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As mentiras que os comunistas contam

Iniciado por leandro_13 em 19/01/2005 · 11 mensagens

leandro_13#1
Os esquerdistas alegam que não é marxismo genuíno. Dizem que faltam bases filósoficas essenciais. Seus adversários, porém, dizem que a base a mesma: o economicismo, a tese luta de classes sutilmente inseridas, até nas observações mais comuns...

A verdade é que as décadas de hegemonia marxista criaram (com o perdão da palavra) imensas cagadas na produção cultural e acadêmica brasileira.
Mas não só aqui. Em todo o mundo, parece que em cada país, foram criados mitos, invencionices, fanfarronices, repetições, ...
O dogma da motivação econômica de todos os fatos parece que deu aos marxistas o direito de inventar fatos, exagerar números, esconder falhas, e impor interpretações.

No contexto mais próximo ao nosso, o mito da resistência democrática contra a ditadura e a guerra do Paraguai; na Espanha, as cifras exageradas da guerra civil e a ocultação do golpismo do PSOE; na Argentina, os números da guerra suja. E por aí vai.

Parece que em cada país, a história se repete. Sinceramente, fico na dúvida se os comunistas conseguiram superar os nazi na arte de mentir. O tempo age a seu favor.

Confesso que me sinto melhor limpando a cesta de lixo imunda de um banheiro que passando pelos livros de certas bibliotecas.
Acreditar nas mentiras que os comunistas contam se tornou em muitos meios uma espécie de credencial que abre o caminho para ser aceito como culturalmente evoluído, ou seja, a um toque de Midas saber a natureza e a motivação de todos os fatos da história, os conhecidos e os ocultos.

Os esquerdistas dizem que hoje não é mais assim, que já não exageram tanto. É verdade: estão mais comedidos, mas nunca fizeram uma mea culpa, nem apresentaram uma justificativa.
E, fora do mundo acadêmico, milhões de cidadãos já se credenciam como novos porta-vozes da verdade revelada.

Aí eu pergunto: algum dia removeremos o entulho?
david_7#2
Falando em nazis, me lembra o filme alemão que vi esses dias: Edukators (Die Zeit der Fetten ist Forbei)

O filme parece ter sido feito por diretório central dos estudantes, cheio de baboseiras socialistas e jovens com idéias fantasiosas da realidade. A personagem mais de direita do filme é um ricaço ex-comunista que concorda com os ideais dos moleques, numa visão meio "eu sou você amanhã". Incrível como que em um país com um nível de educação e população letrada como a Alemanha esse tipo de lixo cultural ainda seja produzido e, obviamente, consumido pela galera cabecinha brazuca como o que há de mais novo no cenário "cult" mundial. (Ora, lembro-me de um tópico em que alguém mostrou uma estatística de que 40% dos alemães acreditam no socialismo!)
csarkyn#3
O livro negro do comunismo.
tiago_9#4
Leandro,não poderia concordar mais. O pior é que as mentiras estão tão enraizadas que quem as questiona passa por louco, ignorante ou até reacionário.
csarkyn#5
Proibidos não são, mas ninguém lê e ninguém fala deles. É como se não existissem. Obviamente que no Brasil não existe censura da maneira como você está sugerindo. A censura está simplesmente no fato de que os livros existem, apontam fatos relevantes e todo mundo faz de conta que não está vendo nada, não sei se por conveniência ou por medo de ver a verdade. Eu já recomendei para amigos meus esquerdistas lerem partes do livro negro do comunismo e me dizerem o que achavam. A maioria recusa a leitura, e quando lêem dizem que tudo é mentira, propaganda de uma entidade sobrenatural de direita. Nunca verificam se os dados são verdadeiros e acho que repetem umas mil vezes que é tudo mentira (no estilo Goebbels), que o socialismo é belo, e por fim creio que acabam acreditando que é mesmo.
csarkyn#6
Realmente. Mais pelo prefácio creio que ex-comunistas, afinal depois do que viram...
antnio_5#7
Você já leu os dois livros do Volkogonov sobre o Stálin? O que você achou?
leandro_13#8
Prezado Sr. Marcio,

Não citei fatos.
Citei versões e algumas delas, como a mitificação da Guerra do Paraguai e da Guerra Civil Espanhola já são reconhecidas até por professores esquerdistas como "lamentáveis acidentes" cometidos em uma época de euforia por autores marxistas.

