Master Control é um programa de computador bem malvado.
Que promove sua dominação obrigando programas a se degladiarem em jogos até que um morra.
Mas tem outro ponto que serve para sua dominação:
Fazer os PROGRAMAS perderem sua crença no seu USUÁRIO e somente o criador pode nortear perfeitamente sua criatura.
A CRENÇA nos usuários seria SUPERSTICIOSA,segundo Master Control.
Master Control também "assimila" a força os programas mais "experientes",mais "velhos",muito similares a sacerdotes no mundo real,principalmente nas vestimentas.Estes anciãos instigam uma peculiaridade:A IMPORTÂNCIA DA SABEDORIA DOS ANTIGOS.
Um programa em sua manifestação FINAL E ATUAL,pode ser bem melhor do que O ORIGINAL E INICIAL,mas o primeiro sem a base do segundo não teria nem de onde começar e ,talvez,nem existiria.
Master Control promove uma "ditadura comunista" no mundo virtual.
E o filme TRON visa criticar este poderio vermelho,que valoriza o minar de crenças religiosas para se sustentar.
Lembremos que TRON foi lançado em plena Guerra Fria.
Só a Olivia Wilde já vale,pelo menos,o preço do ingresso.😄
Não sei se TRON:O LEGADO terá um apelo politicamente correto e multicultural.E não acho que a história original admite tal mudança de rumo.Esta mensagem que eu observei é algo um tanto profundo e inerente ao TRON,faz parte da coisa,se é que me entendem.Mas isto depende de como estará a "realidade virtual" deste novo filme.
Será que Master Control Program,filho virtual-ideológico da URSS,estará de volta?😄
Verei na quarta-feira,quando o ingresso estiver mais barato.😄
Interessante observar como estes veículos de entretenimento podem nos transmitir valores interessantes e decentes.
TRON,pelo que vislumbrei neste filme antigo,segue a mesma linha do Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia,só que em escala menor.
No entanto ele é mais similar ao Admirável Mundo Novo ,de Aldous Huxley,que é uma crítica ao mecanicismo do ser,ao materialismo.
O que me chamou atenção no TRON foi isto.O fato de ele ter sido uma inovação na abordagem do tema realidade virtual e na aplicação de efeitos computadorizados na maior parte do filme é secundário.
Imagine que trabalho deu fazer um filme destes naquela época?
Independentemente da trama e do roteiro serem bons ou não, pra falar a verdade, eu tenho uma certa antipatia pelo filme de 1982, porque, numa viagem entre Genebra e Congo, resolveram passar esse bendito filme (que eu já tinha visto e, aliás, achei "muito mais ou menos") no momento em que meu vôo cruzava o deserto do Saara.
Toda hora a aeromoça vinha fechar a minha janelinha com uma vareta - estávamos quase brigando; ela saía e eu a abria. Eu prefiria mil vezes ver o maior deserto do mundo, pois ao contrário de um filme da Disney, eu dificilmente voltaria a vê-lo nessa vida.
Eu abria uma frestinha...e entrava uma quantidade brutal de radiação solar...hehe. Não tava nem aí pro "Tron".
Os programas do filme TRON,que lutam entre si e que são motivados a abandonar a crença "supersticiosa" nos usuários,algo um tanto complicado,pois os usuários os criaram e os programas são semelhantes aos seus usuários .Os programas são IMAGEM E SEMELHANÇA dos usuários.Estes programas somos nós,Deus é representado pelos usuários.
Quem melhor do que o criador para saber como guiar e desenvolver a sua criatura?
Esta plenitude de desenvolvimento próprio que um usuário poderia desferir ao seu programa,é um risco para o dominio do Master Control.
Quando este "Estaline virtual" morre,as coisas parecem fluir com mais leveza,as luzes se destacam,como se já não houvessem luzes de mais no filme.😄
Abri este tópico sobre o TRON pois ele é pertinente ao lançamento da última sexta-feira.E já destaquei o que queria
Se alguém quiser acrescentar mais alguma coisa.
Mas antes:
Sark [Um dos generais de Master Control]:
"Saudações.O programa Master Control escolheu vocês para servir o seu sistema na grade de jogo.Alguns de vocês que continuam a professar a crença nos usuários receberão um treinamento à baixo do padrão que resultará em sua eventual eliminação.Aqueles que renunciarem a esta superstição e crença histérica ,serão eleitos para participar da elite de guerreiros do MCP [ Master Control Program]"
"A crença nos usuários é uma superstição histérica que precisa ser deixada de lado,ou melhor,precisa ser exterminada"
Em breve Sark lançará um livro chamado:
"Usuários ,um delírio",ele garante que será um best-seller e ajudará vários programas a se libertarem da ignorância e encontrarem MCP,a verdadeira razão,a verdadeira luz.
