Artigo do Olavo publicado em Zero Hora do dia 23/01/2005. http://www.olavodecarvalho.org/semana/050123zh.htm
Muito interessante o artigo. Provavelmente o pessoal da comunidade antagônica a esta vai ter ataques e escrever um bando de bobagens, mas a vida é assim.
Esta comunidade recebe inúmeras visitas de membros da comunid. antagônica. Aquelas pessoas vêm aqui com insultos, provocações no intuito claro de esvaziar este espaço e vencer pelo cansaço, ridicularizando e ofendendo a figura de um único cidadão. O simples fato de haver uma comunidade inteira que foi criada unicamente para ridicularizar, provocar, insultar e ofender a pessoa do Olavo de Carvalho, já mostra que foi deles a iniciativa de atacar e hostilizar. Se aqui alguns deles foram hostilizados (afastando com isso algumas alminhas sensíveis, tornando este espaço "morno") foi por pura reação a uma atitude que não partiu daqui. Se não gostam dos escritos de Olavo de Carvalho, pois que escrevam também, que façam sites, jornais eletrônicos, blogs, etc. Mas parece que preferem parasitar o conteúdo dele pois sabem que suas opiniões não valem nada. São verdadeiros parasitas que precisam de Olavo para obter um pouco de tempero em suas vidas. São verdadeiros dependentes químicos cheios de ódio, rebeldia e agressividade e, com isso, permanecem, literalmente entre o "beicinho e a guilhotina", por motivos que o artigo de Zero Hora e outros explicam exaustivamente.
Achei o artigo ótimo. Um resumo bastante fiel daqueles que se opõe ao senso comum. Eu já conheci isso diversas vezes por experiência.
Quanto ao esquema das comunidades, posso dizer algumas coisas:
1 - é muito mais fácil criticar o Olavo do que debater as idéias dele;
2 - a comunidade que fala mal do Olavo está cheia de pessoas inteligentes, de bom humor e é extremamente ativa e criativa. Confesso que leio os artigos de lá e dou algums risadas. É praticamente um "Casseta & Planeta". Porém, ela tem um problema sério: ela NÃO SABE quem é o Olavo de Carvalho, assim como NÃO CONHECE suas idéias. Eles simplesmente gospem uma série de coisas bem humoradas e bem articuladas e ganham notoriedade com isso;
3 - as brigas aqui vem dos dois lados, especialmente dos críticos do Olavo. Mas também há alguns de seus defensores que baixam o cacete sem motivo. Por outro lado, aqueles que vêm "debater" nessa comunidade para criticar o Olavo são tão espúrios que, de alguma forma, não merecem muita consideração. Outros literalmente se comportam como um "pedra no sapato" dessa comunidade;
4 - quanto à agressividade, se fôssemos defender o filósofo em "Olavo de Carvalho nos Odeia" levaríamos muito mais pedradas do que seus críticos levam aqui.
As comunidades relacionadas são diferentes em intuito:
Filosofia em Olavo de Carvalho
Comunidade criada para fugir das discussões políticas desta aqui. É para os poucos que querem discutir o verdadeiro cerne das idéias do Olavo, contra ou a favor.
Eu Odeio Olavo de Carvalho
Comunidade de comunistas, esquerdóides e gente venenosa que baba de raiva ao ver qualquer coisa do Olavo esboçada na frente. Obviamente, é a galera iletrada e doutrinada de sempre. Essa comunidade é diretamente relacionada às comunidades anti-Bush, anti-Israel, Che Guevara, Marx, etc.
Olavo de Carvalho Nos Odeia
Essa é uma comunidade bem mais respeitável pelo fato de que parte de seus membros são pessoas que não são de esquerda nem anticristos mas que não concordam com o que o Olavo escreve, porque muita coisa que ele escreve não dá pra engolir, mesmo por quem é de direita.
