Fórum Olavo de CarvalhoArquivo da comunidade do Orkut · 2004–2013

Militares trabalham na criação de um partido

Iniciado por lrdezro em 04/02/2011 · 13 mensagens

lrdezro#1
Militares trabalham na criação de um partido político

TTÂNIA MONTEIRO - Agência Estado

O capitão da Polícia Militar de São Paulo, Augusto Rosa, está articulando a criação de um partido para abrigar militares e simpatizantes de suas causas, e que foi batizado de Partido dos Militares Brasileiros (PMB). O nome já criou polêmica porque militares das Forças Armadas não se sentem representados por Pms.

O capitão Augusto diz que já conta com 5 mil inscritos, sendo 70% deles das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) e metade destes, da ativa. Ser da ativa é um problema porque a legislação veta a militância partidária. O artifício usado para esconder a identidade é, quase sempre, mobilizar e inscrever as respectivas mulheres nas listas de apoio ao novo partido.

O militar será uma espécie de filiado "tipo 2", conforme explicou o capitão Augusto, o que significa, na prática, que ele só existirá nos registros secretos do partido. O ânimo do capitão, que acha que receberá o apoio para expansão do seu partido do pessoal do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, não leva em conta que, militares das Forças Armadas não se integram a iniciativas lideradas por PMs, ainda mais por iniciativa própria. O PMB é pouco conhecido na cúpula das três forças e nos Clubes Militares, que costumam replicar as vozes da ativa das Forças Armadas.

Hoje, o único oficial da reserva (capitão do Exército) que ocupa uma cadeira no Congresso, deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), e está cumprindo seu sexto mandato, não foi convidado para integrar a nova legenda e já avisa que não trocaria de partido. "A intenção é boa, mas dificilmente terá um resultado satisfatório. O partido peca pelo nome", declarou Bolsonaro, acrescentando que a primeira ideia da população é achar que um partido com este nome será corporativista.
lrdezro#2
Democracia

Depois de explicar que este será um partido "extremamente democrático", que exigirá uma ficha "limpíssima" de seus filiados, que terá como pilar "os direitos humanos" e a democracia", o capitão Augusto disse que o partido quer ter candidatos a vereador e prefeito em 2012 e, em 2014, a presidente, governador, deputado estadual e federal e senador. Informou ainda que a filiação não será só de militares. Ele disse que uma das principais bandeiras do partido será a segurança pública.

A primeira convenção nacional do futuro Partido dos Militares Brasileiros (PMB) foi realizada online, no dia 29 de janeiro. "O novo partido já começará um gigante", avaliou o capitão Augusto, que dirige uma companhia da PM em Ourinhos (SP). Ele informou que, apesar de, para a criação do partido, serem necessários 120 mil filiados, em nove Estados, o PMN já conseguiu inscrição de cerca de 5 mil militares, nos 27 Estados.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,militare…675443,0.htm
eric_2#3
depois de 35 aconteceu a mesma coisa.
Vamos ver se vai dar certo ...
andrlus#4
Pois é, pessoal...

Enquanto isso, é ir trabalhando aqui o panorama CULTURAL do país, isto é, estudando, estudando e estudando 😉 Isso é o mais importante, lembremos ^^
rafael_2#5
A questão é que um partido político praticamente não muda nada no panorama atual. O Olavo já chamou a atenção sobre isto num T.O: o que é preciso é haver educação, no sentido autêntico da palavra, que venha de cima, atingindo as diversas esferas.

Um partido político é algo que vive na superfície da sociedade. Uma sociedade educada para os valores humanos mais profundos é que conta para haver mudança. Assim, o que interessa é educação que contrabalance a lavagem cerebral midiática e escolar que a esquerda vem fazendo há décadas.

Repetindo as palavras do Olavo, é preciso primeiro criar uma elite intelectual, para que esta comece a irradiar educação para o restante da sociedade. Isto fará mais diferença do que a criação de mil partidos políticos.
brancaleone#6
E por que não as duas coisas? É uma boa estratégia atuar em várias frentes, de forma assimétrica.

Quem tem talento pra política, que vá pra política, quem tem talento pra intelectualidade, que seja intelectual. O problema não é exercer os papéis, e sim confundi-los.
brancaleone#7
Temerário é ver o país sendo destroçado e não fazer nada nesse sentido só até se formar uma elite intelectual. Talvez o tempo não seja tão longo assim. É bom fazer as duas coisas.
rafael_2#8
De que adianta fazer mais um partido político, se o eleitorado coloca no poder pessoas como Tiririca e romário?
brancaleone#9
Eu sei, mas o que impede que se criem partidos ao mesmo tempo em que se desenvolve a cultura? E o partido não pode ser um difusor cultural também?
tiago_5#10
PMB? Um D e vira PMDB. Mas a iniciativa é louvável! Oremos.
rafael_2#11
Não considero que um partido seja de todo inútil, nem que as duas coisas possam concomitantemente ocorrer. Reconheço que um partido com pessoas conservadoras pode, sim, fazer diferença para votar contra um projeto de lei que fira os valores conservadores. Mas a rigor, o que interessa de fato é uma mudança substancial na educação.

Ora, os militares podem criar um partido, mas de que adiante se a preferência popular é pelos piores? Nisto, precisamente nisto, reside a importância da educação. O eleitorado com um grau de educação maior provavelmente terá igualmente um grau de exigência maior para com a classe política, não apenas no momento do voto, mas no acompanhamento do mandato e na rejeição de certos projetos de lei.

Pela lacuna educacional brasileira (repito, me refiro a educação verdadeira, não meramente instrução e menos ainda a doutrinação que vemos hoje) é que temos um país que não apenas escolhe os piores entre os piores para os cargos políticos, como temos uma tolerância ímpar para a corrupção, escândalos etc.
orkut_12#12
O nome nao importa,,vamos ver a atuaçao dos membros do partido .
tahan#13
desde que não se deixem usar...

‹ Voltar para a lista de tópicos