No debate "Usuários,um delírio",Tron e Sark discutiram questões pertinentes da criação.
Sark:"Os chip's já existiam antes,existem agora e existirão depois.Nunca precisaram de usuários para criá-los e programá-los."
Tron:"Mas isto não é um artigo de fé maior,ou igual ,a acreditar nos usuários e ser submisso a eles?Afinal de contas,não há evidências de que os chip's passaram a existir sem os usuários."
Sark:"Como ousa questionar a razão [Master Control],seu insolente?"
Matrix e Tron, quem copiou quem? rs... well.. acho que não tenha tema abordado em Tron que não esteja em Matrix. Não vi o filme, mas parece ter algo com HiveMind.
Esse tecnologia que nos envolve pode se tornar uma grande prisão contra o indivíduo e a maior arma do globalismo.
A isso, soma-se um curioso elemento religioso que posteriormente seria reutilizado em "Matrix": os programas aprisionados no universo digital veneram seus usuários do mundo real como se eles fossem deuses (afinal, são os usuários que decidem o destino dos programas através de suas ações digitadas no computador). Já o MCP e seus asseclas negam qualquer possibilidade de existência dos "usuários" para tentar manter os programas sob controle.
Tron e sua turma acreditam que somente um dos usuários (uma espécie de Messias) poderá libertá-los dos vilões, algo que acontece quando alguém do mundo exterior (Flynn) finalmente chega ao mundo digital, mais ou menos como Neo na "Matrix".
Uma história: máquinas inteligentes controlam um mundo virtual. Ele pode ser acessado por humanos, que ganham lá versões digitais de si mesmos e poderes especiais. Para isso, o humano precisa aceitar um desafio: descobrir quem realmente é. No mundo virtual, enfrentará combates mortais contra as máquinas que preparam um ataque definitivo para dominar completamente a Terra. Somente ele, o escolhido, pode impedir que isso aconteça. Mas, para isso, precisa aceitar os ensinamentos de um mentor místico e o amor de uma bela e misteriosa guerreira. É Matrix? É. É Tron - O Legado? É.
Só que os menos informados acharam que o TRON é uma cópia fajuta do Matrix,sendo que o TRON:UMA ODISSÉIA ELETRÔNICA,é anterior ao Matrix.Como vários por aqui já perceberam.😄
Esse tecnologia que nos envolve pode se tornar uma grande prisão contra o indivíduo e a maior arma do globalismo.
...
Todo mundo é a favor do avanço tecnológico, do progresso, do futuro - da boca para fora. A maioria dos que batem palmas para o avanço propõem que as coisas mudem para que permaneçam como estão. A revista semanal excitada com engenhocas quer que as coisas permaneçam como estão. O político que discursa sobre a necessidade de investimento em inovação quer que as coisas permaneçam como estão. As empresas que pregam a sustentabilidade querem que as coisas permaneçam como estão. Por quê? Porque o verdadeiro amanhã é impenetrável e muito diferente do hoje e, portanto, assustador. Esta certeza é um veio fundamental da cultura global. Medo da morte, que vem certa, e do que vem depois dela, se é que vem. O terror do futuro será atávico na única espécie que sabe que vai morrer?
[...]
Progresso: a ideia de que, como uma civilização, aprendemos com nossos erros e temos capacidade de fazer nosso futuro melhor do que nosso passado. Missão que desafia não só a nossa cultura, como nossa natureza. Porque temos infinitas histórias que nos alertam para o risco da criação, do progresso, da tecnologia. Prometeu deu o fogo - a primeira supertecnologia - aos homens, e Zeus o condenou à tortura eterna no Tártaro. Foi só colocar as asas criadas pelo pai que Ícaro quis voar até o sol, que derrete a cera que grudava as penas, e lá vai Ícaro se espatifar nas montanhas de Creta.
James Cascio: “A tensão entre as mil maneiras em que nossas ferramentas - nossas tecnologias - nos afetam está no núcleo das discussões sobre o futuro. Elas nos enfraquecem? Destróem nossas memórias, como defendia Sócrates? Nossa habilidade de pensar em profundidade, como argumenta Nicholas Carr? Ou nossas ferramentas nos empoderam? Será que a tecnologia rouba nossa humanidade, ou é justamente ela que nos faz humanos?”