Ah, correção: parece que algumas coisas mudaram. A comunidade "Eu Odeio Olavo de Carvalho" parece ter morrido. Com isso, a "Olavo de Carvalho nos Odeia" deve ter enchido de comunistas, o que deturpa o objetivo inicial desta.
Também há uma "Rindo de Olavo de Carvalho", que, pelas comunidades relacionadas, parece ser de pessoas mais de direita.
1º- Eu não odeio o Olavo de Carvalho, apenas acho ele engraçado. Posso??
2º- Na comunidade antagônica há liberais, social-democratas, comunistas, socialistas, indefinidos, etc. Se alguém achar que é tudo "farinha do mesmo saco", talvez o problema não esteja no saco, mas sim no alguém.
3º- O senhores Marcos e David são exemplos de pessoas (leia-se não comunistas!!) que poderiam conviver na comunidade antagônica, sem a necessidade dos argumentos "CUECÃO-DE-COURO".
4º- Debater com alguém que acredita que os males do tabagismo são obra da OMS (um templo da mentira) ou que Bill Clinton colaborou (e colabora) com o PC Chinês, não está entre as minhas prioridades no Orkut. Fazer piadas sobre estas e outras pérolas pode, eventualmente, estar.
PS: POR FAVOR!! Poupem-me das "fontes insuspeitas" para justificarem o 4º item!!
Minha opinião é uma junção do que o Rodrigo e o Wagner escreveram. Além disso, quem muito bem usa a cultura do beicinho é o senhor Olavo de Carvalho que não pode se ver confrontado por pessoas que pensem diferente dele, que já parte para xingamentos, retóricas com conteúdos débeis e linguajar rasteiro. Acredito que quando ele escreveu esse artigo, deve ter se baseado em sua conduta "filosófica" e sua postura diante dos demais.
Aí vai o endereço da página com os patrocinadores e apoiadores do FSM, retirado do site do próprio. http://www.forumsocialmundial.org.br/dinamic.php?pag…res_2005_por
Prestem bem atenção no nome que aparece um pouco abaixo da Petrobrás e um pouco acima da Infraero.
Coloco também o endereço com os patrocinadores dos FSMs de 2004 e 2003. http://www.forumsocialmundial.org.br/dinamic.php?pag…res_2004_por
Reparem no nome que aparece logo abaixo da Petrobras, tanto em 2004 quanto em 2003.
Aconselho sinceramente alguns dos frequentadores desta comunidade que não acessem os links, pois começarão a achar que estão ficando loucos, paranóicos e vendo comunistas em todo o lugar, ou apenas estariam se tornando "engraçados". De qualquer forma, seria motivo para suicídio.
Você está aferindo uma dignidade que a outra comunidade não tem. Bom humor? Criatividade? Você não percebe que TODO o conteúdo deles é parasitado? Essa gente jamais teria conteúdo próprio para manter uma discussão séria. São meninos mimados, esquerda chique e alguns deles, verdadeiras aberrações psíquicas. Eles não param de agredi-lo o tempo todo! Se Olavo ou alguém aqui lançou alguma ofensa, foi em reação às ofensas que ELES começaram. Chamar um intelectual sério que dedicou a vida a estudar, educar e transmitir conhecimento de pulha, velhaco, mau caráter, e coisa muito pior não é bom humor nem aqui nem em parte alguma. Veja o que esta criatura (0 nome dela é Ana Paula) diz do Olavo:
[url]/ScrapBook.aspx?pno=2[/url]
"Agora , se tudo isso é medo de perder os dito cujos, como parece (ô fixação adolescente em sexo e afins, engraçadinha em meninos de 16 anos mas meio ridícula pra um homem da sua idade), não se preocupe, acho que ninguém está interessado em privá-lo dos mesmos." Isto não é discussão de idéias nem humor, isto é difamação em estado puro.
"eu já defendi os méritos que eu reconheço em OdeC" não antes de fazer coro com as piadas e ofensas, ou no mínimo aceitá-las como legítimas, assim como Marcos e Rodrigo as aceitam como criativas e bem humoradas e até mesmo sérias.
