Chavista denuncia ameaças por resistir a partido único
Acusações de traidor e reacionário, ameaças de revogar o mandato do seu principal líder e exclusão da comissão política criada por Hugo Chávez. Não se trata da oposição venezuela, mas do que o segundo maior partido da base governista alega estar sofrendo por resistir à adesão automática ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), um dos principais projetos do presidente venezuelano para o novo mandato.
"Eu me sinto como um andino negro", disse o secretário-geral do Podemos, Ismael García, em entrevista a um grupo de jornalistas. É uma alusão ao senso comum na Venezuela de que os indígenas dos Andes são discriminados na costa, e os negros são discriminados nas terras altas.
"Nós estamos numa situação difícil porque estamos apoiando o presidente, mas não temos os recursos deste lado nem do outro lado", disse García, que há duas semanas desatou o debate público sobre o PSUV ao expor as divergências do seu partido com os planos oficiais.
Considerado mais moderado no espectro chavista, o Podemos resiste a se dissolver automaticamente no PSUV e propôs um plano intermediário, com a criação de uma Assembléia Constituinte dentro do chavismo formada por 1.500 delegados eleitos diretamente em todo o país para definir um programa partidário.
"Como é que eu digo que você tem de se apaixonar por mim, goste ou não goste, tem cinco meses, e, se não casa comigo. Não, temos de nos convencer de que nos amamos e nos queremos", disse García, comparando o PSUV a um romance.
A rebelião do Podemos incentivou outros dois partidos da base governista a questionar o PSUV. Juntos, o partido de Garcia, o PPT (Pátria Para Todos) e o PCV (Partido Comunista Venezuelano) têm 20% das cadeiras da Assembléia Nacional, totalmente controlada pelos chavistas depois do boicote da oposição às eleições legislativas de 2005.
Acusações de traidor e reacionário, ameaças de revogar o mandato do seu principal líder e exclusão da comissão política criada por Hugo Chávez. Não se trata da oposição venezuela, mas do que o segundo maior partido da base governista alega estar sofrendo por resistir à adesão automática ao Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), um dos principais projetos do presidente venezuelano para o novo mandato.
"Eu me sinto como um andino negro", disse o secretário-geral do Podemos, Ismael García, em entrevista a um grupo de jornalistas. É uma alusão ao senso comum na Venezuela de que os indígenas dos Andes são discriminados na costa, e os negros são discriminados nas terras altas.
"Nós estamos numa situação difícil porque estamos apoiando o presidente, mas não temos os recursos deste lado nem do outro lado", disse García, que há duas semanas desatou o debate público sobre o PSUV ao expor as divergências do seu partido com os planos oficiais.
Considerado mais moderado no espectro chavista, o Podemos resiste a se dissolver automaticamente no PSUV e propôs um plano intermediário, com a criação de uma Assembléia Constituinte dentro do chavismo formada por 1.500 delegados eleitos diretamente em todo o país para definir um programa partidário.
"Como é que eu digo que você tem de se apaixonar por mim, goste ou não goste, tem cinco meses, e, se não casa comigo. Não, temos de nos convencer de que nos amamos e nos queremos", disse García, comparando o PSUV a um romance.
A rebelião do Podemos incentivou outros dois partidos da base governista a questionar o PSUV. Juntos, o partido de Garcia, o PPT (Pátria Para Todos) e o PCV (Partido Comunista Venezuelano) têm 20% das cadeiras da Assembléia Nacional, totalmente controlada pelos chavistas depois do boicote da oposição às eleições legislativas de 2005.