Não é racismo se insurgir contra branco, diz ministra
A ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), diz que considera natural a discriminação dos negros contra os brancos.
Em entrevista à BBC Brasil para lembrar os 200 anos da proibição do comércio de escravos pele Império Britânico, tido como o ponto de partida para o fim da escravidão em todo o mundo, ela disse que "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco".
"A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou", afirmou.
Ribeiro disse que ainda vai demorar até que as políticas públicas implantadas nos últimos anos comecem a dar resultados concretos e diminuam a diferença econômica e social entre as populações branca e negra do País.
"Ainda temos muito o que fazer", afirma, enumerando ações que já começaram, como na área de educação e saúde. Ela diz que, embora a abolição da escravatura tenha chegado atrasada ao Brasil, hoje o país tem uma das legislações mais avançadas do mundo em relação a direitos iguais, mas ainda falta uma mudança de postura da sociedade.
"A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou"
Que legal!! A querida moça absorveu uma questão moral na questão racial. Ora, se um negro foi açoitado por um branco, é evidente que o primeiro não quererá viver com o segundo... mesmo que fosse índio, esquimó, árabe, e a pqp!!
Mas se os brancos apanharem dos negros, ai de quem não quiser viver com os negros que bateram neles!
O que me assusta é que essas pessoas idiotas têm a impressão que cada branco ainda é no fundo aquele maléfico senhor de engenho que batia nos escravos.
Acabo de mandar a seguinte mensagem para a OAB-SP, espero que todos façam o mesmo.
Prezado Senhor Dr. Flavio DUrso,
Estou inconformado com o pronunciamento da Ministra Matilde Ribeiro que diz: "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco".
Tal discriminação, principalmente saindo da boca de uma Ministra é uma afronta (para não dizer um crime) contra os preceitos básicos de que todos somos iguais perante a lei.
Portanto faço um apêlo a essa conceituada entidade, que exija dessa Ministra a retratação em público de tão infeliz pronunciamento.
Atenciosamente,...
quem foi escravizado? quem tem um milhão de epitetos ofensivos? na boa ser negro e conviver com brancos sempre resulta em racismo.. e qq tentativa de ser livrar disso, os brancos ficam tão ofendidos?!
Q tal pensar nisso de maneira racional?
Mas peraí Mario. Ninguém é contra a luta contra o racismo. Só não se pode inverter as coisas e promover o racismo dos negros para os brancos. E muito menos promover a vingança.
Brancos também foram escravizados, aliás, se não me engano o Olavo já falou sobre isso: brancos escravizados na Turquia quando os negros em todos os outros países já estavam livres.
Essa mulher é uma retardada, eu vou mandar e-mail também, isso não pode ficar impune.
algum de vcs é negro? quantos amigos negros tem? quantos negros vcs veem na tv sem ser empregada ou traficante? quantos tem altos funcionários em suas empresas negros?
Mário, você está discutindo a coisa errada no lugar errado. Ninguém negou o racismo contra os negros por aqui. Apenas se está discutindo o racismo da ministra. Ou você acha que isso não é racismo também?
Ela postulou algum comentário sobre superioridade racial negra? superioridade intelectual? ela conclamou a não se misturarem, contratarem e se relacionaram com brancos?asiaticos?
Ela disse alguma expressão pejorativa de cunho racial e étnico?
Então não é racismo.
Mário, ela incitou o racismo. Logo, ela é racista, no mínimo, enrustida. Ou você concorda que contra branco não é racismo, e que "racismo" é apenas ofensa contra negros?
não mas é natural ter raiva de quem lhe ofende, dá apelidos e por ai vai.. ou estou muito errado, cristo ofereceu a outra face não sou tão bom.
Ela lhe ofendeu thiago como ao dizer o que todo mundo sabe q os negro no Brasil foram escravos e hj são favelados? como isso pode ser ofensivo aos brancos? ela incitou ao ódio ou falou abertamente do q acontece...
vcs falam aqui como se ser branco, heterossexual fosse uma maldição nesse país, segundo os dados do IBGE não é tão mau-negocio assim não...