"Ninguém me deu nenhuma pedrada lá". Lógico, você chegou aderindo e não mostrando que o que eles fazem é, no mínimo, difamação.
Jean disse lá:
"Fico feliz de ver que o ambiente aqui é bem mais civilizado e bem-humorado do que lá na outra comunidade." Você chama de civilizado e bem-humorado o que esta criatura respondeu ao Murilo?
"Murilo, vc é tão analfabeto qto o Olavo 1/26/2005 9:56 AM
O "projeto" que vc "Não sabe" de onde eu tirei, é de 1940, ou seja, ERA O projeto que se transformou no ATUAL código, isto está na "Exposição de motivos do CP", no PRÓPRIO CÓDIGO PENAL EM VIGOR, pegue um e leia seu imbecil analfabeto. Os artigos aos quais esta EXPOSIÇÂO se refere são os VIGENTES HOJE!!!!!!!!!!!!
Caraca, tem que ter muita paciência mesmo, essas olavetes idiotas nem lêem o que está escrito !!!!!!!!"
[url]/CommMsgs.aspx?cmm=87091&tid=7038726&pno=4[/url]
Devo concordar que o comentário da minha confrade da comunidade antagônica a esta não foi um dos mais bem-humorados, porém, devo lembrar que está comunidade daqui é recheada de comentários rasteiros, de pessoas mal-educadas e definitivamente não preza pelo bom-humor.
Quanto ao conteúdo da comunidade "Olavo de Carvalho nos odeia!", devo recomendar à senhora que visite mais vezes e leia a maioria dos tópicos para fazer uma análise mais precisa e menos tendenciosa, mesmo porque é público e notório que quando analisamos algo através de pesquisas, devemos chegar a conclusões mais exatas esmiuçando o TODO para depois analisarmos o PARTICULAR, e a senhora equivocadamente está fazendo o oposto disso. Portanto, não se deixe enganar por aparências, se informe mais e depois tire suas concluões, mesmo que elas sejam dolorosas ao seu ego.
Jean, bate-bocas entre indivíduos, por mais que um deles tenha sido rude, grosseiro e tudo o mais, são uma coisa, agora, a criação de uma comunidade inteira que se dedica a difamar, ofender e ridicularizar um cidadão isolado é outra muito diferente. Alguém aqui já fez alguma comunidade contra você te caluniando?
Flavio, seu 'argumento' está fora de páreo.
"vale lembrar que o fato de ser membro de uma comunidade não quer dizer que eu concorde com TUDO o que se diz nela, ok?" É óbvio que não é necessário concordar com tudo o que a outra diz. Olavo, por exemplo, está na cmndd antagônica, por isso mesmo é que tem estômago forte e esbanja saúde.
Roxane,
na comunidade "OdeC nos Odeia" há pessoas inteligente, sim. O problema é pra que essa inteligência é usada. Realmente me faltou lembrar que por lá rolam xingamentos e uma falta de respeito enorme no que diz ao Olavo, um dos motivos pelo qual eu não estou cadastrado na tal comunidade, além de ter uma posição que, pela minha simples ausência, deixa bem claro no que acredito e defendo. Naquela comunidade há um outro problema que eu já disse e vou repetir: eles NÃO SABEM quem é Olavo de Carvalho e NÃO CONHECEM suas idéias. O problema é que aqueles que o lêem já absorvem seus textos com uma capa de proteção pré-porgramada para rejeitar tudo o que está escrito.
Eu ao menos leio a comunidade e compreendo algumas coisas que são ditas por lá e vejo bastante potencial. Pena que o potencial é desperdiçado em humor negro do tipo "Casseta & Planeta" e para se proteger do "ataque ultra-conservador-anti-comunista-olaviano" ou seja lá o que eles escrevem.
Quanto à garota, eu li os scraps. A agressividade dela me surpreendeu e também me surpreendeu que o Olavo também não sentou a mão nela. Enfim, ele deve ter lá seus motivos.
