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A infantilização da sociedade

Iniciado por leandro_8 em 20/01/2011 · 35 mensagens

leandro_8#1
A infantilização da sociedade

Em qualquer grande cidade do mundo onde se vá é possível observar o mesmo fenômeno: adultos com menos de 35 anos que se vestem, falam, se comportam e pensam como adolescentes.
Isto é visível até entre gente que supostamente pertence à elite intelectual da sociedade (universitários) e que se apresenta como conservador e "de Direita."
Os sinais do distúrbio são praticamente os mesmos sempre: auto-indulgência, desleixo com tudo, espírito de manada, efeminamento, analfabetismo cultural e uma aversão histérica a qualquer crítica feita a seu mal-gosto ou aos clichês esquerdistas que eles endossam -- sim, porque são todos eles esquerdistas, confessos ou não.
Como é que uma tragédia dessas pode acontecer?
A Diana West já escreveu um livro todo sobre o assunto (A morte do adulto):
http://www.dianawest.net/
Estes dois textos aqui tentam tratar da infantilização esquerdista da universidade e do movimento conservador, muito bons ambos:
http://veradextra.blogspot.com/2011/01/adeus-ao-juiz…acao-do.html
lahouse#2
Não acho que isto ocorra apenas com esquerdistas.

Mas é reflexo das ideologias libertárias, com certeza.

Pois hoje as pessoas postergam suas responsabilidades, e, consequentemente, ampliam a adolescência irresponsável.

Muito provavelmente a prosperidade das sociedades, aliada à liberdade sexual, acabaram por criar tal fenômeno.

Não precisam trabalhar para sobreviver, e não precisam constituir família para fazerem sexo.

Ficarão dependentes de papai por algumas décadas a mais.
gabriel_2#3
Com o movimento gay esse fenômeno só vai piorar. Com a sociedade infantilizada alguém tem dúvidas de que a psicologia vai dar argumentos em favor da pedofilia?
felixinacio#4
Universidade federal é covil da esquerda. Ali os concursos selecionam os caras do partidão, que não são filiados ao partido mas dizem o que é desejado.
leandro_8#5
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Ainda acho que uma pessoa que estuda pra valer consegue entrar na Universidade Federal, isso não é desculpa para desistir de estudar.
priscila#6
Sem a menor dúvida, a regressão intelectiva "empurra" a pessoa na direção de modelos imaturos, infantis. Como são indevidos, inadequados, NÃO-NATURAIS, eu diria que são modelos "INFANTILÓIDES".

A cognição é contaminada por modelos que inibem o uso da consciência: ela, por assim dizer, não se COMPLETA. O ATO de inteligir não se processa, porque falta uma "perna"ao conjunto que é responsável pelo seu completamento. O termo infantilóide INCLUI um tipo de "desconhecimento" que é natural na infância real, mas que num adulto se configura como IMBECILIZAÇÃO. Portanto, todo adulto infantilóide É um imbecil.

Como este processovem sendo cada vez mais avassalador, podemos dizer que a humanidade, como um todo, está se "infantiloidizando"e se imbecilizando. O "infantilóide"é, em outras palavras, a EXPRESSÃO da imbecilização. Não a única possível, mas suponho que deva ser a mais comum.

Lamentavelmente, no Brasil a gente tropeça, o tempo todo, em infantilóides imbecis.
priscila#7
Não, não há nenhuma dúvida de que a infantiloidização SERÁ o caminho que acabará por colocar a pedofilia DENTRO da lei civil.

É evidente que os limites cognitivos entre o adulto indevidamente infantilóide e a criança legitimamente infantil serão BORRADOS - serão mesmo ANULADOS, com o tempo. Isto sem contar que determinados aspectos da infância estão sendo, concomitantemente, PERVERTIDOS numa direção altamente sexual, completamente NÃO NATURAL e indevida numa criança. Ou seja, TAMBÉM a criança está sendo "empurrada" numa direção que não é nem legítima, nem adequada, e nem natural.

