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Os nossos insurgentes, amigos de Jabor e de Platão

Iniciado por gabriel_8 em 27/11/2010 · 2 mensagens

gabriel_8#1
Arnaldo Jabor sugeriu, na última terça-feira, que eu me envolvesse pessoalmente na luta contra o crime organizado. Fiquei empolgado e pensei em pegar a pistola que fica em cima do armário do quarto, arrombar as portas dos vizinhos que eu deduzo consumidores de drogas, encher-lhes a cara de bolachas, tal qual um Capitão Nascimento, efetuando uma prisão cidadã. Desisti da idéia assim que lembrei que no RJ todo mundo tem uma arma, ou conhece alguém que tenha. Há muito a vida aqui vale pouco. De toda forma, seria uma grande colaboração.

Segundo Jabor, não basta apenas que eu pague uma das maiores taxas tributárias do mundo. É preciso que eu me arrisque. É isso ou serei conivente. Jabor não gosta de mim por que sou um burguês desalmado. Ele se imagina um burguês boa-praça.
Na mesma linha, mudando somente de approach, o cantor e comentarista esportivo Tony Platão, no programa rock bola, disse que gostaria de ver a polícia correr atrás dos bandidos engravatados de Brasília, assim como correm atrás dos – coitadinhos – bandidos desprovidos da zona pobre da cidade. Eu pensei em imitar o Capitão Nascimento e essa gente da dita elite intelectual repisando Foucault.
Quantos viciados Jabor e Platão conhecem? Não seria melhor prende-los, visto que são financiadores do tráfico, logo colaborando para essa bagunça toda, mais do que eu que só tomo uma cervejinha? Jabor e Platão cheiram? Já cheiraram?
gabriel_8#2
Por sorte a violência específica da última semana no RJ, passa pela minha casa, passa pelo meu trabalho e na área da faculdade que faço. Mas não fica. Jabor me acusou de nunca ter dado importância aos problemas dos desfavorecidos por jamais ter convivido com os seus problemas. Ele está certo. Pago minhas contas para o Estado cuidar dessa pendenga. Se forem cuidar do meu modo será bala dia e noite em cima dos traficantes no complexo, na Mangueira, na Rocinha. Com ou sem filmagem da Rede Globo. Não os tratos como coitadinhos por que não o são. Pelo o que sei esses bonzinhos, compelidos ao crime por que sou um consumista insensível, desde que fugiram da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão, invadem as casas dos poucos – repito: poucos cidadãos completamente idôneos daquela comunidade, expropriando suas casas, comendo suas comidas, estuprando suas filhas, atiram em inocentes.

A polícia deu um prazo para o tráfico se entregar, prometendo após esse prazo invadir o complexo do Alemão. É bala neles. Quanto mais pobres desses mortos, melhor. Alguns Zé bundas dirão que sou a favor da morte de inocentes. Não sou apesar de saber que, com o enfretamento entre polícia e bandidos alguns bons cidadãos morrerão. Será uma pena.
Esqueçam o Haiti, Iraque, Afeganistão, Congo, a Faixa de Gaza. Nós sempre matamos mais do que eles. Agora chegou à hora do Estado brasileiro guerrear contra os nossos insurgentes, contra o nosso Hamas. Tomara que vençam rápido!

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