Jean,
pena que vc está saindo da comunidade. Assim ela ficará mais pobre. Ao que eu percebi, suas brigas se afunilam com um ou outro participante (que, a propósito, faltaram com um bom respeito) e não dizem respeito ao clima geral da comunidade, fora aqueles que entram aqui pra avacalhar e estancar as discussões.
"Quanto à garota, eu li os scraps". Chamá-la de "garota" é muita amabilidade da sua parte, aquela lá já deve estar na menopausa. "A agressividade dela me surpreendeu e também me surpreendeu que o Olavo também não sentou a mão nela". Ao contrário de muitos que caluniam Olavo naquela comunidade afirmam, ele é um cavalheiro e não bate em mulher.
Você age igual a algumas pessoas da comunidade daqui, não xinga (pelo menos não me xingou até agora), mas em compensação faz "vista grossa" para certos comentários, só fala e analisa sobre o que lhe convém, faz a famosa política do "vou sair pela tangente". Repito, você não sabe pesquisar, não sabe analisar uma situação macro. Parabéns ao seu sectarismo, continue assim. Só lamento de a idade não ter te dado mais SABEDORIA.
Marcos, você escreveu:
"A agressividade dela me surpreendeu e também me surpreendeu que o Olavo também não sentou a mão nela."
Quer dizer que é assim? O Olavo "senta a mão" em quem ele acha que deve sentar, é isso? É bom saber disso.
Não quero falar por ele (nem direito tenho), mas o Olavo "senta a mão" (já estou vendo que esse termo não caiu bem) em quem acha que deve sentar segundo princípios dele, e como o conheço um pouco, sei que é muito bem intencionado. Só que o rebater as questões não dizem respeito à pessoa, mas ao conteúdo, a não ser que essa pessoa o insulte. Como bem disse, achei ele "light" na resposta à moça.
Do mais, o Cassiano já deu a resposta.
Sinto informá-lo que não tenho problemas com minha idade, 49, e, sinceramente, não conheço viv'alma que seja imune à passagem do tempo. Quanto ao fato de não saber perquisar, realmente, não sei pesquisar um monte de lixo. Quanto à minha suposta falta de sabedoria, admito que ainda a estou buscando, mas se você a possui em dose suficiente para detectar minha carência da mesma, por caridade, permita-me desfrutar de tamanha preciosidade que você egoistamente fica a guardar somente para si.
Márcio: "As únicas certezas que possuem são suas próprias incertezas."
Que bom deve ser viver cheio de certezas então, afinal, quando uma pessoa que leu a Verdade em Fritjof Schuon ou Olavo de Carvalho tem certeza de algo, sai de baixo.
Roxane: "São meninos mimados, esquerda chique e alguns deles, verdadeiras aberrações psíquicas."
Fico com a aberração psíquica então. Olha, eu não faço parte daquela comunidade porque lá eu teria de aturar indivíduos como Ricardo Cavaleiro do Zodíaco que nesta comunidade aqui primaram pela chatice e pela ironia infantilóide a la Paulo "Seu Creysson". Lá tem muita gente de esquerda que eu não estou a fim de aturar.
Mas, a senhora ao afirmar que os críticos do Olavo são todos garotinhos mimados é atitude típica de ninguém mais ninguém menos que o próprio Olavo de Carvalho. Sou anti-marxista, capitalista pró-livre-iniciativa, pró-pena de morte, pró-controle de natalidade compulsório, anti-feminismo, ateu, defendo a tese de que o cristianismo está em decadência e ameaça levar a civilização ocidental junto, cientista, evolucionista e a favor da reimplantação da cultura clássica que os cristãos destruíram (assim como o Olavo, eu me reservo o direito de ser ainda mais retrógrado que ele). Aí, qual a minha classificação na escala de aberração psíquica?
Jean Marcel: "Cansei de ser ofendido aqui neste espaço, e nele não pretendo postar mais nada."
