A Santa Igreja Católica nos ensina que para haver pecado mortal são necessários, três elementos embutidos no ato: Matéria Grave, pleno conhecimento e plena liberdade (ou pleno consentimento da vontade, como queiram).
Porém com os avanços obtidos através da psicologia de Freud, Jung, Lacan entre outros, sabemos que o ser humano não é tão livre como se pensava, pois muitos de seus atos são condicionados por traumas ao longo da vida, programações erradas no subconsciente, coações internas e externas, entre uma série de fatores.
Como base nisso, será mesmo que o pecado mortal, ocorre com a mesma frequência que imaginamos ?
Será mesmo a espécie humana, tão perversa quanto pensamos ?
São apenas questionamentos para refletirmos, sem nenhuma conclusão de minha parte.
Se para haver pecado mortal é preciso pleno conhecimento, plena liberdade ou pleno consentimento da vontade, então se estivermos diante de atos condicionados ou programações erradas no subconsciente e coações internas e internas é porque o sujeito está agindo sem conhecimento, sem liberdade e sem conhecimento da vontade.
Não há os elementos necessários para a prática do pecado mortal, que exige, como dito, o pleno conhecimento associado à plena possibilidade da vontade consentir livremente.
As Santas Escrituras e a Santa Igreja estiveram sempre equivocadas. Aí, aparece Freud e corrige tudo.
Ai meu saco! Dialogar a partir dessa premissa, fica meio complicado!
NÃO foi dito que a bíblia foi "desmentida" e NEM foi negado a realidade do pecado mortal. Simplesmente o que se questiona é sobre até que ponto o ser humano exerce de fato o pleno exercício de sua liberdade para pecar mortalmente.
Se para haver pecado mortal é preciso pleno conhecimento, plena liberdade ou pleno consentimento da vontade, então se estivermos diante de atos condicionados ou programações erradas no subconsciente e coações internas e internas é porque o sujeito está agindo sem conhecimento, sem liberdade e sem conhecimento da vontade.
Se quer saber o que é pecado mortal, imagine-se, no Dia do Juízo, diante de Deus, com Ele te perguntando "você sabia que não era pra fazer essa porcaria?" e a resposta que você vai dar.
O "inimigo" age assim, mesmo: "olha, amigo, não é bem assim, entende? você não é dono das suas atitudes". E eu aqui te pergunto: se não é você, quem é? Quem faz a merda? O inimigo só te sugere. Você é que aceita ou não.
Dizer que um homem pode "pecar sem querer" é o mesmo que negar o livre-arbítrio. Não existe essa lorota de behaviorismo ou "programação mental" de psicanalíticos & cia determinarem as decisões de um homem. Há pessoas que passam por verdadeiras monstruosidades na vida e nem por isso se corrompem. Toda conseqüencia tem uma causa... Se um homem é preso por um crime, ao ser libertado pode escolher um novo rumo ou continuar no mesmo caminho, sempre poderá escolher. Um homem cede ou não cede ao mal de acordo com sua fé e suas virtudes. E digo mais: TODOS são responsáveis por si mesmos. Reponsáveis por seu destino, e por seus traumas. Quem sofre traumas e torna-se perverso por causa disso estará agindo de má-fé, escolheu o mau caminho conscientemente, antes ou depois do trauma, tanto faz. O universo é uma cadeia de ações e reações, quem está sofrendo hoje plantou sementes podres no passado, porque os atos de um homem ecoam pela eternidade. VOCÊ faz seu destino, NADA está ao acaso.
"não acredito em insociente: como pode haver algo que reprime alguma coisa e ao mesmo tempo desconhece o que é que ele está reprimindo?" foi mais ou menos isto o que ele falou.
Verdade, somos condicionados a fazer o mal, desde o ventre de nossa mae, pelo pecado original:
"Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mäe." (Salmos 51:5).
A nossa liberdade eh sempre propensa ao mal, ninguem eh capaz de buscar a Deus ou fazer o bem, sem que Deus seja gracioso e mude seu coracao. "Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro." (1Joao 4:19)
"Como está escrito: Näo há um justo, nem um sequer.
Näo há ninguém que entenda; Näo há ninguém que busque a Deus.
Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.
Näo há quem faça o bem, näo há nem um só.
A sua garganta é um sepulcro aberto;
Com as suas línguas tratam enganosamente;
Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios;
Cuja boca está cheia de maldiçäo e amargura.
Os seus pés säo ligeiros para derramar sangue.
Em seus caminhos há destruiçäo e miséria;
E näo conheceram o caminho da paz.
Näo há temor de Deus diante de seus olhos." (Romanos 3:10-18)
A Biblia eh muito clara e suficiente, nao precisamos de Freud ou qualquer outro.
"Porém com os avanços obtidos através da psicologia de Freud, Jung, Lacan entre outros, sabemos que o ser humano não é tão livre como se pensava, pois muitos de seus atos são condicionados por traumas ao longo da vida, programações erradas no subconsciente, coações internas e externas, entre uma série de fatores." - Willian
Proposta:
Esses traumas, programações erradas, etc... isto é você, cara. São partes da alma, não são uma força externa. Se tirasse isto, ainda seria você ?
Jesus diz que a pessoa vai inteira para o inferno (aquele papo de cortar a mão) -- com os traumas e tudo mais, ser punida como indivíduo e não decomposta em pedaços elementares de alma para reciclagem. Sei lá qual alternativa é preferível.
Eu estou estudando psicologia e ao contrário de muitos, confesso que não encaro esta ciência como um engodo, algo sem fundamento, pelo contrário, pois penso que a psicologia nas mãos de pessoas sérias é um maravilhoso serviço prestado ao ser humano, quando o ajuda a compreender a si próprio, algo que nem sempre se consegue com as próprias forças.
E acredito que atualmente, nem a Igreja seja contrária a psicologia, inclusive há bons psicólogos cristãos.
Quando levantei essa reflexão, em momento algum afirmei que o ato plenamente livre não exista. Simplesmente, tenho sérias dúvidas se de fato o homem é 100 % (pleno) livre em TUDO, TUDO, TUDO o que ele faz.
O estudo da psicologia tem me tornado mais reflexivo quanto a isto. É só!