É bastante provável que a criança "adultizada" imbecilizada se "encontre", em algum ponto deste catastrófico desvio, com o adulto infantilóide imbecilizado - com as DIFERENÇAS entre eles amortecidas ou mesmo anuladas. MESMO que isto seja resultado de uma CONTRAFAÇÃO. O que, para os efeitos que INTERESSAM aos malévolos, não vai fazer diferença nenhuma.
leandro_8#8
modelos imaturos, infantis= Justin Bieber, Restart e Fiuk.
itzak#9
Vcs já ouviram falar do estudo sobre a infantilização .... tratando como se manifesta diferente em homens em mulheres?

Em sintese, fala que o homem se mantem infantilizado eternamente internamente, enquanto a mulher esteticamente. Todos os padroes de beleza das mulheres que fazem a maquiagem e vestuario feminino, tudo, simplesmente tudo, é baseado em REGREDIR A MULHER E APROXIMA-LA DA IMAGEM DELA QUANDO CRIANÇA.

Quanto ao homem, ocorre internamente. Ele continua com habitos de quando era criança, como colecionando coisas, só que agora coisas mais caras. Ele continua brincando com seu grande carro ...

E isso nao na sociedade moderna.. isso desde sempre quando sociedade.

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O fato é q agora o homem, pelas facilidades ja ditas no topico, não tem sentido a NECESSIDADE de se tornar independente no sentido de estabelecer um lar.
Os pais tb nao fazem questao, muitos deles, de deixar os filhos SOLTOS por ai, embora estes ja sejam independentes financeiramente, possuam seus carros ........

Acho algum exagero o texto de quem abriu o tópico sobre alguns pontos, como a parte estética. A estética mudou ....................i mean, a forma como as pessoas lidam com ela. E, tirando a parte da GAYSIFICAÇÃO da estética masculina ... que é um exagero, claro.

O fato é que hoje á mais possibilidades a qualquer pessoa que há vinte, trinta anos. Em tudo, em relação atudo ..... a relacionamentos, a escolhas de carreiras .... a mudanças de planos ....... tudo tudo.
antnioluiz#10
Reparem essa nova geração de apresentadores de "reality shows" e afins da Globosat. Todos remelentos. Se apresentam como se tivessem acordado ainda há pouco, com barba por fazer, cabelos despenteados... Já vi um se apresentar de chinelos havaianas!
eric_2#11
Não, não há nenhuma dúvida de que a infantiloidização SERÁ o caminho que acabará por colocar a pedofilia DENTRO da lei civil.

Não só a pedofilia mas todas as anomalias e comportamentos anti-naturais tambem.
Pode apostar que a zoofilia, necrofilia, cropofilia e até pansexualismo[sexo com qualquer coisa que se mova ou não ou seja la o que for, pergunte ao serguei] serão legalizados.
Creio tambem que o incesto será inserido como algo saudável e culturalmente valioso.
Acredito que iremos voltar moralmente uns 6 ou 7 mil anos[antes de moisés vir ao mundo].
pedro_9#12
Essa infantilização, no Japão, chegou nos limites da demência. Gostaria muito de saber se isso já vem de séculos ou se é uma moda. Existem milhões de marmanjos com vinte a trinta anos que moram com os pais e praticamente NÃO saem do apartamento. Passam o dia (e muitas vezes, a madrugada) vendo desenhos animados e pornografia na Internet, e são quase incapazes de se comunicar como gente normal. O problema é tão sério que já foi considerado como epidemia. Provavelmente, esse é um efeito colateral da maldita proibição imposta ao país pelos americanos depois da Segunda Guerra. Onde já se viu uma nação sem forças armadas?
mateusminuzzi#13
Guilherme,

confere a propaganda da Marinha do Japão. Encaixa-se bem no que falou o cara, hehehe:

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=nNdPPEwguDQ&feature=related
pedro_9#14
Obrigado pela informação, devia ter pesquisado primiero. Então a tal proibição é mais um mito dos professores de história?
pedro_9#15
As canções da Marinha Japonesa eram desse tipo. O hino é do século VIII.