Veja bem, você não deve parar de discutir por aqui só porque o senhor "Idiota, meu braço deve ser da espessura da sua cabeça" te ofendeu de maneira extremamente mal-educada, porque aí você dá vitória a quem merecia ser chutado dessa comunidade por ser incapaz de discutir de maneira civilizada, uma espécie de Alexandre Frota do MSM (ISSO é uma aberração).
É curioso que os mesmos que se escandalizam com o comportamento irônico e até agressivo de algumas pessoas em relação ao Olavo não se escandalizem com o mesmo comportamento quando vem do próprio OdeC. Ou este também não tem o costume de ser extremamente agressivo e irônico com quem discorda dele, e de escrever textos desqualificando pessoalmente seus oponentes intelectuais? Parece que ele pode, e nós, "simples mortais", não podemos... Mas depois do argumento da "quilometragem", eu perdi muito do respeito que pudesse ter pela dona Roxane. Na verdade é o mesmo argumento requentado aqui, de novo. O que talvez seja uma das explicações para a outra comunidade ter dezenas de vezes mais vida, mais tópicos e, por incrível que pareça (pois não é a intenção da outra comunidade), mais discussão e mais respeito a opiniões divergentes do que esta aqui.
Marcos, respeito vc. mas discordo do que escreveu. A comunidade conhece sim as idéias do Olavo! A não ser que vc. defenda a teoria de que seus textos nos jornais e revistas, no site deste, no MsM não sejam representativos das idéias dele. Claramente o são, e é a partir dos exageros, das generalizações e das distorções presentes nestes textos que a comunidade o satiriza.
O problema é que muitos membros da comunidade aqui gostariam que Olavo fosse levado mais a sério do que é. Mas não dá exatamente pelo que ele escreve, por suas reações contra críticas, e as contribuições de alguns dos seus mais tresloucados seguidores por aqui ajudam ainda menos...
Cristiano, independentemente de concordar ou não com suas convicções, esta professoa pôs o dedo na ferida. Como você diz: será mesmo que o reconhecimento de uma universidade em avançado processo de degradação é tão importante assim? Veja esta matéria que saiu no "Mais!".
São Paulo, domingo, 23 de janeiro de 2005
Manual de sobrevivência acadêmica
MARCELO COELHO
COLUNISTA DA FOLHA
Especialista na obra do filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), Scarlett Marton foi recentemente aprovada como professora titular do departamento de filosofia da USP, onde leciona desde 1985. Uma das exigências para a obtenção desse título é a apresentação de um memorial, em que o candidato recenseia todas as suas publicações e atividades universitárias. Quase 200 páginas de "A Irrecusável Busca de Sentido" -isto é, aproximadamente dois terços de todo o volume- originaram-se desse memorial acadêmico, que sem dúvida não se conteve dentro do formato burocrático de costume. Publicado sob a denominação de "autobiografia intelectual", o texto adquire uma tonalidade melancólica, beirando às vezes o espírito de quem faz um ajuste de contas -consigo mesmo e com os outros.
"Marcada por sucessivos abortos, minha vida intelectual converteu-se em acúmulo de frustrações", afirma Scarlett Marton.
A autora não é a única a ser tratada com dureza nestas páginas; colegas, alunos e instituições não saem ilesos do retrospecto. Os estudantes, por exemplo, já "não dispõem de meios para expressar idéias e sentimentos; não chegam inclusive a deles ter ciência. (...) Com uma visão reduzida do mundo, nem sequer se dão conta da banalização das próprias experiências".
