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A família, por Plínio Salgado

Iniciado por bruno_15 em 03/01/2011 · 6 mensagens

bruno_15#1
A família é uma pequena república, onde o homem e a mulher exercem seu primeiro magistério e sua primeira magistratura.

Primeiro magistério, porque os filhos, antes de irem para a escola, devem ser educados por seus pais, que lhes incutem, desde a idade mais tenra, as noções dos deveres, as superiores aspirações na vida, os sentimentos de amor a Deus e à pátria. É justamente quando a criança começa a discernir e a fazer perguntas a propósito de tudo, a ocasião mais propícia aos ensinamentos sadios. É a ocasião de lhe explicar os mistérios da natureza, com a linguagem simples e apropriada ao seus entendimento. É a ocasião de lhe serem contadas histórias que exaltem as virtudes, despertando, no pequenino ser, o desejo de um dia praticá-las.

Chegado o momento de mandá-la à escola, os mestres já encontrarão terreno fertilizado para lançar a semente da educação. Os alunos mais aplicados e de melhor comportamento são aqueles que tiveram a ventura de crescer num lar onde os pais tiveram a consciência da sua responsabilidade perante Deus e a nação.

Esse magistério é exercido também pelo exemplo. Enganam-se os que julgam não ter a criança discernimento para entender certas conversas dos grandes. Numa casa onde os assuntos são negócios, muitas vezes ilícitos, exibições de luxo, preocupações exclusivamente materiais e onde nunca se ouve falar de idealismo, de nobreza de caráter, de engrandecimento das pessoas pelo sacrifício e tenacidade no trabalho, as crianças e os adolescentes se preparam para ser homens e mulheres inúteis e até nocivos à sociedade.
bruno_15#2
Corre hoje o preconceito de que a educação antiga, afetuosa mas severa, criava complexos insanáveis de idade adulta produzindo homens tímidos, indecisos, introvertidos, incapazes de triunfar na vida. Nada mais falso. Pela educação tradicional brasileira, se formaram crianças que um dia se chamara Caxias, Osório, Tamandaré, Barroso, Nabuco, Rui Barbosa. A aceitar o argumento que hoje prepara os futos "playboys", esses grandes vultos da nossa História deveriam ter sido idiotas, complexados, e não as personalidades cheias de grandeza que foram.

Aos pais compete, portanto, o magistério inicial que precede o da escola. Mas além de tal prerrogativa e impositiva missão, cabe ao pai e à mãe de família exercer grave magistratura, exigida pelo Direito Natural e pelas leis divinas e humanas: a da autoridade familiar.

Nenhum Estado, nenhum governo pode nela interferir como acontece nos países comunistas, onde as crianças estão sob a guarda dos progenitores somente até certa idade, sendo entregues às autoridades estatais que lhes designam a escola e até profissão futura. Em nosso país, os pais escolhem livremente a escola para seus filhos e os encaminham de acordo com a vocação revelada no lar, sendo os brasileiros livres para optar pela carreira que mais lhes agrada.

Dizemos, pois, que a família é autônoma e autodeterminativa. É o primeiro dos grupos naturais criados pelo Homem para o cumprimentos de seus deveres e defesa de seus direitos. Dessa liberdade decorre a existência da escola particular, que deve ser mantida a fim de que não seja ferido o direito de livre escolha pelos chefes de família. Suprimir, ou subordinar, aos critérios da escola pública, a escola particular, é dar o primeiro passo para a estatização da família e o início da sua destruição.
bruno_15#3
Entretanto, acima da ilegítimas interferências do Estado, colocamos a própria disposição dos cônjuges, quando se unem pelo casamento. Se a família é a célula fundamental de uma nação, cumpre preparar a mocidade para o matrimônio.

Plínio Salgado foi o maior líder da Ação Integralista Brasileira criada nos anos 30. Terminou sua carreira política como parlamentar arenista nos anos 70, tendo sido um dos oradores da "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" em 1964. O capítulo exposto acima foi retirado do livro "Compêndio de instrução moral e cívica", escrito em 1968.
leonardo_15#4
Concorde-se ou não com o todo programático de Plínio Salgado, que é datado, marca de uma época, não se pode negar - e esse bravo texto disso é a prova - que falta nos fazem Homens como ele. Vá encontrar preparo intelectual e consciência cristã como essa numa liderança política atual. Não há. E se algum brasileiro a tem, ou foge da política horrorizado, ou o meio político se encarrega de, horrorizado este próprio, fechar-lhe todas as portas.
bruno_15#5
Sobe!
bruno_15#6
Mas, quando começou para valer a perseguição aos judeus na Alemanha e todos os bem-pensantes do mundo fizeram vistas grossas, foi do chefe supremo do integralismo, Plínio Salgado, que partiu uma das primeiras mensagens de protesto que chegaram à mesa do Führer (e na certa foi direto para o lixo). Se os educadores deste país tivessem vergonha na cara, esse feito quixotesco seria alardeado com orgulho em todas as escolas - não por seus efeitos políticos, que foram nulos, mas como símbolo do espírito de um povo que nunca deixou seus melhores sentimentos serem sacrificados no altar de fanatismos ideológicos.
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http://www.olavodecarvalho.org/semana/reale.htm

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