Vídeo do YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=C6PBPOqJxcM&feature=&…0&playnext=1

Se eu for pelo mar fora,
Regressarei apenas como corpo lavado pelas ondas:
Se o dever me chamar às montanhas,
Uma bela espada será minha companheira.
Tudo pela causa do Imperador
Não morrerei decerto em casa.
bruno_10#16
VI. COMEÇA A DISSECAÇÃO DO HOMEM-MASSA

"[...] Para o “vulgo” de todas as épocas, “vida” havia significado, antes de
tudo, limitação, obrigação, dependência; numa palavra, pressão. Se se quer, diga-se
opressão, contanto que não se entenda por esta só a jurídica e social, esquecendo a
cósmica. Porque esta última é a que não faltou nunca até cem anos científica – física e
administrativa –, praticamente ilimitada. Ao contrário, até mesmo para o rico e
poderoso, o mundo era um âmbito de pobreza, dificuldade e perigo (41)

O mundo que desde o nascimento rodeia o homem novo não o move a limitar-se em
nenhum sentido, não lhe apresenta veto nem contenção alguma, mas pelo contrário
fustiga seus apetites, que, em princípio, podem crescer indefinidamente. Pois acontece – e isto é muito importante – que esse mundo do século XIX e começos do XX não tem apenas as perfeições e amplitudes que de fato possui, mas que além disso sugere a seus habitantes uma segurança radical em que amanhã será ainda mais rico, mas perfeito e mais amplo, como se gozasse de um espontâneo e inesgotável crescimento. Todavia hoje, apesar de alguns signos que iniciam uma pequena brecha nessa fé rotunda, todavia hoje muito poucos homens duvidam de que os automóveis serão dentro de cinco anos mais confortáveis e mais baratos que os do dia. Acredita-se nisto tão firmemente como na próxima saída do sol. O sinal é formal. Porque, com efeito, o homem vulgar, ao encontrar-se com esse mundo técnica e socialmente tão perfeito, crê que o produziu a natureza, e não pensa nunca nos esforços geniais de indivíduos excelentes que supõe sua criação. Menos ainda admitirá a idéia de que todas estas facilidades continuam apoiando-se em certas difíceis virtudes dos homens, dos quais o menor malogro volatilizaria rapidissimamente a magnífica construção."
bruno_10#17
"Isto nos leva a apontar no diagrama psicológico do homem-massa atual dois
primeiros traços: a livre expansão de seus desejos vitais, portanto, de sua pessoa, e a radical ingratidão a tudo quanto tornou possível a facilidade de sua existência. Um e
outro traço compõem a conhecida psicologia da criança mimada. E, com efeito, não erraria quem utilizasse esta como uma quadrícula para olhar através dela a alma das massas atuais. Herdeiro de um passado extensíssimo e genial – genial de inspirações e de esforços –, o novo vulgo tem sido mimado pelo mundo circunstante. Mimar não é limitar os desejos, dar a impressão a um ser de que tudo lhe está permitido e a nada está obrigado. A criatura submetida a este regime não tem a experiência de suas próprias limitações. À força de evitar-lhe toda pressão em redor, todo choque com outros seres, chega a crer efetivamente que só ele existe, e se acostuma a não contar com os demais, sobretudo a não contar com ninguém como superior a ele. Esta sensação da superioridade alheia só podia ser-lhe proporcionada por quem, mais forte que ele, lhe houvesse obrigado a renunciar a um desejo, a reduzir-se, a conter-se. Assim teria aprendido esta essencial disciplina: “Aí termino eu e começa outro que pode mais do que eu. No mundo, pelo visto, há dois: eu e outro superior a mim”. Ao homem médio de outras épocas ensinava-lhe quotidianamente seu mundo esta elemental sabedoria, porque era um mundo tão toscamente organizado, que as catástrofes eram freqüentes e não havia nele nada seguro, abundante nem estável. "
bruno_10#18
"Mas as novas massas encontram uma paisagem cheia de possibilidades e além disso segura, e tudo isso presto, a sua disposição, sem depender de seu prévio esforço, como achamos o sol no alto sem que nós o tenhamos subido ao ombro. Nenhum ser humano agradece a outro o ar que respira, porque o ar não foi fabricado por ninguém: pertence ao conjunto do que “está aí”, do que dizemos “é natural”, porque não falta. Estas massas mimadas são suficientemente pouco inteligentes para crer que essa organização material e social, posta a sua disposição como o ar, é de sua própria origem, já que tampouco falha, ao que parece, e é quase tão perfeita como a natural.