Entre os projetos frustrados da autora, conta-se o de realizar uma edição comentada de "Assim Falava Zaratustra", idéia que acalentou "tendo ciência de que não seria oportuna; no Brasil, não haveria público interessado nem interesse editorial". (continua) http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2301200509.htm
"Os estudantes, por exemplo, já não dispõem de meios para expressar idéias e sentimentos; não chegam inclusive a deles ter ciência. (...) Com uma visão reduzida do mundo, nem sequer se dão conta da banalização das próprias experiências". O que esta mulher percebeu é gravíssimo. Notem que ela não está falando de uma faculdade qualquer, ela está falando da USP, do feudo dos tucanos e da intelectualidade petista, ou seja, da nossa elite dominante. Não é à toa que o Brasil tem os piores estudantes do mundo e, conseqüentemente, os piores professores. Por causa disso, são inúmeros os estudantes que, quando tomam ciência da miséria intelectual e existencial em que vivem, pedem socorro ao Olavo. Já, aqueles que se sentem sabidos demais, como todos os que gostam de fazer piada com Olavo, não percebem que a vida acadêmica deles é que é uma piada.
O importante, no caso, não é o Mais!, não é o artigo, muito menos a professora, mas sim o fato de que alguém de dentro de uma das mais importantes instituições acadêmicas do país detectou a miséria intelectual em que este ambiente se encontra.
Depois do que disse acima, por que será que Olavo não dá a menor importância para o reconhecimento dos representantes de uma instituição profundamente corrompida e degradada?
Bom, de acordo com a dialética hegeliana do Senhor e do Escravo (by Fukuyama) o Senhor também não se sente satisfeito como Senhor, porque, na luta pelo reconhecimento, ele só é reconhecido pelo seu Escravo, alguém inferior a ele. Daí nasce o sentimento de isonomia entre o senhor e o escravo e que passam a "se nivelar" um ao outro e eliminando a conflituosa dialética.
A questão é que o Olavo não se vê como o Senhor e os Escravos não se dão conta de que assim o são. Pelo menos aí a dialética se dilui pelo fato de que o Senhor Olavo não se importa em ser reconhecido por aqueles que se comportam como Escravos.
Nada como livre-pensamento.
Creio que o senhor Alexandre não entendeu minha mensagem. Não estou aqui discutindo as causas da degradação dos estudantes e professores. Elas podem ser internas, externas ou muito mais complexas, pouco importa. O que está em questão é o seguinte: é ou não é um fato que professores e alunos vivem, para dizer o mínimo, mergulhados na mediocridade e na baixa qualidade do ensino? Vale lembrar que estamos falando da faculdade de filosofia da USP.
1 - O Olavo não pode estar ansioso para entrar na comunidade acadêmica, pelo simples fato de que já está nela: é professor de Ética e de Teoria do Estado do Curso de Pós-Graduação em Administração Pública PUC do Paraná. Não fica alardeando isso porque acha que não tem a mínima importância. É o único filósofo brasileiro de autêntico prestígio internacional, como se vê pelas referências feitas às suas obras por Frederick Wagner, David Walsh, Andrei Pleshu, Gabriel Liiceanu, Amy Colin, Jean-Yves Béziau, Alain Peyrefitte, Antoine Danchin e tantos outros, e também pelo fato de ter sido um dos únicos quatro brasileiros convidados a participar do Unilog, em Montreux, Suíça, o maior congresso e mais importante congresso de Lógica já realizado no mundo (com o detalhe de que, dos outros três brasileiros, um nunca lecionou no Brasil, só na Suíça, e os dois restantes não são da área de Filosofia e sim de Matemática. Ninguém da USP foi convidado).
2 - Por que um sujeito desses sonharia em entrar num ambiente provinciano e opressivo como a universidade pública brasileira, ou em ter um título conferido por ela? Tempos atrás, o Bruno Tolentino andou mexendo uns pauzinhos entre seus amigos uspianos para dar ao Olavo um título de doutor “honoris causa”. O Olavo mandou parar, dizendo que jamais aceitaria qualquer título da USP. Vocês, realmente, não conhecem o homem do qual estão falando. Os exercícios de psicologia pejorativa em que vocês se esfalfam são demasiado sintomáticos. De outro lado, se ele aceita convites para falar em entidades das quais não aceitaria um diploma, é justamente porque não quer obter nada delas, mas apenas contribuir para que melhorem.