Seu caso é um.. veja a sociedade como um todo, veja como se dão as coisas.. eu sou um liberal.. e acredito na igualdade de oportunidades.. c acha q há isso no Brasil... vc nunca perdeu um emprego tendo um curriculo melhor pra alguém com menos curriculo mas branco... vai dizer q isso não dá raiva?
Mas o Brasil é perfeito, afinal vivemos uma democracia racial e o racismo é inventado pela esquerda....
Nós demos mole.. podiamos ter lutado por igualdade juridica de fato.. agora os esquerdinhas se apoderaram da luta... na nossa falha q a esquerda se fortalece...
Mário, e eu volto afirmar que você está confundindo a arena para lutar por uma causa. E está escolhendo mal seus símbolos. A definição dela de racismo não deveria enquadrá-la no que você considera sua luta. Ela usa o racismo pra promover o marxismo, dizendo que: "Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros.". Ela não disse nada sobre raça aí. Só se a "zelite" também for raça, agora.
E "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco" é incitar o ódio racial. Só um racista faz isso.
Sabe pq o movimento negro se apoia nos "revolucionários marxistas" pq agente como direita conservadora ou liberal... demos o mole de permitir a discriminação de fechar os olhos...
Pessoal,
Vamos encher a caixa postal do MPF solicitando providências contra a declaração da Ministra, totalmente contrária ao disposto na Constituição Federal, capítulo I, artigo 5, item XLI.
Mario, demorei mas entendi: achei que você tinha algum problema, e cheguei a pensar que você fosse talvez cego, lutando com uma dificuldade física real e palpável, quando li o post do David (que agora entendi que foi uma ironia) e percebi que você estava de óculos escuros na foto!!!!!
Que bom que sou ingênua: não deve mesmo passar pela cabeça de ninguém que características fenotípicas tenham valor moral, intelectual ou seja lá o que for! E, se alguém comete uma injustiça contra mim, eu vou em cima do cometedor por seu critério moral - nunca, jamais, por uma associação idiotíssima entre o que ele faz de maldade/estupidez e qualquer característica física, étnica, cultural, econômica, ou seja lá o que for! Se o imbecil usou um critério estúpido pra me perseguir, azar o dele, que é imbecil - eu não sou e não uso critério de imbecil, só faltava essa!!!!!
Se você, eu, ou todo e qualquer preto, amarelo, branco, verde, cor-de-rosa ou azul do mundo for perseguido ou discriminado, o crime é o mesmo, a estupidez é a mesma, a ruindade é igual - e a luta contra isso É A MESMA!
Eu, hein! Vamos parar de bobagem!
"A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou", afirmou.
Então um branco que seja assaltado por um negro também pode - legitimamente - não querer conviver com um negro?? Afinal "quem foi assaltado na rua a vida inteira não tem a obrigação de gostar de quem o assaltou"??
Eu não suporto mais esse racismo calhorda de esquerdistas politicamente correto. Não suiporto mesmo. Bando de PILANTAS.
Ministra Matilde, quem foi açoitado a vida inteira não só não tem obrigação de gostar de quem o açoitou, como, até onde eu penso, está livre pra açoitá-lo igualmente - mas não pode estender seu ódio a quem ele "resolveu", e resolveu erradamente, que "representa" quem o açoitou, baseado num característica que nada tem a ver com isso - fui clara?
Houve algum problema mais sério ontem por causa da declaração da ministra. A Record foi a única que mostrou a notícia nesta manhã, mas peguei a matéria no fim. Sei que havia muitos negros e foi colocado fogo na porta de algum gabinete(?), mas não sei por quem (negros ou brancos).
A notícia veiculada pela Record foi de que atearam fogo nas portas dos alojamentos de estudantes africanos -angolenses, me parece - que fazem parte de alguma bolsa de intercâmbios mantida pela Universidade de Brasília. Segundo o jornal, esta não seria a primeira vez que algo parecido acontece. Lamentável.