Pois é,este senhor era um amante do desenvolvimento científico,mas de certa forma preocupado com a condição http://humana.ai/ ele teve uma idéia genial:OCULTAR O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO.Ele queria fazer da ciência algo parecido com o que os iniciados fazem com seus arcanos nas ditas escolas de mistério.
"Humanos sobreviverão por tanto tempo quanto conseguirem manter sua humanidade, e a medida da humanidade é sua capacidade de se importar." - Lou Stathis
O Senhor Despotopoulos quer ocultar o progresso.
Em Outubro de 1953, um célebre professor de direito de Atenas, M.O.J. Despotopoulos, dirigia um manifesto à U.N.E.S.C.O. pedindo que interceptasse o desenvolvimento científico, ou então que o mantivesse secreto. A investigação, propunha ele, seria dali em diante confiada a um conselho de sábios mundialmente escolhidos e portanto com o direito de manter o silêncio. Esta ideia, por utópica que seja, não deixa de ter interesse. Ela esboça uma possibilidade do futuro e, como mais adiante veremos, refere-se a um dos grandes temas das civilizações passadas. Numa carta que em 1955 nos dirigiu, Despotopoulos explicava com maior precisão a sua ideia:
"A ciência da natureza é sem dúvida um dos empreendimentos mais dignos da história humana. Mas a partir do momento em que desencadeia forças capazes de destruir a humanidade inteira, deixa de ser aquilo que era sob o ponto de vista moral.A diferença entre ciência pura e as suas aplicações técnicas tornou-se praticamente impossível. Não se poderia portanto falar da ciência como de um valor em si. Ou antes, em certos sectores, e são os mais importantes, é actualmente um valor negativo, na medida em que escapa ao controle da consciência para espalhar os seus perigos segundo o capricho e ânsia de poder dos responsáveis políticos. A idolatria do progresso e da liberdade em matéria de pesquisa científica é completamente perniciosa. A nossa proposta é esta: codificação das conquistas da ciência da natureza realizadas até agora e proibição total ou parcial do seu progresso futuro por meio de um conselho supremo mundial de sábios. Tal medida é, sem dúvida alguma, tragicamente cruel, por o seu objectivo ir de encontro a um dos mais nobres impulsos da humanidade, e ninguém pode ignorar as dificuldades inerentes a tal medida. Mas não há outra suficientemente eficaz. As objecções fáceis: regresso à Idade Média, à barbárie, etc., não contém qualquer argumento importante. Não se trata de fazer retroceder a inteligência, mas sim de a defender. Não se trata de restrições em benefício de uma classe social: mas sim da protecção de toda a humanidade. Tal é o problema. O resto não passa de divisão e dispersão da actividade, dedicando-se a problemas menores".(Louis Pauwels e Jacques Bergier – O Despertar dos Mágicos)
Quando o desenvolvimento escapa ao controle da consciência?
Quando é ele que passa a ser o centro com todas as suas soluções fáceis?
Quais são os exatos males do mecanicismo do ser?
Este mecanicismo tem um fundamento profundamente hedonista e também profundamente dogmático.Como?
Não existe nem nunca existiu descrença absoluta,somente mudança de foco.
Mas a onde o ser deve se focar? Quando os programas de TRON perdiam seu referencial com relação aos seus criadores,os usuários,seu foco acabava sendo o Master Control.Tão fundamentalista e impositivo como qualquer outro que milita contra ele,neste caso os crentes nos usuários,podem ser.
Onde devemos nos focar?
Uma dica:
"Quando os homens não adoram o verdadeiro Absoluto, incensam um absoluto falso" - Fulton Sheen
Tron: Uma Odisseia Eletrônica
Tron (no Brasil: Tron: Uma Odisseia Eletrônica) é um filme de ficção científica da Walt Disney Pictures. Filmado em 1982, foi escrito e dirigido por Steven Lisberger e estrelado por Jeff Bridges. Tron se destaca pelo visual, sendo um dos primeiros filmes a utilizar efeitos de computação gráfica de forma tão ampla.
Em Tron: Uma Odisseia Eletrônica é mostrado cinematograficamente um dos primeiros conceitos sobre uma realidade virtual estável. No filme, os programas são mostrados como projeções dos seres humanos - a quem os criou. O mundo nessa realidade não é como o nosso, tem uma arquitetura diferente, futurista. Como não possui sol, é aparentemente noturno.
Comunidade no Orkut:
[url]/Main#Community?cmm=108988611[/url]
Download do Filme Dublado: http://www.liderfilmeseseriesdublados.com/baixar/tro…ica-dublado/
ASSISTAM TRON:UMA ODISSEIA ELETRÔNICA ANTES DE CONFERIR TRON:O LEGADO