3 -. No Brasil as condições de filósofo e de bacharel (ou doutor em filosofia) aparecem invertidas, por falta de informação popular a respeito. É só aqui que a simples posse de um diploma faz com que um sujeito seja chamado de “filósofo”. Isso não acontece nos outros países. As pessoas no Brasil se acostumaram tanto com esse mau hábito que negam a condição de filósofo a quem não tenha "diploma de filósofo”. Este fenômeno reflete a incultura filosófica do meio e já provocou risadas de observadores estrangeiros desde os anos 40, quando Oswald de Andrade e Vicente Ferreira da Silva se apresentaram como candidatos para a cátedra de filosofia da USP sem ter o referido "diploma", e foram aceitos no concurso. A imprensa provinciana caiu de pau, enquanto os filósofos italianos aqui presentes, Enzo Paci e Luigi Bagolini, ficavam espantados com a incultura bacharelesca do ambiente.
4 - Passaram-se 60 anos, e os brasileiros continuam iguaizinhos. Não sabem sequer que suas opiniões são apenas a reprodução de preconceitos provincianos já desmoralizados há muito tempo. Quando o presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Sebastião Vila-Nova, numa sessão de homenagem ao Olavo, saudou o homenageado qualificando-o de "filósofo, e não apenas professor de filosofia" era a essa diferença que ele se referia, a qual é reconhecida por todas as pessoas cultas. Em todo o mundo, para ser filósofo, é preciso ter uma filosofia, e não um diploma. Eu gostaria de saber quantas pessoas que v^Çem aqui atacar o Olavo leram "O Jardim das Aflições" ou "Aristóteles em Nova Perspectiva", por exemplo. Por outro lado, as reações internacionais a este último livro mostram que ninguém no mundo civilizado duvida que Olavo é filósofo. Esta questão nem aparece na cabeça deles.
5 - O Vilem Flusser, que era tcheco e morou aqui por um tempo, também não tinha "diploma de filósofo”, e tanto os caipiras daqui encheram o saco dele por causa disso que ele mudou para a Alemanha, publicou seus livros em alemão e morreu na condição de um dos mais importantes filósofos alemães do seu tempo. Só quatro filósofos brasileiros obtiveram amplo reconhecimento mundial ao ponto de se tornarem verbetes de enciclopédias filosóficas internacionais: Miguel
Reale, Mário Ferreira dos Santos, Vicente Ferreira da Silva e Newton da Costa. Nenhum dos quatro tinha “diploma de filósofo”. Se o Brasil fosse depender de diplominhas, estaria simplesmente FORA da história da filosofia universal.
6 - O simples fato de AINDA se discutir essa bobagem de diploma depois de tanto tempo já mostra que a incultura filosófica deste país é um assombro.
Mas, no fim, o que falta perguntar é se vocês acham mesmo, sinceramente, que esse tipo de ataque à condição profissional de um indivíduo é “discussão de idéias”. É evidente que vocês se apegam a essas coisas justamente porque não têm capacidade (ou vontade) de fazer um esforço sério de absorção das idéias que gostariam de criticar. Discutir se um sujeito tem ou não tem diploma não é debater idéias: é tentar sujar uma reputação. Ninguém mais do que eu está na posição de perceber que o objetivo desse e de outros ataques parecidos não é “debater idéias”, mas destruir uma pessoa e, evidentemente, sua família junto.
Roxane, queridinha, obrigado por tentar me explicar para esses coitados. Mas o fato é que, para que eu tivesse um diploma, alguém precisaria assiná-lo e eu precisaria reconhecer a qualificação do signatário para isso. Aceitar um diploma assinado por Gianottis, Chauís e tutti quanti seria, para mim, a suprema humilhação, pois não reconheço neles nem mesmo a qualificação para serem bons alunos do meu Seminário.
