Shahbaz Bhatti, católico e Ministro das Minorias do Paquistão, estava falando no final de uma entrevista numa data não especificada antes de seu assassinato, quando lhe perguntaram: “Sua vida está sendo ameaçada. Por quem? E que tipo de ameaças você está recebendo?”
“As forças da violência, organizações militantes, o Talibã e a Al-Qaida. Eles querem impor sua filosofia radical no Paquistão. E quem permanecer contra a filosofia radical deles, eles o ameaçam”, respondeu Bhatti. “Quando lidero esta campanha contra as leis xaria, para abolir a lei anti-blasfêmia e defender os oprimidos e cristãos perseguidos marginalizados e outras minorias, esses Talibãs me ameaçam”.
A “lei anti-blasfêmia” do Paquistão, à qual Bhatti se opunha publicamente, é usada como uma ferramenta pelos muçulmanos para intimidar e perseguir os cristãos e outras minorias religiosas.
“Mas quero compartilhar que creio em Jesus Cristo, que deu sua vida por nós. Sei qual é o significado da cruz, e estou seguindo a cruz, e estou pronto para morrer por uma causa”, continuou Bhatti.
“Estou vivendo por minha comunidade e povo que sofre, e morrerei para defender os direitos deles. Portanto, essas ameaças e esses avisos não poderão mudar minha opinião e princípios. Prefiro morrer por meus princípios e pela justiça de minha comunidade a fazer concessões a essas ameaças”, concluiu ele.
Ontem de manhã, a oferta de Bhatti se cumpriu quando ele dirigia seu carro para o trabalho, sem guarda-costas, apesar dos riscos que ele havia assumido ao se opor aos extremistas islâmicos no Paquistão. Ele foi morto a tiros por homens que deram uma rajada de balas em seu carro, então deixaram folhetos avisando que outros que se opõem à lei anti-blasfêmia teriam o mesmo fim.
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