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Líbia.

Iniciado por gabriel_10 em 22/02/2011 · 11 mensagens

gabriel_10#1
Estou por fora do que está acontecendo de verdade na Líbia, só vi noticiários de bosta de TV aberta.
Até onde eu sei, o Muammar Khadafi é um fdp anti-americano. Lá também é a bosta da fraternidade muçulmana que está por trás da revolta? E se for, é uma troca de 6 por meia dúzia já que tanto a fraternidade quanto o Muammar Khadafi são anti-americanos?
gabriel_10#2
22/02/2011 13h02 - Atualizado em 22/02/2011 16h39
Kadhafi afirma que ainda é 'chefe da revolução' e que não deixará a Líbia
Ditador ameaçou manifestantes e prometeu lutar 'até última gota de sangue'.
Repressão a protestos contra o governo deixou centenas de mortos no país.

Do G1, com agências internacionais
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O ditador Muammar Kadhafi "amaldiçoou" nesta terça-feira (22) os responsáveis pelos protestos de rua contra o seu governo, que paralisam o país desde 15 de fevereiro, e criticou os países "árabes e estrangeiros" que estariam tentando desestabilizar a Líbia.

Em um tom raivoso, gesticulando e apontando o dedo para o alto, ele disse que ainda é o "chefe da revolução" no país, que governa desde 1º de setembro de 1969 após um golpe de estado, e disse que deixar a Líbia "não está entre as suas opções" e que pretende morrer no país.

"Muammar Kadhafi é o líder da revolução, sinônimo de sacrifícios até o fim dos dias. Este é o meu país, de meus pais e antepassados", disse.
Muammar Kadhafi durante discurso nesta terça-feira (22) (Foto: Reprodução de vídeo)Muammar Kadhafi durante discurso nesta terça-feira (22) (Foto: Reprodução de vídeo)

"Morrerei como um mártir na terra de meus ancestrais", afirmou, em um longo discurso televisionado pela TV estatal, e aparentemente improvisado, feito possivelmente em frente a um prédio bombardeado por aviões norte-americanos no ataque de 1986.

O coronel, de 68 anos, culpou EUA e Reino Unido pela orquestração dos protestos, que já provocaram centenas de mortes no país, e disse que a Líbia já resistiu antes às investidas das potências e que resistiria novamente.
gabriel_10#3
Ele também pediu que seus partidários vão às ruas a partir desta quarta-feira (23) para enfrentar os "ratos" e "mercenários" que protestam contra o regime e "garantir a segurança" nas cidades do país.

"Eu vou lutar até a última gota do meu sangue, com o povo da Líbia por trás de mim", disse.

Kadhafi tinha nas mãos durante o discurso o Livro Verde, compêndio de doutrinas publicado nos anos 1970 e que serve de Constituição para o país.

O ditador também ordenou que o Exército e a polícia "tomem controle" da situação e afirmou que os "manifestantes armados" que querem transformar a Líbia em um "Estado islâmico" e podem ser punidos com a pena de morte.

Ele afirmou que ainda "não usou violência" na repressão aos protestos, mas ameaçou começar a fazê-lo, ameaçando dar uma resposta semelhante à ocorrida em Tiananmen (massacre da Praça da Paz Celestial, na China) e Fallujah (no Iraque), em que manifestantes pró-democracia foram massacrados.
"O povo líbio está comigo", disse.

Kadhafi criticou a imprensa estrangeira que cobre os protestos, que, segundo ele, estaria "trabalhando para o diabo".

Kadhafi não havia feito nenhuma declaração oficial desde o início das manifestações contra o regime.

Ele fez apenas uma breve aparição pública na madrugada desta terça para desmentir os boatos de sua fuga para a Venezuela.
gabriel_10#4
Mortes
A repressão dos protestos apenas na capital da Líbia, Trípoli, causou ao menos 62 mortos em Trípoli desde domingo, afirmou nesta terça a organização de defesa dos direitos Human Rights Watch (HRW) com base em dados recebidos de dois hospitais da capital.

Como apenas dois hospitais foram ouvidos, o número poderia aumentar.

A entidade, com sede em Nova York, também confirmou relatos de que policiais e militares atiraram indiscriminadamente contra manifestantes.