Por enquanto, estou respondendo somente às suas duas insinuações -- (1) "com o fim de justificar a pouca inserçao que seu companheiro tem nela" e (2)"se o Olavo tem desprezo pela USP, por que la ja esteve em debates?"
Não entrei ainda na resposta à sua pergunta sobre a sra. Marton. Não confunda as coisas.
A USP criou o molde do ensino de filosofia no Brasil. Implantou a influência francesa da Sorbone, o que depois a PUC-SP agravou ainda mais apegando-se a Louvain, o modelo belga calcado no francês. Para todos vale o que disse Jean-Yves Béziau: o ensino da filosofia no Brasil é a macaqueação de um modelo que em si já era degenerado. É claro que a culpa é da USP. Já a prof.ª Marton, que acaba de pegar um cargo lá, não ia sair atirando na instituição logo na primeira semana, assim como Olavo, nas críticas que faz à mídia, evita citar nominalmente O Globo, por uma simples questão de educação. É que essa questão do mau ensino de filosofia no Brasil é nova para você, quem lida com ela há mais de 20 anos sabe que tudo começou na USP. O livro da sra. Marton é na verdade o quarto ou quinto que sai a respeito desse problema na USP, e inumeráveis debates já rolavam sobre isso antes que você nascesse. Consulte a coleção da Revista Brasileira de Filosofia, os artigos de Miguel Reale, Vilem Flusser e tantos outros. Essas coisas já fazem parte da história da filosofia brasileira. Você é que não está captando as alusões que, para os conhecedores do assunto são claras.
Suponhamos que a professora não tenha dito nada do que mencionei. Suponhamos que minha leitura esteja absolutamente equivocada. Mesmo assim, a questão da descida vertiginosa do nível do ensino de filosofia na universidade foi abordada e isso em nada desmente tudo o que falei depois. A propósito, acho que já falei o suficiente sobre o assunto, já respondi a todas as suas objeções, e não creio que sua última objeção seja tão relevante assim em face do que já foi exaustivamente demonstrado aqui. Acho que você não quer dar o braço a torcer, mas deixa estar. Sua (des)conversa está ficando cansativa.
Tudo bem, Alexandre, se você acha que esta teimosia o ajuda a compreender melhor as coisas, tudo bem. Apegue-se a ela o mais que possa, mas depois, não reclame, pois este papel não fica bem em ninguém.
A conspiração da nossa elite pensante em torno da suprema valorização da mediocridade está dando muito certo. (Por elite pensante entendo os nossos professores, formadores de opinião e alguns governantes, com RARÍSSIMAS exceções). O sucesso dos mais incapazes e dos mais despreparados é estrondoso. Infelizmente, nosso país ficou reduzido a isso. Neste ponto, Karl Marx tinha razão quando dizia: "a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante". Está aí o Forum Social Mundial que não me deixa mentir.
Sobre o que Moyzes falou, há um trecho muito interessante. [http://www.olavodecarvalho.org/semana/06152002globo.htm]
"O paralelo entre a educação de Lula e a de Abraham Lincoln é falso até o limite da alucinação. Ambos esses políticos vieram, é certo, de família pobre, e mal tiveram educação formal. A diferença é que Lincoln, estudando sozinho, tornou-se um grande conhecedor de história e de literatura, e dominou seu idioma natal ao ponto de escrever, já aos vinte e poucos anos, como um autêntico clássico da língua inglesa. Já o sr. Lula da Silva só o que consegue é pronunciar com língua presa uns discursinhos miseráveis que, se lhe granjeiam alguns votos, é apenas graças ao efeito tranqüilizante que a exibição de mediocridade pode ter sobre platéias de invejosos doentios que fogem do admirável como da peste. Para estes, a melhor qualidade que um candidato pode apresentar é a de não ser melhor que eles. Votando em Lula, votam em si mesmos, porque se sentem capazes de fazer tudo o que ele faria e, elegendo-o, não serão obrigados a respeitá-lo."