A função do socialismo é essa mesma: dividir para conquistar.
Já começa pelo nome da tal secretaria. Secretaria especial da "igualdade racial". Nada mais orweliano. "Ministério do amor" cuidava de tortura e repressão. "Ministério da paz" cuidava da guerra. "Ministério da verdade" cuidava da desinformação. E assim por diante. Secreataria da igualdade racial num país onde a miscigenação construiu a sociedade só pode ser para destruir a igualdade racial que fez crescer o país.
"Então um branco que seja assaltado por um negro também pode - legitimamente - não querer conviver com um negro??"
exato, levando-se em conta as estatisticas da criminalidade, seria mais justificavel o receio ou aversao branca a negros do que o oposto - visto que estatisticamente e' mais comum que um negro mate, assalte ou estupre uma pessoa branca do que o contrario - e visto que matar, assaltar e estuprar e' pior do que discriminar (no sentido de nao querer se casar com, ser amigo de ou contratar para um emprego)
em ambos os casos temos um pensamento colectivista.
Racismo de Estado
28 de março de 2007
Por Dora Kramer (*)
A ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial da Igualdade Racial, talvez não tenha consciência de que ninguém mais além do presidente Luiz Inácio da Silva dispõe, “neste País”, do direito de dizer disparates impunemente.
Lula conquistou essa prerrogativa e dela faz uso diário e permanente. Tornou-se inimputável no assunto. Não causa espécie nem provoca desconforto porque fala muito e a inconveniência de hoje é sempre anulada pela incontinência de amanhã.
Já a ministra Matilde raramente pronuncia-se em público. Ontem, manifestou-se em entrevista à BBC Brasil a propósito da passagem dos 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico. E, convenhamos, caprichou no desatino.
Superou o chefe. Lula, em matéria de incorreção política havia produzido uma declaração imbatível quando de sua visita à capital da Namíbia, surpreendendo-se pelo fato de Windhoek não dar ao visitante a impressão de “estar na África”, tão desenvolvida apresentava-se a cidade.
A ministra Matilde - note-se, da Igualdade Racial -, em sua entrevista à BBC, foi além do politicamente incorreto. Incorreu em manifestação de racismo puro. Aquele que quando se configura um crime é inafiançável e pune quem prega a distinção - ou exibe convicção sobre as diferenças - entre os seres humanos mediante o critério racial.
Disse, sem nenhum pejo e muito vezo, a ministra a título de justificativa do preconceito de negros contra brancos: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta os direitos dos outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou”.
Defende, portanto, a seguinte idéia: oprimidos ancestrais têm todo o direito de repudiar os que lhe invocam a opressão, ainda que no cerne dessa reação esteja a disseminação da intolerância racial na Humanidade.
Minorias, só por serem minorias, sejam elas políticas, econômicas, raciais ou simplesmente numéricas dispõem de licença social e legal ao exercício do preconceito e da insurgência.
A se considerar aceitável o pensamento da ministra de que o racismo se traduz no poder da maioria de coibir ou vetar o direito do semelhante - sendo inválido o inverso - teríamos de aceitar que às minorias tudo é permitido, inclusive o crime.
A ministra Matilde tem o direito de pensar o que bem entender e se expressar como melhor lhe aprouver. Não pode, contudo, esperar compreensão nem candidatar-se ao perdão.
E não parece adequado que, sendo defensora convicta da naturalidade contida no ato de um ser humano recusar-se à convivência do outro por rejeição à cor de sua pele e ao formato de suas feições, a ministra Matilde Ribeiro permaneça no cargo de representante do Estado brasileiro na pasta responsável pela promoção da igualdade racial.
Por um simples e óbvio motivo: dona Matilde é racista.
Sugiro à galera presente que mandem um elogio pra ela, porque jornalista precisa ser elogiado, também (o "também" é porque, quase sempre, eu espinafro) - pra perceber o alcance e a repercussão dos seus artigos.