Caros colegas, refletindo sobre o texto Ateus e ateus do OdC, pensei que toda a história do pensamento humano pode ser resultante do conflito entre "os que buscam a suprema explicação e origem das coisas" e "os que se fecham na clausura do conhecido, negando o mais além".
Pode haver aí, ainda, alguma relação com a oposição entre as tribos de pastores, descendentes de Abel, e as dos agricultores, filhos de Caim, criadoras das cidades, segundo Rene Guenón.
Quero me parofundar mais nesse tema, gostaria de mais indicações bibliográficas para estudo.
Um abraço.
Na nossa irmã mais sábia tem algumas conversas que abordam o tema.
Aqui vai o link pra uma:
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=599335&tid=2494531954152841601[/url]
Eu tenho um exemplar do "Le Règne de la Quantité et les Signes des Temps" em algum lugar desta casa, e estou procurando há uns dois meses. Mas tá aqui, que eu sei!!!!!
Moysés,
Percebi que é típico no Antigo Testamento os pastores serem favorecidos por Deus enquanto os agricultores não. Há algum simbolismo a ser extraído disso? Se alguém souber, gostaria que me explicasse.
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existe uma interpretacao meio "torta" tambem" como o Senhor rejeitou o sacrificio de Caim, entao Caim ofereceu-Lhe outro sacrificio - o fraticidio entao seria um sacrificio humano.
e' tanto verossimil levando-se em contra as outras passagens que abordam isso - como o quase sacrificio do filho de Abraao.
o que fala Rene Gerard sobre isso?
Uriel,
Para interpretar essa passagem, o Girard raciocina justamente como você: Caim é amaldiçoado porque, não conhecendo um substituto sacrificial (gado), sacrifica o irmão; Abel, ao contrário, pode praticar a substituição sacrificial pelo fato de ser pastor. Mas dá para confiar apenas nesta explicação para dar conta da "implicância" da Bíblia com agricultores? Não haveria aí um símbolo com outras possibilidades de compreensão?