Citando Olavo:
"Um exemplo de falsificação histórica vem da própria É Realizações. Durante anos exerci ali, informalmente e gratuitamente, — para dar estímulo a uma empresa novata — o papel de diretor editorial, sugerindo para publicação praticamente todos os livros que hoje constam do catálogo da editora, com a única exceção dos de RPG e um ridículo livretinho sobre teologia gay. Todos os autores que hoje fazem a reputação da editora eram completamente desconhecidos ali até que eu abrisse os olhos do editor Edson de Oliveira. Mas não me limitei a indicar livros: fiz a ponte entre o editor e vários autores , como Mendo Castro Henriques, Angelo Monteiro, Paulo Mercadante, Mario Cesar Flores, bem como a família de Mario Ferreira dos Santos, colocando o meu círculo de amizades pessoais à disposição de uma empresa que não apenas nunca me pagou por isso, mas se esquiva até de reconhecer o benefício recebido. O catálogo inteiro da É Realizações não é senão a expressão materializada do meu trabalho intelectual, ou melhor, de uma parte dele. Reconhecer isso só honraria o nome da editora, mas como se sabe, o brasileiro tem horror a reconhecer qualquer superioridade intelectual: quando elogia, tem de fazê-lo desde uma altura olímpica, fingindo que está dando uma ajudinha a um principiante. Tudo isso é sintoma da deformidade mental que uma política abjeta impôs como norma a todo o país. Quem a segue não sente o quanto sua conduta é anormal, porque ela se tornou generalizada e até obrigatória.”
"Um exemplo de falsificação histórica vem da própria É Realizações. Durante anos exerci ali, informalmente e gratuitamente, — para dar estímulo a uma empresa novata — o papel de diretor editorial, sugerindo para publicação praticamente todos os livros que hoje constam do catálogo da editora, com a única exceção dos de RPG e um ridículo livretinho sobre teologia gay. Todos os autores que hoje fazem a reputação da editora eram completamente desconhecidos ali até que eu abrisse os olhos do editor Edson de Oliveira. Mas não me limitei a indicar livros: fiz a ponte entre o editor e vários autores , como Mendo Castro Henriques, Angelo Monteiro, Paulo Mercadante, Mario Cesar Flores, bem como a família de Mario Ferreira dos Santos, colocando o meu círculo de amizades pessoais à disposição de uma empresa que não apenas nunca me pagou por isso, mas se esquiva até de reconhecer o benefício recebido. O catálogo inteiro da É Realizações não é senão a expressão materializada do meu trabalho intelectual, ou melhor, de uma parte dele. Reconhecer isso só honraria o nome da editora, mas como se sabe, o brasileiro tem horror a reconhecer qualquer superioridade intelectual: quando elogia, tem de fazê-lo desde uma altura olímpica, fingindo que está dando uma ajudinha a um principiante. Tudo isso é sintoma da deformidade mental que uma política abjeta impôs como norma a todo o país. Quem a segue não sente o quanto sua conduta é anormal, porque ela se tornou generalizada e até obrigatória.”