Minha tese é, pois, esta: a própria perfeição com que o século XIX deu uma
organização a certas ordens da vida, é origem de que as massas beneficiárias não a
considerem como organização, mas como natureza. Assim se explica e define o absurdo
estado de ânimo que essas massas revelam: não lhes preocupa mais que seu bem-estar e ao mesmo tempo são insolidárias das causas desse bem-estar. Como não vêem nas vantagens da civilização um invento e construção prodigiosos, que só com grandes esforços e cautelas se pode sustentar, crêem que seu papel se reduz a exigi-las peremptoriamente, como se fossem direitos nativos. Nos motins que a escassez provoca soem as massas populares buscar pão, e o meio que empregam sói ser destruir as padarias. Isto pode servir como símbolo do comportamento que em mais vastas e sutis proporções usam as massas atuais ante a civilização que as nutre (42)."

Ortega Y Gasset, A Rebelião das Massas.
rorschach#19
Exemplo do que Priscila se refere. Aqui nos EUA a MTV vai lancar um seriado chamado de : "SKINS" Basicamente porno infatil....ja vi propagandas a respeito....e fiquei apavorado, criancas usando drogas, roubando, cometendo varios tipos de crimes e claro, sexo muito sexo entre adolescentes. Ja esta havendo alguns protestos contra.
bruno_10#20
A civilização é a metrópole. Cada vez cresce mais a separação entre os metropolitanos e os provincianos. Enquanto estes continuam a ser os guardiões das culturas, aqueles aniquilam-se na morte das ideias, que substituem por brilhos de moeda falsa. Estamos numa época de decadência, porque se instaura definitivamente no mundo, mais uma vez, o predomínio inconteste das metrópoles.

São elas que falam em nome dos povos. Paris é a França; Berlim é a Alemanha; Londres, a Inglaterra, e Nova Iorque, os Estados Unidos.

São essas cidades os oráculos dos povos e apontam os destinos das nações. No entanto, nelas existe a depressão de todos os valores do homem. E é por isso que elas são o primeiro capítulo da decadência.