À frente do país desde 1969, o coronel Kadhafi está pressionado após a violenta repressão a protestos populares contra o seu governo, que deixaram centenas de mortos.

Não há informação oficial dos dados sobre vítimas, que são frequentemente contraditórios.

A própria HRW disse, na segunda, que pelo menos 233 pessoas tinham morrido em confrontos nas cidades do interior. A Federação Internacional dos Direitos Humanos afirmavam que poderia haver entre 300 e 400 mortos.

Diplomatas, líderes tribais e líderes religiosos deixaram de apoiar Kadhafi nos últimos dias e pedem sua saída.
Situação caótica
A situação em várias cidades do país é caótica, segundo vários relatos.

O lado líbio da fronteira egípcia estava sob controle de rebeldes armados com cassetetes e fuzis Kalashnikov, que saudaram visitantes vindos do Egito, relatou um correspondente da Reuters que atravessou a fronteira, entrando na Líbia.
gabriel_10#5
Soldados líbios na cidade de Tobruk disseram que eles não apoiam mais Kadhafi e confirmaram que o leste do país está fora do controle do governo. Moradores afirmaram que a cidade está agora em mãos do povo e vem sendo assim há três dias.

As manifestações se espalharam para Trípoli, partindo de Benghazi, a segunda maior cidade do país e berço da revolta, e já chegou a várias cidades. Moradores de Benghazi dizem que a cidade agora está sob controle dos manifestantes.

Um líbio que não pôde ser identificado disse ao correspondente da Reuters em território líbio que Benghazi foi "libertada" no sábado de um batalhão pertencente a um dos filhos de Kadhafi.

Os combates em Benghazi teriam sido interrompidos nesta terça, pois seus habitantes temem a possibilidade de bombardeios, segundo testemunhos feitos por telefone à France Presse.

As operações em três portos de carga no Mediterrâneo -Benghazi, Trípoli e Misurata- foram fechadas em decorrência da violência no país, disseram fontes do setor de navegação.

Os combates explodiram no leste produtor de petróleo da Líbia na semana passada, em uma reação a décadas de repressão e após levantes que derrubaram líderes na Tunísia e no Egito, e depois chegaram a Trípoli.
gabriel_10#6
Repercussão
O secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Abdel Rahman Attiya, lançou um apelo nesta terça aos países árabes e islâmicos e à comunidade internacional para que "o genocídio" do povo líbio seja detido.

Em um comunicado, o secretário do CCG - que reúne Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Kuwait - denunciou "as violências perpetradas pelo regime contra o povo líbio".

Attiya pediu "uma ação árabe, islâmica e internacional para apoiar o povo líbio que enfrenta um verdadeiro genocídio".

A Jordânia, por sua vez, exigiu o fim "imediato" do "banho de sangue" na Líbia.

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/02/ka…-o-pais.html

O foda é que essa é só a versão da Globo que é totalmente superficial.
gabriel_10#7
22/02/2011
às 17:18
Os petralhas e os ditadores com as mãos sujas de sangue. Ou: Quem chamou Kadhafi de “amigo, irmão e líder foi Lula”. Eu sempre o chamei de “assassino e terrorista”!

Petralha é mesmo um bicho muito safado!

Publiquei ontem a foto de Lula trocando amabilidades com Kadhafi, o carniceiro da Líbia, o terrorista que buscava reabilitação. Publico de novo, para que a gente não se esqueça daquelas imposturas. Realizava-se a Cúpula dos Países Africanos em julho de 2009: havia ditadores saindo pelo ladrão e ladrões de toda espécie: de dinheiro, de vidas, de democracia… Lula era o convidado de honra do encontro. O secretário-geral da ONU se negou a ir porque não queria posar ao lado dos brucutus.

