A rua egípcia gritou sua cólera contra Hosni Mubarak, na saída da oração semanal nas mesquitas. Será o caso de ver isso como um eco, uma resposta à queda de outro tirano na vizinha Tunísia? Ou, ao contrário, deve-se avaliar que a violência no Cairo é específica do Egito? A relação com os tumultos na Tunísia são os próprios egípcios que proclamam. Os jovens do Cairo retomaram o slogan lacônico que os tunisianos gritaram para expulsar Ben Ali: "Fora!" Tanto no Cairo quanto na Tunísia, as ações são conduzidas por jovens e o fundamentalismo islâmico se mantém discreto. Enfim, tanto num lugar quanto no outro são pessoas não famintas, mas em risco de se tornar, e muito pobres que fazem soar o sino de finados dos tiranos.
Mas as diferenças são numerosas. A Tunísia pretendia-se moderna, tolerante e laica. O ditador Ben Ali não conseguiu destruir essa base. A Tunísia ignora a "sharia", a terrível justiça islâmica. A educação é notável e os jovens tunisianos são muito cultos. Enfim, a economia, embora continue pobre, é séria, bem orientada e não lembra em nada o caos monumental que é a economia egípcia. Outra diferença: a segurança. Nos dois casos, ela é opressiva. Mas, na Tunísia, ela estava nas mãos da polícia, não do Exército. E no Egito? Há a polícia, que conta 1,3 milhão de homens, pobres, analfabetos. O Exército, que é devotado a seu presidente, bem formado, tem 500 mil soldados.
Na Tunísia, são os jovens universitários desempregados que estão na origem dos tumultos. No Egito, quase não se veem estudantes. Eles estão lá, mas na espera. A rua do Cairo está entregue aos pobres, aos proletários. Por quê? A verdadeira razão é que as universidades egípcias são o reservatório do islamismo radical. O objetivo era, portanto, sair do confronto deletério: poder contra fundamentalismo islâmico. E fazer do movimento uma força bruta e revolucionária.
Mas as diferenças são numerosas. A Tunísia pretendia-se moderna, tolerante e laica. O ditador Ben Ali não conseguiu destruir essa base. A Tunísia ignora a "sharia", a terrível justiça islâmica. A educação é notável e os jovens tunisianos são muito cultos. Enfim, a economia, embora continue pobre, é séria, bem orientada e não lembra em nada o caos monumental que é a economia egípcia. Outra diferença: a segurança. Nos dois casos, ela é opressiva. Mas, na Tunísia, ela estava nas mãos da polícia, não do Exército. E no Egito? Há a polícia, que conta 1,3 milhão de homens, pobres, analfabetos. O Exército, que é devotado a seu presidente, bem formado, tem 500 mil soldados.
Na Tunísia, são os jovens universitários desempregados que estão na origem dos tumultos. No Egito, quase não se veem estudantes. Eles estão lá, mas na espera. A rua do Cairo está entregue aos pobres, aos proletários. Por quê? A verdadeira razão é que as universidades egípcias são o reservatório do islamismo radical. O objetivo era, portanto, sair do confronto deletério: poder contra fundamentalismo islâmico. E fazer do movimento uma força bruta e revolucionária.