A separação entre o metropolitano e o provinciano é crescente, repito. Podemos distingui-los pelos seguintes caracteres que ressalto, no metropolitano: cinismo, desinteresse pelos grandes problemas interrogativos do homem; ausência da dúvida; espírito folgazão; jargão cheio de molequismo como meio de linguagem; falta constante do espírito de conservadorismo, sob qualquer aspecto; necessidade imprescindível de encher o vazio interior com divertimentos mais violentos, excitantes mais rápidos; pouca elegância nas maneiras; tendência para o chiste, para o humor, o trocadilho; tendência às exterioridades, manifesta mais intensamente na busca do vestiário; pretensão de superioridade sobre o provinciano que lhe serve de motivo de ridículo, sobretudo quanto às virtudes que este possui e que são olhadas pelo metropolitano como reminiscências de épocas anteriores que ele julga já ultrapassadas; aumento do esquerdismo nas massas; na arte é atraído pelo temporal, pelo passageiro, pelo epidérmico; não compreende mais arte pela arte; dissociação dos sentimentos nobres que eles os eiva de interesses e de lucros próximos; ausência do heroísmo desinteressado; gosto pela literatura leve, pelo romance em vez do ensaio, pela novela em vez do estudo...
bruno_10#21
... ausência de ideais excelsos, substituídos pelas ânsias de vitórias materiais; volubilidade crescente; radicalização às ruas: "Tenho asfalto na alma ... " ; nova concepção utilitária do amor; transformação do casamento em companheirismo; transformação do sentido provinciano da mulher; tendência para maior liberdade sexual ; aumento da neurastenia e doenças nervosas; modificação degenerativa de todos os sentimentos; diminuição do sentido do destino, do signo, para incremento do sentido de causalidade; redução dos instintos por uma padronização consciente normativa de um "modus-vivendi"; maior tensão e vigília na vida; mais vazio nas almas; artificialização crescente da vida e da criação consciente; predomínio da moda, que segue num ritmo cada vez mais rápido; instalação do provisório em suas construções e obras de arquitetura e consequente espírito de "moda", na arte, com o envelhecimento precoce dos seus ídolos; instalação de crenças variadas, com codificações de cunho típico metropolitano; maior ingenuidade na aceitação dos fatos e nos divertimentos; maior atração pela luz e pelo movimento; mais crescente o sentido de morte nas obras humanas metropolitanas, que trazem sempre o gérmem da destruição; completa ausência do sentido de reversibilidade do tempo, consciência mais forte da hora que passa, do segundo que passa; gosto pelas coisas "exquises", instauração da música de sons vitais e do ritmo mais sexual; predominância no consciente dos problemas de ordem sexual; aumento do "taedium vitae"; maior fixação íntima da cidade que nunca abandona o metropolitano, mesmo quando ausente dela; instalação do herói citadino, de brilho rápido, que se salienta por qualquer realização provisória como esportistas, políticos, locutores de rádio, aviadores, etc; maior desagregação dos elementos raciais, para dar nascimento a um tipo comum; ausência de espiritualismo, com crescente desenvolvimento de doutrinas de fundo causal, científico...
bruno_10#22
... divinização do dinheiro em contraposição ao sentido econômico rural dos bens; infecundidade física e espiritual; ausência de angústia quando se vê o último de sua família, sem possibilidade de perpetuação; redução da natalidade, ao princípio como consequência de ordem económica, finalmente formando o espírito do homem citadino; redução do instinto maternal das mulheres, que passam bruscamente da meninice para a maturidade; ausência do brinquedo ingénuo, infantil; espírito emancipativo das mulheres; uniformização da urbanística metropolitana, entre si, entre as grandes cidades; a música, a literatura, e a pintura e a escultura, assumem um caráter profissional; ausência do estilo e instalação do gosto; desaparecimento dos costumes para dar lugar às maneiras de comportamento; desaparecimento do traje popular pela influência de uma moda variável; ânsia de imposição do estilo metropolitano sobre as partes ainda não conquistadas; ânsia de imposição de formas genéricas para o domínio no mundo inteiro; aumento crescente do agnosticismo como atitude filosófica, como posição mais fácil para enfrentar as grandes e eternas perguntas; a originalidade como signo de decadência; nas metrópoles, na ânsia de originalidade, "Os homens excelsos não são originais".

Justifico por final o título: três humanidades.

A primeira é a da província, a segunda, a das metrópoles, e a terceira a que há de vir, após a grande transmutação do mundo, após a grande carnificina.
priscila#23
Você se empenhou em explicar, Bruno: muito obrigada em nome da comunidade. 🙂.

Salve a competência e o empenho, qualidades indispensáveis.
lucas_4#24
Mário Ferreira dos Santos disse tudo. E pensar que um gênio desse é desconhecido pela nossa "intelectualidade".

Imagino que seja pelo seu sobrenome comum. Se fosse de origem estrangeira talvez muitas pessoas gostariam de citá-lo para parecerem sofisticadas.
gabriel_2#25
Esse texto do Mário Ferreira dos Santos é simplesmente ESPETACULAR.
alan_3#26
Nesse texto vemos que Mario Ferreira dos Santos converge com a posição de Oswald Spengler em relação a decadência do ocidente; e corrabora também a posição de Georg Simmel sobre "A metrópole e a vida mental", porém em um tom mais crítico. Gostei muito das observações.

