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Sartre e a paralaxe cognitiva

Iniciado por wellington_2 em 04/02/2011 · 3 mensagens

wellington_2#1
Pessoal estou com um duvida:

Estava meditando sobre o pouco que conheço da filosofia de Sartre e me surgiu uma duvida:

Um dos principios de sua filosofia é liberdade, tomada em sentido absoluto, uma liberdade que não está condicionada a nada, ele chega a negar o conceito de ser (a existência precede a essência). Então dessa forma nada predertemina o homem ele é livre para construir através da sua existência o que ele quiser. Ok.

Mas em outros trechos de sua obra ele discorre sobre existência humuna e diz que toda existência humana é angústia. Da a entender que a angústia é um sentimento universal para toda humanidade. O mesmo pode se dizer quando o filósofo descreve a experiência da nauséa.

Ora se fossemos totalmente livres poderiamos viver sem angústia, mas não parece que é isso possível para Sartre.

Me parece que o caso é de paralaxe cognitiva, o filosófo VÊ que existem componentes universais na existência humana, mas prefere ficar com a teoria da liberdade absoluta, negando o ser.

O problema é que para muitos ele foi um grande filósofo.

Gostaria de saber a opinião de voces sobre a filodofia de Sartre e se o que descrevi pode ser um caso de paralaxe cognitiva.

Comentem aí pessoal.

Um abraço
g_orkut_3#2
Se paralaxe cognitiva, como explicou o Olavo, é "o deslocamento, na obra de um pensador, entre o eixo da especulação teórica e o da experiência concreta que ele tem da realidade", essa falha não parece constituir uma, já que tanto a liberdade quanto a angústia são especulações teóricas em Sartre. De qualquer forma, paralaxe cognitiva clara existia na sua "esposa", que pregava a emancipação das mulheres ao mesmo tempo em que via calada que o Sartre só a comia quando não tinha mais nenhuma outra com quem transar.
antnioluiz#3
"De qualquer forma, paralaxe cognitiva clara existia na sua "esposa", que pregava a emancipação das mulheres ao mesmo tempo em que via calada que o Sartre só a comia quando não tinha mais nenhuma outra com quem transar."

Também, pudera: aquela mulher era uma assombração do caralho...

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