Porém, se essa constatação é surpresa para você, então aí é que residiria o problema, já que há pelo menos 10 anos a historiografia está fazendo justamente o que o que eu disse: demolindo o entulho criado em décadas pelos marxistas.

A crítica que vc escolheu para mim "citar fontes" é um chavão velho, útil às vezes, mas que não cabe ao comentário que fiz.
Por esse motivo, me abstive de dizer se os autores das mitificações fizeram isso por vontade própria ou por uma conspiração mundial. Aí sim eu estaria afirmando um fato, e teria que comprovar. Mas eu não citei.

Quem citou foi você. Disse que ao golpe de 31 de março, "houve focos isolados de resistência, massacrados através de assassinatos e torturas".
Sei que aqui não é lugar, mas sinta-se à vontade para mostrar os dados sobre esses "massacrados". Citando as fontes, é claro.
leandro_13#9
César, Gabriel, Marco.

Agradeço a participação de vocês, mas há um detalhe importante.
Não estou me referindo ao entulho dos crimes dos comunistas. Claro que eles os cometeram, e ainda os cometem em algum lugar do mundo.

Estou me referindo às versões que eles criaram para os fatos (através de repetições, manipulações, etc), e que estão sendo hoje refutadas, lentamente.

Pergunto:
uma vez enraizadas as versões (como, por exemplo, a guerra do Paraguai), os livros de relucidação tem como reverter a opinião formada?
Ou serão recebidos a pedras e pauladas?
csarkyn#10
OK Leandro, entendo o seu ponto. Realmente falamos de coisas distintas. Sobre as perguntas que vocês fez:

> uma vez enraizadas as versões (como, por exemplo, a guerra do Paraguai), os livros de relucidação tem como reverter a opinião formada?

Não sei, mas acho que não por um bom tempo. Se a cabeça foi formada para pensar utilizando categorias marxistas, naturalmente tem mais chance de aceitar versões dos fatos que atendam a esse formato do que os próprios fatos. Digo isso por experiência própria. Não é fácil expurgar a coisa.

> Ou serão recebidos a pedras e pauladas?

Acho que serão tacitamente ignoradas. Pelo menos por um tempo. Quanto tempo ? Não sei.
leandro_13#11
Realmente,
Alexandre, a contestatação aos erros de historiografia infelizmente nem sempre acrescenta dados muito significativos, mas torna-se necessária diante dos mitos que se criaram e ainda perduram.
Acho que nenhum esclarecimento sério deva ser escamoteado. Seja ele no Chile; seja ele em Cuba.

De maneira alguma assumi que estou postulando uma crítica sublime, geral. Isso seria dogmatismo, e a ciência não suporta isso. Posso citar o mito da conspiração judaica mundial, que foi muito influente até a Guerra Mundial (e hoje renasce em alguns meios), que é uma lenda que não tem a menor feição marxista.

No entanto, ao falarmos da Guerra do Paraguai, deparamos com um erro já bastante reconhecido, e que põe frente a frente uma linha que não utilizou critérios de hermenêutica e outra que critica na primeira justamente a falta de uma pesquisa mais séria.
Se queremos saber por que foram usados esses métodos de argumentação, quais interesses ideológicos inseridos, qual o motivo de responsabilizar o capital britânico (e algo semelhante se faz na crítica à Guerra Mundial), aí então responderemos à minha pergunta.
O resto é distração.

Sobre 1964, a questão é mais interpretativa. Não tenho a intenção de negar perseguições e torturas (inclusive com mortes) no período imediatamente seguinte à derrubada. No entanto, há um lapso de tempo que separa esse momento e a articulação de uma luta armada organizada. Não só por isso, mas outros fatores, é necessário associar o que aconteceu no Brasil a outros fatos (como no México, Alemanha ou Estados Unidos), que desvirtuam seus objetivos de uma hipotética resistência democratizante à ditadura.

Não podemos, é claro, atribuir premeditamente tudo a um "entulho marxista", mas é inegável que, depois do esquecimento das lendas antigas (algo quem vem ainda do Iluminismo), foi o marxismo que criou a maior quantidade de mitos da historiografia recente.

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