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É Relizações, uma decepção?

Iniciado por caelum em 18/01/2011 · 12 mensagens

caelum#1
Citando Olavo:

"Um exemplo de falsificação histórica vem da própria É Realizações. Durante anos exerci ali, informalmente e gratuitamente, — para dar estímulo a uma empresa novata — o papel de diretor editorial, sugerindo para publicação praticamente todos os livros que hoje constam do catálogo da editora, com a única exceção dos de RPG e um ridículo livretinho sobre teologia gay. Todos os autores que hoje fazem a reputação da editora eram completamente desconhecidos ali até que eu abrisse os olhos do editor Edson de Oliveira. Mas não me limitei a indicar livros: fiz a ponte entre o editor e vários autores , como Mendo Castro Henriques, Angelo Monteiro, Paulo Mercadante, Mario Cesar Flores, bem como a família de Mario Ferreira dos Santos, colocando o meu círculo de amizades pessoais à disposição de uma empresa que não apenas nunca me pagou por isso, mas se esquiva até de reconhecer o benefício recebido. O catálogo inteiro da É Realizações não é senão a expressão materializada do meu trabalho intelectual, ou melhor, de uma parte dele. Reconhecer isso só honraria o nome da editora, mas como se sabe, o brasileiro tem horror a reconhecer qualquer superioridade intelectual: quando elogia, tem de fazê-lo desde uma altura olímpica, fingindo que está dando uma ajudinha a um principiante. Tudo isso é sintoma da deformidade mental que uma política abjeta impôs como norma a todo o país. Quem a segue não sente o quanto sua conduta é anormal, porque ela se tornou generalizada e até obrigatória.”
caelum#2
Complemento de Roxane:

"Olavo se esqueceu de dizer que até o núcleo inicial do público da É Realizações foi ele quem forneceu. O problema com a É Realizações não é só uma questão de reconhecimento, é uma questão de direito trabalhista. Além disso, é uma presunção tola da É Realizações imaginar que ela tenha o mérito de haver “divulgado” o trabalho do Olavo. Como seria possível uma editora principiante, totalmente desconhecida, “divulgar” um autor que então tinha pelo menos dois best sellers publicados (um pela Faculdade da Cidade, outro pela Topbooks) e centenas de milhares de leitores nas suas colunas do Globo, Época, Zero Hora? Como pode um ilustre desconhecido “divulgar” um autor de sucesso?"

Fonte: http://www.dicta.com.br/sera-que-e-isso-mesmo/#comments
rafael_4#3
Se faz o bem sem esperar o retorno.

Não conheço toda a história,mas parece que o Olavo espera uma gratificação pelos serviços prestados.
tiago_5#4
Comentário destruidor da Roxane num dos primeiros comentários! Humilhou esse bando de fdp que deve MUITO ao Olavo.
andr_15#5
As edições até são boas, mas são, em geral, caras.

Fora o caso com a obra do Mario Ferreira dos Santos.
manoel_2#6
É Cara Realizações!
rafael_4#7
Nenhuma promoção de frete grátis ):
felixinacio#8
Os caras sabem que tem um público seleto que paga para aprender algo do Olavo.

Achei esse tópico bem besta. Decepção por quê? é uma empresa, não é uma pessoa. O cara queria aumentar a empresa, o olavo tinha um público... simples assim.

Até compreendo a lição do Olavo: editora é editora, sem intelectual por trás nada anda pra frente no mercado editorial. Editora só vende e imprime livro indicado por alguém.

No mais, acho que o olavo já sepultou o assunto.
doutor#9
eu passo uma lista de livros antigos para serem reeditados.
manoel_2#10
Quantos brasileiros tem iPad?
manoel_2#11
Muito legal.

Mas ainda acho as cópias físicas infinitamente superiores, haha. x)
pedro_9#12
Alguém que já tenha lido "Noções de História da Filosofia", do Padre Leonel Franca, deve ter notado que historicamente os filósofos brasileiros, em sua esmagadora maioria, eram um bando de bestas quadradas, macacos de imitação de autores medianos, pedantes carregados pelas modas mais deprimentes. O surgimento de gente como o Padre Penido, o próprio Leonel, Mário Ferreira dos Santos e Olavo de Carvalho só encontra explicação teológica, e não sociológica. É praticamente um milagre.

Só esse contraste já bastaria para que eles merecessem uma fama comparável à de Machado de Assis ou Manuel Bandeira, que ainda enchem de respeito (e de menções), o que ainda resta de nossos estudiosos. Gente, vocês não têm idéia do nível costumeiro da Filosofia tupiniquim. Tinha quem defendesse a tese de que o propósito da vida humana era AUMENTAR O VOLUME DO PLANETA TERRA. Isso é sério. E aí surge do nada um paulista que consegue reconstituir a metafísica pitagórica, e mostrar ponto a ponto as INCOMPREENSÕES de Aristóteles sobre essa metafísica. Os amigos têm alguma noção do tamanho que alguém precisa ter para fazer isso?

Cacete, o Mário tinha que substituir a maldita estátua do Araribóia, em Niterói. No Brasil se prestam homenagens que incluem estátuas gigantes de índios com a bunda de fora, e para gênios como ele, só resta o desprezo afetado. PQP!

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