"Na sessão do Senado que definiu o valor do salário mínimo, o senhor fez a contestação mais dura ao governo, acusando-o de violar a Constituição. Depois dessa sessão, como o senhor se sente na sua volta ao Senado?
-Vou dizer com muita sinceridade. Com muita tristeza. Porque eu pertenci a um Senado (em 1975) e àquela época tínhamos 22 Estados. O MDB fez 16 senadores e o governo só 6. Mas havia, por incrível que pareça, mais respeito do que hoje. Era um regime mais fechado, mas, em certos aspectos, tínhamos mais liberdade de ação. Nosso mandato podia ser cassado em dez segundos, mas a maioria (governista) respeitava mais a minoria (de oposição).
Por que isso acontecia?
A minoria tinha grandes senadores, como Franco Montoro, Orestes Quércia, Paulo Brossard, Roberto Saturnino, que davam à minoria uma base forte. A gente estava acostumado àquele ambiente difícil, mas mais aberto do que é hoje. O Senado hoje é um grupo fechado. Eu diria, com todo o respeito àqueles que estão chegando comigo, que hoje o Senado está na mão de quatro, cinco, seis pessoas. E há um comando muito forte do Executivo, principalmente sobre o Senado."
Veja só a gravidade do que ele diz: ele vê o Senado hoje como muito mais fechado, com menos liberdade de ação, do que em 1975; ele vê o controle direto da presidência sobre as decisões. E o mais triste, para a maioria dos brasileiros está tudo certo. Estão cegos acreditando no mito do Brasil superpotência do futuro. Continuarão todos calados e obedientes.
"Vou dizer com muita sinceridade. Com muita tristeza. Porque eu pertenci a um Senado (em 1975) e àquela época tínhamos 22 Estados. O MDB fez 16 senadores e o governo só 6. Mas havia, por incrível que pareça, mais respeito do que hoje. Era um regime mais fechado, mas, em certos aspectos, tínhamos mais liberdade de ação. Nosso mandato podia ser cassado em dez segundos, mas a maioria (governista) respeitava mais a minoria (de oposição)."
O Albert Einstein divulgará entre o início da noite de hoje e amanhã de manhã um boletim médico sobre o estado de saúde de Itamar Franco, internado no hospital desde segunda-feira. O diagnóstico é de leucemia, ainda em estágio inicial. O tratamento de sua doença já foi iniciado"
Além de relançar o Fusca o Itamar foi quem iniciou a mudança economica no país com o plano Real. Mas quem se deu bem foi o Lula, que não relançou o Fusca nem descobriu a roda e só aproveitou a fase de bonança que veio com a estabilidade economica deixada pelos antecessores.
Foi um presidente muito importante, já que bancou políticamente as reformas propostas pelo Plano Real; principalmente aquelas que diziam respeito ao ajuste fiscal e que nenhum presidente tinha coragem de fazer para não desagradar os deputados.
Infelizmente, como foi dito, o Lulla acabou levando das conquistas trazidas pelo Plano Real.
"O ex-presidente da República e senador Itamar Franco (PPS-MG) morreu neste sábado, aos 81 anos, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, informa o jornal O Globo.
Ele estava internado para tratamento de leucemia desde o dia 21 de maio e desenvolveu uma pneumonia grave."
embora tenha sido um cara bom, lá pelo ano de 1999, só pra lembrar, ele endoidou completamente quando apoiou os petralhas e o monstrengo de nove dedos...
E lembrem-se: político brasileiro não resolve problema; ELE É o problema. [2]
foi-se o único presidente honesto da Nova República. [3]
Itamar não fez muito, tanto que mal é lembrado. Que todos os presidentes se espelhem nele e não façam mais nada, porquê quando fazem normalmente é merda.
opinião do Olavo sobre o governo Itamar; trecho extraido do debate com o Dugin:
. "Mais tarde, odiei praticamente todos os governos brasileiros que conheci,
com exceção do breve e honroso mandato de Itamar Franco."
Caro Capitão Nascimento, Itamar foi quem deu alguma viabilidade ao Brasil ao convidar FHC para chefiar o ministério da Fazendo, onde o sociólogo criou o Plano Real (aliado a uma equipe econômica oriunda da PUC-RJ).
Ao contrário do que dizem alguns especialistas, tenho informações (meu pai era um ex-diplomata) que garantem que Itamar participou DIRETAMENTE de todas as decisões importantes de seu governo, inclusive da criação do Real que exterminou a hiperinflação. Jamais houve a tal 'carta branca' para a equipe econômica.
Dito isso, convém lembrar que, ao contrário do primeiro, o segundo mandato de FHC foi bem "ruinzinho", e o país parecia estagnado; ninguém aguentava mais o Pedro Malan (ministro da Fazenda de FHC) falando, em tom de superioridade, que tudo estava muito bem e que todas as críticas eram devido ao "instinto de rebanho" dos descontentes.
A coisa começou a desandar quando FHC disse que o Plano Real era única e exclusivamente de sua autoria (anos após, o próprio FHC voltou atrás e reconheceu o mérito do presidente mais honesto da Nova República na criação do Real).
Mas o caldo entornou de vez quando FHC e sua equipe resolveram, numa canetada, privatizar a Vale (do Rio Doce). Mesmo que, hoje, os que são bem informados saibam que foi um bom negócio para o Brasil, essa privatização às pressas causou GRAVES PREJUÍZOS ELEITORAIS que perduram até hoje. O PSDB nunca mais se recuperou, pois não soube defender, de forma eficiente, o projeto de privatizações, PRINCIPALMENTE por causa da privatização-relâmpago de uma das mais lucrativas estatais.
Portanto, quando Itamar apoiou Lula, o cenário já era outro. Vale (com duplo sentido) lembrar também que até mesmo o Olavo de Carvalho já votou no Lula (contra o Collor).
Foi um bom presidente. Vai deixar saudades pois foi um dos únicos honestos. Não concordo com tudo do que ele fez, mas não vou jogar pedras apenas por causa disso.
Com efeito, não há, na história da arte ocidental, representação do inferno mais elucidativa que essa foto. Senti um frio na espinha de gelar o coração.
Com efeito, não há, na história da arte ocidental, representação do inferno mais elucidativa que essa foto. Senti um frio na espinha de gelar o coração. [2]