A infantilização da sociedade seria, nessa perspectiva, uma metropolização? Seria essa a explicação da "fuga" de grande intelectuais do século XX como Heidegger e Wittgenstein para o "campo" na maturidade, com a instauração de uma fase mais crítica e mais poética de suas obas?
alan_3#27
Uma das maiores amostras da infantização da sociedade é o surgimento do "adolescente". Ao final do século XIX e início do século XX não existia essa fase de transição entre o mundo das crianças e o mundo dos adultos. O corpo mais-ou-menos aparentado com o de um adulto significava, quase imediatamente, a transição para a fase adulta. Os trajes dos jovens de 14 e 15 anos já eram trajes similares a adultos de 30 anos. As responsabilidades dos jovens, que se inseriam cedo no mundo do trabalho, eram semelhantes a de seus irmãos mais velhos - e alguns, inclusive, se tornavam chefes de família antes mesmo de seus 20 anos.

Com o crescimento da vida metropolitana se instaurou aquilo que chamamos de "adolescência", tida como uma fase de transição da fase infantil para a fase adulta. Efetivamente a adolescência significa é a possibilidade de agir como um adulto, mas com a responsabilidade de uma criança. Quais as consequências disso? Gerações de pessoas inadaptadas para as responsabilidades da família, do trabalho, e incapazes de assumir suas culpas sobre seus próprios rumos.

O que explica o surgimento da "adolescência" parece ser um conjunto de fatores convergentes, mas que para mim ainda são difíceis de determinar com precisão.

Porém, mais do que o surgimento dessa fase de transição entre o mundo infantil e o mundo adulto, o que me preocupa é o surgimento de uma nova fase, que eu provisoriamente chamo de "pós-adolescência". Essa seria uma extensão ainda maior da transição para o mundo adulto, seria a possibilidade de dispor dos direitos e obrigações adultos mas mantendo a dependência em relação ao mundo familiar, mantendo-se omisso em relação a suas reponsabilidades. A "pós-adolescência", que hoje talvez chegue até os 30 anos ou mais, é caracterizada por adultos com atitudes, gostos e temperamento infantil; incapazes de lidar com problemas simples do cotidiano, e incapazes de lidar de modo tanto teórico como prático com seus problemas individuais - que de agora em diante se tornam as únicas questões relevantes.
riscardo#28
joo_orkut_10#29
Com toda a certeza, existem crianças em corpo de adultos. Basta dar uma olhada na juventude atual: no estado em que estão, parecem ter acabado de sair de uma clínica psiquiátrica, estrambólicos da cabeça aos pés. E não são apenas adolescentes. Hoje em dia, impera o regime de passividade e massificação.
felipemark#30
não existe coisa mais ridícula que mulher madura..com seus 30 e poucos anos.querendo se comportar e se vestir como uma jovem pitigueti e muito dessas mulheres vestem suas filhas ainda crianças como tal tb,ai fica mae e filha,se achado as garotinhas de 20 anos no ápice da vida sexual..libertinagem pura,a culpa é do ultra feminismo liberal..elas estão "bandidas" demais
 
priscila#31
Meu caro, o estado de ADULTO implica no amadurecimento da consciência, o que traz o domínio, por parte das pessoas, da "gratificação dos desejos" - coisa que a criança não tem. Uma criança vai chorar e espernear se não conseguir fazer o que quer - mas, é claro, a idéia sempre foi que seus pais e responsáveis lhe ensinassem a ir controlando essa condição. O próprio sistema reforçava isso: que, à medida que passassem os anos, mais e mais o indivíduo DEIXARIA de ser controlado por seus desejos, vontades e paixões - para se tornar SENHOR deles. 

