RUY BARBOSA FOI ESPÍRITA?
As revoltas da consciência contra as más causas, ainda contra as piores, não azedam um coração desinteressado. O meu tem atravessado as maiores procelas políticas,
às vezes sossobrado, ferido, sangrando no entusiasmo e na esperança, mas sem fel. Não seria este novo encontro, embora duro e violento, com a mentira política, a velha corruptora dos nossos costumes, a sabida arruaceira das cercanias do poder, a pimpona fixadora do grande mercado, que me induzisse a esquecer, para com as pobres criaturas por ela contaminadas, a lição divina da caridade. Antes de político me prezo de ser cristão. Não sei odiar os homens, por mais que deles me desiluda. O mal é inexorável, pela consciência de ser caduco. O bem, paciente e compassivo, pela certeza da sua eternidade. (Rui Barbosa)
às vezes sossobrado, ferido, sangrando no entusiasmo e na esperança, mas sem fel. Não seria este novo encontro, embora duro e violento, com a mentira política, a velha corruptora dos nossos costumes, a sabida arruaceira das cercanias do poder, a pimpona fixadora do grande mercado, que me induzisse a esquecer, para com as pobres criaturas por ela contaminadas, a lição divina da caridade. Antes de político me prezo de ser cristão. Não sei odiar os homens, por mais que deles me desiluda. O mal é inexorável, pela consciência de ser caduco. O bem, paciente e compassivo, pela certeza da sua eternidade. (Rui Barbosa)
Pelo menos um episódio ficou documentado e perece ter tocado profundamente o coração do baiano ilustre, e se deu justamente com o Espírito do seu amigo William Stead. O caso foi narrado, em novembro de 1952, por Ataliba Nogueira, numa conferência pronunciada em Campinas e reproduzida no “Jornal do Comércio” de 8 daquele mês e ano.
Achava-se Ruy numa estação de águas, em Minas Gerais, e já se recolhera ao leito, quando um grupo de senhoras e moças lembrou-se de propor uma experiência com o “copo” uma das formas rudimentares de comunicação mediúnica. Formou-se o círculo, com o alfabeto disposto à volta da mesa e o copo ao centro. A esses preparativos assistia, meio irônico, o historiador Batista Pereira, genro de Ruy. Ataliba Nogueira, devido à sua posição religiosa, reprova a “brincadeira”. De repente, porém, Batista Pereira, de pé, observa que o copo denotava “alguma inquietação”. Em pouco, entrou a indicar as letras, que alguém foi anotando, sem saber ainda ao certo o que sairia dali. Por fim, decifraram o enigma: tratava-se de uma mensagem, em inglês, dirigida a Ruy Barbosa. A coisa era tão insólita que, depois de alguma hesitação, o próprio Batista Pereira opinou que deveriam levar o caso ao conhecimento de Ruy. O Conselheiro atende-os à porta dos seus aposentos, em pijama, e lê a mensagem, visivelmente emocionado.
Achava-se Ruy numa estação de águas, em Minas Gerais, e já se recolhera ao leito, quando um grupo de senhoras e moças lembrou-se de propor uma experiência com o “copo” uma das formas rudimentares de comunicação mediúnica. Formou-se o círculo, com o alfabeto disposto à volta da mesa e o copo ao centro. A esses preparativos assistia, meio irônico, o historiador Batista Pereira, genro de Ruy. Ataliba Nogueira, devido à sua posição religiosa, reprova a “brincadeira”. De repente, porém, Batista Pereira, de pé, observa que o copo denotava “alguma inquietação”. Em pouco, entrou a indicar as letras, que alguém foi anotando, sem saber ainda ao certo o que sairia dali. Por fim, decifraram o enigma: tratava-se de uma mensagem, em inglês, dirigida a Ruy Barbosa. A coisa era tão insólita que, depois de alguma hesitação, o próprio Batista Pereira opinou que deveriam levar o caso ao conhecimento de Ruy. O Conselheiro atende-os à porta dos seus aposentos, em pijama, e lê a mensagem, visivelmente emocionado.
- É o estilo dele – exclama -, o estilo perfeito. E o assunto! O mesmo que conversamos em nossa despedida em Haia. A mensagem somente poderia ter uma origem – William Stead.
Naquele dia, os jornais noticiaram que Stead havia morrido no trágico naufrágio do navio “Titanic”. Viera, pois, desembaraçado do corpo físico, trazer ao seu amigo brasileiro o testemunho da sua sobrevivência.
Ataliba Nogueira conclui a narrativa declarando, algo perplexo, que Ruy “acreditava nestas histórias do Espiritismo”.
http://espiriteiro.blogspot.com/2010/09/ruy-barbosa-foi-espirita.html
Naquele dia, os jornais noticiaram que Stead havia morrido no trágico naufrágio do navio “Titanic”. Viera, pois, desembaraçado do corpo físico, trazer ao seu amigo brasileiro o testemunho da sua sobrevivência.
Ataliba Nogueira conclui a narrativa declarando, algo perplexo, que Ruy “acreditava nestas histórias do Espiritismo”.
http://espiriteiro.blogspot.com/2010/09/ruy-barbosa-foi-espirita.html
“Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma” (Ruy Barbosa)
Acho que ele falou isto antes de passar pela experiência com este espírito.
Acho que ele falou isto antes de passar pela experiência com este espírito.
“Estudei todas as religiões do mundo e cheguei a seguinte conclusão: religião ou a Católica ou nenhuma” (Ruy Barbosa)
Ele pode também ter dito isso por estar entre aqueles que não consideram o Espiritismo uma religião.
Ele pode também ter dito isso por estar entre aqueles que não consideram o Espiritismo uma religião.
Sem querer polemizar - até porque DISCORDO destas posições -, mas apenas com o intuito de esclarecer melhor a questão, pesquisei sobre a opinião de Rui Barbosa sobre a Igreja Católica e vi duas citações que apontam para um rumo oposto ao que se tentou definir nesse tópico:
"A Igreja Católica não é uma religião, mas sim, uma política, a mais viciosa, a mais funesta de todas as políticas, cuja fermentação decompõe a sociedade brasileira." - Ao prefaciar o livro "O Papa e o Concílio", de Janus.
"A Igreja Católica é uma religião de fábulas" - Citado no documentário "O Estado do Vaticano".
Que dizem os amigos?
"A Igreja Católica não é uma religião, mas sim, uma política, a mais viciosa, a mais funesta de todas as políticas, cuja fermentação decompõe a sociedade brasileira." - Ao prefaciar o livro "O Papa e o Concílio", de Janus.
"A Igreja Católica é uma religião de fábulas" - Citado no documentário "O Estado do Vaticano".
Que dizem os amigos?
Digo para você ler o livro "ESPIRITISMO: Orientação para os católicos" - Frei Boaventura Kloppenburg.
Realmente, fico agradecido pelas fontes e pela educação com a qual me respondeu!
Creio que, então, a questão sobre Rui Barbosa suficientemente esclarecida para todos nós: alguém que, sem negar a realidade das comunicações espíritas, jamais deixou de prestar seu respeito e a sua fidelidade à Igreja Católica.
Muita Paz!
Creio que, então, a questão sobre Rui Barbosa suficientemente esclarecida para todos nós: alguém que, sem negar a realidade das comunicações espíritas, jamais deixou de prestar seu respeito e a sua fidelidade à Igreja Católica.
Muita Paz!
Espiritismo nao é uma religiao .