Em conversa reservada com José Serra (PSDB), o deputado Indio da Costa (DEM-RJ) admitiu ceder a vaga de vice a um político mais experiente em
sua chapa à Presidência. Revelado agora, o diálogo ocorreu dias depois
do primeiro turno.
Iniciativa de dirigentes das duas siglas, a operação foi cancelada quando advogados viram risco de impugnação da candidatura.
Nesta entrevista, Indio, 40, diz ter ajudado o tucano a avançar na "centro-direita" ao ligar o PT à guerrilha colombiana das Farc, afirma
que Kassab é a "força maior" do DEM e que a vez de Serra "não passou".
Folha - Após o primeiro turno, aliados pressionaram para tirá-lo da chapa de Serra. Como o sr. reagiu?
Indio da Costa - Quando eu vi esse negócio nos jornais, encontrei
com o Serra e disse que a vice era um cargo dele, e que ele tinha total
liberdade para fazer o que quisesse.
Disse a ele: "Fique à vontade, que muito mais importante que eu ser vice é a gente ganhar a eleição."
Ele falou para eu não me preocupar com fofoca de imprensa, porque estava
muito satisfeito e a gente ia continuar trabalhando junto.
Quem articulou a troca?
Não sei se foram setores que tentaram tirar o Indio da chapa, gente que
estava enciumada... Para ser sincero, prefiro nem saber. Não sou uma
pessoa vingativa.
O que me coube, fiz. Disse ao Serra: "Fique tranquilo, que da minha parte você não terá dificuldade em nada".
Sua presença incomodou?
Muito mais a políticos do Rio de Janeiro, que têm uma visão pequena do processo, que nacionalmente.
O sr. está falando do presidente do DEM, Rodrigo Maia?
É você que está dando nomes (risos). Pode ser gente do PSDB, do PPS...
Os candidatos proporcionais ficam dentro de uma bolha. Quem passa para
uma eleição majoritária fura essa bolha. Poucos conseguem.
sua chapa à Presidência. Revelado agora, o diálogo ocorreu dias depois
do primeiro turno.
Iniciativa de dirigentes das duas siglas, a operação foi cancelada quando advogados viram risco de impugnação da candidatura.
Nesta entrevista, Indio, 40, diz ter ajudado o tucano a avançar na "centro-direita" ao ligar o PT à guerrilha colombiana das Farc, afirma
que Kassab é a "força maior" do DEM e que a vez de Serra "não passou".
Folha - Após o primeiro turno, aliados pressionaram para tirá-lo da chapa de Serra. Como o sr. reagiu?
Indio da Costa - Quando eu vi esse negócio nos jornais, encontrei
com o Serra e disse que a vice era um cargo dele, e que ele tinha total
liberdade para fazer o que quisesse.
Disse a ele: "Fique à vontade, que muito mais importante que eu ser vice é a gente ganhar a eleição."
Ele falou para eu não me preocupar com fofoca de imprensa, porque estava
muito satisfeito e a gente ia continuar trabalhando junto.
Quem articulou a troca?
Não sei se foram setores que tentaram tirar o Indio da chapa, gente que
estava enciumada... Para ser sincero, prefiro nem saber. Não sou uma
pessoa vingativa.
O que me coube, fiz. Disse ao Serra: "Fique tranquilo, que da minha parte você não terá dificuldade em nada".
Sua presença incomodou?
Muito mais a políticos do Rio de Janeiro, que têm uma visão pequena do processo, que nacionalmente.
O sr. está falando do presidente do DEM, Rodrigo Maia?
É você que está dando nomes (risos). Pode ser gente do PSDB, do PPS...
Os candidatos proporcionais ficam dentro de uma bolha. Quem passa para
uma eleição majoritária fura essa bolha. Poucos conseguem.