ovulo. Nao importa se ele nao chegou ainda no utero, isso eh apenas um detalhe que pode ocorrer ou nao. Mas a vida humana ja existe desde a fecundacao.
Veja esse topico e confira que a Ciencia deixa claro que o ser humano comeca ja na fecundacao:
. Aborto e a Ciencia
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E nao importa se o espermatozoide chegou ate o ovulo atraves de um coito vaginal ou de qualquer outra forma. O que interessa eh se houve a fecundacao, e portanto o inicio do novo ser humano.
E quanto ao mecanismo abortivo das pilulas anticoncepcionais, ja coloquei no post logo acima que elas podem sim provocar o aborto, dependendo de qual etapa do processo atuarem.