khadafi-e-lula1NÃO, EU NÃO TENHO pela chamada “Revolução do Mundo Árabe” o mesmo entusiasmo de muitos colegas. Eu não acredito em alguns mitos que estão circulando por aí, como o da revolução espontânea ou revolução do Facebook, por piores que sejam as tiranias; até digo que a real “face” é a Irmandade Islâmica, e o “Book” é o Corão… Mas, é óbvio, nada disso me faz simpatizar com aqueles carniceiros. Só não estou entre os certos de que as coisas não poderão piorar no longo prazo. Eu acho que há essa possibilidade. Quero, no entanto, que os sanguinários ardam no mármore do inferno.
gabriel_10#8
Quem não queria era Lula. Quando ele foi lá puxar o saco dos ditadores, inclusive do carniceiro do Sudão, Omar Bashir, responsável pelo massacre de 400 mil pessoas, eu lhe dei umas pancadas aqui. E a petralhada babava: “Ah, ele só está sendo pragmático!” Em seu discurso, Lula chamou Kadhafi de “meu amigo, meu irmão e líder”. Pragmatismo? Não, não! Lula elogiou o esforço dos governos africanos para ter uma identidade e, acreditem!, condenou o “preconceito” que haveria contra aqueles grandes humanistas. Faria o mesmo com Ahmadinejad, do Irã, o “meu querido amigo”.

Não, petralhas! O fato de eu não ter ilusões sobre a “revolução do mundo árabe” não me põe em linha com os facínoras; quem gostava deles era Lula; quem os abraçava era Lula; quem os chamava de “irmãos” era Lula; quem exaltava seus feitos heróicos era Lula. Eu sempre lhes dei um solene chute no traseiro!
Por Reinaldo Azevedo

Tags: Kadhafi, Líbia, Lula
ayrton#9
"08/03/2011

Tropas leales a Gadafi y rebeldes libran feroz batalla en Libia

Disparos de tanques y ataques aéreos se reportan en Zawiya, Ben Jawad y la estratégica Ras Lanuf.

La velocidad de los acontecimientos ha cambiado el panorama bélico de Libia, que ahora se presenta como una guerra prolongada y violenta. También el tono de la comunidad internacional, que el lunes parecía acelerar los planes de una intervención militar.
(...)"

http://www.eltiempo.com/mundo/medio-oriente/tropas-l…la_8984449-4
sierra#10
Líbia: Kadhafi ameaça Europa com nova vaga de emigração clandestina
Por Redacção

O líder líbio Muammar Kadhafi ameaça provocar uma onda de emigração clandestina no território europeu, se os países ocidentais não o ajudarem a combater a revolta contra o seu regime.

«Milhares de habitantes líbios vão invadir a Europa e não haverá ninguém para as impedir», avisou Khadafi numa entrevista ao jornal francês, Journal du Dimanche, onde o líder líbio voltou a responsabilizar a Al-Qaeda pela onda de revolta, adiantando que a organização de Osama Bin Laden se está a instalar no seio do velho continente.

«Vocês têm uma jihad islâmica à vossa porta no Mediterrâneo. Osama Bin Laden está a instalar-se no Norte de África. Vocês vão ter Bin Laden à perna», alertou, pedindo que as forças ocidentais o apoiem na luta contra o terrorismo que se instalou na Líbia.

«Eles vão atacar a 6ª Frota dos Estados Unidos. Vocês vão começar a ver actos de pirataria a 50 quilómetros das vossas fronteiras. Os homens de Bin Laden vão poder exigir resgates por terra e por mar, estamos a caminhar para uma crise internacional», alertou o líder líbio.

«O que está a acontecer na Líbia é uma guerra contra o terrorismo. Como é possível que ninguém nos ajude?», questionou. 17:02 - 06-03-2011
sierra#11
Irã contra presença militar norte-americana na Líbia
Por Redacção

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã reagiu à presença militar dos Estados Unidos junto à Líbia, condenando fortemente uma intervenção norte-americana no país.

«Alguns países, em particular os Estados Unidos, que sempre apoiaram os ditadores, usam a defesa dos direitos do povo líbio como desculpa para uma intervenção militar, a ocupação da zona e o estabelecimento de bases», disse Ramin Mehmanparast.

O responsável iraniano considera que a situação que se vive actualmente no norte de África não é senão uma revolta islamita contra a ingerência do Ocidente, e defende que os Estados Unidos deviam ser impedidos de avançar com uma intervenção militar na zona.

«O que está a ocorrer no Médio Oriente e no norte de África não é mais que um golpe nos interesses de determinados países ocidentais e dos aliados dos sionistas. Todos os países devem ajudar para que o povo líbio consiga as suas verdadeiras aspirações», continuou o porta-voz iraniano.

Mehmanparast fez ainda questão de salientar que as revoltas populares da Tunísia, Egipto e Líbia não se vão estender ao Irã, segundo a agência espanhola EFE.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=251284

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