O anúncio de que a escola de samba Unidos da Tijuca, campeã do carnaval carioca em 2010, vai inaugurar um banheiro de uso exclusivo para a comunidade homossexual na nova quadra que abre as portas neste sábado (8) gerou polêmica entre ativistas e defensores dos direitos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
A crítica principal partiu do presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio de Janeiro, Claudio Nascimento, que também coordena o programa Rio Sem Homofobia. Na sua opinião, esta atitude provoca uma espécie de “apartheid carnavalesco” ao sinalizar uma forma de preconceito à comunidade gay, porque segrega os homossexuais.
“Esse assunto de criar um banheiro é superficial em relação às demandas da comunidade LGBT. Não é a criação de um banheiro, delegacia ou de ônibus especial. A gente considera a proposta inadequada, vai no caminho inverso da cidadania. Nem sempre toda boa intenção gera resultado positivo e pode provocar a violação de direitos coletivos”, critica Nascimento.
Esta iniciativa, segundo ele, daria espaço para alimentar uma homofobia disfarçada. “[Isso] Pode ter consequências muito negativas ao longo do tempo e criar um imaginário social de que os gays querem estar à parte da sociedade. Queremos reforçar a inclusão de todos, não adianta ter banheiro LGBT se não puder beijar na boca na quadra.”
De acordo com Claudio Nascimento, que também é superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do governo do Rio, é preciso discutir este assunto em uma perspectiva mais ampla.
Foto: http://voltaudn.ning.com/profiles/blogs/banheiro-gay-em-escola-de
A crítica principal partiu do presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio de Janeiro, Claudio Nascimento, que também coordena o programa Rio Sem Homofobia. Na sua opinião, esta atitude provoca uma espécie de “apartheid carnavalesco” ao sinalizar uma forma de preconceito à comunidade gay, porque segrega os homossexuais.
“Esse assunto de criar um banheiro é superficial em relação às demandas da comunidade LGBT. Não é a criação de um banheiro, delegacia ou de ônibus especial. A gente considera a proposta inadequada, vai no caminho inverso da cidadania. Nem sempre toda boa intenção gera resultado positivo e pode provocar a violação de direitos coletivos”, critica Nascimento.
Esta iniciativa, segundo ele, daria espaço para alimentar uma homofobia disfarçada. “[Isso] Pode ter consequências muito negativas ao longo do tempo e criar um imaginário social de que os gays querem estar à parte da sociedade. Queremos reforçar a inclusão de todos, não adianta ter banheiro LGBT se não puder beijar na boca na quadra.”
De acordo com Claudio Nascimento, que também é superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do governo do Rio, é preciso discutir este assunto em uma perspectiva mais ampla.
Foto: http://voltaudn.ning.com/profiles/blogs/banheiro-gay-em-escola-de
