SÃO PAULO - A varejista online Amazon informou nesta segunda-feira que a terceira geração de seu aparelho de leitura digital Kindle (e-book) é agora o produto mais vendido em toda a história da empresa.
O Kindle ultrapassou a marca de vendas do último livro da série do bruxo Harry Potter, até então o item mais vendido na Amazon. A companhia não revelou números de vendas do Kindle.
A Amazon também informou que em 29 de novembro registrou recorde de encomendas em um único dia, com 13,7 milhões de pedidos em todo o mundo, ou o equivalente a 158 itens por segundo.
. Será que o e-book vai acabar com as livrarias?? Vender livros em papel se tornou um negócio arriscado??
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Amigo, eu tenho um Kindle: tenho desde que apareceu o referido bagulho.
O que é preciso informar é que o Kindle NÃO É um livro, não se parece EM NADA com um livro, não LEMBRA um livro, não serve para a mesma coisa que um livro - e portanto, a não ser para um idiota completo, pode SUBSTITUIR um livro.
O Kindle é uma bagacinha infolheável, útil para quando se tem pressa em ler alguma coisa de menor relevância ou para quando se quer checar se vale ou não a pena comprar um determinado livro: porque a "preview" que o Kindle oferece gratuitamente é razoavelmente extensa, e dá para se ter uma boa noção do interesse do livro. Ou seja: quem, como eu, compra muitos livros/mês vai achar bem útil este artefato, porque ele permite que se evite comprar gato por lebre.
A "versão Kindle" de um livro é em geral bem mais barata que a versão tradicional, e além disto anula o MAIOR CUSTO para quem compra livros na Amazon: o raio do FRETE! O frete é mais caro do que o livro: e baixar um livro no Kindle é DE GRAÇA, não tem frete nenhum! Portanto, seria idiota não reconhecer a enorme vantagem que isto representa, em se tratando de alguma obra que você não tem certeza de se é boa ou não: mais vale TER o Kindle e baixar nele a versão digital - e, caso pareça adequado, DEPOIS comprar o referido livro em seu formato tradicional.
A tal da "Whispernet", a rede através da qual você "se comunica"com a Amazon para fazer os downloads, se propaga via as redes de telefones celulares: portanto, estará "ativa" nos mesmos lugares onde os celulares "pegam". O que é lugar pacacete, diga-se! Quando você não estiver downloadando, desligue a rede e a bateria durará dez vezes mais sem precisar ser recarregada.
Em suma, o Kindle é ÚTIL, com certeza - mas é útil para quem é como eu, ou seja: para leitores habituais, compulsivos, que gastam muito em livros. Neste caso, o Kindle será bastante eficaz, e cumprirá o que me parece ser a sua função - a de COADJUVANTE para esses leitores compulsivos. Fora disto, ESQUECE.
Ao comprar um Kindle, ao mesmo tempo se adquire, na Amazon, um espaço virtual para armazenamento: o que significa que você poderá armazenar, mesmo FORA do seu Kindle, obras que você pode querer consultar um belo dia. SEM ocupar espaço real na sua casa - o que, no meu caso pelo menos, também interessa, porque eu já não tenho mais este espaço disponível.
Mas NUNCA espere ter, via um Kindle (ou outra qualquer coisa parecida) a mesma sensação que você tem com um livro de papel: porque NÃO É, de modo algum, comparável. Todas as modalidades de consulta FALHAM, ao ser comparadas com o simples ato de se FOLHEAR um livro - é esta a maior limitação de um artefato eletrônico: uma diferença realmente NEGATIVA, qualitativamente falando.
Bom, espero que a minha experiência com o bagulhete possa ajudar. Ela se resume nisto: o Kindle é até bom, utilzinho - mas NÃO É, e JAMAIS VAI SER, a mesma coisa que um LIVRO.
Num país em que a média da população lê apenas um livro por ano, achar que o problema das livrarias vai ser o "boom dos ebooks" é, no mínimo, falta de senso das proporções.
Num país em que a média da população lê apenas um livro por ano, achar que o problema das livrarias vai ser o "boom dos ebooks" é, no mínimo, falta de senso das proporções.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Caralho, ri muito! Puta que pariu! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
"Num país em que a média da população lê apenas um livro por ano, achar que o problema das livrarias vai ser o "boom dos ebooks" é, no mínimo, falta de senso das proporções.
fiz isso q vc faz durante uns dois anos. Lia numa telinha minima de um ericson w200i. E li muita coisa. Desde Guénon, Shakespeare, Lispector, e muitos outros. Destaco que li a obra completa da Lispector naquela telinha. Esse ano finalmente no Natal consegui comprar um Nook. E as leituras não param.... Me dedico a Patrologia nele..
Ler Dostoievski no celular tira um pouco do feeling do escritor. O Kindle é muito caro ainda. O brasileiro só se sacrificaria para comprar um se fosse através do bolsa-cultura.
"Todas as modalidades de consulta FALHAM, ao ser comparadas com o simples ato de se FOLHEAR um livro - é esta a maior limitação de um artefato eletrônico: uma diferença realmente NEGATIVA, qualitativamente falando."
Você tem certeza que está usando o aparelho da maneira correta?
A possibilidade de "search" por uma palavra ou uma frase eh bem interessante. Existem muitas vantagens, como por exemplo quando viajar poder armazenar diversos livros no Kindle.
Eu pessoalmente gosto de ter os livros em papel organizados em uma estante. Quando tiver meus filhos, eles vao conhecer da minha historia e das coisas que lia. Penso que isso pode talvez (espero) encoraja-los a ler mais. Nao sei se seria a mesma coisa se tiver tudo eletronico.
O nook que eu tenho é o normal, não é color. O normal para leitura é melhor. A tecnologia e-ink simula a experiência do papel, é fabuloso. O tela do nook color é como se fosse uma tela de LCD, não é agradável aos olhos, principalmente quem fica lendo por horas. Em verdade, o nook color é mais tablet que pode ser utilizado como e-reader. Agora, se queres a experiência com a leitura, então, meu nobre, só compre um produto com tela e-ink.