Acontece que a estratégia política adotada foi exatamente induzir as pessoas a NÃO fazer isso, e sim CEDER, ser CONTROLADO, por seus desejos, vontades e paixões - e este modelo foi vendido apresentando-se os tais desejos, vontades e paixões como sendo "direitos"  e como sendo "liberdades". 

Todos os que COMPRAM esta idéia idiota tão torpemente vendida estão, na verdade, negando a sua condição de adulto - ou nem sequer atingindo-a - para se manter perpetuamente no estágio INFANTIL do "quero porque sim", "quero porque quero", e tendo um ataque de pelanca quando a "coisa" não funciona como eles desejavam, ou tem algum tipo de consequência que eles não desejavam.


priscila#32
Ontem mesmo eu estava lendo a "consulta" de uma baranga retardada a um psicanalista retardado em uma revista dominical; a queixa da baranga era que ela "gostava de satisfazer seus desejos, e era sexualmente liberada" - o que significa fazer sexo com qualquer um na hora em que bem entender e sem nenhum outro critério além desse, como qualquer animal - e "os homens não se aproximavam dela por muito tempo". E a baranguinha retardada e imoralóide se fazia de vítima e choramingava, sentindo-se muito injustiçada. 

O psicanalista, por sua vez, respondeu com uma página inteira de chavões e clichês igualmente imbecis - quando, na verdade, a única coisa que havia para ser dita era - "tá se queixando de quê, debilóide? De ser BURRA e não ter entendido até hoje que você é uma ESCRAVA das suas vontades e desejos? Para que você "seja vista" como  "quer porque quer" ser vista  - como "livre" - só achando um outro otário retardado igual a você:  não desanime, porque tem MILHÕES por aí dando sopa."
leandro_4#33
Já que o tópico tem o nome exatamente do meu estudo, deixo aqui uma pequena bibliografia para quem quiser estudar o assunto também:

Teenage: The Creation of Youth Culture - Jon Savage (Author)
Teenage: The Prehistory of Youth Culture: 1875-1945 - Jon Savage (Author)
Nanny State: How Food Fascists, Teetotaling Do-Gooders, Priggish Moralists, and other Boneheaded Bureaucrats are Turning America into a Nation of Children - David Harsanyi (Author)
Kids' Stuff: Toys and the Changing World of American Childhood - Gary Cross (Author)
Men to Boys: The Making of Modern Immaturity - Gary Cross (Author)
Dilemmas of Masculinity: A Study of College Youth - Mirra, Komarovsky (Author)
Manning Up: How the Rise of Women Has Turned Men into Boys - Kay S. Hymowitz (Author)
Ready Or Not: What Happens When We Treat Children As Small Adults - Kay Hymowitz (Author)
Liberation's Children: Parents and Kids in a Postmodern Age - Kay S. Hymowitz (Author)
US Guys: The True and Twisted Mind of the American Man - Charlie LeDuff (Author)
Not Quite Adults: Why 20-Somethings Are Choosing a Slower Path to Adulthood, and Why It's Good for Everyone - Richard Settersten (Author), Barbara E. Ray (Author)
Iron John: A Book About Men - Robert Bly (Author)
Growing Up and Older - George Hinds (Author)

Algumas notas: os livros não necessariamente tem a ver com um lado "negativo" da infantilização, pois também podemos aprender por contra-exemplo daqueles que defendem isso. Como o assunto é tratado "marginalmente", ou seja fora dos cânones acadêmicos oficiais, tem-se que pacientemente ir separando o joio do trigo nessas publicações. Fora isso são todos recomendáveis.
leandro_4#34
E aqui está um pdf com uma bibliografia maior sobre a desmasculinização e problemas masculinos na sociedade atual:
http://www.4shared.com/office/k3Vn6Hok/Bibliografia_…ns_e_a_.html
leandro_4#35
Cardini,

Não tinha visto.

Só aumenta meu próprio pesar sobre o lag temporal entre as publicações.

Confesso que dentre todos os que lamentam o fato, eu sou o maior deles.

Mas, nem tudo é pesar, estou com uns quatro no forno para sair.

Em breve...

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