13/03/07 às 17:49
EUA: Gays e democratas reagem a declarações de general sobre homossexualidade
Washington, 13 mar (EFE)- As declarações do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, o general Peter Pace, no sentido de que a homossexualidade é "imoral", despertaram a ira da comunidade gay e de alguns legisladores democratas.
Pace disse ontem em entrevista ao jornal "The Chicago Tribune" que gays e lésbicas não deveriam ser tolerados no serviço militar americano, deixando clara sua posição sobre o tema.
Além disso, o oficial de alta patente comparou a homossexualidade ao adultério e disse que as Forças Armadas "punem esse tipo de comportamento imoral".
"Acho que atos homossexuais entre dois indivíduos são imorais e não devemos permitir atos imorais", disse Pace, que, depois das reações geradas por suas declarações, esclareceu que suas opiniões são pessoais e decorrentes da educação que recebeu.
Assessores de Pace disseram hoje que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas não pretende pedir desculpas por suas palavras.
Sob a condição de não serem identificados, diversos oficiais da equipe do general reiteraram a diferentes meios de comunicação que, com suas declarações, Pace expressava opiniões pessoais, e não tinha intenção alguma de se retratar.
Por sua vez, o legislador democrata Martin Meehan ressaltou que as declarações de Pace "não estão de acordo com o que pensa a maior parte da população e dos militares" americanos.
Meehan disse ainda que a política defendida por Pace abre mão de bons soldados, em nome da implantação de "uma custosa política de discriminação".
Em 1993, após longas negociações entre o Governo do presidente Bill Clinton e o Congresso, uma lei autorizou o ingresso de homossexuais no serviço militar americano, desde que estes não assumissem publicamente sua orientação sexual.
Ao mesmo tempo, o texto proibia a entrada nas Forças Armadas de gays e lésbicas que declarassem abertamente sua homossexualidade.
(Continua)
EUA: Gays e democratas reagem a declarações de general sobre homossexualidade
Washington, 13 mar (EFE)- As declarações do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, o general Peter Pace, no sentido de que a homossexualidade é "imoral", despertaram a ira da comunidade gay e de alguns legisladores democratas.
Pace disse ontem em entrevista ao jornal "The Chicago Tribune" que gays e lésbicas não deveriam ser tolerados no serviço militar americano, deixando clara sua posição sobre o tema.
Além disso, o oficial de alta patente comparou a homossexualidade ao adultério e disse que as Forças Armadas "punem esse tipo de comportamento imoral".
"Acho que atos homossexuais entre dois indivíduos são imorais e não devemos permitir atos imorais", disse Pace, que, depois das reações geradas por suas declarações, esclareceu que suas opiniões são pessoais e decorrentes da educação que recebeu.
Assessores de Pace disseram hoje que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas não pretende pedir desculpas por suas palavras.
Sob a condição de não serem identificados, diversos oficiais da equipe do general reiteraram a diferentes meios de comunicação que, com suas declarações, Pace expressava opiniões pessoais, e não tinha intenção alguma de se retratar.
Por sua vez, o legislador democrata Martin Meehan ressaltou que as declarações de Pace "não estão de acordo com o que pensa a maior parte da população e dos militares" americanos.
Meehan disse ainda que a política defendida por Pace abre mão de bons soldados, em nome da implantação de "uma custosa política de discriminação".
Em 1993, após longas negociações entre o Governo do presidente Bill Clinton e o Congresso, uma lei autorizou o ingresso de homossexuais no serviço militar americano, desde que estes não assumissem publicamente sua orientação sexual.
Ao mesmo tempo, o texto proibia a entrada nas Forças Armadas de gays e lésbicas que declarassem abertamente sua homossexualidade.
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